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9 de setembro de 2026

Aprosoja MT

Legado que Construímos: produtor de Nova Mutum segue os passos de sua família apesar das dificuldades

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Um amor que atravessa gerações, passado de pai para filho, sustentado pela coragem, pela fé e pelo compromisso com a terra. A história do agricultor Cristiano Costa Beber, produtor rural de Nova Mutum, se mistura à própria construção da agricultura de Mato Grosso, um legado que se iniciou muito antes dele e que segue firme até os dias de hoje.

Natural de Pejuçara (RS), Cristiano chegou ainda criança a Mato Grosso, acompanhado de seu pai e movido pelo mesmo sonho que trouxe milhares de famílias ao Centro-oeste: produzir, crescer e construir um futuro no campo. Mas esta história começa a ser construída alguns anos antes.

“Nossa história começou em 1945. Meu avô produzia pinga, tinha um alambique. Era o que dava para fazer na época. Depois, nos anos 1960, meu pai foi para o quartel e lá incentivaram ele a plantar. Ele convenceu meus avós a apostar no trigo. Mais tarde, com a chegada da soja, fomos migrando aos poucos”, relembra.

Na década de 1970, a soja já fazia parte da rotina da família no Rio Grande do Sul. Com a expansão do grão e a busca por novas oportunidades, o destino passou a ser as terras mato-grossenses, ainda marcadas por inúmeras incertezas. Em meados da década de 1980, os tios de Cristiano foram os primeiros a se mudar para o estado.

“Era tudo estrada de chão, de Cuiabá até Nova Mutum. Não tinha água, não tinha energia. Chegaram a furar um poço de 60 metros e não encontraram água. Naquela época nós tínhamos o conhecimento técnico que temos hoje”, conta.

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A caminhada foi marcada por perdas. Em 1985, a família enfrentou o luto pela mãe de Cristiano. Três anos depois, um assalto à propriedade de um dos tios abalou ainda mais a estrutura familiar, levando-os a se afastarem da atividade agrícola por um período.

Entretanto, desistir de um sonho nunca foi uma opção na família Costa Beber. Em 1991, o pai de Cristiano decidiu recomeçar e a família se mudou definitivamente para Mato Grosso, retomando o plantio de soja. Os primeiros anos foram promissores, até que em 1994, uma forte crise atingiu o setor.

“O que a gente plantava não pagava os custos. Eu lembro até hoje de assistir a uma reportagem em que chamaram os agricultores de caloteiros. Aquilo me doeu muito, principalmente pelo meu pai, que sempre foi um homem honesto”, relembra, emocionado.

No final da década de 1990, surgiu a oportunidade de adquirir uma nova propriedade em Nova Mutum. Com o apoio do pai, Cristiano e um dos irmãos deram início a um novo capítulo, porém o falecimento do irmão que seria seu sócio testou novamente a força da família.

“Foi mais um choque para todos nós. Minha cunhada voltou para o Sul, e eu e minha esposa ficamos aqui tocando a propriedade. É a fazenda em que moramos hoje”, comenta Cristiano.

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Apesar das adversidades, nenhuma dor superou a força de vontade de Cristiano e sua família, que continuaram o legado construído pelo seu avô e expandiram os negócios sem deixar que as dificuldades superassem o amor pelo campo.

“Nós nunca desistimos, dos três irmãos que vieram para o Mato Grosso, os filhos, todos eles tiveram amor pela lavoura. Os que estudaram estão na lavoura, querem a lavoura, e nunca teve entre os primos, os irmãos, alguém que desistiu”, diz ele orgulhoso.

Ao relembrar o início da família em Mato Grosso, ele destaca as dificuldades que hoje parecem distantes, mas que moldaram o caráter de quem ficou. Mais do que tecnologia ou estrutura, o que sustentou a família Costa Beber ao longo das décadas foi um conjunto de valores transmitidos de geração em geração.

“O pai sempre nos cobrou honestidade, ensinou a sempre fazer as coisas certas. Ele dizia que seguindo os bons exemplos, dando certo para outros, também daria certo para nós. Isso ficou enraizado na nossa família.”

A união familiar sempre foi um dos pilares dessa trajetória. Casado desde 1998, Cristiano reconhece a importância de sua esposa para a construção de seu negócio. Hoje, o legado segue vivo através de seus filhos, os gêmeos Gabriel e Rafael, que cresceram na fazenda acompanhando de perto a rotina no campo. Atualmente, ambos estudam agronomia e já se preparam para manter viva a história da família.

