Connect with us
21 de setembro de 2026

Business

Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43% e rejuvenesce rebanho em duas décadas

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso atingiu a marca de 7,4 milhões de cabeças de gado abatidas em 2025, um crescimento de 42,9% em comparação aos 5,2 milhões registrados em 2006. Mais do que o volume, a mudança no perfil do rebanho revela uma transformação industrial no campo: o estado passou a focar mais em animais de até 24 meses, que hoje representam 43% da produção total, volume diferente dos 2% de representatividade observados há duas décadas atrás.

A aceleração do ciclo produtivo é sustentada por um pacote tecnológico que inclui confinamento e semiconfinamento, suplementação nutricional e recuperação de pastagens. O modelo de integração lavoura-pecuária (ILP) também permitiu que os produtores mato-grossenses aumentassem a oferta de carne sem a necessidade de abertura de novas áreas, otimizando o uso do solo já consolidado.

O controle sanitário rigoroso e a genética apurada foram os pilares para que o setor reduzisse o tempo de permanência do animal no pasto. Essa eficiência impacta diretamente a competitividade do estado, que hoje consegue entregar um produto padronizado e com maior valor agregado para o mercado internacional.

Transformação tecnológica no campo

De acordo com o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o setor atravessou uma modernização estrutural para atingir esses indicadores. Ele explica que a pecuária nacional passou por mudanças profundas nas últimas duas décadas e que, atualmente, o setor consegue produzir “mais carne em menos tempo, com melhor uso da terra, maior eficiência produtiva e avanços consistentes em tecnologia, genética e manejo”.

Advertisement

A modernização também é visível na gestão das propriedades, que passaram a operar com métricas rigorosas de desempenho. A difusão de técnicas de semiconfinamento e o maior rigor no calendário vacinal garantiram que os animais atingissem o peso de abate precocemente, atendendo a uma demanda crescente por carne de melhor qualidade.

Alcance global e receita bilionária

A escala alcançada pela pecuária de Mato Grosso reflete nos indicadores de comércio exterior. Em 2025, o estado enviou carne bovina para 92 países, totalizando 978,4 mil toneladas embarcadas. O volume gerou uma receita de US$ 4 bilhões, com o preço médio da tonelada fixado em US$ 5.460, evidenciando o apetite estrangeiro pela proteína produzida no Centro-Oeste brasileiro.

O cenário projeta Mato Grosso em uma posição estratégica no mercado global de proteína animal. Para Andrade, a evolução para uma pecuária mais moderna e produtiva permite atender mercados exigentes “sem abrir mão da responsabilidade socioambiental”. O diretor reforça que o atual estágio do setor é resultado de um desenvolvimento “com base em dados, ciência e gestão”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43% e rejuvenesce rebanho em duas décadas apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Transição energética abre oportunidade bilionária para o agro brasileiro, avalia CEO da Binatural

Published

on


Foto: Governo Federal

Os biocombustíveis podem ganhar espaço como uma das principais ferramentas para agregar valor à produção agropecuária brasileira diante do avanço da transição energética mundial. A avaliação é de André Lavor, CEO da Binatural, produtora brasileira de biodiesel, durante participação na Semana do Clima de Nova York.

Em entrevista ao Canal Rural, Lavor afirmou que as discussões internacionais mostram uma mudança na forma como a transição energética é encarada. Segundo ele, o debate deixou de estar concentrado exclusivamente na redução das emissões e passou a envolver também competitividade, desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança energética.

“A transição energética não é só uma pauta ambiental. Logicamente, a pauta ambiental é extremamente relevante, mas, para que ela aconteça, precisa ser competitiva, gerar desenvolvimento econômico, trazer inclusão social, ser justa e, agora mais do que nunca, trazer segurança energética para o país”, afirmou.

O executivo participou de diferentes agendas durante a Semana do Clima, incluindo encontros relacionados às Nações Unidas. Segundo Lavor, as discussões reforçaram o potencial brasileiro para ocupar espaço de destaque na transição energética por meio dos biocombustíveis.

Brasil já produz biocombustíveis em escala

Para o CEO da Binatural, o Brasil parte de uma posição diferente de muitos países por já utilizar etanol e biodiesel em larga escala.

Advertisement

“Não se fala mais em biocombustíveis apenas como pauta ambiental. É uma pauta energética. E a gente tem no Brasil uma grande oportunidade, porque já entrega isso em escala há muitos anos através dos biocombustíveis, seja pelo etanol, seja pelo biodiesel”, destacou.

Na avaliação de Lavor, além da descarbonização, a cadeia do biodiesel contribui para movimentar a economia e agregar valor às matérias-primas produzidas pelo agronegócio, como a soja, além do aproveitamento de resíduos e gorduras.

Durante a passagem por Nova York, o executivo também participou de discussões internacionais sobre a expansão dos combustíveis sustentáveis. Segundo ele, um dos pontos abordados foi o compromisso de ampliar o uso dessas fontes energéticas até 2035.

