Sustentabilidade
Chuvas ganham força no fim de janeiro, mas e fevereiro? Saiba se mês começará com precipitações

A previsão do tempo para os próximos cinco dias acende um sinal de atenção para o produtor rural. Os maiores acumulados de chuvas se concentram no norte de São Paulo e no sudoeste de Minas Gerais, além de áreas do Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e na faixa de divisa entre o Acre e o Amazonas.
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Em Mato Grosso, especialmente em Nova Mutum, um dos principais polos produtores de soja do país, a expectativa é de chuvas de caráter agrícola ao longo do mês de fevereiro. Os volumes previstos não ultrapassam 20 mm, segundo as projeções, o que indica precipitações pontuais. Apesar de poderem provocar interrupções momentâneas nos trabalhos de campo, essas chuvas são consideradas positivas por contribuírem para a manutenção da umidade do solo, fator importante neste momento do ciclo.
O cenário exige atenção redobrada do produtor que está em plena colheita da soja e, ao mesmo tempo, se prepara para o plantio do milho de segunda safra. A regularidade das chuvas, mesmo em baixos volumes, pode ajudar no estabelecimento inicial das lavouras, desde que o calendário de operações seja bem ajustado.
Início de fevereiro
Para o início de fevereiro, entre os dias 1º e 5, a tendência é de uma maior distribuição das chuvas pelo país. Os acumulados devem avançar sobre o Sudeste e alcançar também o Sul, com destaque para o Paraná.
Áreas do Centro-Oeste, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também entram no radar das precipitações. Em contrapartida, a chuva perde força no extremo norte, enquanto volta a ganhar presença na região central da Bahia.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Participação do farelo na ‘crush margin’ aumenta no BR e nos EUA – MAIS SOJA

A cotação do farelo de soja segue em alta no Brasil e nos Estados Unidos, diante da forte demanda global pelo derivado. Segundo o Cepea, a participação do farelo na margem de processamento das indústrias voltou a aumentar nos últimos dias, atingindo novas máximas.
O Centro de Pesquisas destaca que, entre julho e agosto, a Conab disponibilizou algumas unidades de armazenamento de farelo de soja em certos estados brasileiros, o que pode ter limitado o interesse de venda das indústrias.
Neste cenário, com base nos preços da soja, do farelo e do óleo de soja negociados na região de São Paulo, a participação do farelo de soja na “crush margin” foi o maior desde outubro de 2024, conforme apontamento do Cepea.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
El Niño exige atenção redobrada no manejo da soja e decisões mais rápidas na safra 2026/27 – MAIS SOJA

A soja brasileira inicia a safra 2026/27 diante de um cenário climático que pode exigir estratégias fitossanitárias diferentes entre as regiões produtoras. Com previsão de maior intensidade do El Niño entre outubro e dezembro de 2026 e possibilidade de permanência do fenômeno até abril de 2027, o comportamento das chuvas e das temperaturas deve influenciar não apenas o estabelecimento das lavouras, mas também as condições para o manejo de doenças, plantas daninhas e pragas.
No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a expectativa de precipitações acima da média entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 coloca o excesso de umidade entre os principais pontos de atenção. Já no Centro-Oeste e Norte, há previsão de períodos de menor precipitação e altas temperaturas, exigindo planejamento para enfrentar estes desafios.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, as diferenças regionais mostram que o planejamento não pode se limitar à expectativa de chuva. “A escolha de cultivares adaptadas, o preparo do solo, o tratamento de sementes e a disponibilidade de ferramentas na fazenda para o manejo fitossanitário ganham importância diante de uma safra em que as janelas de aplicação podem sofrer alterações em relação ao que vinha sendo adotado”, explica.
Região Sul: excesso de chuva pode ampliar a pressão de doenças
Nas áreas sujeitas a maior umidade, o primeiro desafio está no estabelecimento da lavoura. Solos compactados, com drenagem deficiente ou acúmulo de água, podem favorecer doenças radiculares, como a podridão-radicular de fitoftora, e comprometer a emergência das plantas. Por isso, o tratamento de sementes e a escolha de materiais adaptados às condições locais devem fazer parte das decisões anteriores à semeadura.
Em anos chuvosos, o monitoramento também precisa considerar o período de molhamento foliar prolongado e temperaturas amenas, que favorecem o desenvolvimento de doenças como a ferrugem-asiática, uma das principais preocupações fitossanitárias nas lavouras do Sul. Nesse cenário, o manejo fitossanitário precisa ser ainda mais racional, com atenção ao momento adequado para aplicação dos fungicidas.
