Agro Mato Grosso
Exportadoras de grãos deixam a Moratória da Soja I MT

Pacto proíbe a compra do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia, mas estado do Mato Grosso decidiu retirar incentivos fiscais para quem adere.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) comunicou nesta segunda-feira (5) que as principais empresas de comercialização estão deixando o acordo da Moratória da Soja.
➡️O que é a Moratória da Soja? É um pacto de adesão voluntária entre as empresas compradoras da oleaginosa, que está em vigor há quase 20 anos e proíbe a aquisição do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, visando preservar a floresta.
A agência Reuters já havia reportado, no fim de dezembro, que algumas das maiores “tradings” de soja do mundo estavam se preparando para romper o acordo, numa tentativa de preservar benefícios fiscais no Mato Grosso.
Isso porque, a partir deste ano, o estado passará a retirar incentivos fiscais de empresas que participam do programa de conservação.
O Mato Grosso é o maior produtor de soja no Brasil, respondendo por cerca de 30% da colheita na safra 2024/25, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O estado faz parte da chamada Amazônia legal, que abrange oito estados (todos os da Região Norte e o Mato Grosso), além de parte do Maranhão.
Integrantes da Abiove, a norte-americana ADM, a Bunge e a Cargill, além da chinesa Cofco e da brasileira Amaggi, eram signatárias do pacto e possuem unidades em Mato Grosso que se beneficiam de incentivos fiscais estaduais.
Ainda em dezembro, a Reuters reportou que a ADM e Bunge foram as maiores beneficiárias, recebendo cerca de R$ 1,5 bilhão cada uma, segundo Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
A lei que retira incentivos das empresas que aderirem a acordos como a Moratória é alvo de uma ação de inconstitucionalidade que ainda será analisada pelo Supremo Tribunal Federal.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF o adiamento da entrada da lei estadual em vigor, atendendo a uma solicitação do Ministério do Meio Ambiente.
Repercussão
Além da Abiove, fazem parte da Moratória da Soja a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e organizações ambientais como o Greenpeace, WWF e Imaflora.
A Abiove afirmou nesta segunda que a Moratória, criada em 2006, “cumpriu seu papel histórico ao longo de quase duas décadas, deixando um legado incontestável que consolidou o Brasil como referência global em produção sustentável”.
“O legado de monitoramento e a expertise adquirida ao longo de quase 20 anos não serão perdidos. Haverá, individualmente, o atendimento às rigorosas demandas dos mercados globais”, completou a associação.
O Greenpeace e o WWF destacaram que a decisão das empresas não extingue ou invalida a Moratória da Soja, que segue tendo respaldo da lei.
“A decisão dessas empresas enfraquece um dos instrumentos mais eficazes de combate ao desmatamento no país e expõe o próprio agronegócio a riscos crescentes, ao comprometer a integridade das florestas das quais dependem a estabilidade climática e os regimes de chuva essenciais à produção agrícola”, disse o WWF.
Segundo o Greenpeace, entre 2009 e 2022, municípios monitorados pela Moratória reduziram o desmatamento em 69%, enquanto a área plantada de soja na Amazônia cresceu 344%.
“Apenas 3,4% da soja produzida hoje no bioma está fora das regras do acordo, um dado-chave para acesso a mercados exigentes como a União Europeia”, afirmou a organização. A soja brasileira tem sido alvo de polêmicas na UE nos últimos anos.
A Abiove disse confiar nas autoridades brasileiras para a plena implementação de um novo marco regulatório, de modo que sejam preservados os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, bem como a segurança e credibilidade ao produto brasileiro perante os seus mercados consumidores.
Disputa na esfera federal
Em 2025, a Moratória também foi alvo de disputa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em processos que discutiam a validade do pacto.
Em setembro, o órgão havia decidido que a moratória seria encerrada em janeiro de 2026. Mas, em novembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu todas as ações e processos, judiciais e administrativos, que discutem a legalidade da Moratória.
A medida vale até o julgamento definitivo do tema pelo STF.
Polêmicas na Europa
O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. A China é o maior cliente no exterior, mas o mercado europeu tem um peso grande na exportação de farelo de soja, usado para ração.