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“Quando eles disseram que iam fazer agronomia, foi uma alegria enorme. Os dois juntos, com amor pela lavoura. Eles moram em Minas Gerais, onde estão estudando, mas vêm nas safras e cada um pega uma máquina. Eles estão ansiosos para voltar e tocar a propriedade”, afirma Cristiano com brilho no olhar.

Para Cristiano, o orgulho de ser produtor rural vai além dos resultados econômicos. Está na relação com a terra, no cuidado com o solo e no respeito aos recursos naturais. “A terra é o bem mais precioso que nós temos. O solo, o clima, isso é a nossa riqueza. A gente precisa cuidar, corrigir, melhorar. É o nosso negócio, é o nosso ganho”, enfatiza o produtor.

Olhando para trás, Cristiano resume sua trajetória com gratidão, orgulho e esperança. “É um orgulho ser produtor. Está no sangue da gente. Ver uma plantinha nascer, crescer e colher os frutos é uma realização. Eu não me vejo fazendo outra coisa. O legado da nossa família é acreditar. Acreditar na agricultura, na união da família e que, no fim, tudo vai dar certo”, finaliza.

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Agro Mato Grosso

Coragem e perseverança marcam trajetória da família Anese em Mato Grosso

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Irmãos Luis Paulo e Tiago Anese deram continuidade à história iniciada pelos pais e hoje trabalham para deixar o mesmo legado aos filhos

A família Anese começou a jornada em Mato Grosso com coragem e perseverança. Em mais um episódio do quadro “Legado que Construímos”, o delegado do núcleo de Querência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luis Paulo Anese, contou a história de como a família iniciou na agricultura.

Os patriarcas da família Anese se mudaram do Rio Grande do Sul para Mato Grosso em busca de uma oportunidade para seguir o legado da família na agricultura. Luis Paulo explicou que os pais, inicialmente, foram para Sorriso, mas, após ouvirem sobre novas oportunidades de terras boas e baratas em Querência, venderam o que haviam conquistado em Sorriso e se arriscaram em uma nova propriedade na Região Leste de Mato Grosso.

“Meu pai nasceu lá em Jaguari, na região do Rio Grande do Sul, minha mãe também. Na década de 1980, ele e meu tio, que mora em Sorriso hoje, pegaram um fusca e subiram para conhecer Mato Grosso. Vieram para Sorriso e gostaram. Em 1988, eles compraram e, no ano de 1999, meu pai ficou sabendo que aqui em Querência tinha terra boa e barata para comprar. O pai veio em 1999, veio conhecer aqui e gostou muito. Querência é muito plana, uma região muito boa, terra boa também. Acabou vendendo a parte dele em Sorriso e comprou aqui”, contou.

Após adquirirem a propriedade em Querência, a família voltou para o Rio Grande do Sul, mas Luis e o irmão mais velho Tiago Anese retornaram para tocar a propriedade. Entre 2008 e 2009, o trabalho na agricultura voltou pelas mãos dos filhos. Luis se formou em Agronomia e Tiago em Técnico em Agropecuária. Com essa formação, os dois resolveram continuar o trabalho iniciado pelos pais.

O irmão mais velho, Tiago, contou que foi a coragem e a perseverança dos pais que ele e o irmão herdaram. Para retomar as atividades em Querência, os irmãos precisaram enfrentar desafios e seguir os ensinamentos recebidos dentro de casa.

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“O que veio da nossa família, do nosso pai, da nossa mãe  é a coragem e a luta que fizeram com que acontecesse, que fizeram com que a gente estivesse hoje em um lugar abençoado. Então, eu acho que isso foi muito importante. Tudo o que o pai passou para nós, a coragem de continuar com esse legado e enfrentar tudo o que foi enfrentado”, disse Tiago Anese.

Com toda a trajetória e inspiração da família, Luis Anese contou que aprendeu desde cedo o valor de ser trabalhador. Segundo ele, os ensinamentos recebidos dos pais também serão transmitidos aos filhos, para que conheçam a própria história e saibam de onde vieram.

“Meu pai sempre falava: ‘sejam honestos, sejam honrados, trabalhem pela família, cultivem bem e plantem bem que sempre vão vir resultados’. O produtor é nada mais, nada menos que um cientista do solo. A gente cultiva e ajuda a cuidar do solo para proteger a natureza. Desde pequeno, desde o Rio Grande do Sul, a gente cultiva, a gente plantava soja, trigo, milho junto com a família. Então, hoje é um segmento, a gente não pensou em ter outra profissão a vontade é sempre de plantar e de colher, é aquela alegria. Mesmo em tempos difíceis, a gente segue firme, porque é um legado que a gente vem seguindo há vários anos e vai passar isso para os filhos, com certeza”, afirmou.

