Sustentabilidade
Brasil deve reduzir ritmo de exportações de soja em 2026, aponta Safras & Mercado

As exportações brasileiras de soja deverão totalizar 105 milhões de toneladas em 2026, abaixo dos 108,2 milhões registrados em 2025, segundo o quadro de oferta e demanda divulgado pela consultoria Safras & Mercado nesta quinta-feira (16). A estimativa indica uma retração de 3% nos embarques, refletindo um cenário de maior processamento interno e estoques mais elevados.
Na projeção anterior, divulgada em novembro, a consultoria previa exportações de 109 milhões de toneladas. A revisão reforça a tendência de que parte maior da produção brasileira deverá ser destinada ao esmagamento doméstico.
Safras estima que o processamento de soja no Brasil alcance 60 milhões de toneladas em 2026, ante 58,5 milhões em 2025. A consultoria não projeta importações para o próximo ano, enquanto para 2025 o volume importado está previsto em 969 mil toneladas.
A oferta total de soja no país deverá crescer 5% em 2026, chegando a 183,79 milhões de toneladas, impulsionada por mais uma safra recorde. Já a demanda total deve recuar 1%, para 168,42 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais podem saltar 241%, passando de 4,51 milhões para 15,37 milhões de toneladas.
Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário de mercado será fortemente influenciado pelo aumento da produção e do processamento industrial.
“O crush pode alcançar 60 milhões de toneladas, com produção estimada de 47,4 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo de soja”, destacou.
No segmento de subprodutos, a produção de farelo de soja deve subir 2% em 2026, para 47,4 milhões de toneladas. As exportações do derivado devem crescer de 23,3 milhões para 24,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,7 milhões de toneladas, alta de 8%. Os estoques de farelo devem avançar 34%, para 7,97 milhões de toneladas.
Silveira observa que o nível confortável de estoques tende a pressionar os prêmios do farelo para baixo, mesmo com a CBOT em torno de US$ 300 por tonelada curta, o que pode favorecer a competitividade brasileira no mercado externo.
Já a produção de óleo de soja deve crescer 3%, para 11,7 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1,1 milhão de toneladas, queda de 19%, enquanto o consumo interno deve subir 3%, para 10,55 milhões de toneladas. O uso do óleo para biodiesel deve aumentar 5%, alcançando 6,15 milhões de toneladas.
Com maior processamento, Safras prevê estoques de óleo de soja 63% mais altos, chegando a 386 mil toneladas.
“O maior esmagamento e a maior produção de óleo tendem a resultar em estoques mais elevados ao final de 2026”, concluiu o analista.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.
O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.
Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.
A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.
A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.
“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.
Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.
Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.
Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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