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Fim da Moratória da Soja e o impacto nas exportações brasileiras

O fim da adesão à Moratória da Soja por parte de algumas das maiores tradings do mundo não deve impactar as exportações brasileiras da oleaginosa. Essa é a avaliação, pelo menos sob o ponto de vista jurídico. “É importante lembrar o que a moratória está sendo substituída por outros critérios”, explica Leonardo Munhoz, pesquisador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A análise ocorre em meio à possibilidade de empresas que negociam soja deixarem o acordo, após informação divulgada pela Reuters no começo da semana. A saída das tradings, nesse sentido, ocorre em um momento crucial. Isso porque em Mato Grosso já está em vigor uma lei que autoriza o governo estadual a retirar incentivos fiscais de empresas signatárias.
Criada em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a Moratória da Soja tem caráter voluntário. Ela proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.
Munhoz reforça que o pacto não tem poder de lei. “Não tem caráter jurídico vinculante nem um sistema de rastreabilidade exigido pela legislação. O que estamos vendo é a substituição por normas legais, como o Código Florestal brasileiro, que está em vigor desde 2012”, diz.
Essa mudança no regime jurídico aparece, segundo o especialista, na decisão mais recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Em novembro, o ministro Flávio Dino reconheceu a legalidade da Moratória da Soja, mas respaldou a decisão de Mato Grosso. Ele também determinou a suspensão nacional de todos os processos que envolvam o acordo.
“O próprio ministro Flávio Dino afirmou que acordos comerciais podem existir, mas não podem substituir a lei. Isso representa um respaldo maior ao Código Florestal”, resume Munhoz.
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Futuro das certificações ambientais
Enquanto o Brasil tem o Código Florestal como sustentação legal para questões ambientais, a União Europeia conta com o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês). A nova legislação, porém, foi adiada duas vezes e deve entrar em vigor somente em dezembro de 2026.
Nesse sentido, Munhoz ressalta que padrões voluntários estão sendo incorporados às leis nacionais e internacionais. “Quando a moratória foi criada o Brasil não tinha o Código Florestal que existe hoje, nem havia o EUDR na União Europeia”, diz. O pesquisador afirma ainda que esse deve ser o próximo passo para o futuro do comércio internacional, baseado em legislações internas e externas.
Para Daniel Vargas, especialista em direito ambiental e economia e professor da FGV, esse movimento reflete uma mudança estrutural. Segundo ele, certificações privadas não vivem um ciclo de expansão, mas de fragilização, sendo cada vez mais percebidas como juridicamente frágeis e pouco transparentes. “A assinatura da ONG perdeu peso como selo de confiança”, diz.
Vargas lembra que o próprio EUDR surgiu como resposta às limitações do modelo baseado em certificações privadas. A avaliação em Bruxelas era de que esse sistema não reduziu o desmatamento, mas gerou confusão regulatória e exclusão de pequenos produtores, promovendo concentração econômica sem ganhos ambientais relevantes.
Munhoz avalia que esse processo indica uma “estatização dos padrões ambientais”. Para ele, leis nacionais passam a ocupar o centro da governança ambiental, enquanto certificações assumem um papel secundário, como complemento voluntário.
Na avaliação dos dois especialistas, normas públicas tendem a oferecer maior previsibilidade jurídica ao comércio internacional, reduzindo conflitos regulatórios e disputas entre agentes privados.
Acordo Mercosul–UE e a leitura europeia
A indefinição do acordo entre Mercosul e União Europeia adiciona um componente geopolítico ao debate sobre a Moratória da Soja. Para Vargas, o tema ambiental na Europa passou por uma repolitização nos últimos 18 meses, com recuo do Green Deal como eixo absoluto da política econômica.
“A maioria conservadora no Parlamento Europeu passou a resistir a medidas que elevem custos para produtores e consumidores”, afirma. Segundo ele, esse contexto ajuda a explicar os adiamentos e flexibilizações do EUDR, motivados por preocupações inflacionárias e riscos às cadeias produtivas do próprio bloco.
Esse ambiente mais pragmático molda a forma como o fim da moratória tende a ser interpretado. Vargas avalia que organizações não governamentais ambientais devem reagir, mas atravessam uma crise de credibilidade na Europa, sendo associadas ao aumento do custo de vida e à crise energética.
Já Munhoz ressalta que, enquanto não há definição sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, a regra aplicável segue sendo a legislação brasileira. Para ele, o Código Florestal oferece respaldo jurídico suficiente para atender às exigências ambientais no comércio internacional.
Comércio internacional sem a Moratória da Soja
Conforme reforçado por Munhoz, a legislação brasileira consegue suprir as demandas colocadas pela Moratória da Soja. O especialista lembra que mesmo mantido, o acordo precisaria de atualização para se adequar ao Código Florestal.
“A moratória cumpriu sua função. Hoje, especialmente com o EUDR e com o marco temporal de 2020 adotado pelo regulamento europeu, não há justificativa prática ou jurídica para a manutenção do acordo”, diz.
Do ponto de vista econômico, Vargas explica que o fim da moratória não tende a provocar ruptura nas exportações brasileiras. Ou seja, as grandes empresas devem reorganizar fluxos comerciais, não abandonar o Brasil. “Cadeias com dados ou rastreabilidade mais robustas tendem a ser direcionadas ao mercado europeu, enquanto outros mercados absorvem o restante”, afirma.
Ele pondera que, se o EUDR entrar em vigor nos moldes atuais, o equilíbrio pode mudar, possivelmente em desfavor do produtor brasileiro, mas considera esse cenário menos provável diante do contexto político e econômico europeu.
Governança da moratória em xeque
Além das inconsistências jurídicas citadas por Munhoz, a governança da Moratória da Soja também vem sendo questionada. As críticas incluem a centralização das decisões em grandes tradings e organizações internacionais, e a falta de mecanismos que garantissem maior representação de produtores rurais.
Por outro lado, diversos estudos ao longo dos anos mostraram o impacto positivo do acordo no bioma amazônico. De acordo com o Portal Moratória da Soja, o desmatamento médio em municípios da região era de aproximadamente 10.600 km² por ano entre 2002 e 2008, período anterior à implementação. Após o pacto entrar em vigor, esse valor caiu para cerca de 3.000 km² anuais, o que representa uma diminuição de mais de dois terços.
Nesse contexto, Munhoz conclui que o término da Moratória da Soja culmina em um período de transição. “As certificações continuarão existindo, mas de forma acessória, como um complemento voluntário. Elas tendem a perder a centralidade que têm hoje na agenda ambiental do comércio”, finaliza.
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Eucalipto em Mato Grosso: técnica define sucesso na floresta