Biodiesel pode agregar valor à soja

Entre as oportunidades apontadas pelo executivo está a possibilidade de ampliar o processamento da soja dentro do Brasil, em vez de comercializar uma parcela significativa da produção na forma de grão.

Lavor avalia que o aumento da demanda por biodiesel pode estimular a industrialização da oleaginosa e gerar outros produtos importantes para diferentes cadeias do agronegócio.

Advertisement

“A agenda dos biocombustíveis é uma agenda de agregação de valor para o agronegócio. Na soja, por exemplo, ainda exportamos cerca de dois terços do que colhemos in natura e temos uma grande oportunidade de continuar incentivando maiores percentuais de biodiesel”, afirmou.

Segundo ele, o processamento de uma quantidade maior de soja permitiria ampliar simultaneamente a produção de óleo, utilizado na fabricação do biodiesel, e de farelo, matéria-prima fundamental para a alimentação animal.

“Podemos fazer mais extração da soja, tendo maior oferta de farelo, que é base da proteína animal, e maior oferta de óleo para produzir biodiesel, gerando energia”, acrescentou.

Agroenergia ganha espaço

Para Lavor, essa integração coloca o Brasil diante de uma oportunidade de associar duas cadeias nas quais o país já possui forte presença: produção agropecuária e energia renovável.

“É uma agenda de energia, uma agenda de agroenergia, especialmente para o Brasil, porque conseguimos complementar a agenda do agronegócio com uma agenda de energia”, disse.

Advertisement

Na avaliação do executivo, o avanço dos biocombustíveis pode, portanto, ampliar a demanda por matérias-primas agrícolas, estimular a industrialização doméstica e criar novas fontes de receita ao longo da cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que contribui para os compromissos de redução das emissões.

*Filipe Alvarez é professor e executivo de sustentabilidade, governança e gestão de riscos, e está acompanhando a Semana do Clima de Nova York 2026 para o Canal Rural

O post Transição energética abre oportunidade bilionária para o agro brasileiro, avalia CEO da Binatural apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Azeite brasileiro fica em segundo lugar em concurso na França e é eleito o melhor do Brasil

Published

on


Foto: Régis Silva/Mantikir Coratina

O Mantikir Coratina, produzido pela Vinícola Essenza na Serra da Mantiqueira, localizada no Sudeste do Brasil, fazendo divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foi eleito o melhor azeite brasileiro no Olio Nuovo Days 2026 e ficou em segundo lugar entre os dez melhores azeites do Hemisfério Sul.

O resultado, divulgado nesta segunda-feira (21), marca o terceiro ano consecutivo em que um rótulo da Vinícola Essenza ocupa a primeira posição entre os brasileiros na competição realizada em Paris, na França. Nesta edição, o primeiro lugar geral ficou com um azeite chileno.

“Receber esse resultado em Paris é motivo de muita comemoração para nós. São três azeites premiados em uma competição internacional, com a Coratina novamente entre as primeiras colocadas e reconhecida como a melhor do Brasil”, comemora Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza.

É na propriedade, conhecida por possuir o olival mais alto do mundo, entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, que ocorre o plantio e o manejo das seis mil oliveiras, entre elas as variedades Arbequina, Coratina, Grappolo, Koroneiki, Picual e Maria da Fé.

O Mantikir Grappolo é elaborado a partir da cultivar Grappolo 541, desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) a partir do melhoramento de material genético italiano para as condições da Serra da Mantiqueira.

Advertisement

Registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como MGS GRAP541, a cultivar integra o conjunto de variedades protegidas pela instituição.

“Receber uma Premium Gold com um azeite produzido a partir de uma cultivar desenvolvida pela Epamig na própria região também permite apresentar fora do Brasil uma pesquisa que começou aqui e que ajudou a construir a produção de azeites na Serra da Mantiqueira”, explica o produtor de azeites.

Sobre a edição

Os azeites finalistas do Olio Nuovo Days Southern Hemisphere 2026 foram apresentados ao júri no dia 17 de setembro, no Le Cordon Bleu Paris, no Hôtel de la Marine, na capital francesa.

A edição recebeu 58 azeites de nacionalidades diferentes, dentre eles, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, África do Sul e Uruguai, avaliados por um painel internacional formado por profissionais de diferentes áreas ligadas à análise sensorial e à gastronomia.

O painel reuniu chefs, sommeliers, cientistas de alimentos e provadores profissionais de azeite. Didier Mariotti, Chef de Cave e diretor executivo de tenologia da Veuve Clicquot, presidiu o Júri de Qualidade da edição de 2026.

Advertisement

O post Azeite brasileiro fica em segundo lugar em concurso na França e é eleito o melhor do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Pesquisa com 4,5 mil profissionais revela principais riscos éticos do agronegócio

Published

on


Soja. Foto: Embrapa

O ato de manter uma conduta íntegra diante de pressões é chamado de resiliência ética no meio corporativo. Quando essa capacidade é menor, profissionais ficam mais vulneráveis a adotar atitudes condenáveis, algo que também ocorre no agronegócio em meio à pressão por produtividade, cumprimento de metas e continuidade das operações.

