Business
Cuidados essenciais para evitar o excesso de calor nas colmeias no verão

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão de 2026 deve apresentar um aumento médio de 1 °C nas temperaturas em todas as regiões do país.
Embora o índice pareça pequeno, a elevação pode alterar significativamente a sensação térmica no interior das colmeias, sobretudo em períodos de alta incidência solar e umidade elevada, provocando estresse térmico com impactos como morte de crias, abandono de colmeias e até a perda de enxames.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo o Doutor em Zootecnia e apicultor, Heber Luiz Pereira, quando a temperatura ultrapassa os 35 ºC, as abelhas necessitam de mais água para a termorregulação interna das colônias.
“As abelhas fazem uma ventilação ativa para baixar a temperatura, batendo as asas na entrada da colônia e levando água para perto dos favos das crias, que são mais sensíveis, para evitar a desidratação”, explica.
Pereira destaca que as caixas de madeira usadas por apicultores e meliponicultores e até mesmo a cera produzida pelas abelhas têm propriedades de isolamento térmico, mas muitas vezes não é o suficiente.
“O apicultor pode ajudar, fornecendo mais espaço dentro da colmeia, com a adição de melgueiras ou a retirada de favos que estejam cheios e substituição por lâminas de cera alveolada. O excesso de calor pode até levar à morte das abelhas, mas em geral elas abandonam as colmeias antes que isso aconteça”, alerta.

A umidade relativa do ar, que aumenta durante o verão, pois a estação costuma ser chuvosa, também pode trazer problemas para as colmeias e para a produção de mel. A umidade pode ser absolvida pelo mel e levar à perda de qualidade, podendo até sofrer fermentação.
Além disso, a alta umidade no interior da colmeia favorece a proliferação de fungos, que podem disseminar doenças e afetar a saúde da colônia.
Prejuízos à polinização
Estudos com diferentes espécies de abelhas e em diversas partes do mundo sugerem que o estresse térmico também pode afetar a provisão do serviço ecossistêmico da polinização.
No artigo “The heat is on: reduced detection of floral scents after heatwaves in bumblebees” (“O calor está intenso: redução na detecção de aromas florais em abelhas Bombus após ondas de calor”), pesquisadores da Universidade de Würzburg, na Alemanha, observaram que ondas de calor prejudicam a comunicação química entre plantas e polinizadores.
De acordo com a publicação, a redução da quimiossensibilidade pode diminuir a capacidade das abelhas de localizar fontes de alimento e levar ao declínio de colônias e populações.
No Brasil
Aqui no Brasil, uma pesquisa orientada pelo professor Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, indica que o aumento das temperaturas causado pelo aquecimento global já compromete a polinização do maracujá, com reflexos na produtividade, no peso do fruto e da polpa, além do número de sementes.
O estudo mostra que, com a elevação da temperatura ambiente, as mamangavas passam a evitar o forrageamento das flores, pois o aumento da temperatura corporal ao longo do dia pode atingir níveis insuportáveis, levando as abelhas a interromper a atividade para evitar o superaquecimento.
Intitulada “Mudanças climáticas podem prejudicar polinização das culturas nos Neotrópicos: aumento das temperaturas leva abelhas Mamangavas a evitar a polinização das flores do maracujá” a pesquisa foi apresentada em setembro durante a 49ª Apimondia.
Confira algumas dicas e cuidados para evitar o excesso de calor nas colmeias:
- Aumente a entrada da colmeia (alvado);
- Forneça espaço na colmeia, adicionando melgueiras ou retirando favos que estejam cheios e substituindo por lâminas de cera alveolada;
- Utilize uma cobertura sobre a colmeia ou procure instalá-las em áreas sombreadas;
- Utilize manta térmica;
- Mantenha uma fonte de água limpa próximo das colmeias (até 500 metros de distância).
O post Cuidados essenciais para evitar o excesso de calor nas colmeias no verão apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Agricultura regenerativa busca transformar práticas sustentáveis em renda

