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11 de maio de 2026

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Trégua EUA-China sustenta o mercado de soja, mas incertezas permanecem, aponta plataforma agrícola

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A chamada “guerra comercial 2.0”, iniciada em abril pelo governo dos Estados Unidos, provocou fortes impactos nos mercados globais ao longo de 2025, especialmente no setor agrícola. Segundo a empresa Hedgepoint, a imposição de tarifas a diversos países ampliou o alcance do conflito comercial em relação à disputa anterior, mas, assim como no passado, a China voltou a ser o principal foco das medidas norte-americanas.

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Em resposta, Pequim adotou tarifas recíprocas sobre produtos dos Estados Unidos, incluindo a soja, principal item agrícola exportado pelos norte-americanos ao país asiático. A medida praticamente inviabilizou as compras chinesas, derrubando as exportações dos EUA e aumentando a pressão sobre os preços na Bolsa de Chicago.

“A guerra comercial trouxe volatilidade significativa para os preços agrícolas, especialmente para a soja. A interrupção das compras chinesas pressionou as cotações e gerou incertezas sobre o equilíbrio global de oferta e demanda”, afirma Luiz Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Novo cenário

O cenário começou a mudar no fim de outubro, quando os presidentes dos Estados Unidos e da China se reuniram na Coreia do Sul e anunciaram uma trégua comercial, com redução de tarifas de ambos os lados. Segundo o governo norte-americano, o entendimento prevê compras chinesas de soja dos EUA até fevereiro, além de volumes anuais expressivos nos anos seguintes. A partir disso, as vendas voltaram a ser registradas, com novos anúncios feitos pelo USDA após semanas de ausência de negócios.

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Apesar da reação inicial positiva, o mercado segue cauteloso. “As metas de compra são ambiciosas, mas ainda existem dúvidas sobre a capacidade da China de cumprir esses volumes no curto prazo”, avalia Roque. Mesmo assim, o retorno da demanda chinesa ajudou a dar suporte às cotações em Chicago, ainda que novas especulações tenham surgido nas últimas semanas sobre o real alcance desses compromissos.

USDA

Dados do USDA mostram que, até o fim de novembro, as compras chinesas de soja norte-americana estavam bem abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior. Quando somadas às vendas destinadas a “destinos desconhecidos”, que frequentemente acabam tendo a China como destino final, o volume ainda permanece distante do padrão histórico. Considerando também os anúncios diários de vendas feitos nas semanas seguintes, o total acumulado indica avanço, mas ainda reforça a necessidade de acompanhamento próximo do mercado.

“Esse volume já representa uma parcela relevante do que foi anunciado como meta até fevereiro, o que torna possível o cumprimento do acordo. No entanto, não há clareza sobre os termos, já que apenas o lado norte-americano se manifestou oficialmente”, explica Roque. Ele destaca ainda que a entrada da nova safra brasileira, com maior oferta e preços mais competitivos a partir de fevereiro, pode limitar o ritmo das compras dos EUA. “A principal dúvida do mercado segue sendo quanto a China irá, de fato, comprar de soja norte-americana nos próximos anos”, conclui.

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Aluno da Unemat é assassinado dentro de bar em Cáceres

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O estudante Guilherme Gustavo Gonçalves, de 25 anos, aluno do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi morto na madrugada desta segunda-feira (11), em Cáceres (220 km de Cuiabá).

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida por um tiro na testa enquanto estava em um bar da cidade. Um homem de 43 anos foi preso suspeito de efetuar os disparos, enquanto um adolescente de 16 anos foi apreendido por supostamente auxiliar na fuga.

A Polícia Militar informou que fazia patrulhamento pela região quando ouviu três disparos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Guilherme caído no chão, inconsciente, mas ainda com sinais vitais.

Uma pistola calibre .380 foi apreendida no local. O estudante chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional de Cáceres, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

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Com base nas informações repassadas por testemunhas, os suspeitos foram localizados e encaminhados à delegacia. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e a possível ligação dos envolvidos com facções criminosas.