“O produtor precisa considerar que, em um cenário de maior umidade, a janela de aplicação pode variar. Se houver uma sequência de dias chuvosos, por exemplo de 5 dias, e o intervalo entre as aplicações estimada é de 12 dias, então pode se estender para 17 dias, comprometendo os tratos fitossanitários. Por isso, ter as tecnologias adequadas e planejar as operações passa a ser uma estratégia eficiente de manejo”, reforça Corsini.
Entre as tecnologias disponíveis para o manejo de doenças está o SUGOY, fungicida desenvolvido para a cultura da soja, com formulação que reúne protetor agregado e três mecanismos de ação. Essa solução contribui para o manejo da ferrugem-asiática e da resistência, além de oferecer praticidade ao produtor por dispensar a necessidade de mistura com outros produtos.
Centro-Oeste e Cerrado: estabelecimento da lavoura é prioridade
No Cerrado, em regiões do Centro-Oeste e Norte, a possibilidade de chuvas mais espaçadas e temperaturas elevadas pode aumentar a preocupação com períodos de menor disponibilidade hídrica. Nesse cenário, a formação de um sistema radicular bem desenvolvido é uma das estratégias para reduzir os impactos de eventuais períodos de estresse.
A presença de nematoides, a compactação do solo e a ocorrência de alumínio em níveis que limitam o desenvolvimento das raízes estão entre os fatores que podem comprometer essa etapa. Por isso, o manejo deve começar antes da semeadura, com avaliação das condições da área e adoção de medidas que favoreçam o desenvolvimento inicial da soja.
Uma das opções para esse planejamento é investir no tratamento de sementes. O CERTEZA N é um fungicida para tratamento de sementes que também possui registro para o manejo de nematoides, além de controlar importantes doenças de solo, como mofo-branco, antracnose e espécies de Fusarium. Sua tecnologia de aderência às sementes contribui para a resistência à lavagem pela chuva e para a manutenção da proteção durante o período inicial de desenvolvimento.
“Quando o produtor escolhe uma tecnologia que também auxilia no manejo de nematoides, ele amplia essa proteção sem acrescentar uma nova operação ao processo. É uma solução que agrega eficiência ao manejo integrado e contribui para preservar o potencial produtivo da cultura desde o início do ciclo”, destaca o gerente de marketing regional da IHARA.
Plantas daninhas e pragas também exigem atenção
Além dos desafios relacionados às doenças, o cenário climático pode favorecer a ocorrência de plantas daninhas. No Centro-Oeste, a possibilidade de períodos de menor umidade reforça a importância do controle das invasoras desde o início do ciclo, já que o inverno foi chuvoso, o que favoreceu apresentação de plantas daninhas agora no início de setembro. É importante evitar a competição por água e nutrientes na fase em que a soja ainda está em desenvolvimento.
Entre as espécies que exigem atenção estão o capim-pé-de-galinha e o caruru, cuja presença tem aumentado em áreas produtoras. Para contribuir com esse manejo, o produtor pode utilizar herbicidas seletivos de pré-emergência, como o YAMATO SC, que possui longo efeito residual. A tecnologia atua antes da emergência das plantas daninhas, ajudando a manter a lavoura protegida durante uma fase importante do desenvolvimento da soja.
Ensaios conduzidos por instituições de ensino e pesquisa registraram índices superiores a 90% de controle sobre caruru e capim-pé-de-galinha, em comparação aos tratamentos padrão de pré-emergência. O produto também apresenta seletividade para a cultura, com resultados que não observaram sintomas de fitotoxicidade ou impactos sobre a produtividade da safra ou da sucessão.
O manejo de pragas também deve ser considerado. Em condições de menor umidade e temperaturas mais elevadas, a redução da atuação de fungos entomopatogênicos e a aceleração do ciclo de desenvolvimento dos insetos podem favorecer o aumento da pressão de pragas.
“No ano passado, em condições climáticas consideradas normais, houve um incremento de 50% a mais no manejo de mosca-branca. Para o atual cenário, os agricultores devem ficar cientes de que não apenas a mosca-branca, mas outras pragas, podem aumentar consideravelmente nesse ciclo, como percevejos e lagartas”, enfatiza Gustavo.
Por isso, o monitoramento frequente e a adoção de estratégias de manejo integrado são fundamentais para identificar a necessidade de controle e evitar que as infestações avancem.
Planejamento deve considerar clima, operação e mercado
Diante de um cenário climático que pode ampliar a diferença entre as regiões produtoras, o planejamento da safra 2026/27 deve considerar não apenas o potencial produtivo, mas também a capacidade de realizar as operações no momento adequado. No Sul, isso significa estar preparado para períodos de chuva que podem dificultar a entrada de máquinas e o cumprimento das aplicações. No Centro-Oeste e Norte, o foco está na formação da lavoura e na redução dos estresses iniciais que podem comprometer o desenvolvimento das plantas.
