Connect with us
24 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Sucessão soja-algodão promove redução da pragas, doenças e plantas daninhas e melhora a saúde do solo – MAIS SOJA

Published

on


O agricultor brasileiro está a todo vapor com a safra de soja 2025/26. Mas o planejamento para a cultura sucessória já deve estar encaminhado. Em algumas regiões brasileiras, sobretudo o Mato Grosso, ocorre a sucessão entre a soja e o algodão. Nestas áreas, após a colheita da oleaginosa, que acontece no início do ano, o produtor realiza o plantio da cotonicultura, mantendo o solo com uma cultura plantada durante todo o ano, já que o ciclo do algodoeiro pode chegar a 220 dias. Neste sistema, o agricultor tem alguns percalços: como a presença de plantas daninhas e soqueiras. Para auxiliá-lo neste desafio, o uso de sementes de soja com biotecnologias é fundamental. Entre as ferramentas para apoiar o produtor está o Sistema Enlist®, da Corteva Agriscience.

A sucessão de culturas no sistema soja-algodão é uma estratégia valiosa para maximizar o uso da terra e uma oportunidade de alternar as culturas dentro de um sistema produtivo. “A rotação é possível em regiões com janelas de plantio mais longas e bom regime hídrico, permitindo colher a soja em tempo hábil para o estabelecimento do algodão”, explica Pedro Borges, gerente de Marketing de Licenciamento para a Região Norte na Corteva Agriscience.

Como as variedades de soja com biotecnologia auxiliam no cultivo da pluma?

No sistema soja-algodão, o produtor precisa enfrentar um dos principais desafios agrícolas: a curta janela de semear requer agilidade para obter bons resultados. “Para reduzir essa limitação, o uso de variedades de soja com ciclo precoce tem se mostrado uma prática assertiva. A escolha estratégica permite o escalonamento da semeadura, favorecendo o cultivo de ambas as culturas e mantendo altos rendimentos. Nesse contexto, a seleção criteriosa de variedades tornou-se uma das principais decisões para o sucesso do produtor. A busca por opções com ciclo adequado, adaptados à região e com biotecnologia é fundamental para otimizar a produção, maximizando resultados e garantindo a rentabilidade do negócio”, pontua Borges.

Advertisement

Para auxiliar neste cenário, o produtor rural pode contar com benefícios importantes ao utilizar o Sistema Enlist®, formado pelos pilares de Sementes e Biotecnologias, Herbicidas e Genética de Alta Produtividade, aliado à base de Boas Práticas Agrícolas. Variedades de soja com a tecnologia Enlist E3® são tolerantes aos herbicidas Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina), glifosato e glufosinato de amônio. Já as variedades Conkesta E3®, além da tolerância aos três herbicidas, trazem também duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac), que auxiliam na proteção contra as principais lagartas da soja.

De acordo do Borges, a escolha da semente da oleaginosa é essencial na rotação entre as culturas. “As variedades STS devem ser evitadas na rotação soja e algodão devido à dificuldade de controlar as plantas voluntárias de soja na cultura do algodão, pois os herbicidas utilizados para este manejo são predominantemente herbicidas ALS. O Sistema Enlist conta com diversas variedades de soja não STS para apoiar o produtor neste desafio”.

Controle de plantas daninhas

O agricultor que optar em plantar a Soja Enlist E3® ou a Soja Conkesta E3® poderá aplicar o herbicida Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina) para auxiliar no controle das soqueiras e plantas voluntárias do algodão. O herbicida é o único do mercado à base do novo 2,4-D sal colina e que pode ser aplicado em pós-emergência das sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, promovendo redução de até 90% no potencial de deriva, ultrabaixa volatilidade, redução de odor, além de mais facilidade e controle na operação de rotação soja e algodão.

“A eliminação da soqueira e das plantas voluntárias de algodão é extremamente importante para redução de pragas e doenças, como o Bicudo-do-algodão e a Ramulária, que utilizam essas voluntárias como ‘ponte verde’. Além do controle da soqueira do algodão, capim pé-de-galinha e vassourinha-de-botão, plantas daninhas com grande incidência no Centro-Oeste, que causam danos produtivos à lavoura”, avalia Borges.

