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Soja e milho: o que esperar da safra 2025/26 no Brasil

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Fotos: Pixabay

As projeções para a safra 2025/26 indicam um cenário de maior protagonismo do Brasil nos mercados globais de soja e milho. As estimativas iniciais apontam produção elevada, com impactos diretos sobre preços, exportações e formação de estoques.

Pesquisadores do Cepea avaliam que, apesar de fatores externos e climáticos, o país tende a manter posição central no abastecimento mundial dos grãos ao longo de 2026.

Soja: Brasil ganha espaço no comércio internacional

A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, enquanto a oferta global deve encolher. A redução está concentrada, principalmente, nos Estados Unidos e na Argentina. Esse descompasso entre oferta e demanda reforça o papel do Brasil no mercado internacional.

Segundo pesquisadores do Cepea, o país pode responder por cerca de 60% do fornecimento mundial de soja. Esse cenário sustenta expectativas de melhora nos preços externos e nas negociações de embarques pelos portos brasileiros no primeiro semestre de 2026.

Parte do movimento de recuperação está ligada ao acordo comercial entre China e Estados Unidos. O compromisso prevê aumento das compras chinesas de soja norte-americana entre 2026 e 2028. Ainda assim, a avaliação é de que a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer elevada, garantindo sustentação aos prêmios de exportação.

No mercado interno, a taxa de câmbio segue como variável central na formação de preços. No cenário internacional, o dólar tende a enfrentar pressão após o Federal Reserve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Por outro lado, o avanço das cotações pode encontrar limites na maior competitividade da Argentina. O governo argentino reduziu as retenciones sobre o complexo soja, medida que tende a estimular as exportações do país vizinho.

Milho: oferta elevada limita reação de preços no início do ano

O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna. Estoques de passagem acima dos registrados na temporada anterior e a expectativa de crescimento da primeira safra pesam sobre os preços domésticos, segundo o Cepea.

Na B3, os contratos operam abaixo dos níveis da safra passada. Já no mercado externo, os futuros negociados na CME indicam trajetória de alta ao longo do primeiro semestre, sustentados pelo ritmo forte das exportações dos Estados Unidos e por um quadro global de estoques mais ajustados.

A área cultivada no Brasil deve atingir novo recorde na safra 2025/26, estimada pela Conab em 22,7 milhões de hectares. No entanto, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção. Esses fatores podem afetar a soja e reduzir a janela ideal de plantio do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da produção nacional.

A produção total prevista deve ser a segunda maior da história. Ao mesmo tempo, o consumo interno tende a alcançar novo recorde, impulsionado pela expansão do etanol de milho e pela demanda da cadeia de proteínas animais. Esse equilíbrio entre oferta e demanda pode favorecer o crescimento das exportações brasileiras ao longo de 2026.

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Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026

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Foto: Banco do Brasil

O Banco do Brasil estima acolher R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural para agricultores familiares, médios e grandes produtores durante o Show Rural Coopavel, entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

As taxas oferecidas pela instituição são a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra para todas as linhas de crédito.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destaca que a preparação para a feira começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores rurais e suas cooperativas para apresentação das condições que o banco oferecerá durante os cinco dias de evento.

“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Estaremos mais uma vez reafirmando a nossa proximidade com quem produz e seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento e desenvolvimento dos agricultores familiares, dos médios e dos grandes produtores, bem como das cooperativas agropecuárias, sempre de acordo com a realidade de cada perfil”, afirma Bittencourt.

Condições do banco na feira

O banco prevê que mais de 50 municípios paranaenses contarão com as condições preparadas para o Show Rural Coopavel: 10% de desconto na contratação dos Seguros Agrícolas Área Financiada e Área Não Financiada, e 10% de desconto na contratação do Seguro Patrimônio Rural.

A instituição também promete oferecer 30% de descibti aos clientes na compra dos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro.

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Moagem de cana atinge 605 mil toneladas na 1ª quinzena de janeiro, diz Unica

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Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 605,09 mil toneladas na primeira quinzena de janeiro, referente à safra 2025/26, que vai de abril a março do ano seguinte. O volume é 100,99% maior em comparação com o registrado em igual período da safra 2024/25, quando a moagem atingiu 301,10 mil toneladas.

As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira (6).

Queda no açúcar e alta no etanol

A produção de açúcar nos primeiros 15 dias de janeiro totalizou 7,32 mil toneladas, queda de 32,12% na comparação com o volume registrado em igual período na safra 2024/2025.

Na primeira quinzena de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros, aumento de 16,06% ante igual período da safra anterior. Desse total, 244,93 milhões de litros são de etanol hidratado (+5,66%) e 182,49 milhões de litros de etanol anidro (+33,77%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, ante 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025, um aumento de 8,50%.

Mais unidades processando cana

Na primeira metade de janeiro, operavam 27 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No igual período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao fim da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrado na primeira quinzena de janeiro, atingiu 132,95 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, em comparação com 118,32 kg por tonelada na safra 2024/2025, variação positiva de 12,36%. O destino da cana para etanol foi de 90,45% na primeira quinzena de janeiro.

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Cinco anos após acordo, ações de reparação em Brumadinho já somam mais de R$ 20 bi

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Foto: Agência de Minas Gerais

Cinco anos após a assinatura do acordo judicial de reparação pela tragédia de Brumadinho, o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça reforçam as ações para compensar os danos socioeconômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem da Vale, em 2019, que deixou 272 vítimas.

Segundo levantamento apresentado pelo estado, dos R$ 37,6 bilhões previstos para execução ao longo de dez anos, mais de R$ 20 bilhões já foram aplicados em iniciativas de reparação socioeconômica e ambiental.

Ao todo, são 421 projetos, priorizando municípios diretamente atingidos. Segundo o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias, as ações estão divididas em dois eixos principais, reparação socioambiental e socioeconômica.

“O eixo de reparação socioambiental, cuja responsabilidade de reparação do dano causado no meio ambiente é da Vale, a empresa que deu causa. E do outro lado, temos a reparação socioeconômica, que somam algo próximos a 37,2 bilhões”, destaca o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias.

Das mais de 400 iniciativas, 309 já estão em execução, com investimentos que abrangem áreas estratégicas como infraestrutura, saúde, saneamento, meio ambiente e agricultura. Entre as ações já realizadas estão a recuperação de cerca de 13 quilômetros de estradas, ampliação de unidades de saúde e hospitais regionais, além de apoio direto à produção rural, feiras livres e ações de abastecimento.

Na frente ambiental, segue a retirada de rejeitos do rio Paraopeba, especialmente na chamada “zona quente”, área mais impactada pelo rompimento. A expectativa é de que a execução completa do acordo ocorra dentro do prazo de dez anos.

“Temos definido um montante de R$ 37 bilhões, mas da reparação ambiental, esse recurso não tem limite, não tem teto. Esses trabalhos já começaram, principalmente na zona quente com a remoção do rejeito e eles tendem avançar. A expectativa de execução do acordo é de 10 anos para os projetos”, afirma Matias.

O governo estadual afirma que as medidas buscam reconstruir as regiões afetadas e reduzir riscos futuros, com descomissionamento de barragens e mudanças na gestão de segurança. “Nós estamos deixando um estado melhor para aqueles que sobreviveram”, declara o governo de Minas Gerais, Romeu Zema.

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