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28 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Secretaria de Meio Ambiente proíbe entrada de novos elefantes em santuário de MT

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A Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) suspendeu, de forma cautelar, a autorização para que o Santuário de Elefantes Brasil receba novos animais em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.

A decisão foi tomada no dia 23 de dezembro, mas só foi divulgada pela pasta nesta terça-feira (6), e ocorre após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informar que investiga as mortes das duas elefantas africanas Pupy, de 35 anos, e Kenya, de 44 anos, no local.

Em nota, o Santuário de Elefantes Brasil afirmou que a medida tem caráter preventivo e não afeta as atividades já em andamento. Segundo a instituição, a suspensão vale apenas para o recebimento de novos animais, enquanto a Sema analisa informações complementares solicitadas.

“É importante esclarecer que o Santuário possui licença ambiental e autorização de funcionamento plenamente vigentes, conforme reconhecido pela própria Sema. Todas as demais atividades essenciais seguem normalmente, incluindo o cuidado, manejo, alimentação, acompanhamento veterinário e bem-estar dos elefantes atualmente sob nossa responsabilidade”, diz trecho do comunicado.

O Santuário afirmou ainda que espera a revisão da decisão após a conclusão da análise técnica do órgão ambiental e disse acreditar que a medida será revogada assim que a apuração for finalizada.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, o Santuário possui licença ambiental e autorização de funcionamento válidas. No entanto, o órgão ambiental informou que a suspensão seguirá em vigor até a conclusão da análise sobre o cumprimento dos protocolos de biossegurança e dos padrões éticos de manejo adotados pela instituição.

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Com essa decisão, a Associação Santuário de Elefantes Brasil tem prazo de 60 dias para apresentar os documentos e esclarecimentos solicitados pela secretaria estadual. Durante esse período, seguem autorizadas as atividades de cuidado, alimentação, manejo e acompanhamento veterinário dos elefantes que já vivem no local.

O Santuário destacou ainda que atua há mais de dez anos sob fiscalização dos órgãos ambientais e afirmou que nunca sofreu sanções ou apontamentos relevantes. A instituição também informou que mantém diálogo com a Sema e que parte da documentação solicitada já havia sido apresentada em fiscalizações anteriores.

Entenda a investigação

 

Da esquerda para direita: Kenya e Pupy — Foto: Reprodução

Da esquerda para direita: Kenya e Pupy — Foto: Reprodução

Há uma semana, o Ibama passou a investigar as mortes das elefantas africanas Pupy e Kenya no Santuário de Elefantes Brasil. A investigação começou após a divulgação de informações sobre os óbitos recentes de animais no local.

Pupy morreu há dois meses após colapsar repentinamente e Kenya morreu há duas semana, quatro dias depois de ser diagnosticada com problemas respiratórios e dores nas articulações.

Segundo o Ibama, o órgão atua de forma supletiva nesses casos, monitorando o funcionamento do espaço e as condições dos animais, além de ser responsável pela emissão de licenças de importação. O Instituto informou ainda que já realizou fiscalização no local e identificou estruturas consideradas adequadas, além da presença de profissionais habilitados, como biólogos e veterinários.

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O órgão disse que solicitou formalmente os laudos de necropsia dos animais, que estão sendo realizados por uma equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A previsão é que os exames sejam concluídos em até 30 dias. Até lá, o Ibama afirmou que seguirá acompanhando o caso.

As mortes

 

Elefanta Pupy  — Foto: SEB

Elefanta Pupy — Foto: SEB

A elefanta africana Pupy morreu na noite de 10 de outubro, poucos meses após ser transferida de um ecoparque em Buenos Aires, na Argentina, onde vivia havia décadas. Segundo o santuário, Pupy colapsou repentinamente e morreu minutos depois, mesmo após receber atendimento veterinário imediato.

Nos dias que antecederam a morte, ela apresentava desconforto gastrointestinal, fraqueza e alterações no comportamento. Na tarde do mesmo dia, chegou a expelir pedras durante a evacuação e, pouco antes de morrer, caiu enquanto recebia água de um cuidador.