A agricultura regenerativa já vem mostrando resultados em produtividade e conservação ambiental no campo brasileiro. Agora, o desafio é outro: criar mecanismos que permitam transformar esses ganhos em retorno financeiro para os produtores.
Esse será o foco do evento “Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado”, promovido pelo consórcio Reg.IA, no próximo dia 16 de julho, em São Paulo. O encontro reunirá representantes do agronegócio, investidores, especialistas em ESG e em finanças verdes para discutir como acelerar a adoção dessas práticas por meio da remuneração dos serviços ambientais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo a cofundadora e CEO da Produzindo Certo, Aline Locks, apesar do interesse crescente de empresas, investidores e consumidores por cadeias produtivas mais sustentáveis, ainda existem dificuldades para medir, precificar e remunerar os benefícios gerados pela agricultura regenerativa.
“O avanço dessa agenda depende da capacidade de conectar desempenho socioambiental, redução de riscos e geração de valor econômico para produtores, empresas e instituições financeiras”, afirma.
A avaliação é que produtores e empresas vêm ampliando a adoção de práticas regenerativas, mas ainda enfrentam obstáculos para capturar economicamente os resultados obtidos. Para Aline, iniciativas como o Reg.IA ajudam a aproximar desempenho socioambiental, produtividade e geração de valor.
Expansão da agricultura regenerativa
Em seu segundo ano de operação, o consórcio reúne mais de 40 fazendas participantes e monitora 54.137 hectares sob manejo regenerativo, avanço de 44% em relação à área inicial, de pouco mais de 37 mil hectares.
Os participantes também contabilizam mais de 200 mil toneladas de soja regenerativa e cerca de 450 mil toneladas de milho verificados. Além disso, as propriedades conservam mais de 60 mil hectares de vegetação nativa, formando uma base de dados voltada ao acompanhamento de indicadores como qualidade do solo, biodiversidade, emissões de carbono, produtividade e resiliência climática.
O consórcio reúne atualmente empresas e organizações como Bayer, BrasilSeg, GAPES, InPlanet, Milhão Ingredients, Mina Mercantil, Produzindo Certo e Proforest.
Benefícios para o produtor
De acordo com o Reg.IA, os produtores que aderem ao consórcio têm acesso a incentivos voltados à transição para sistemas regenerativos. Entre eles estão descontos na contratação de seguro rural com foco em agricultura regenerativa, condições diferenciadas em linhas do Plano Safra, desconto na aquisição de pó de rocha e possibilidade de receber prêmios na comercialização de soja e milho com empresas parceiras, quando as operações são efetivamente realizadas.
Para Aline Locks, a agricultura regenerativa deixou de ser apenas uma agenda ligada às boas práticas agrícolas e passou a ocupar um espaço estratégico na gestão de riscos e na adaptação às mudanças climáticas.
“O desafio é construir mecanismos que permitam reconhecer e remunerar esse valor de forma transparente e escalável”, afirma.
Debate sobre métricas e mercado
A programação do evento foi organizada para discutir os principais desafios da expansão da agricultura regenerativa.
O primeiro painel abordará as dificuldades do mercado financeiro em precificar a transição para sistemas regenerativos. Em seguida, será apresentada a metodologia desenvolvida pelo Reg.IA para mensurar indicadores ambientais, sociais e produtivos que, até pouco tempo, eram considerados de difícil mensuração.
A proposta do encontro é aproximar produtores, empresas e instituições financeiras de uma discussão considerada estratégica para ampliar o mercado da agricultura regenerativa no Brasil.
*Com informações da assessoria de imprensa
O post Agricultura regenerativa busca transformar práticas sustentáveis em renda apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Junho recupera ânimo dos preços de soja no Brasil; Chicago recua com cenário favorável nos EUA

O mercado brasileiro de soja registrou, em junho, recuperação dos preços domésticos e melhora pontual na comercialização. O movimento foi sustentado principalmente pela valorização do câmbio, prêmios firmes ao longo de grande parte do mês e pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Nas principais praças do país, as cotações avançaram de forma consistente. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 125,50 para R$ 131,50. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 120,50 para R$ 126,50. Já em Rondonópolis (MT), a valorização foi de R$ 109,00 para R$ 117,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 131,50 para R$ 137,50 por saca.
Entre os principais fatores formadores de preços, o dólar comercial acumulou alta de 2,34% em junho, encerrando o período a R$ 5,16. Em contrapartida, na CBOT, os contratos com vencimento em novembro recuaram 3,8% no mês, fechando a US$ 11,44 por bushel.
- Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Soja em Chicago
No cenário internacional, os fundamentos seguem pressionando as cotações em Chicago. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, elevando as perspectivas de uma safra cheia e ampliando a já confortável oferta global.
Além disso, o arrefecimento do conflito no Oriente Médio levou os preços do petróleo de volta aos níveis anteriores ao período de tensão, contribuindo para a pressão sobre as commodities agrícolas. A valorização do dólar também reduz a competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional.
Apesar desse quadro, o mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que pode oferecer suporte às cotações em Chicago nos próximos meses.
USDA
No relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área plantada com soja em 2026 foi estimada em 85,4 milhões de acres, alta de 5% em relação ao ano anterior. O número ficou em linha com as expectativas do mercado e acima da projeção divulgada em março.
Já os estoques trimestrais, na posição de 1º de junho, somaram 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado também veio acima da expectativa do mercado.
Do total armazenado, 367 milhões de bushels estão nas propriedades rurais, representando queda de 11% na comparação anual. Por outro lado, os estoques fora das fazendas atingiram 694 milhões de bushels, com avanço em relação ao ano anterior, reforçando o quadro de oferta confortável no mercado global.
O post Junho recupera ânimo dos preços de soja no Brasil; Chicago recua com cenário favorável nos EUA apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Látex de jaca pode ajudar no tratamento de doença que causa perda dos dentes