Para Corsini, a adaptação às condições de cada região será determinante. “O agricultor brasileiro é resiliente e consegue se planejar de forma eficaz. Mas, diante de um cenário de maior variabilidade climática, é importante que ele tenha as ferramentas corretas disponíveis no momento certo, porque a janela de aplicação pode ser diferente da habitual e a tomada de decisão precisa ser mais rápida”, comenta.
A expectativa de diferenças regionais também reforça a importância de acompanhar o mercado. Eventuais perdas provocadas por excesso ou falta de chuva podem ser parcialmente compensadas por um cenário de preços mais favorável. Por isso, além do monitoramento das lavouras e das condições climáticas, o acompanhamento das cotações e o planejamento comercial devem fazer parte das decisões do produtor ao longo da safra.
SOBRE A IHARA
A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
El Niño será o pesadelo da soja? Calor de 42°C, veranico e chuva irregular ameaçam safra; saiba onde

O início do plantio da soja na safra 2026/27 exige atenção redobrada dos produtores diante dos efeitos do El Niño sobre o clima brasileiro. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o fenômeno pode favorecer uma combinação de chuva irregular, temperaturas elevadas e eventos meteorológicos mais extremos ao longo do ciclo.
Müller explica que o aquecimento dos oceanos interfere na atmosfera e aumenta a quantidade de vapor de água disponível, elevando também a energia para a formação de eventos meteorológicos mais intensos.
“Se eu tenho mais calor, tenho mais vapor de água indo para a atmosfera, consequentemente, mais energia. E essa energia é toda transferida para, muitas vezes, eventos climáticos mais extremos e com mais frequência”, comenta.
Chuva deve firmar a partir de outubro
Para o Centro-Oeste, Müller aponta que as chuvas devem ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro. O cenário é especialmente importante para Mato Grosso, onde parte das áreas produtoras ainda precisa recuperar a umidade do solo.
“Mato Grosso como um todo não está com reposição íntegra do solo. Precisa chover 100, 150 milímetros para desdar esse mapa de Mato Grosso”, diz.
O meteorologista também destaca que a distribuição da chuva pode ser bastante irregular entre as regiões. Em áreas como Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso, em Mato Grosso, ele identifica uma condição de transição, com diferenças na disponibilidade de precipitação.
Segundo Müller, o produtor precisa acompanhar de perto essa distribuição porque o comportamento das chuvas não será necessariamente uniforme durante o início da safra.
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Novembro acende alerta para veranico e calor
Novembro também exige atenção. Müller comenta que algumas regiões podem enfrentar períodos de veranico, justamente em uma fase importante para o desenvolvimento das lavouras.
Ao mesmo tempo, o Centro-Oeste pode registrar temperaturas muito elevadas. A previsão apresentada pelo meteorologista indica possibilidade de marcas entre 40°C e 42°C em algumas áreas.
A combinação entre calor intenso e períodos de menor precipitação aumenta a atenção sobre a disponibilidade de água no solo durante o estabelecimento das lavouras.
Sul pode enfrentar excesso de chuva
Enquanto o Centro-Oeste chama atenção pela possibilidade de chuva irregular e temperaturas elevadas, o cenário é diferente no Sul.
Müller aponta possibilidade de excesso de chuva em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Já no Norte, a tendência apresentada é de precipitação abaixo da média acompanhada de temperaturas elevadas.
Além das condições para as lavouras, o cenário de chuva no Norte também pode trazer impactos para a logística de transporte de grãos pelo Arco Norte.
O meteorologista também comenta sobre o uso de anos anteriores para tentar antecipar o comportamento climático da safra atual. “O clima nunca é igual. A similaridade é uma ferramenta para você agregar numa explicação oficial de previsão. Mas ela não pode ser levada a ferro e fogo”, afirma.
Por isso, Müller reforça a necessidade de acompanhar a evolução das condições meteorológicas durante o plantio. “De uma forma geral, cautela nesse início de plantio. Chuvas firmando a partir de 15 de outubro”, diz.
Estresse hídrico pode comprometer
O alerta climático também chama atenção para os possíveis efeitos do estresse hídrico sobre as lavouras. Nesse contexto, Reinaldo Bonnecarrere, vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, comenta que os impactos do estresse podem começar antes mesmo de os sinais aparecerem de forma evidente na lavoura.
“Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.
Bonnecarrere explica que o impacto não depende apenas da quantidade de chuva, mas também do tempo de duração do período seco e da fase de desenvolvimento em que a planta se encontra.
“Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.
Para ele, antecipar a atenção ao estresse é importante porque a retomada das chuvas não necessariamente recupera todo o potencial produtivo perdido pela planta. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.
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