Elefanta Kenya — Foto: Governo de Mendoza/Reprodução

Elefanta Kenya — Foto: Governo de Mendoza/Reprodução

Já Kenya, elefanta africana de 44 anos, morreu no último dia 16 no Santuário de Elefantes Brasil . O animal havia sido diagnosticado quatro dias antes com problemas respiratórios e dores nas articulações.

Kenya chegou ao local em julho, percorrendo mais de 2 mil km para chegar ao novo lar, onde recebeu cuidados especializados.

Em nota, o Santuário lamentou a morte e afirmou que, nos últimos dias, Kenya não conseguia mais se deitar para dormir. Na noite anterior à morte, o animal conseguiu se deitar, mas não resistiu. A instituição destacou ainda o esforço para garantir conforto e cuidado durante o tempo do animal no local.

O santuário

 

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Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT)  — Foto: Reprodução

Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: Reprodução

O SEB é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.

O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.

🐘 Conhecendo o Santuário

Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.

No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.

Quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.

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Agro Mato Grosso

Seca aumenta risco de pragas e produtor de soja precisa ficar atento em MT

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Com o início do plantio da soja em Mato Grosso, produtores precisam redobrar a atenção com as pragas que podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a produtividade. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 1,15% da área projetada, de 13,05 milhões de hectares, já foi semeada até o momento. O índice está acima dos 0,55% registrados no mesmo período da safra passada e da média histórica de 0,94%.

Entre as principais ameaças do começo do ciclo estão o percevejo-castanho, as lagartas e a mosca-branca. Em entrevista a imprensa, o assessor técnico de Agricultura do Sistema Famato e engenheiro-agrônomo Alex Oliveira Rosa explicou que o monitoramento deve começar logo nos primeiros dias após o plantio, principalmente neste período de seca, que pode favorecer o aumento da incidência de pragas.

“O monitoramento desde os primeiros dias do cultivo é uma das principais estratégias para identificar infestações e evitar prejuízo. Quanto mais seca, maior vai ser a incidência de pragas na lavoura. Por isso, é necessário um maior monitoramento e cuidado”, alertou.

O percevejo-castanho exige atenção principalmente no início da lavoura, pois pode atacar as raízes e comprometer a emergência das plantas. Conforme a soja se desenvolve, outras pragas, como lagartas e mosca-branca, podem provocar danos às folhas e prejudicar o crescimento da cultura.

Nas fases mais avançadas, durante a formação das vagens e dos grãos, o alerta passa a ser principalmente para os percevejos, que sugam os grãos e podem afetar tanto a produtividade quanto a qualidade da produção.

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Segundo Alex, o acompanhamento deve ser realizado durante todo o ciclo da soja, que em Mato Grosso pode durar entre 115 e 120 dias, dependendo da cultivar e das condições da área.

Uma das técnicas utilizadas é a chamada “batida de pano”, que permite identificar a presença e a quantidade de insetos na lavoura. A partir desse monitoramento, o produtor consegue verificar se a população atingiu o nível de dano econômico e avaliar a necessidade de controle.

A orientação é evitar aplicações preventivas de defensivos sem haver presença ou quantidade significativa de pragas. Além de elevar os custos, o uso inadequado dos produtos pode reduzir a eficiência do controle. “O manejo integrado de pragas e o monitoramento são de suma importância. O produtor consegue verificar o nível de dano econômico para tomar a melhor decisão”, explicou.

Alex ressalta que o controle deve ser realizado no momento adequado. Quando a infestação está muito avançada, o combate pode ser mais difícil e os prejuízos à lavoura, maiores.

Além das pragas, os produtores também precisam monitorar doenças que podem atingir a soja, como a ferrugem-asiática. A identificação precoce e o acompanhamento constante da lavoura ajudam na tomada de decisões durante toda a safra.

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Previsão para a safra 25/26

Mato Grosso também registrou crescimento nas exportações de derivados de soja nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, foram embarcadas 5,22 milhões de toneladas de farelo de soja, aumento de 10,26% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,74 milhões de toneladas.

