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8 de agosto de 2026

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CNJ afasta do cargo o décimo juiz de MT por suspeita de desvio de conduta

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Juiz de Barra do Garças teria julgado um processo sobre posse de terreno em ele próprio teria interesse na disputa

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou o juiz Alexandre Meinberg Queiroz, da 3ª Vara Cível de Barra do Garças, do cargo. O magistrado é apontado como parte com interesse próprio num processo sobre a posse de terreno.  

O conflito é alegado pelo advogado Herbert Vinicius Lisboa de Souza, que apontou indícios de irregularidades no julgamento do processo. O CNJ aprovou por unanimidade o afastamento do juiz e abriu um processo disciplinar administrativo (PDA) para apurar a denúncia. 

O ministro Mauro Luiz Campbell Marques é o relator do processo. Já é o décimo magistrado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) penalizado com medidas administrativas por indícios de desvio de conduta.  

É o segundo caso recente na Comarca de Barra do Garças. O próprio TJMT afastou na semana passada o juiz Fernando da Fonseca Melo do cargo por decisões avaliadas como fora do padrão jurídico e conflito institucional com outros Poderes. 

Os casos de suspeita de crimes com a suposta participação de magistrados variam. Os mais escandalosos são os de suspeita de venda de sentenças pelos desembargadores João Ferreira Melo e Sebastião Ferreira Filho, por meio do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves. 

Há ainda o caso da juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara de Infância e Juventude de Rondonópolis. Ela é investigada administrativamente como suspeita de julgar um caso em o atual companheiro dela é investigado como réu. O caso é sobre a guarda de uma criança, cuja mãe foi assinada pelo ex-marido. 

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Ucrânia: brasileiros se alistam pela internet

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Um rapaz que morava em Primavera do Leste foi morto na guerra da Ucrânia após pisar em uma mina terrestre, e isso me causou grande inquietude. Como assim? Como alguém pode sair do conforto de sua casa para enfrentar uma luta em outro país? Enquanto muitos fogem da guerra, outros vão ao encontro dela?

Eu fiquei sabendo da morte por meio de um rapaz que conheci e que estava prestando serviços na minha casa. Nós tínhamos combinado um trabalho, e ele o remarcou por conta da morte do cunhado, o que, por si só, já era uma fatalidade.

Quando ele foi realizar o trabalho, eu, mais do que depressa, fui prestar meus sentimentos e perguntei o motivo da morte. Quase caí dura no chão quando ele disse que o rapaz havia morrido na guerra.

Confesso que, em um primeiro momento, pensei que ele estivesse tirando onda com a minha cara, por conta da situação inusitada e para lá de irreal, já que moramos no Brasil e não estamos em guerra com ninguém.

Como jornalismo e curiosidade caminham juntos, fui tentar entender o que estava acontecendo, e ele relatou algo assustador e preocupante. Algo que beira a ficção quando olhamos pela perspectiva de uma pessoa comum.

Segundo ele, o rapaz sempre teve o sonho de ser militar e de lutar em uma guerra. Então, foi seduzido por postagens nas redes sociais e se alistou no exército pela internet, com a promessa de pagamento mensal de R$ 25 mil, livre de qualquer custo.

E essa adesão de brasileiros não é novidade, tanto que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu alertas severos sobre o risco de morte, desaparecimento ou ferimentos graves nos combates. Tudo para tentar evitar que jovens brasileiros caiam nessa teia de aliciamento e assinem contratos para se juntar às trincheiras internacionais.

O nome do jovem morto, caso alguém queira procurar informações, como eu fiz depois da conversa, é Patrick Steffan Cavalcante. Segundo meu conhecido, ele tinha pouco mais de 20 anos, morava em Primavera do Leste e trabalhava com maquinários agrícolas. Eu procurei informações sobre ele na internet e encontrei também uma conta no LinkedIn, na qual ele figura como operador de máquina em Sapezal.

Agora, o que restou foram parentes brasileiros desolados, que não sabem se um dia poderão velar o corpo do parente, uma vida jovem perdida e nenhuma restituição financeira ou pagamento.

Caroline Rodrigues é jornalista há mais de 20 anos, mestre em Comunicação, escreve sobre temas diversos, fala de tudo e se especializou em muitos nadas. Veja mais artigos em: https://seguindoforadalinha.substack.com_

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Moraes barra visita de filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais após violação de regras

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Defesa do ex-presidente pediu autorização “excepcional”, mas ministro manteve suspensão após Flávio Bolsonaro publicar carta do pai nas redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (8) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba os filhos no Dia dos Pais em sua casa, onde ele cumpre a pena de 27 anos e três de reclusão a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

O ministro citou decisão anterior, em que suspendeu todas as visitas a Bolsonaro, com a exceção da equipe médica e de advogados. A medida foi tomada diante do descumprimento das condições para a prisão domiciliar, afirmou ministro.

A proibição das visitas ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições deste ano, ter publicado nas redes sociais uma carta manuscrita assinada pelo pai.

Moraes entendeu o ato como uma violação da proibição de acesso às redes sociais por Bolsonaro, seja diretamente ou por meio de terceiros, uma das condições para a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.

Moraes declarou “prejudicado” o pedido para que os filhos visitassem Bolsonaro no Dia dos Pais, já que qualquer visita se encontra suspensa.

Os advogados de Bolsonaro haviam pedido autorização “em caráter excepcional” para que ele recebesse seus filhos Carlos, Flávio e Jair Renan no período da tarde do próximo domingo (9). A defesa afirmou que a medida permitiria “preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”.

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Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem 54% com foco em reparação e saúde

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Levantamento aponta mais de 90 mil procedimentos em 10 anos. Mais de 80% das internações não têm fins estéticos, priorizando reconstruções e alívio de dores

O volume de cirurgias plásticas mamárias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213.

Em 2020, ápice da crise sanitária causada pela covid-19, foram contabilizadas apenas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O cálculo inclui procedimentos indicados para reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama.

O levantamento mostra que, em dez anos, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de intervenção foram:

  1. São Paulo – 30.265 operações;
  2. Minas Gerais – 9.836;
  3. Rio de Janeiro – 9.115;
  4. Rio Grande do Sul – 6 mil;
  5. Bahia – 5.731.

Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.

O grupo inclui cirurgias com indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

Os dados mostram ainda 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.

Concentração no Sudeste

Estados do Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos feitos pelo SUS entre 2016 e 2025.

Sozinho, o estado de São Paulo concentrou um terço dos registros nacionais. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência. Entre as demais regiões, o Sul somou 9.098 internações; o Nordeste, 15.985; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.

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