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24 de outubro de 2026

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Nova tecnologia combina IA e imagens de satélite para monitorar efeitos da geada nas lavouras

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Foto: Faep/divulgação

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Universidade de Michigan, desenvolveu um novo método para detectar de forma rápida e precisa os danos causados por geadas em lavouras de milho, além de estimar a área plantada da cultura.

A ferramenta combina dados de sensoriamento remoto com modelos matemáticos, permitindo identificar impactos ainda durante a safra, antes mesmo da colheita. Segundo os pesquisadores, o método pode trazer ganhos importantes para o planejamento agrícola, o mercado de grãos, o seguro rural e a tomada de decisão no campo.

De acordo com o estudo, a tecnologia pode ajudar o poder público a corrigir estimativas de safra com maior agilidade, contribuindo para o monitoramento da oferta e dos preços do milho. O método também tem potencial para apoiar seguradoras na avaliação de perdas e orientar produtores após eventos climáticos extremos.

Safrinha se consolida como pilar da produção brasileira

As geadas costumam causar prejuízos expressivos, principalmente quando atingem o milho da segunda safra, conhecida como safrinha, cujo plantio pode avançar para períodos mais frios, como maio e junho.

Embora no passado a safrinha tivesse participação marginal na produção nacional, esse cenário mudou nas últimas duas décadas. Avanços tecnológicos, cultivares mais resistentes ao frio e práticas de manejo que melhoram a qualidade do solo permitiram uma forte expansão da produção após a safra de verão.

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Dados do MapBiomas, divulgados em dezembro, mostram que a área plantada “fora de época” triplicou desde o ano 2000. Em 2024, o milho respondeu por 62,2% do volume da safrinha, consolidando-se como a principal cultura desse período.

Oeste do Paraná foi área de teste do novo método

O estudo foi aplicado na mesorregião Oeste do Paraná, uma das áreas mais expostas a geadas no país e também uma das principais produtoras de milho de segunda safra. Segundo o MapBiomas, o Paraná foi o segundo maior produtor nacional de milho safrinha, em grande parte cultivado após a colheita da soja.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Remote Sensing Applications: Society and Environment e, segundo os autores, representam o primeiro trabalho da literatura a mapear o impacto de geadas no milho com base em sensoriamento remoto.

A metodologia estimou que a área de milho de segunda safra na região chegou a 740.007 hectares, número 1,7% superior ao registrado nos dados oficiais, o que, segundo os pesquisadores, demonstra a alta precisão da ferramenta como alternativa para estimativas de área plantada.

Geadas afetaram quase 70% da área cultivada

Os pesquisadores utilizaram como referência a safra 2020/2021, quando o Oeste do Paraná foi atingido por dois episódios severos de geada, em maio e junho.

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Naquele ano, uma seca prolongada atrasou o plantio da soja, o que empurrou o cultivo do milho da segunda safra para meados de fevereiro. Com isso, a colheita avançou para o inverno, aumentando a exposição das lavouras ao frio intenso.

Com o novo método, foi possível estimar que 69,6% da área total plantada com milho foram afetados pelas geadas. Desse total, 3,5% sofreram danos no primeiro episódio, em maio, e 66,1% no segundo evento, mais intenso, ocorrido em junho. Apenas 30,4% da área não foram impactados, sendo que parte já havia sido colhida.

Dados oficiais indicam forte impacto na qualidade da produção

A comparação com dados oficiais reforça a dimensão das perdas. Segundo relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, 58,7% do milho colhido naquela segunda safra foram classificados como de qualidade ruim, enquanto 35,3% apresentaram qualidade média.

Para os pesquisadores, a nova metodologia pode complementar esse tipo de avaliação, oferecendo informações mais rápidas e detalhadas durante o ciclo da cultura, e não apenas após a colheita.

Objetivo é antecipar problemas ainda durante a safra

Segundo Michel Eustáquio Dantas Chaves, professor da Unesp e primeiro autor do estudo, a meta é ampliar a capacidade de monitoramento em tempo real.

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“A nossa meta é ser capazes de mapear culturas e identificar problemas ainda durante o período da safra. Isso permitirá colaborar com os órgãos de planejamento e auxiliar os produtores a tomarem decisões antes da colheita”, afirma.

*Reportagem de Marcos do Amaral Jorge, do Jornal da Unesp

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USP descobre como reduzir em 60% os sintomas de fungo no trigo

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Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana.

A solução foi baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Se a descoberta for viabilizada comercialmente, tem potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no cultivo de trigo.

A Embrapa destaca que o diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.

Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.

Controle biológico vai além do combate direto ao fungo

Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), explica mais: “os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”.

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Todas as tês bactérias estudadas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.

Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.

Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável e, em alguns tratamentos, até aumentou.

Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.

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Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico

Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.

Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.

As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da raiz. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.

Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.

A infecção pelo fungo reduz a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afeta processos importantes para a defesa natural das plantas. Por outro lado, os tratamentos com as bactérias Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.

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Para Mendes, coordenador do estudo, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.

O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

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Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.

Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.

Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?

É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.

Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

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O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).

De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.

Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.

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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.

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O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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