Os dados foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Para a safra 2025/26, o Imea estima produção de 10,33 milhões de toneladas de farelo de soja e 2,72 milhões de toneladas de óleo de soja.

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Agro Mato Grosso

Três onças e uma árvore: fotógrafo registra onça-pintada com filhotes no Pantanal de MT

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Um momento em família na fauna do Pantanal foi registrado pelo fotógrafo Marcello Cavalcanti: a onça-pintada conhecida como Medrosa aparece ao lado dos dois filhotes, Selva e Kairo, sobre um tronco no Parque Estadual Encontro das Águas, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. A imagem foi feita no fim da tarde de 18 de setembro, durante uma expedição fotográfica no Pantanal de Mato Grosso.

Além das fotografias feitas por Marcello, a cena também foi registrada em vídeo por pessoas que acompanhavam a expedição. Entre elas estava Andréia Forno, uma das alunas do fotógrafo (assista abaixo).

A cena durou poucos minutos. Segundo Marcello, Medrosa estava escondida com os filhotes em uma espécie de toca formada por uma árvore caída e folhas quando, já no fim do dia, saiu do esconderijo, atravessou o rio e subiu no tronco. Os três permaneceram juntos por alguns minutos antes de mudarem de posição e deixarem a árvore.

“Foi uma atitude dela, que ela tomou por livre espontânea vontade de, no finalzinho do dia, como se ela estivesse saindo para dar um último adeus para a gente”, contou.

Marcello acompanha Medrosa desde 2021 e já havia fotografado outras ninhadas da onça. Segundo ele, encontrar a fêmea com os filhotes nessa fase não é incomum na região. O que chamou a atenção dessa vez foi a forma como os três se posicionaram sobre o tronco.

“Essa fotografia que eu fiz, que ela encaixada no tronco com os filhotes lado a lado, é que ficou uma coisa diferente do que a gente vê normalmente lá. Essa foto foi uma coisa meio bíblica, meio etérea, meio pintura”, explicou.

A imagem faz parte de uma sequência de 419 fotografias feitas durante o momento. Segundo o fotógrafo, os três chegaram a ficar deitados por cerca de três minutos antes de voltarem a se movimentar e brincar.

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“Eu consideraria a foto mais perfeita porque estão os três totalmente alinhados, olhando, tranquilos, numa posição legal”, afirmou

Um momento em família na fauna do Pantanal: a onça-pintada conhecida como Medrosa aparece ao lado dos dois filhotes, Selva e Kairo. — Foto: Marcello Cavalcanti

Um momento em família na fauna do Pantanal: a onça-pintada conhecida como Medrosa aparece ao lado dos dois filhotes, Selva e Kairo. — Foto: Marcello Cavalcanti

🐆 Mãe e filhotes

Segundo Marcello, os dois filhotes são machos e estão em uma fase de intensa interação com a mãe e entre si. Eles brincam, mordem e exploram o ambiente enquanto permanecem próximos de Medrosa.

A bióloga Julia Ghion explica que esse tipo de interação é compatível com o desenvolvimento comportamental de jovens onças-pintadas que ainda dependem da mãe. Brincadeiras e contatos físicos podem contribuir para a coordenação motora, o equilíbrio e o controle da força da mordida.

Ela ressalta, porém, que não é possível afirmar, a partir de uma única cena, que uma determinada brincadeira esteja ensinando uma técnica específica de caça.

O uso de árvores também é observado entre filhotes da espécie. Um estudo publicado em 2023 na revista científica Acta Ethologica, com observações feitas no Pantanal entre 2013 e 2020, registrou 252 eventos de onças subindo em árvores. Os pesquisadores identificaram que os filhotes apresentaram maior probabilidade de utilizar árvores do que os adultos e sugeriram que essas estruturas podem funcionar como locais de descanso e refúgio para fêmeas e filhotes.

Para Julia, a permanência nesse ambiente pode contribuir para que os filhotes desenvolvam equilíbrio, coordenação, capacidade de subir e descer, exploração do ambiente e avaliação de riscos. A bióloga pondera, contudo, que não é possível concluir que Medrosa estivesse necessariamente ensinando os filhotes a caçar ao levá-los para a árvore.

