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Sustentabilidade

Algodão brasileiro reafirma seu protagonismo global em 2025 – MAIS SOJA

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Em 2025, o trabalho da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em conjunto com as 11 associações estaduais, reforçou o posicionamento do algodão como uma cultura responsável e estratégica para o agronegócio brasileiro.

De acordo com o Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o sucesso do algodão brasileiro em 2025 está baseado nos 4 pilares que norteiam o trabalho da Abrapa. “Através da implementação estruturada de práticas voltadas à sustentabilidade, à rastreabilidade, à qualidade e à promoção, conduzidas de forma organizada por meio dos programas da Abrapa, a cadeia consolidou um posicionamento sólido e articulado, capaz de avançar de maneira consistente em conquistas e em agendas socioambientais estratégicas para o país”, avalia o presidente.

No encerramento do ano, apresentamos um balanço das principais conquistas dos últimos 12 meses nos quatro pilares estratégicos do algodão brasileiro e das perspectivas que se desenham para 2026.

Sustentabilidade: renovação com a BCI e participação na COP 30 foram destaques

Desde sua criação, em 2012, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) orienta os cotonicultores a produzirem de acordo com rigorosos parâmetros de sustentabilidade socioambiental. Na safra 2024/2025, o ABR assegurou que 83% do algodão brasileiro fosse certificado segundo padrões internacionais de produção responsável, fortalecendo o posicionamento e o reconhecimento no mercado global.

Para dar continuidade a esse sucesso, o programa começou 2025 renovando a sua parceria com o Better Cotton Institute (BCI), benchmark que garante que o certificado BCI chegue às fazendas brasileiras e leve o algodão nacional para os clientes mais exigentes da indústria.

A participação da Abrapa na COP30 também contribuiu para projetar o algodão brasileiro no cenário internacional. O gerente de Sustentabilidade da entidade, Fábio Carneiro, destacou o alcance das práticas responsáveis adotadas no país e apresentou o algodão como uma alternativa natural às fibras sintéticas na indústria têxtil, hoje entre as maiores fontes de poluição por microplásticos.

Qualidade: atuação em conjunto com as associações estaduais

Em 2025, a Abrapa realizou seis workshops de qualidade em municípios de Goiás, Bahia e Mato Grosso, capacitando 1.440 profissionais envolvidos em toda a cadeia a produtiva. A entidade também realizou treinamentos nos estados produtores para inspetores de Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA) e de algodão em pluma, que atuam nos laboratórios de análise de todo o Brasil, uma prerrogativa do terceiro pilar do Standard Brasileiro HVI (SBHRVI), focado em capacitação e difusão de conhecimento.

Em 2026, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) completará dez anos de atuação voltada à padronização de laboratórios. Apenas em 2025, mais de 14 milhões de fardos foram analisados pelos laboratórios, gerando dados que passam a integrar as informações no Sistema Abrapa de Identificação, o programa mais antigo de rastreabilidade do algodão brasileiro.

Rastreabilidade: SouABR lança política de adesão ao mercado

Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que assegura transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final tem acesso a informações completas sobre a origem e a trajetória do produto, da semente ao guarda-roupa.

Em 2025, o programa avançou com o lançamento de sua política de adesão, possibilitando que qualquer marca que atenda aos requisitos estabelecidos ofereça rastreabilidade em suas peças, assegurando o acesso aos dados da cadeia produtiva e ampliando a transparência do setor.

Sou de Algodão: movimento completa 10 anos em 2026

A trajetória do algodão também foi destaque no São Paulo Fashion Week 2025, por meio do movimento Sou de Algodão. O desfile reuniu seis estilistas de renome da moda brasileira para traduzir, nas passarelas, a importância da rastreabilidade e a conexão entre o consumidor e as histórias das milhares de pessoas que trabalham na cadeia produtiva.

“O público da moda está cada vez mais exigente em relação à origem e aos processos de produção do que consome. Nesse cenário, a rastreabilidade confere ainda mais credibilidade ao algodão brasileiro, tanto no mercado interno quanto no exterior”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi.