Em nota, a Unemat lamentou a morte do estudante, decretou luto oficial de três dias e suspendeu as atividades do curso de Ciências Biológicas no câmpus de Cáceres nesta segunda-feira (11).

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TJ mantém condenação do Banco do Brasil após golpe contra idosa em Cuiabá

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação do Banco do Brasil S.A. por falha na prevenção de uma fraude bancária que causou prejuízo a uma idosa de 78 anos, em Cuiabá. A decisão da Segunda Câmara de Direito Privado determinou o ressarcimento dos valores desviados e indenização de R$ 8 mil por danos morais.

O caso aconteceu em fevereiro de 2025, quando a vítima recebeu uma ligação de criminosos que se passaram por funcionários da instituição financeira e alegaram uma movimentação suspeita na conta. Durante a ação, os golpistas utilizaram o limite do cartão de crédito da cliente para efetuar uma transferência via PIX de R$ 64.876,52.

Segundo o processo, o sistema antifraude do banco identificou a operação como fora do padrão, mas não realizou bloqueio preventivo da transação.

No voto, o relator do caso, desembargador Hélio Nishiyama, destacou que a movimentação era incompatível com o perfil da cliente, já que ela nunca havia utilizado a modalidade de PIX no crédito e o valor ultrapassava mais que o dobro da média de gastos mensais.

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“A omissão em bloquear operação de valor discrepante e beneficiário desconhecido configura defeito na prestação do serviço”, afirmou o magistrado.

Além de anular a dívida de R$ 68.090,27, o TJMT manteve a condenação por danos morais. A Corte considerou que a idosa precisou contratar um empréstimo consignado para quitar o débito gerado pela fraude e evitar incidência de juros.

A decisão foi unânime e também responsabilizou solidariamente a bandeira do cartão utilizada na operação.

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Soja: relatório do USDA e reunião entre Trump e Xi Jinping devem ditar preços

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Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

A soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) conseguiu romper a barreira dos US$ 12,00 o bushel na semana passada. O relatório de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, aponta que esse movimento foi impulsionado inicialmente pela força do complexo energético (petróleo) e por uma alta demanda das indústrias de esmagamento nos Estados Unidos.

“No Brasil, o prêmio de exportação seguiu sustentado pela forte demanda externa, o que ajudou a compensar a pressão vinda da ampla oferta sul-americana”, destaca o documento.

Enquanto isso, o clima nos Estados Unidos começou a exercer um papel de “teto” para as altas. Com o plantio avançando em ritmo acelerado e previsões de tempo favorável no Corn Belt (Cinturão do Milho), o mercado passou a precificar uma oferta global confortável.

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“Além disso, sinais vindos da China sobre uma possível redução gradual nas importações de soja trouxeram cautela aos investidores, limitando ganhos mais expressivos no encerramento da semana”.

E agora, o que esperar do mercado

  • Relatório do USDA: a semana começa na expectativa da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12). O mercado projeta que o órgão norte-americano possa elevar as estimativas de produção para o Brasil, além de trazer as primeiras projeções oficiais mais robustas para a safra 2026/27 estadunidense, o que pode gerar volatilidade técnica em Chicago.
  • Encontro EUA e China: a atenção se volta para a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, marcada para começar na quinta-feira (14). “Existe uma grande expectativa de que as negociações resultem em novos acordos de compra de soja norte-americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity e dar um novo suporte aos preços na CBOT caso os volumes sejam expressivos”, destaca o Grainsights.
  • El Niño: o clima também ganha protagonismo com o monitoramento do fenômeno El Niño, cujos sinais de retorno começam a aparecer neste mês de maio. Para o Sul do Brasil, a tendência é de aumento das chuvas nas próximas semanas, o que exige atenção dos produtores que ainda estão finalizando a colheita da soja ou planejando a safra de inverno. No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas e o calor acima da média continuam no radar, podendo afetar a umidade do solo para os ciclos subsequentes.

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