Os filhotes brincam, mordem e exploram o ambiente enquanto permanecem próximos de Medrosa. — Foto: Marcello Cavalcanti

Os filhotes brincam, mordem e exploram o ambiente enquanto permanecem próximos de Medrosa. — Foto: Marcello Cavalcanti

A permanência com a mãe também é importante para o desenvolvimento dos filhotes. Um estudo de longo prazo sobre a espécie no Pantanal, publicado no Journal of Mammalogy em 2023, estimou em 17,6 meses a idade média de independência. A pesquisa acompanhou 21 fêmeas e 38 ninhadas e identificou que todos os 27 machos jovens monitorados deixaram a área natal, enquanto 63,6% das fêmeas permaneceram nela.

“Esse período prolongado de dependência é fundamental para o desenvolvimento dos jovens”, explicou.

Nesse período, os filhotes desenvolvem gradualmente habilidades relacionadas ao deslocamento pelo ambiente, à exploração do território, à identificação de locais seguros, à caça, à manipulação de presas, à avaliação de riscos e à utilização de diferentes estruturas do habitat.

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🐾 Uma família acompanhada há anos

O registro também faz parte de uma relação mais longa entre o fotógrafo e Medrosa. Marcello frequenta a região de Porto Jofre, onde está o Parque Estadual Encontro das Águas, desde 2021 e afirma já ter feito mais de 170 avistamentos de onças-pintadas na região.

Ele já havia fotografado Medrosa no mesmo tronco, inclusive em outra ocasião no fim da tarde. Também acompanhou filhotes de ninhadas anteriores e conta que já fotografou um deles, chamado Pantaneiro, depois de adulto, na mesma árvore em que havia registrado a mãe.

“Você vê que esses ensinamentos dela vão sendo passados. A gente vê isso fisicamente acontecendo no Pantanal. É muito legal voltar todo ano, porque a gente vai vendo isso acontecendo”, disse.

Segundo Julia, acompanhar individualmente uma mesma fêmea ao longo de diferentes períodos reprodutivos pode produzir informações importantes para a compreensão da espécie. Registros contínuos podem ajudar pesquisadores a observar o tamanho das ninhadas, o intervalo entre reproduções, a sobrevivência dos filhotes, a idade de independência, o uso do espaço e mudanças de comportamento ao longo do tempo.

“Esse tipo de acompanhamento longitudinal é extremamente valioso para a ecologia de uma espécie de difícil observação”, afirmou.

No caso dos dois filhotes de Medrosa, o acompanhamento ao longo dos próximos anos poderá mostrar como ocorre a transição até a independência. Conforme Julia, o fato de ambos serem machos também chama atenção porque, no estudo de longo prazo citado, os machos jovens acompanhados deixaram a área natal.

Durante a expedição, Marcello estava acompanhado de cerca de dez pessoas. Entre elas estava Adelma Montagna, que também registrou em vídeo parte da cena.

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Turistas avistam onça-pintada com filhotes em tronco no Pantanal de MT

Segundo o fotógrafo, quando Medrosa saiu da toca, havia poucos barcos no Corixo Negro porque a luz do dia já estava acabando. Depois de alguns minutos sobre o tronco, os animais deixaram a posição e a noite chegou.

“Quando a gente fotografa filhotes no Pantanal, de qualquer espécie, pra mim é uma alegria muito grande porque é a continuidade da vida. É a prova de que aqueles animais estão ali, residentes, estão sobrevivendo, estão se reproduzindo”, afirmou.

 

Segundo o fotógrafo, quando Medrosa saiu da toca, havia poucos barcos no Corixo Negro porque a luz do dia já estava acabando. — Foto: Marcello Cavalcanti

Segundo o fotógrafo, quando Medrosa saiu da toca, havia poucos barcos no Corixo Negro porque a luz do dia já estava acabando. — Foto: Marcello Cavalcanti

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

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O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.

De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.

A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.

De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.

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Entenda o caso

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.

Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

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