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Como ficaram as cotações de soja na última segunda-feira do ano?

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O mercado brasileiro de soja registrou preços fracos, variando de estáveis a mais baixos, nesta segunda-feira (29). Segundo o consultor da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por ausência de novidades e pela prática de preços majoritariamente nominais, em um ambiente praticamente sem ofertas. A atuação de compradores e vendedores segue bastante limitada neste período entre as festividades de Natal e Ano Novo.

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Confira os preços de soja da última segunda-feira do ano:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve-se em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 123,00
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): ficou estável em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta segunda-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo, enquanto o óleo apresentou valorização. O mercado foi pressionado pela expectativa de safra cheia no Brasil, sustentada por previsões climáticas favoráveis, além da ausência de fatores altistas relevantes.

Nem mesmo o anúncio de uma venda externa foi suficiente para reverter o viés negativo. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 100 mil toneladas de soja ao Egito, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 750.312 toneladas na semana encerrada em 25 de dezembro, abaixo das 929.365 toneladas registradas na semana anterior. No mesmo período do ano passado, o volume havia alcançado 1.643.692 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções totalizam 15.396.334 toneladas, contra 28.671.623 toneladas no mesmo intervalo da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

No fechamento, os contratos de soja em grão com vencimento em janeiro de 2026 registraram queda de 9,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,87%, cotados a US$ 10,49 1/2 por bushel. A posição março de 2026 fechou a US$ 10,63 1/2 por bushel, recuo de 9,00 centavos, ou 0,83%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março de 2026 encerrou a sessão com baixa de US$ 4,90, ou 1,61%, a US$ 298,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com o mesmo vencimento, avançou 0,06 centavo, ou 0,12%, para 48,78 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,5716 para venda e R$ 5,5696 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5576 e a máxima de R$ 5,5846.

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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.

As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.

Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:

  • São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
  • Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
  • Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
  • Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
  • Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42

Atacado

No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.

O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.

No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
  • Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

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Plantio de milho no Rio Grande do Sul. Foto: Canal Rural Mato Grosso

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.

De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.

“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.

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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.

“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.

No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.

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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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Foto: Edson Sano.

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.

Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.

O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.

Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.

Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.

Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

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