O avanço do eucalipto em Mato Grosso abre uma nova frente de produção no campo, especialmente em áreas arenosas e menos competitivas com grãos. Apesar do potencial, especialistas alertam que o sucesso da cultura não acontece por acaso e depende diretamente de planejamento, conhecimento técnico e decisões assertivas desde a implantação.
Em meio à expansão do setor florestal no estado, produtores têm buscado diversificar a produção e aproveitar áreas antes consideradas marginais. Ainda assim, o manejo exige atenção aos detalhes, como escolha do material genético, preparo do solo e condução da floresta ao longo do ciclo produtivo.
A base de tudo, conforme o engenheiro florestal Ranieri Souza, é entender que o eucalipto não foge à lógica das demais culturas agrícolas. “A cultura florestal é como qualquer outra cultura. Ela demanda planejamento e, principalmente, conhecimento técnico ou no mínimo básico”, afirma, ao destacar que fatores como tipo de solo, regime de chuvas e potencial produtivo da área precisam ser analisados antes de qualquer decisão.
Esse diagnóstico inicial se torna ainda mais relevante em Mato Grosso, onde há grande diversidade de ambientes. Segundo ele, o produtor precisa conhecer bem a área para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da floresta logo nos primeiros anos.

Escolha do clone e adaptação
A definição do clone é outro ponto-chave para o sucesso da produção. Ranieri explica que o estado apresenta diferentes condições climáticas e de solo, o que exige atenção redobrada na escolha do material genético. “Quando a gente fala de Mato Grosso, é uma colcha de retalhos. Tem várias nuances climáticas dentro do estado”, diz em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Na prática, isso significa que nem todo clone vai performar bem em qualquer região. Ele ressalta que já existem materiais mais versáteis, além de opções específicas para determinadas áreas, o que amplia as possibilidades de cultivo. “A gente tem clones que podem ser plantados em todos esses ambientes e clones mais adaptados a cada micro região”, pontua, ao reforçar a importância de evitar escolhas generalistas.
Essa definição impacta diretamente na produtividade e na sanidade da floresta, já que alguns materiais podem ser mais suscetíveis a doenças ou menos adaptados a determinadas condições de solo e clima.
Solo, espaçamento e manejo
Com a expansão do eucalipto sobre solos arenosos, o manejo da fertilidade e da correção química se torna indispensável. Apesar de a cultura apresentar certa tolerância à acidez, o engenheiro destaca que a produtividade está ligada ao bom preparo do solo. “Por mais que o eucalipto seja tolerante a solos ácidos, quando a gente faz uma calagem, eu tenho maior aproveitamento do fertilizante”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.
O espaçamento entre plantas também precisa ser bem ajustado para equilibrar crescimento e sanidade da floresta. Conforme Ranieri, a recomendação gira em torno de mil a 1.100 plantas por hectare, evitando extremos que possam comprometer o desenvolvimento. “Quando eu tenho uma floresta muito adensada, posso ter problemas com doenças. E quando eu tenho um estande mais ajustado, também reduzo o risco no período seco”, afirma.
Além disso, práticas como preparo adequado do solo, uso de pré-emergentes e atenção ao plantio das mudas fazem diferença no estabelecimento inicial, fase considerada crítica para o sucesso do cultivo.
Controle de pragas e implantação
O cuidado com pragas começa antes mesmo do plantio, sendo a formiga apontada como o principal desafio na silvicultura. Ranieri é direto ao tratar do tema: “Formiga é a maior e pior praga da silvicultura no Brasil. Então é indispensável que assim que você entre na área, faça o controle”.
Ele explica que a negligência nesse ponto pode comprometer toda a implantação da floresta, já que o ataque ocorre justamente no estágio inicial das mudas. Por isso, o manejo preventivo e contínuo é considerado essencial dentro do sistema produtivo.
Outras práticas também entram nesse pacote de cuidados, como o controle da matocompetição e o uso correto de insumos, que garantem melhores condições para o crescimento das plantas.
Produtividade em alta
Com o avanço tecnológico e o uso de materiais genéticos mais adaptados, o eucalipto em Mato Grosso tem apresentado ganhos expressivos de produtividade nos últimos anos. A combinação entre clima favorável, com bom volume de chuvas, e manejo adequado tem impulsionado os resultados no campo.
“A gente busca produtividade entre 420 e 520 metros estéreos no ciclo de seis anos”, afirma Ranieri, ao destacar que o estado reúne condições para alcançar esses patamares com consistência.
Ele reforça que, apesar do cenário positivo, atingir esses números exige investimento em tecnologia e acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo. “A gente tem tecnologia e material genético que vão permitir chegar próximo disso”, diz.
Nesse contexto, a assistência técnica aparece como fator determinante para reduzir riscos e garantir eficiência. “É importante buscar conhecimento e pessoas que já têm know-how na região para que você tenha sucesso na cultura”, conclui.
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Embaixador da China e cúpula do agro debatem o futuro do milho em Brasília

