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Acrimat vê com preocupação tarifa de 55% da China sobre carne bovina brasileira

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) vê com preocupação o anúncio da China, nesta quarta-feira (31), sobre a adoção de medidas de salvaguarda para a importação de carne bovina, que incluem uma tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas por país. As novas regras entram em vigor nesta quinta-feira (1º) e terão validade até 31 de dezembro de 2028.
Em nota, a entidade avalia que a decisão pode trazer reflexos negativos para toda a cadeia produtiva da pecuária, especialmente para o produtor rural. “A Acrimat vê com muita preocupação essas medidas de salvaguarda determinadas pela China, para nossa carne bovina, neste final de ano”, afirma a Associação.
A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira e também lidera as compras do produto mato-grossense. Qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado chinês, segundo a Acrimat, tende a gerar efeitos diretos sobre preços, renda e planejamento da atividade pecuária.
Impacto na cadeia produtiva
A entidade lembra que situações econômicas ou sanitárias envolvendo grandes compradores internacionais costumam recair sobre o elo mais vulnerável da cadeia. “Sabemos que qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista e é ele quem paga toda a conta no final”, destaca a Acrimat.
Como exemplo, a Associação cita o recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que provocou queda nos preços da arroba. “O último exemplo claro disso foi o tarifaço dos EUA, onde os preços da arroba desabaram por conta de um único importador”, reforça a nota.
A Acrimat avalia que os grandes frigoríficos exportadores têm capacidade de redirecionar volumes excedentes para outros mercados, sem transferir prejuízos ao produtor. “Os grandes exportadores brasileiros têm condições de pulverizar esse excedente sobretaxado para outros mercados sem prejudicar o pecuarista brasileiro com manobras especulativas”, pontua a entidade.
Ao final, a associação defende valorização do produtor e atuação do governo federal. “Acreditamos no bom senso, certos de que o produtor brasileiro precisa ser valorizado e respeitado, principalmente nesse momento de incerteza e virada de ciclo. Esperamos também que o governo federal proteja e defenda também quem produz e não somente quem exporta”, conclui a Acrimat.
Cotas e números do comércio
O Ministério do Comércio da China (Mofcom) anunciou que as cotas de importação sem tarifa adicional para o Brasil serão de 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Volumes que excederem esses limites estarão sujeitos à tarifa adicional de 55%.
Somente em 2025, até novembro, o Brasil já exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China, somando US$ 8,028 bilhões em receita.
Em Mato Grosso, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne bovina totalizaram 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e novembro de 2025, alta de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024, que já havia sido recorde.
No recorte por destino, a China respondeu por 54,88% dos embarques do estado em 2025. No mesmo período de 2024, a participação era de 46,31%, reforçando a dependência do mercado chinês para a pecuária mato-grossense.
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Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026

O Banco do Brasil estima acolher R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural para agricultores familiares, médios e grandes produtores durante o Show Rural Coopavel, entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.
As taxas oferecidas pela instituição são a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra para todas as linhas de crédito.
O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destaca que a preparação para a feira começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores rurais e suas cooperativas para apresentação das condições que o banco oferecerá durante os cinco dias de evento.
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“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Estaremos mais uma vez reafirmando a nossa proximidade com quem produz e seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento e desenvolvimento dos agricultores familiares, dos médios e dos grandes produtores, bem como das cooperativas agropecuárias, sempre de acordo com a realidade de cada perfil”, afirma Bittencourt.
Condições do banco na feira
O banco prevê que mais de 50 municípios paranaenses contarão com as condições preparadas para o Show Rural Coopavel: 10% de desconto na contratação dos Seguros Agrícolas Área Financiada e Área Não Financiada, e 10% de desconto na contratação do Seguro Patrimônio Rural.
A instituição também promete oferecer 30% de descibti aos clientes na compra dos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro.
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Moagem de cana atinge 605 mil toneladas na 1ª quinzena de janeiro, diz Unica

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 605,09 mil toneladas na primeira quinzena de janeiro, referente à safra 2025/26, que vai de abril a março do ano seguinte. O volume é 100,99% maior em comparação com o registrado em igual período da safra 2024/25, quando a moagem atingiu 301,10 mil toneladas.
As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira (6).
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Queda no açúcar e alta no etanol
A produção de açúcar nos primeiros 15 dias de janeiro totalizou 7,32 mil toneladas, queda de 32,12% na comparação com o volume registrado em igual período na safra 2024/2025.
Na primeira quinzena de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros, aumento de 16,06% ante igual período da safra anterior. Desse total, 244,93 milhões de litros são de etanol hidratado (+5,66%) e 182,49 milhões de litros de etanol anidro (+33,77%).
Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, ante 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025, um aumento de 8,50%.
Mais unidades processando cana
Na primeira metade de janeiro, operavam 27 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No igual período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao fim da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.
Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrado na primeira quinzena de janeiro, atingiu 132,95 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, em comparação com 118,32 kg por tonelada na safra 2024/2025, variação positiva de 12,36%. O destino da cana para etanol foi de 90,45% na primeira quinzena de janeiro.
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Cinco anos após acordo, ações de reparação em Brumadinho já somam mais de R$ 20 bi

Cinco anos após a assinatura do acordo judicial de reparação pela tragédia de Brumadinho, o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça reforçam as ações para compensar os danos socioeconômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem da Vale, em 2019, que deixou 272 vítimas.
Segundo levantamento apresentado pelo estado, dos R$ 37,6 bilhões previstos para execução ao longo de dez anos, mais de R$ 20 bilhões já foram aplicados em iniciativas de reparação socioeconômica e ambiental.
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Ao todo, são 421 projetos, priorizando municípios diretamente atingidos. Segundo o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias, as ações estão divididas em dois eixos principais, reparação socioambiental e socioeconômica.
“O eixo de reparação socioambiental, cuja responsabilidade de reparação do dano causado no meio ambiente é da Vale, a empresa que deu causa. E do outro lado, temos a reparação socioeconômica, que somam algo próximos a 37,2 bilhões”, destaca o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias.
Das mais de 400 iniciativas, 309 já estão em execução, com investimentos que abrangem áreas estratégicas como infraestrutura, saúde, saneamento, meio ambiente e agricultura. Entre as ações já realizadas estão a recuperação de cerca de 13 quilômetros de estradas, ampliação de unidades de saúde e hospitais regionais, além de apoio direto à produção rural, feiras livres e ações de abastecimento.
Na frente ambiental, segue a retirada de rejeitos do rio Paraopeba, especialmente na chamada “zona quente”, área mais impactada pelo rompimento. A expectativa é de que a execução completa do acordo ocorra dentro do prazo de dez anos.
“Temos definido um montante de R$ 37 bilhões, mas da reparação ambiental, esse recurso não tem limite, não tem teto. Esses trabalhos já começaram, principalmente na zona quente com a remoção do rejeito e eles tendem avançar. A expectativa de execução do acordo é de 10 anos para os projetos”, afirma Matias.
O governo estadual afirma que as medidas buscam reconstruir as regiões afetadas e reduzir riscos futuros, com descomissionamento de barragens e mudanças na gestão de segurança. “Nós estamos deixando um estado melhor para aqueles que sobreviveram”, declara o governo de Minas Gerais, Romeu Zema.
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