E o grão brasileiro já foi alvo de críticas de países da UE, como a França. Em 2021, o presidente francês, Emanuel Macron, postou em suas redes sociais que “continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia”. Ele não apresentou dados que sustentassem a afirmação.
Em 2024, um executivo da Danone dizer que a multinacional francesa não compraria mais a soja nacional. Depois, empresa negou.
Na ocasião, produtores, indústria e ambientalistas brasileiros destacaram que a produção nacional segue regras de sustentabilidade, sobretudo na Amazônia, citando inclusive a Moratória.
Naquela época estava para entrar em vigor uma lei da União Europeia que proíbe a importação de produtos vindos de áreas que foram desmatadas depois de dezembro de 2020. Conhecida como European Union Deforestation Regulation (EUDR), essa lei acabou passando por diversos adiamentos e ainda não está valendo.
Em setembro passado, grandes supermercados e varejistas europeus publicaram uma carta pedindo que as empresas globais de comercialização de grãos (tradings) não comprassem soja de área desmatada no Brasil. O comunicado foi feito após a decisão do Cade de suspender o acordo a partir de janeiro — o que acabou sendo indeferido pelo STF.
O tema também é levantado nas discussões sobre o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que poderia ter sido assinado no fim do ano e foi adiado.
Opositores do acordo, liderados pela França, argumentam que a produção de alimentos no Mercosul não segue os mesmos padrões ambientais, sociais e sanitários exigidos na Europa. Isso tem sido rebatido pelo bloco sul-americano.
Agro Mato Grosso
Presidente do TCE anuncia ponto de controle para garantir piso da educação infantil

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, alertou os prefeitos dos 142 municípios do estado sobre a obrigação de enquadrar os profissionais da educação infantil na carreira do magistério e pagar a eles o piso salarial nacional. Em reunião com representantes da educação de Tangará da Serra, nesta segunda-feira (3), o presidente anunciou o envio de ofício aos gestores, com orientações sobre o tema, que também será incluído como ponto de controle na análise das contas de governo.
O alerta considera o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, que garante o piso a quem exerce a docência na educação infantil, como auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) e monitores, independentemente da denominação do cargo.
“Faço um apelo aos prefeitos: cumpram essa lei, enquadrem esses profissionais, que são concursados e já têm experiência na educação infantil. Uma das maiores preocupações de qualquer gestor tem que ser a educação. E mais: quando se trata da educação infantil, mais cuidado ainda. Estamos tratando de riqueza, de diamante, de ouro, que são nossas crianças de zero a cinco anos”, afirmou Sérgio Ricardo.
A reunião foi articulada após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa sobre o tema. Na ocasião, foi destacado que, para o enquadramento, é preciso atuar na função docente, ter formação em magistério ou pedagogia e ter ingressado por concurso público.
De acordo com Sérgio Ricardo, cerca de 3 mil profissionais em Mato Grosso atendem a esses requisitos, mas até agora a medida só foi adotada pela Prefeitura de Cuiabá. “Lei é lei. Você não fica pensando: será que eu vou cumprir essa lei? Não, lei você cumpre”, disse. “Por isso vai ter um ponto de controle. Quero saber, na prestação de contas de todos os 142 municípios, o que fez com relação ao enquadramento”, acrescentou.
Ele reforçou que a alegação de falta de recursos não se sustenta, porque a legislação prevê complementação da União quando a despesa ultrapassa o mínimo constitucional de 25% da receita aplicada em educação, desde que o município comprove a indisponibilidade orçamentária. “Não dá para dizer que não tem dinheiro, que não tem orçamento para pagar”, afirmou.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra, Willians Reis, a categoria procurou o Tribunal após sucessivos adiamentos por parte das prefeituras. “Essa lei está sendo postergada pelos municípios, cada hora uma desculpa diferente para a não aplicação.” Sobre o impacto na categoria, destacou que é uma remuneração maior para esse servidor ter uma boa qualidade de vida. “Para poder se qualificar para prestar o melhor trabalho para a população.”