Advertisement

Além disso, há a possibilidade do uso de herbicida Enlist® Colex-D® próximo ao plantio da soja (plante-aplique ou aplique-plante) traz muito mais flexibilidade no manejo das plantas daninhas e plantas remanescentes de algodão e controle da operação. “As soqueiras rebrotam após a colheita, a partir da parte aérea cortada ou da raiz que permanece no solo. Se as condições forem favoráveis (umidade, temperatura), a planta pode emitir novos ramos e continuar viva, prejudicando o desenvolvimento da soja”, finaliza Borges.

Os eventos de soja transgênica contidos nas variedades de sojas Enlist E3® e Conkesta E3® são desenvolvidos e pertencem conjuntamente à Corteva Agriscience e à M.S. Technologies L.L.C.

Sobre a Corteva

A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) é uma empresa global agrícola que combina inovação e liderança do setor, elevado envolvimento com o cliente e execução operacional para fornecer soluções lucrativas para os principais desafios agrícolas do mundo. A Corteva gera preferência de mercado vantajosa por meio de sua estratégia de distribuição, junto com seu mix equilibrado e globalmente diversificado de sementes, proteção de cultivos, produtos digitais e serviços. Com algumas das marcas mais reconhecidas na agricultura e um pipeline de tecnologia bem posicionado para impulsionar o crescimento, a empresa está comprometida em maximizar a produtividade dos agricultores, enquanto trabalha com stakeholders em todo o sistema alimentar, cumprindo sua promessa de enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações. Mais informações disponíveis clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa Corteva

Advertisement


 

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Perdeu o Soja Brasil? Veja os destaques da última edição do programa

Published

on

O que movimenta a safra de soja 2026/27 no Brasil? A última edição do programa Soja Brasil reúne reportagens sobre pesquisa agrícola na China, os desafios do plantio no Paraná e os impactos do clima para os produtores rurais.

A expedição Soja Brasil percorre Mato Grosso para mostrar os desafios logísticos do escoamento da produção, desde o transporte rodoviário até a integração com as ferrovias. O programa também acompanha o avanço do plantio pelo país e traz a previsão do tempo para a primavera, com alertas para o calor e a irregularidade das chuvas em diferentes regiões.

Outro destaque é a tecnologia no campo. Na abertura nacional do plantio da soja 2026/27, em Ipiranga do Norte (MT), produtores conheceram máquinas e soluções voltadas à precisão das operações, à economia de fertilizantes e à eficiência no trabalho agrícola.

Na China, a equipe mostra como pesquisadores investem em melhoramento genético, manejo do solo e rotação de culturas para ampliar a produtividade da soja e reduzir a dependência das importações. Já no Paraná, o excesso de umidade dificulta a semeadura em algumas regiões e acende o alerta para possíveis impactos no calendário do milho safrinha.

O programa traz ainda informações sobre o ritmo do plantio no Brasil e os principais assuntos em destaque no portal Soja Brasil, incluindo o manejo de pragas e doenças e histórias de produtores rurais.

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Soja: preços sobem no Brasil, mas portos saturados limitam comercialização

Published

on

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com valorização dos preços, mas poucos negócios registrados nesta sexta-feira (23). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar das cotações mais altas, a sessão apresentou poucas indicações de compra, enquanto a saturação dos portos e o foco dos produtores no plantio da nova safra limitaram a comercialização.

Segundo Silveira, algumas tradings já estão próximas de concluir seus programas de embarques do ano, em um cenário de portos bastante saturados. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, sem alterações significativas ao longo da sessão.

A semana apresentou melhora no volume de negócios em relação aos dias anteriores, mas a movimentação ainda ficou bastante abaixo da observada há três semanas.

Confira:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 155,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira (22) com preços mais altos para o grão, o farelo e o óleo, conforme o balanço divulgado para a sessão.

Apesar da pressão de oferta decorrente do avanço da colheita de soja nos Estados Unidos, o mercado foi sustentado por compras de fundos, levando em conta a boa demanda pela oleaginosa norte-americana, especialmente por parte da China. A valorização do petróleo também favoreceu o avanço das cotações. Na semana, a posição novembro de 2026 registrou recuo acumulado de 0,37%.