A história da família Anese mostra que o legado construído no campo vai além da produção. Ele também está nos ensinamentos transmitidos entre gerações, na coragem para recomeçar e na escolha de continuar uma trajetória iniciada pelos pais. Em Querência, Luis e Tiago seguem escrevendo essa história, agora com o compromisso de levar os mesmos valores aos filhos.

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Agro Mato Grosso

Produtores rurais carregam no campo o orgulho de ser brasileiro

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Por meio do programa Pátria no Campo, Aprosoja MT incentiva o sentimento de pertencimento e amor à pátria

O amor pelo verde e amarelo da bandeira do Brasil já é um sentimento cravado no coração de cada brasileiro, principalmente daqueles que trabalham para manter o país em movimento. Neste dia 7 de setembro, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemora a Independência do Brasil, data que relembra a luta e o sonho dos brasileiros por um país livre. Ao longo dos anos, a Aprosoja MT distribuiu centenas de bandeiras aos produtores rurais por meio do programa Pátria no Campo.

Com mais de sete anos de criação, o projeto já distribuiu mais de 15,5 mil bandeiras aos produtores rurais de Mato Grosso para reforçar o amor à pátria. Mesmo com as dificuldades do dia a dia no campo, os produtores seguem trabalhando e mantendo a esperança em um dia melhor. O produtor rural de Canarana, Geovani Dalagnol, contou sobre o sentimento de ter uma bandeira do Brasil hasteada na propriedade.

“Para mim, a bandeira do Brasil na propriedade é como um legado passado de pai para filho, que eu carrego todos os dias quando acordo. Eu tenho a bandeira na frente da sede da fazenda e, todos os dias, na primeira cuia de chimarrão que nós tomamos, a primeira bandeira que eu vejo é a bandeira do Brasil. Esse é o legado que eu quero carregar e passar para os meus filhos”, contou.

Geovani destaca que a família já está na quinta geração de produtores no país e que é muito grato aos antepassados por terem escolhido o Brasil para prosperar. Além disso, ele ressalta a importância do produtor rural para o desenvolvimento do país.

O amor à bandeira também representa uma escolha de quem decidiu lutar pelo país. A delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Stefanello, explicou que sente orgulho de ser apaixonada pelo Brasil e de fazer parte de um movimento que honra a bandeira.

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“A gente aprendeu o patriotismo na escola e houve um tempo em que ele ficou levemente adormecido. Ele está sendo resgatado pela Aprosoja MT, pela comunidade agropecuária, pelo pessoal da agricultura, da pecuária, do campo e pelo povo apaixonado pelo nosso país. A bandeira é o símbolo máximo de todo sentimento de pertencer a uma comunidade, de pertencer a uma nação. Ela é o símbolo da união de todos os brasileiros. E quando você tem a honra de hastear uma bandeira na sua casa, na propriedade, você consegue comunicar com todos os outros brasileiros a intensidade desse sentimento, a paixão que você consegue transferir de dentro da sua casa, da sua família, e alcançar todos os outros que estão perto de você”, explicou.

O sentimento de ser brasileiro é, para Andreia Stefanello, muito mais do que pertencer ao país. Escolher o Brasil todos os dias é uma honra, principalmente por fazer parte de uma nação formada por pessoas guerreiras, que trabalham e não desistem dos seus sonhos.

Assim como a bandeira representa a identidade de um país, o trabalho do produtor rural também faz parte da construção diária do Brasil. É no campo que milhares de famílias produzem alimentos, geram empregos e movimentam a economia. Para esses produtores, manter a bandeira hasteada na propriedade é também uma forma de demonstrar orgulho pela terra onde escolheram construir suas histórias.

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Agro Mato Grosso

Com o fim do vazio sanitário, Aprosoja MT reforça os detalhes que definem a largada da safra

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Umidade no solo, qualidade das sementes e plantadeira revisada seguem no centro das decisões neste início de plantio

Terminou neste domingo (06.09) o vazio sanitário da soja em Mato Grosso. Ao longo de noventa dias, a proibição de manter plantas vivas de soja no campo cumpriu uma função técnica específica, que é interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática. Nas fazendas, o período foi usado para preparar o terreno da nova temporada. Correção de solo, revisão de máquinas e armazenamento de sementes já estão resolvidos na maior parte das propriedades, e a atenção agora se volta para as variáveis que só o momento do plantio define.

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), é justamente neste período que a produtividade começa a ser construída, no encaixe entre o que foi planejado e a leitura de campo feita no dia da operação. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, resume os dois pontos que concentram a maior parte da atenção nesta virada de calendário.