O diretor da Federação dos Sindicatos dos Servidores Municipais de Mato Grosso, Daniel Ferreira Júnior, afirmou que os gestores alegam falta de sustentação jurídica para aplicar a norma e destacou que o enquadramento não altera cargo nem atribuições: “Eles vão continuar com a mesma função, o mesmo cargo, as mesmas atribuições, com a mesma responsabilidade, apenas alterando o salário. É um reconhecimento ao trabalho que eles vêm fazendo dentro da educação.”
Para o auxiliar de creche Michel Garcia, a lei corrige uma distorção antiga. “Nossa função é reconhecida agora com a lei federal como função docente, nos coloca na carreira do magistério, não troca cargo de ninguém, não atrapalha o professor que já está concursado”, afirmou. “Quero dizer aos pais: nós estamos todos os dias com os filhos de vocês, apaixonados pelo que fazemos.”
Ele defendeu ainda que a categoria participe da elaboração dos projetos de enquadramento nos municípios. “Nós somos da educação, não somos leigos, somos pessoas que podem contribuir e devemos participar das comissões de elaboração dos projetos.”
Foi o que também reforçou a professora Joelice Siqueira. “Uma professora não dá conta de 25 alunos em uma sala de aula, e nós temos os ADIs, que dão esse auxílio. Nada mais justo que eles receberem. Eles não querem ser professores, eles querem ser reconhecidos, porque estão na sala junto com a gente.”
Ofício aos municípios
O ofício circular será encaminhado aos prefeitos com base na Lei Federal nº 15.326/2026, sancionada em janeiro, que alterou a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). O documento segue o modelo adotado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que já comunicou os municípios paulistas sobre a necessidade de observância da norma.
O texto orienta que sejam consideradas as atribuições efetivamente desempenhadas pelos profissionais, a formação exigida e a forma de ingresso no serviço público e não a denominação do cargo. “Prefeito, qualquer dúvida que você tiver, converse aqui com a gente. Manda um servidor seu, venha você aqui conversar. Falta só a comunicação”, concluiu Sérgio Ricardo.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: capivara escapa de ataque de onça-pintada às margens de rio no Pantanal de MT

Ousado, conhecido por sobreviver aos incêndios de 2020, foi flagrado usando a técnica de caça que o tornou famoso, mas a presa escapou no último instante. O g1 também conversou com um especialista sobre o colar de monitoramento que ele ainda carrega no pescoço.
O macho de onça-pintada Ousado, um dos animais mais conhecidos do Pantanal mato-grossense, foi flagrado perdendo uma caçada após uma capivara escapar no último instante, no rio Três Irmãos, na região de Porto Jofre. O vídeo, publicado nas redes sociais no último sábado (1º), mostra a estratégia incomum usada pelo felino para tentar surpreender a presa (assista abaixo).
As imagens foram registradas pelo casal de guias de turismo Branco Arruda e Raquelle Saladin, enquanto acompanhavam uma família de turistas norte-americanos pela região.
No vídeo, Ousado nada silenciosamente em direção à margem do rio, onde a capivara está parada. Em determinado momento, ele mergulha para tentar surpreender o animal por baixo da água. Antes que o felino emerja, porém, a capivara parece perceber a aproximação e salta para dentro do rio, conseguindo escapar. Quando volta à superfície, Ousado observa a presa se afastando e parece desistir da investida. Toda a cena é acompanhada pelos turistas, que reagem a cada movimento dos animais.
Raquelle contou que o grupo percebeu a presença da capivara e decidiu manter distância para não interferir na caçada.
“O Ousado passou e ficamos acompanhando ele por um longo período. Quando a gente viu a capivara, já paramos para não atrapalhar ele, mas a capivara parece ter visto ele. Eu trabalho no Pantanal há 18 anos e ainda é indescritível a sensação de encontrar uma onça-pintada. Ainda me emociono e fico mais emocionada ao ver a alegria dos turistas”, afirmou.
Veja Video:
Segundo a guia, a, já conhecida, forma como Ousado tenta capturar as presas ainda chama atenção. “É um comportamento do Ousado mesmo. Ele caça dessa maneira, na aproximação. Ele mergulha para tentar agarrar a presa”.