Em 2026, o movimento que foi lançado na SPFW para unir a cadeia produtiva e têxtil e estimular o uso do algodão brasileiro completa 10 anos. “O Sou de Algodão mostra como o algodão é importante para o Brasil e o mundo através da comunicação, ações e campanhas. Nesses 10 anos, dialogamos com pessoas cada vez mais preocupada com origem, qualidade e sustentabilidade daquilo que consome”, analisa a diretora.

Cotton Brazil amplia diálogo em defesa da fibra natural

No comércio exterior, 2025 consolidou o Brasil como líder global do algodão ao unir escala, competitividade e sustentabilidade. O país é o terceiro maior produtor mundial e o primeiro exportador desde 2024, respondendo por 33% das exportações globais.

Na safra 2024/2025, foram embarcadas 2,8 milhões de toneladas, gerando US$ 4,8 bilhões em receita. O Brasil ampliou sua participação em todos os principais mercados importadores, com destaque para Índia, Egito e Paquistão.

Esse desempenho é impulsionado pelo projeto setorial Cotton Brazil, responsável por orientar a estratégia internacional do setor. O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, explicou que o próximo ano será essencial para a manutenção do mercado conquistado. Segundo ele, “Em 2026 e 2027, o Cotton Brazil terá como foco a defesa de mercado, o fortalecimento da imagem e a expansão do consumo frente às fibras sintéticas. Para isso, continuamos priorizando os dez maiores compradores do algodão brasileiro, responsáveis por 96% das importações mundiais, mas expandimos nossas ações voltadas ao varejista e ao consumidor final, que se concentram na Europa e Estados Unidos”.

Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) acontece em Belo Horizonte em 2026

A organização do CBA 2026 já está em andamento. O tema da sua próxima edição será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. O evento está marcado para setembro de 2026, na cidade de Belo Horizonte, e tem expectativa de público recorde.

Neste ano, a 14ª edição do CBA, que aconteceu em 2024, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que reconhece os melhores congressos nacionais. O Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” dos eventos no Brasil.

Segundo o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, o reconhecimento concedido ao 14º CBA simboliza um marco na trajetória do Congresso e reflete o protagonismo alcançado pelo algodão brasileiro no cenário internacional. “Além de conquistarmos a liderança nas exportações globais, o CBA registrou o maior público de sua história. Essa premiação consolida esse momento histórico vivido pela Abrapa”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Imprensa 



 

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Sustentabilidade

Rússia suspende exportações e menor oferta de fertilizantes eleva risco à produtividade do Brasil – MAIS SOJA

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A decisão da Rússia de suspender, por um mês, as exportações de nitrato de amônio deve intensificar o aperto global na oferta de fertilizantes nitrogenados, elevar os custos de produção e gerar impactos diretos sobre o Brasil. Os riscos são de menor produtividade e área nas próximas safras com o uso mais limitado de insumos.

A Rússia é responsável por até 40% do comércio mundial de nitrato de amônio e respondeu por 95,6% das importações brasileiras do produto. As demais origens têm participação marginal, como Estados Unidos (2,5%), além de Suécia, Egito, Bulgária e México, sem capacidade de suprir a demanda no curto prazo. O insumo é substituto da ureia, que enfrenta preços elevados e baixa disponibilidade diante das tensões no Oriente Médio.

A restrição ocorre em um momento de pressão por fatores como o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de amônia, e danos estruturais em unidades produtivas causados por conflitos, incluindo ataques a instalações na própria Rússia. Ao mesmo tempo, a demanda internacional segue aquecida, com compras concentradas de Europa e Estados Unidos até abril, além da necessidade de grandes volumes pela Índia.

Segundo a analista e consultora da Safras & Mercado, Maísa Romanello, o cenário é agravado por medidas semelhantes adotadas pela China. “Os importadores, como o Brasil, vão disputar volumes, o que encarece os preços”, afirma.