“A principal coisa que temos que analisar antes de iniciar um plantio é a umidade no solo. Primeiro, para dessecar a área, se ela precisa ser dessecada, se não foi feito um manejo pós-colheita, para começar com a lavoura no limpo. Então, tendo umidade boa no solo, tendo a lavoura já dessecada ou limpa, eu acho que a semente é o principal insumo do plantio. Tem que ter o maior cuidado com ela. Ela deve estar bem tratada, bem armazenada, já para ir para a plantadeira, para plantar”, afirma. O dirigente reforça que a combinação entre esses dois fatores tem efeito prolongado sobre a safra. “A umidade no solo e a semente são as duas coisas que têm que ser observadas com muita atenção pelo produtor, porque, se plantou no solo com pouca umidade, com certeza vai ter problema de germinação. E lá na frente isso pode acarretar em queda de produção”, explica.

A delegada coordenadora Taisa Botton, do Núcleo de Lucas do Rio Verde, descreve a rotina. “O que a gente não abre mão, o que sempre é posto à mesa, é justamente a gente fazer a colheita e, na sequência, já fazer o manejo. O nosso manejo é relativamente extenso, porque temos uma área um tanto quanto mais arenosa, então nós sempre estamos mexendo, já vindo com pós-colheita do milho, ou uma grade, ou um subsolador, dependendo do que a área pede, e na sequência calcário”, relata.

Com as primeiras chuvas registradas, a etapa seguinte já foi acionada. “Quando dão os primeiros pinguinhos de chuva, como aconteceu no último final de semana para nós, já entramos com pré-emergente, para quando efetivamente chover a gente estar com tudo redondinho, a plantadeira revisada, a semente no barracão, o manejo do solo já concluído. São pequenos elos que no final vão fazendo toda a diferença. Muitas vezes a gente atrasa um pouquinho o manejo, e quando chega na hora do plantio tem que atrasar um, dois dias, a gente perde a umidade do solo, não é algo interessante. Então sempre a gente procura estar trabalhando com a maior efetividade e celeridade possível dentro da fazenda”, completa.

Com o preparo concluído, restam os pequenos ajustes na operação. “Os ajustes da plantadeira são a conferência via sistema elétrico, hidráulico e a calibração do vácuo. Já a profundidade vai muito do clima e é feita manualmente na hora do plantio, e a velocidade é sempre a mesma”, detalha Taisa Botton. A profundidade de semeadura depende da leitura do dia. “Se você coloca uma semente muito rasa e dá uma chuva muito forte, corre risco dessa semente ser levada embora. Se você faz uma plantabilidade numa profundidade mais alta e posteriormente tem um período de estiagem, pode haver algum problema”, observa.

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O conjunto desses ajustes, regulagem, profundidade e velocidade de operação, converge para um mesmo objetivo, que é a emergência uniforme. Plantas que nascem no mesmo intervalo competem menos entre si, respondem de forma homogênea às aplicações e chegam à colheita com maturação alinhada, o que reduz perdas e facilita o manejo ao longo de todo o ciclo.

Ao lado do associado em todas as etapas do plantio, a Aprosoja MT mantém o programa Semente Forte disponível desde 19 de agosto e durante toda a janela de semeadura, com coleta de amostras por amostrador oficial e análise laboratorial de germinação, vigor e sanidade. O resultado permite ajustar a densidade de semeadura ao desempenho real do lote e dá respaldo ao produtor caso o material não atenda ao padrão contratado.

Previsão do tempo – Mesmo com o preparo concluído, o clima mantém a atenção alta. “Eu acho que essa safra está uma incógnita. Quando você fala em El Niño, todo mundo fica com o pé atrás com relação a chuvas”, pondera Gilson. O impasse está na decisão de quando entrar. “Se plantar cedo e lá na frente der um veranico, isso pode atrapalhar ou pode até comprometer a produtividade. É uma safra de muita atenção, eu diria, de muito cuidado, de muito zelo, mais do que os outros anos”, acrescenta.

No campo, a expectativa é positiva, mas calibrada. “Logicamente que a gente fica com uma expectativa alta. Afinal, um produtor que produz apenas soja e milho, considerando a soja, você está falando de praticamente dois terços do seu faturamento”, avalia Taisa. “A gente tem uma boa perspectiva, mas sempre com o pé no chão. Sabendo que é um ano delicado, pode sim acontecer replantio, pode sim acontecer quebra de safra, e para isso a gente precisa estar ajustado tanto no operacional como também na nossa gestão com relação ao fluxo de caixa”, conclui.

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Agro MT