Esse diagnóstico é mostrado no novo recorte do Atlas PIR, estudo desenvolvido pela S2 Consultoria para mapear riscos comportamentais e éticos nas organizações.

Nesse cenário, o agronegócio registra Índice de Prontidão para Integridade e Resiliência (PIR) de 6,83, acima da média nacional de 6,75. Apesar do resultado, o setor apresenta situações em que a pressão por resultados e a necessidade de manter a operação funcionando podem fazer com que determinadas práticas inadequadas sejam incorporadas à rotina.

Para chegar ao resultado, o Atlas PIR reuniu dados de 4.541 profissionais de 54 empresas do setor, em uma base nacional com mais de 48 mil respondentes de diferentes segmentos econômicos.

“O dado mais importante do estudo é que o agronegócio apresenta boa capacidade de resistência ética, mas também um conjunto de condições que favorecem racionalizações previsíveis. O problema não nasce da intenção de cometer desvios. Ele surge quando a cobrança por resultados faz determinadas exceções parecerem naturais ou inevitáveis”, afirma a psicóloga e sócia da S2, Alessandra Costa.

Advertisement

Principais desafios éticos

Entre os principais dilemas identificados pelo estudo está o vazamento de informações, que registra 21,9% de baixa resiliência ética no nível tático. O estudo indica que esses profissionais podem ter mais dificuldade para manter uma conduta ética quando estão em situações delicadas.

Nesse caso, o dilema envolve decidir entre preservar a confidencialidade de dados sobre safras, produtividade, negociações e clientes ou compartilhar informações para agilizar processos. Em cadeias produtivas conectadas, esse compartilhamento pode ser visto como uma forma de colaboração, fazendo com que o risco do comportamento pareça menor.

Na segunda posição aparecem as demonstrações fraudulentas, com 17,1% de baixa resiliência no nível tático. Conforme o estudo, a pressão por produtividade e resultados pode incentivar ajustes em indicadores, relatórios ou interpretações de desempenho para evitar impactos em metas, bônus ou contratos.

Segundo o levantamento, o risco não está necessariamente na fabricação de dados, mas na repetição de pequenos ajustes que passam a ser vistos como parte legítima da gestão.

O terceiro principal risco é o assédio moral, que registra 16,2% de baixa resiliência entre profissionais do nível operacional. O Atlas PIR aponta que ambientes marcados por forte exigência produtiva podem normalizar cobranças agressivas e outras práticas de gestão abusivas. Nesse cenário, comportamentos inadequados podem ser incorporados ao cotidiano como uma forma de garantir resultados.

Advertisement

Também aparecem entre os dilemas do setor os presentes e favorecimentos, com 13,6% de baixa resiliência no nível operacional, e os conflitos de interesse, que alcançam 13,1% no nível tático. A forte dependência de relações de longo prazo, característica marcante do agronegócio, pode dificultar a percepção dos limites entre parceria, favorecimento e independência nas decisões.

Entretanto, o maior bolsão de risco do setor está no nível tático, formado por profissionais que conciliam autonomia técnica, cobrança por resultados, controle de informações e relacionamento com terceiros. De acordo com Alessandra, é nessa camada que se concentram os maiores índices de baixa resiliência para vazamento de informações, demonstrações fraudulentas, conflitos de interesse e pagamentos indevidos.

Segundo a pesquisa, esses riscos estão relacionados principalmente ao acesso a informações, à autonomia para tomar decisões e à existência de justificativas consideradas plausíveis dentro da operação.

“O estudo mostra que os desvios mais relevantes do agronegócio não costumam ocorrer de forma abrupta. Eles surgem quando a pressão sustenta determinadas decisões, a racionalização torna essas decisões aceitáveis e a confiança entre as pessoas legitima a exceção. É um processo gradual, que muitas vezes passa despercebido até se transformar em cultura”, afirma a psicóloga.

Como reduzir os riscos

Para reduzir esses riscos, a pesquisa recomenda intervenções específicas para cada nível hierárquico. Entre as medidas estão a revisão de metas e incentivos organizacionais, a criação de mecanismos de accountability para decisões críticas, protocolos formais para a circulação de informações sensíveis, treinamentos voltados à tomada de decisão sob pressão, desenvolvimento de lideranças sem coerção e monitoramento contínuo de fadiga ética nas operações.

Advertisement

“O agronegócio não precisa apenas de mais controles ou mais regras. Precisa de sistemas capazes de reduzir as racionalizações que transformam pressões legítimas do negócio em permissões informais para comportamentos de risco. A prevenção mais eficaz acontece antes do desvio, quando a organização atua sobre as condições que tornam esse desvio provável”, conclui Alessandra.

O post Pesquisa com 4,5 mil profissionais revela principais riscos éticos do agronegócio apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT