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11 de maio de 2026

Business

BNDES amplia programa de renegociação e inclui dívidas da safra 24/25

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Após forte pressão do setor agropecuário, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou o programa de renegociação de dívidas rurais e passou a incluir também os financiamentos de custeio da safra 2024/25. A decisão beneficia produtores impactados por eventos climáticos extremos, especialmente no Sul do país, e ocorre em um momento considerado decisivo para a reorganização financeira do setor.

A ampliação do escopo do programa foi detalhada pela diretora do BNDES, Maria Fernanda Coelho, em entrevista concedida nesta quarta-feira (21) ao programa Mercado e Companhia. Segundo ela, a medida provisória tem alcançado os resultados esperados desde sua criação. Até o momento, mais de 22 mil operações já foram contratadas, totalizando cerca de R$ 6 bilhões, de um montante de R$ 12 bilhões disponibilizados para renegociação.

De acordo com Maria Fernanda, a iniciativa está alinhada a um conjunto de ações do governo federal voltadas ao apoio aos produtores rurais afetados por perdas climáticas. Somente em 2024, o BNDES destinou bilhões de reais em crédito, garantias e suspensão de pagamentos, com destaque para as ações emergenciais no Rio Grande do Sul. Considerando todas as frentes do governo federal, os recursos superaram R$ 100 bilhões.

Inicialmente lançado em outubro, o programa previa a renegociação de dívidas contratadas até 2024. Com a ampliação anunciada em dezembro, passaram a ser incluídos também créditos e Cédulas de Produto Rural (CPRs) referentes à última safra, com contratos firmados até 30 de junho de 2025. O prazo para adesão segue até o dia 10 de fevereiro, ampliando o leque de produtores que podem ser atendidos pela medida.

Estudos realizados pelo governo indicam que cerca de 96% do público potencialmente beneficiado será contemplado. Atualmente, aproximadamente 60% das renegociações envolvem pequenos e médios produtores, enquadrados no Pronaf e no Pronamp. A medida provisória também prevê uma reserva significativa para esses perfis, sinalizando prioridade aos produtores em situação de maior vulnerabilidade.

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Segundo a diretora do BNDES, a renegociação das dívidas é fundamental para a recomposição do fluxo de caixa, o acesso a novo crédito e o planejamento da próxima safra. Ela destacou ainda que a ampla rede de instituições financeiras parceiras do banco, presente em mais de 95% do território nacional, está mobilizada para orientar os produtores e viabilizar o acesso ao programa.

Maria Fernanda ressaltou que os efeitos da medida já começam a ser percebidos, com impactos positivos também sobre o mercado de alimentos. De acordo com ela, somadas às ações da Conab, as iniciativas do governo contribuíram para a redução do preço da cesta básica nas 27 capitais brasileiras, reforçando o papel do programa no apoio aos produtores que atuam diretamente na produção de alimentos.

Sobre o prazo de adesão, que se encerra em 10 de fevereiro, a diretora afirmou não acreditar que seja necessária uma prorrogação. Segundo ela, o governo federal, os veículos de imprensa, os ministérios envolvidos e as instituições financeiras têm atuado de forma integrada para divulgar a medida e garantir que os produtores tenham acesso às informações e ao processo de renegociação.

Por meio das instituições financeiras parceiras, cujos gerentes e técnicos atuam diretamente na ponta, os produtores conseguem reorganizar sua estrutura produtiva, recuperar a capacidade de investimento e se preparar para acessar novos créditos dentro do Plano Safra, garantindo a continuidade da atividade rura

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Business

Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

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Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


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Pesquisadores defendem bioinsumos e controle biológico diante de riscos climáticos no campo

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O avanço das mudanças climáticas tem ampliado a pressão sobre os sistemas produtivos, com aumento de temperatura, secas mais prolongadas e eventos extremos. Durante o BioSummit 2026, realizado entre terça-feira (6) e quarta-feira (7), em Campinas (SP), pesquisadores defenderam o uso de bioinsumos e do controle biológico como ferramentas para elevar a resiliência da agricultura e reduzir a dependência de insumos químicos.

Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), Wagner Bettiol afirmou que a preservação da biodiversidade microbiana é parte central desse processo. Segundo ele, microrganismos benéficos contribuem para o equilíbrio dos sistemas agrícolas, melhoram o aproveitamento de água pelas plantas e reduzem impactos ambientais.

Bettiol também destacou que o aquecimento global pode intensificar doenças causadas por vírus e molicutes transmitidos por vetores. De acordo com o pesquisador, temperaturas mais altas tendem a encurtar o ciclo de vida desses organismos, elevar sua atividade e aumentar a disseminação de patógenos, como já observado em casos de enfezamento do milho.

No aspecto ambiental, o pesquisador apresentou uma comparação entre insumos. Segundo ele, a produção de 1 quilo de defensivo químico pode emitir de 20 a 25 quilos de CO2 equivalente, enquanto 1 quilo de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos de CO2 equivalente. Bettiol acrescentou que o Brasil tem 277 produtos biológicos registrados com uso de apenas duas cepas de microrganismos, o que, segundo ele, indica espaço para ampliar o uso da biodiversidade microbiana nacional.

Professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Carlos Alexandre Cruciol afirmou que agentes de biocontrole atuam além do combate a doenças. Segundo ele, bactérias como Bacillus ajudam plantas a enfrentar estresses abióticos, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam melhor resposta em condições de déficit hírico.

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No evento, a jornalista especializada em agro Renata Maron informou que a área potencial tratada com bioinsumos no Brasil alcançou cerca de 194 milhões de hectares em 2025. No mesmo período, a taxa de adoção passou de 22% para 47% em cinco anos.

Fonte: embrapa.br

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