Advertisement

As vendas líquidas norte-americanas de soja da temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que apontavam para vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Com o clima favorável no Meio-Oeste, parte dos produtores estava concluindo a colheita de soja e direcionando os trabalhos para o milho. Além disso, as expectativas de uma safra brasileira maior em 2026/27 seguem no radar dos operadores.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,27%, a US$ 12,56½ por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 12,68½ por bushel, avanço de 3,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 1,20 por tonelada, ou 0,34%, a US$ 346,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 66,83 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,09 centavo, ou 0,13%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira (23) com baixa de 0,96%, negociado a R$ 4,9897 para venda e a R$ 4,9877 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9887 e a máxima de R$ 5,0558.

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Fitotoxicidade de herbicidas em soja exige atenção ao posicionamento dos produtos – MAIS SOJA

Published

on


Com o aumento da ocorrência de plantas daninhas de difícil controle nas lavouras brasileiras, estratégias integradas de manejo têm ganhado espaço na cultura da soja, visando ampliar a eficácia de controle e reduzir os prejuízos decorrentes da matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes destaca-se como uma das principais ferramentas, especialmente no manejo de espécies daninhas resistentes a herbicidas pós-emergentes.

Entretanto, devido à atuação desses produtos no solo, erros de posicionamento podem resultar em efeitos fitotóxicos indesejados na cultura da soja. Dependendo das condições de aplicação e das características do herbicida, esses efeitos podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas, limitar seu crescimento e prejudicar o desempenho da cultura. Entre os fatores envolvidos, destaca-se o carryover, associado à persistência de resíduos de herbicidas no solo em níveis capazes de causar injúrias às culturas subsequentes.

O carryover ocorre quando resíduos de herbicidas permanecem biologicamente ativos no solo e são absorvidos pelas plantas, provocando alterações em seu crescimento e desenvolvimento. Esse efeito pode estar relacionado tanto à aplicação de herbicidas pré-emergentes na própria cultura quanto à persistência de resíduos de produtos utilizados no cultivo anterior (Werle & Oliveira, 2018).

A intensidade das injúrias depende de diversos fatores, incluindo o tipo de solo, a umidade, o regime de precipitação, a mobilidade do herbicida no solo, a presença de palhada, a concentração e a dose do produto, além da seletividade da molécula à cultura. Conforme o herbicida e seu mecanismo de ação, os sintomas de fitotoxicidade podem se manifestar na parte aérea ou no sistema radicular das plantas (Figura 1).

Advertisement
Figura 1. Injúria durante a emergência da cultura da soja decorrente de herbicida pré-emergente ou carryover.
Fonte: Werle & Oliveira (2018)

Vale destacar que, além das diferenças entre os herbicidas, as cultivares de soja também podem apresentar respostas distintas quanto à sensibilidade aos produtos e à intensidade dos sintomas de fitotoxicidade. No caso dos herbicidas pós-emergentes, a manifestação desses sintomas varia conforme o mecanismo de ação do produto, podendo incluir desde necroses nos tecidos vegetais até deformações foliares e redução do crescimento das plantas (Figura 2). Esses efeitos tendem a ser particularmente prejudiciais quando ocorrem nas fases iniciais do desenvolvimento da soja, podendo comprometer o estabelecimento da cultura e, dependendo da intensidade das injúrias, resultar em perdas expressivas de produtividade.

Figura 2. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns dos principais herbicidas utilizados em soja.
Foto: André Consonni

Conforme observado por Alves et al. (2021), a fitotoxicidade causada pela deriva de Dicamba em soja não tolerante pode resultar em perdas de produtividade de até 12% para cada 1% de injúria, dependendo da severidade dos sintomas e do estádio de desenvolvimento da cultura em que ocorre o dano. Esse resultado evidencia o potencial impacto da fitotoxicidade sobre a produtividade da soja e reforça a importância do posicionamento adequado dos herbicidas, considerando as características dos produtos, a seletividade às cultivares e as condições de aplicação, a fim de minimizar os riscos de injúrias e seus reflexos no desempenho produtivo da cultura.


Veja mais: Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes?


Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 23/10/2026.

WERLE, R.; OLIVEIRA, M. C. Chave para Identificação de Injúrias Causadas por Herbicidas. University of Wisconsin-Madison UW-Extension, WiscWeeds, 2018. Disponível em: < https://maxweeds.rbind.io/pt/post/chave_id-herbicida/2018-herb-pt.pdf >, acesso em: 23/10/2026.



Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT