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5 de julho de 2026

Business

Soja e milho puxam exportações em terminal de grãos do Porto de Itaqui em 2025

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Foto: Divulgação Emap

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) embarcou 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 e se consolida como o principal hub logístico do agronegócio no Arco Norte. As cargas partiram do Porto do Itaqui, em São Luís, com destino, principalmente, à Ásia e à Europa.

Ao longo do ano, 202 navios foram carregados com soja, milho e farelo de soja. Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas foram de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho, atendendo produtores do MAPITO — Maranhão, Piauí e Tocantins — além de áreas do Nordeste de Mato Grosso e da Bahia.

Segundo o Consórcio Tegram-Itaqui, o desempenho posiciona o terminal de forma estratégica para atender a safra recorde 2025/26, estimada em 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção divulgada em novembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O grande volume exportado indica que estamos em uma posição relevante na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirma Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui. “A infraestrutura e os processos foram desenhados para garantir embarques no ritmo que o setor exige”, completa.

Infraestrutura e expansão

O Tegram opera há dez anos e é apontado como um fator de redução de custos logísticos e ampliação do acesso aos mercados internacionais. O terminal conta com quatro armazéns, com capacidade estática de 500 mil toneladas.

A estrutura inclui moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia, além de duas moegas ferroviárias que descarregam até oito vagões simultaneamente.

Atualmente, o terminal possui capacidade anual em torno de 15 milhões de toneladas, operando em dois berços de atracação, resultado das fases de expansão concluídas em 2015 e 2020.

Terceira fase

O consórcio planeja a terceira fase de expansão, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão. O projeto prevê a construção de um terceiro berço de atracação, que deve acrescentar 8,5 milhões de toneladas à capacidade operacional anual.

A ampliação tem como objetivo atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro e reforçar o Porto do Itaqui como um dos principais complexos exportadores de grãos do Arco Norte.

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Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

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Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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Abimaq lança guia gratuito sobre armazenagem diante de déficit no setor; confira

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Foto gerada por IA.

Com estimativa de produção de 353 milhões de toneladas de grãos por ciclo, o Brasil tem capacidade para armazenar 62% desse volume, o que deixa cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura de estocagem.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, disponível gratuitamente.

O material reúne orientações para produtores rurais, gestores e profissionais do agronegócio sobre práticas de armazenagem, com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a logística e apoiar o planejamento das operações.

Déficit afeta logística e comercialização

Segundo a Abimaq, o crescimento da produção agrícola tem ampliado o déficit de capacidade estática de armazenagem no país. A limitação da infraestrutura pode aumentar os custos logísticos, elevar as perdas e reduzir as alternativas de comercialização da produção, obrigando produtores a venderem a safra em períodos de maior oferta.

A iniciativa integra uma campanha da entidade voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para o agronegócio.

Tecnologia disponível

A associação informa que a indústria nacional dispõe de tecnologia para ampliar a infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), vinculada à Abimaq, reúne empresas que desenvolvem sistemas e equipamentos destinados a diferentes perfis de produtores e operações agrícolas.

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante o preenchimento de formulário disponível aqui.

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