De acordo com especialistas, esse tipo de abordagem é considerado incomum entre as onças-pintadas da região, tornando Ousado conhecido justamente por essa técnica de caça.
Outro detalhe que chamou atenção dos turistas é o colar que o animal ainda carrega no pescoço. Ousado é a única onça conhecida da região que continua usando o equipamento.
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Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes
Por que Ousado ainda usa um colar?
O felino se tornou símbolo da recuperação do Pantanal depois de ser resgatado em 2020 com queimaduras de terceiro grau nas patas e problemas respiratórios provocados pela intensa fumaça dos incêndios que devastaram o bioma.
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Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros
Após meses de tratamento, ele voltou à natureza usando um GPS-colar para que pesquisadores acompanhassem sua recuperação e adaptação ao ambiente no período pós-incêndio.
Ao g1, o coordenador do Programa de Conservação da ONG Panthera, Fernando Tortato, explicou que o equipamento deveria ter se desprendido automaticamente ao fim do período de monitoramento, mas houve uma falha no mecanismo.
“O colar enviou uma localização por hora durante cerca de 14 meses, permitindo entender como o Ousado utilizava a paisagem e como se deslocava pelo Pantanal após os incêndios. O equipamento possuía um dispositivo de soltura automática programado para cair sozinho, mas, infelizmente, esse mecanismo apresentou falha e o colar permaneceu no animal”, explicou.
Segundo Tortato, desde então o acompanhamento passou a ser feito por armadilhas fotográficas, observações em campo e registros enviados por pesquisadores, guias e turistas.
Ele destaca que, até o momento, não há qualquer indício de que o colar esteja prejudicando a saúde ou o comportamento da onça.
“O Ousado está desempenhando as funções normais que uma onça desempenha. Está caçando, nadando e se deslocando dentro do território esperado. O colar não representa risco para a vida do animal nem interfere nas atividades de rotina”.
Retirar o equipamento traria mais riscos
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Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara
Apesar dos questionamentos frequentes sobre a retirada do colar, a equipe técnica afirma que capturar novamente Ousado seria mais perigoso do que mantê-lo com o equipamento.
Segundo Tortato, a captura exigiria anestesiar um animal de vida livre em áreas próximas aos rios, aumentando o risco de acidentes, como quedas em locais alagados e até afogamento. Além disso, os métodos de captura não permitem escolher qual onça será capturada primeiro, o que poderia expor outros animais aos mesmos procedimentos.
“O Ousado já é um animal idoso, com mais de 13 anos. Como o colar não provoca ferimentos nem interfere na vida dele, a decisão técnica, tomada em conjunto por várias instituições e especialistas, é não realizar uma captura apenas para remover o equipamento”, afirmou.
Agro Mato Grosso
Disputa de herança é apontada como motivação de morte de jovem em MT

Operação busca esclarecer participação de suspeitos no assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025; investigação aponta conflitos patrimoniais como possível motivação.
A investigação sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, avançou nesta segunda-feira (3) com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra familiares da vítima. Segundo o delegado Rogério da Silva Irlandes, a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares relacionados à disputa por herança e desentendimentos judiciais.
Durante o cumprimento dos mandados, dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de calibre permitido. Um deles também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação direta dos suspeitos no assassinato e confirmar a motivação para a execução de Bruno Alexandre.
A ação faz parte da Operação Philéos, coordenada pela Delegacia de Confresa, com apoio das equipes das Delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte. Os mandados foram cumpridos em endereços de membros da família da vítima, todos localizados no município.
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Armas e munições foram apreendidas durante a operação, que também resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante. — Foto: PJC
Entenda o caso
Bruno Alexandre foi morto com cerca de seis tiros em frente à casa onde morava, no bairro Babinsk, em Confresa. No momento do ataque, ele estava no banco do passageiro com a filha de um ano e dois meses no colo; a criança foi atingida de raspão e sobreviveu.
Segundo a investigação, Bruno retornava para casa com a companheira após buscar materiais agrícolas no local onde trabalhava quando um homem encapuzado se aproximou e efetuou os disparos. O suspeito fugiu a pé após o crime.
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