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um biomaterial à base de látex de jaca, extrato de casca de romã e sinvastatina (medicamento à base de estatinas) que se mostrou promissor para o tratamento da periodontite em testes de laboratório.
A periodontite é uma enfermidade inflamatória crônica, de origem infecciosa, que leva à destruição progressiva dos tecidos de suporte do dente, resultando em reabsorção óssea e perda de inserção (perda do dente).
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Os tratamentos convencionais visam controlar a infecção e a inflamação, sem promover a renovação dos tecidos periodontais de maneira efetiva, o que faz com que tenham resultados limitados em longo prazo.
Técnicas como regeneração tecidual guiada e enxerto ósseo já foram propostas para esses casos, mas seus efeitos clínicos permanecem variáveis e, por vezes, imprevisíveis.
Para reverter esse problema, os pesquisadores focaram em explorar biomateriais naturais e bioativos que pudessem atuar de forma integrada no combate ao quadro.
O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Sorocaba. Os resultados foram divulgados na revista Polymer Bulletin.
“Começamos a ver o látex extraído da jaca como uma alternativa interessante, pois ele apresenta uma característica adesiva. Isso nos fez pensar que ele poderia permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, favorecendo a liberação mais direcionada dos compostos terapêuticos e, potencialmente, reduzindo a necessidade do uso sistêmico de antibióticos”, conta a professora Eliana Aparecida de Rezende Duek, do Departamento de Cirurgia da FCMS.
Como foi feita a combinação
O látex, após extraído, foi combinado com extrato de casca de romã, que tem reconhecido potencial antimicrobiano para aplicação local, e sinvastatina, um fármaco com atividade anti-inflamatória que tem sido amplamente estudado pelo seu potencial de estimular a formação óssea.
A combinação desses elementos resultou em uma matriz mucoadesiva (ou seja, que adere às mucosas do corpo) com capacidade de atuar diretamente no local da lesão.
O efeito da sinvastatina aplicada localmente também se torna mais eficaz, já que, quando a substância é administrada por via oral, é predominantemente retida pelo fígado, com apenas uma pequena fração atingindo a circulação sistêmica, o que exige doses mais elevadas que podem aumentar o risco de efeitos adversos, incluindo degeneração muscular aguda.
No trabalho, os cientistas fizeram um experimento em que o látex, após ser extraído manualmente de jacas recém-colhidas, passou por um processo cuidadoso de purificação. A partir dessa matriz foi incorporado o extrato de casca de romã.
Avaliação da eficácia
Para avaliar a eficácia, foi conduzido um ensaio in vitro com células-tronco derivadas do tecido adiposo humano com a formulação e diferentes concentrações da sinvastatina (0,3%, 0,6% e 1,2%) que não alteraram a estrutura do gel e são tecnicamente seguras.
Todas se mostraram capazes de aumentar a osteoindução (ou seja, fazer com que as células-tronco se diferenciassem em osteoblastos, as células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo) em 14 dias, com um efeito ainda mais pronunciado após 21 dias, corroborando o potencial do material para o tratamento da periodontite.
“Observamos que o biomaterial desenvolvido apresenta um grande potencial para aplicações futuras no tratamento da periodontite e até em outras áreas, especialmente por envolver um material ainda pouco explorado na literatura científica para uso biomédico”, diz Duek.
Apesar dos resultados bastante promissores, pondera a pesquisadora, ainda será preciso vencer etapas importantes da pesquisa, como testes em animais e em pacientes.
O post Látex de jaca pode ajudar no tratamento de doença que causa perda dos dentes apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade22 horas agoSenado debate regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e cobra segurança jurídica – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoEmbrapa alerta para impactos do El Niño – MAIS SOJA
Featured23 horas agoMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 33 milhões neste sábado
Featured24 horas agoGoverno de MT suspende notícias e redes sociais institucionais a partir deste sábado (4)
Business16 horas agoJunho recupera ânimo dos preços de soja no Brasil; Chicago recua com cenário favorável nos EUA
Sustentabilidade21 horas agoProjeto que amplia proteção de cultivares foi aprovado na Câmara – MAIS SOJA
Featured18 horas agoTCE recomenda intervenção no DAE de Várzea Grande
Featured17 horas agoJanaina convoca servidores a pressionarem deputados por CPI dos Consignados















