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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Mesmo sob pressão do governo, agro bate recordes históricos em 2025 – MAIS SOJA

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Apesar de um ambiente de insegurança no campo, marcado por tentativas recorrentes de aumento de impostos, veto ao marco temporal e sinalizações de apoio a movimentos de invasão de terras, o agronegócio brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos em produção, exportações, geração de empregos e saldo comercial.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o Brasil colhe, neste ano, a maior safra (2025/2026) de grãos da história, estimada em 352,2 milhões de toneladas, puxada principalmente pela soja, que alcançou 171 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, os Estados Unidos colheram cerca de 118 milhões de toneladas, a Argentina 46 milhões e a China 20 milhões.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), os números evidenciam a capacidade de reação do produtor rural mesmo em um cenário adverso.

“Os dados mostram que o agro cresce apesar das dificuldades. Em média, a cada 37 dias o governo federal tentou aumentar impostos, criando insegurança e elevando custos de produção. Ainda assim, o produtor fez sua parte, investiu, produziu e garantiu alimento, oportunidades e renda no país”, afirmou.

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Deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) Foto: Divulgação FPA

Balança comercial

O desempenho da produção se refletiu diretamente no comércio exterior. Em 2025, o agronegócio brasileiro alcançou recorde histórico de exportações, somando cerca de US$ 169 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O setor respondeu por quase 50% das exportações totais do país e garantiu um superávit comercial próximo de US$ 150 bilhões.

Na avaliação do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA na Câmara, os dados mostram que o agro foi decisivo para o equilíbrio macroeconômico.

“Em um ano de dificuldades fiscais, foi o campo que sustentou a balança comercial do país. O agro respondeu por quase metade das exportações brasileiras e garantiu um superávit próximo de US$ 150 bilhões”, disse.

Além da soja em grão, o país também bateu recorde nas exportações de farelo de soja, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de commodities agropecuárias. Houve ainda recordes de produção em milho, algodão, feijão, etanol de milho, leite e carnes.

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Insegurança jurídica não impediu avanço do setor

Deputado Alceu Moreira (MDB-RS) Foto: Divulgação FPA

Ex-presidente da FPA, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) ressaltou que esses resultados ocorreram apesar de decisões políticas que ampliaram a insegurança no campo.

“O veto ao Marco Temporal aumentou a insegurança jurídica. Ainda assim, o produtor seguiu investindo, produzindo e batendo recordes. O que vemos em 2025 é o agro avançando apesar do governo, não por causa dele”, afirmou.

O bom desempenho também alcançou a aquicultura. Mesmo diante de discussões no governo sobre a classificação da espécie, a tilápia liderou as exportações da piscicultura brasileira. Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2025, as exportações de pescado cultivado cresceram 112% em receita e 89% em volume, com a tilápia respondendo por 92% do total exportado.

Deputado Zé Victor (PL-MG) Foto: Divulgação FPA

Para o deputado Zé Victor (PL-MG), os números refletem eficiência produtiva e segurança alimentar.

“Tivemos recordes nas exportações da piscicultura, carne bovina, de frango e suína, além de um consumo interno de 38,3 quilos de carne bovina por habitante, o maior já registrado. Isso mostra eficiência produtiva e capacidade de abastecimento do mercado interno”, afirmou.

Emprego, produtividade e valor agregado

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O Brasil também registrou recordes de receita nas exportações de café, suco de laranja, tabaco, pimenta, caju e sementes oleaginosas, além de crescimento nos volumes exportados de carne de frango, carne suína e algodão, consolidando-se como o maior exportador mundial de alimentos industrializados. Segundo o IBGE, o agronegócio atingiu em 2025 um recorde histórico de empregos, com cerca de 28,5 milhões de trabalhadores.

Deputado Sérgio Souza (MDB-PR) Foto: Divulgação FPA

Para o ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), o dado reforça o papel estrutural do setor. “Enquanto outros segmentos da economia encolheram, o agro cresceu, gerou emprego, renda e divisas. É um setor que precisa de previsibilidade, não de ataques ideológicos”, disse.

Na produtividade, a média das lavouras brasileiras chegou a 4.310 quilos por hectare, o maior patamar da série histórica, com recordes também em leite, batata e cenoura. A vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, atribui o resultado ao avanço tecnológico.

Senadora Tereza Cristina (PP-MS) Foto: Divulgação FPA

“Esse ganho de produtividade é resultado de ciência, inovação e sustentabilidade. Não é improviso. O produtor brasileiro incorporou tecnologia e boas práticas”, afirmou.

Tereza Cristina também destacou o avanço da cadeia produtiva em produtos de maior valor agregado. “Em 2025, o Brasil se consolidou como o maior exportador de alimentos industrializados e avançou em mercados sofisticados, com queijos, azeites e vinhos premiados internacionalmente”, completou.

Exportações

As exportações de frutas superaram US$ 1,5 bilhão em receita, com volumes recordes de melão, uva, mamão, abacate, banana, maçã, abacaxi, coco, goiaba, caqui, tâmara, pera, damasco, tangerina, mandarim, limão e lima, segundo o Ministério da Agricultura.

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Para a FPA, os resultados de 2025 reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança jurídica, crédito, seguro rural e estímulo à produção, sob risco de comprometer a capacidade de crescimento do setor nos próximos anos.

“Os dados mostram que o agro brasileiro é forte, competitivo e essencial para o país. Com previsibilidade, segurança jurídica e respeito ao produtor, o Brasil pode crescer ainda mais e seguir garantindo segurança alimentar para o mundo”, concluiu Lupion.

Fonte: Frente Paralamentar da Agropecuária (FPA) – Danielle Arouche
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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.

O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.

Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.

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A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.

A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.

“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro



FONTE
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Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

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Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.

Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.

Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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