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5 de julho de 2026

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Jerônimo Goergen assume presidência da Aprobio com foco na ampliação de mercados

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Foto: Reprodução/Aprobio

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) elegeu Jerônimo Goergen como novo presidente da entidade. A escolha foi definida em assembleia das associadas, realizada em São Paulo.

Com trajetória no agronegócio e passagem pelo Congresso Nacional, Goergen assume a presidência com foco em ampliar mercados, fortalecer a governança da entidade e intensificar o diálogo institucional com o setor público e privado.

Logo no início do mandato, o novo presidente cumpriu agendas com representantes do setor de transporte e logística, além de reuniões em Brasília com agentes do governo federal, incluindo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Prioridades da nova gestão

Entre os principais desafios, Jerônimo Goergen aponta a necessidade de valorizar a qualidade do biodiesel junto aos consumidores e ampliar a presença do produto no mercado interno e externo. Segundo ele, o biocombustível tem papel estratégico como agregador de valor para a cadeia da soja.

A atuação institucional também está no centro da agenda. Goergen é advogado, ex-deputado federal e teve participação direta na formulação de políticas para o setor. Ele foi autor do projeto que deu origem ao programa Combustível do Futuro, aprovado em 2024.

Durante sua passagem pelo Legislativo, criou e presidiu a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). Nesse período, atuou em pautas ligadas à previsibilidade regulatória, à qualidade do combustível e à inserção dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

Experiência no setor produtivo

Além da experiência política, Goergen mantém vínculo direto com o setor produtivo. Atualmente, preside a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), cargo que seguirá exercendo. A atuação reforça uma visão integrada entre produção agrícola, armazenagem, logística e fornecimento de matérias-primas para a indústria de biocombustíveis.

Para o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra, a escolha fortalece a capacidade de articulação da entidade. Ele destaca o histórico de relacionamento de Goergen com o Parlamento e com o Executivo como fator relevante para o setor.

Avanço do biodiesel no país

A Aprobio completa quase 15 anos com participação direta na expansão do biodiesel no Brasil. No início das atividades da entidade, a mistura obrigatória ao diesel era de 4%. Desde janeiro de 2025, o percentual passou para 15%.

Segundo a associação, o avanço do biodiesel impacta a qualidade do ar nos centros urbanos e gera efeitos econômicos no campo, com estímulo à produção de grãos, oferta de farelo e reflexos na cadeia de proteínas animais.

A entidade também atua em grupos de trabalho voltados à qualidade dos biocombustíveis, à formulação de políticas públicas e ao fortalecimento da representatividade setorial, incluindo a articulação da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.

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Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

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Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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Abimaq lança guia gratuito sobre armazenagem diante de déficit no setor; confira

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Foto gerada por IA.

Com estimativa de produção de 353 milhões de toneladas de grãos por ciclo, o Brasil tem capacidade para armazenar 62% desse volume, o que deixa cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura de estocagem.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, disponível gratuitamente.

O material reúne orientações para produtores rurais, gestores e profissionais do agronegócio sobre práticas de armazenagem, com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a logística e apoiar o planejamento das operações.

Déficit afeta logística e comercialização

Segundo a Abimaq, o crescimento da produção agrícola tem ampliado o déficit de capacidade estática de armazenagem no país. A limitação da infraestrutura pode aumentar os custos logísticos, elevar as perdas e reduzir as alternativas de comercialização da produção, obrigando produtores a venderem a safra em períodos de maior oferta.

A iniciativa integra uma campanha da entidade voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para o agronegócio.

Tecnologia disponível

A associação informa que a indústria nacional dispõe de tecnologia para ampliar a infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), vinculada à Abimaq, reúne empresas que desenvolvem sistemas e equipamentos destinados a diferentes perfis de produtores e operações agrícolas.

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante o preenchimento de formulário disponível aqui.

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