O 4º Congresso Abramilho reunirá, no dia 13 de maio, lideranças do governo, do mercado internacional e do setor produtivo para discutir as cadeias de milho e sorgo. O evento, realizado no Unique Palace, em Brasília, terá como destaque a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A presença diplomática em dois painéis distintos ocorre em meio à consolidação do país asiático como destino estratégico para os grãos brasileiros.
Para a organização do encontro, a composição da mesa de debates visa aproximar os produtores dos centros de decisão. “Reunir o embaixador da China, o ministro da Agricultura e lideranças de toda a cadeia produtiva em um mesmo dia mostra a dimensão estratégica do congresso. São pessoas que tomam decisões que afetam diretamente o produtor brasileiro, e esse é exatamente o nível de interlocução que queremos proporcionar”, afirma Glauber Silveira, organizador do evento e diretor executivo da Abramilho.
O primeiro painel, mediado por Cassiano Ribeiro, do Globo Rural, focará nos desafios atuais e propostas para o fortalecimento do setor. Além do embaixador chinês, participam o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior; e o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, Manuel Ron, presidente da Aliança Internacional do Milho (Maizall); representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); Tânia Zanela, presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) e Paulo Bertolini, presidente da Abramilho.
Segurança alimentar e inovação
Zhu Qingqiao também integra o segundo debate do dia, voltado à segurança alimentar e ao futuro da inovação no campo. Ao seu lado estarão Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, e Mauro Murakami, presidente da CTNBio, além de Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Glauber Silveira, diretor executivo da Abramilho. A mediação deste bloco será de Luiz Patroni, do Canal Rural.
O encerramento da programação tratará da geopolítica e da proteção do agronegócio frente às incertezas globais. O painel contará com Grace Tanno, do Ministério das Relações Exteriores, e representantes da CNA e da iniciativa privada. A discussão final será mediada pelo jornalista Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.
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Mato Grosso concentra 15% do faturamento agropecuário nacional

Mato Grosso deve faturar R$ 206 bilhões com a produção agropecuária em 2026, consolidando-se como o principal motor do setor no Brasil. O valor representa 15% do Valor Bruto da Produção (VBP) do país, estimado em R$ 1,38 trilhão. Os números, baseados em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT), mostram o estado à frente de Minas Gerais (R$ 167 bilhões) e São Paulo (R$ 157 bilhões).
O desempenho é sustentado por um mix de commodities em que o estado detém a liderança nacional: soja, milho, algodão e bovinos. Sozinha, a soja é responsável por 43% de todo o VBP mato-grossense. O milho aparece na sequência, com 21,67%, seguido pela pecuária de corte, que responde por 17,96% da receita bruta dentro da porteira.
Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), o VBP mede o faturamento bruto real da produção (dentro da porteira), calculando o total produzido (lavoura e pecuária) multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores. Na prática, é um indicador essencial para entender a saúde financeira do campo, contudo não deve ser confundido com lucro líquido, uma vez que não desconta os custos operacionais, como adubos, combustíveis e mão de obra.
Empregos e movimentação econômica
A circulação dessa receita impactou o mercado de trabalho no início do ano. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o setor agropecuário registrou 9.066 novas vagas formais em Mato Grosso. O saldo de contratações reforça a dependência da economia estadual em relação ao ciclo das commodities e à logística de escoamento.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o volume financeiro se traduz em capilaridade social. “Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”.
Além das três primeiras posições ocupadas por Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, o ranking das cinco maiores economias do campo no Brasil é completado por Paraná, com R$ 150 bilhões, e Goiás, com R$ 117 bilhões.
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