De acordo com ela, o cenário atual difere de episódios anteriores, como em 2022, quando restrições russas foram parcialmente compensadas por maior oferta de outros nitrogenados, especialmente dos chineses e do Oriente Médio. “Neste ano, a oferta já está extremamente restrita, com pouca disponibilidade de ureia e preços elevados. O nitrato de amônio, que era uma alternativa, também fica fora do mercado”, destaca.

Com isso, o foco dos importadores tende a migrar para o sulfato de amônio, principalmente de origem chinesa, que passa a ser a principal opção disponível. Ainda assim, há preocupação com eventuais novas restrições do país asiático.

Os preços dos fertilizantes já refletem esse ambiente de incerteza, com altas tanto nos nitrogenados quanto nos fosfatados. Entre os produtos mais impactados estão a ureia, o sulfato de amônio e o nitrato de amônio, além de fosfatados como MAP, superfosfato triplo e simples. Esse movimento amplia o custo de produção sem compensação equivalente nos preços das commodities.

Apesar disso, conforme a analista, o principal risco no curto prazo não é apenas o custo ao produtor. “Não vai ter produto para comprar. A maior preocupação hoje é oferta”, ressalta.

Esse cenário já coloca pressão direta sobre a produção agrícola brasileira nas próximas safras. Com margens comprimidas, a tendência é de ajustes técnicos no manejo. Existe o risco de redução de adubação, o que pode trazer consequências diretas na produtividade. Em situações mais extremas, pode haver até diminuição de área cultivada em determinadas culturas.

“O produtor tenta evitar esse cenário, mas a preocupação existe, principalmente diante da relação de troca desfavorável, do crédito mais restrito e do nível de endividamento”, aponta Romanello.

Para a especialista a normalização do mercado dependerá menos do fim da suspensão russa e mais da evolução do cenário global. O fornecimento de nitrato de amônio pode melhorar caso haja redução das tensões geopolíticas, queda nos preços da ureia ou diminuição da demanda interna russa, permitindo a retomada das exportações.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

Bancada do Agro propõe ajustes na subvenção ao diesel e busca soluções para crise dos fertilizantes – MAIS SOJA

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Pressão geopolítica levou governo a interceder

Em meio à crise no Oriente Médio que fez subir a cotação do petróleo, o governo brasileiro editou Medida Provisória 1.340 de 2026, que estabelece uma subvenção econômica para produção e importação de diesel. O objetivo é impedir um efeito inflacionário cascata, uma vez que o referido combustível é majoritariamente usado no transporte rodoviário nacional, inclusive aqueles que envolvem commodities agropecuárias. A bancada parlamentar em defesa do setor apoia a medida, mas também já debate sugestões ao texto.

Entre os pontos que podem ser colocados está uma alteração para também conceder a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel. O entendimento da bancada é de que o anúncio do governo de zerar esses impostos sobre o diesel acaba prejudicando a competitividade do biodiesel. Até mesmo porque a Constituição prevê um regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, introduzido pela Emenda 123/2022.

Quando o acordo do governo diminui a tributação do diesel, ele teria que manter essa diferença para o biodiesel, e isso foi neutralizado com essa medida”, disse o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – SP). Além disso, os parlamentares da bancada junto com o setor produtivo devem enviar um ofício aos membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pedindo que o grupo analise uma ampliação da mistura dos biocombustíveis na gasolina e no diesel. No caso, a proposta é que o aumento seja de 15% (B15) para 16% (B16) ou 17% (B17) no diesel, e de 30% (E30) para 32% (E32) na gasolina.

Neste sentido, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) publicou nota oficial quanto ao tabelamento nacional dos fretes, assunto que há tempos mobiliza atenções, por impactar os custos embutidos nos alimentos. Para a bancada, há um entendimento claro no setor agropecuário de que o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do transporte no país, ao desconsiderar fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, o que acaba gerando distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado.

Por isso, em ofícios enviados, ainda em 2025, aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, foi solicitada a abertura de um diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete. A FPA lembra que o transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, o que provoca aumento artificial dos custos logísticos. A nota conclui defendendo política de transição energética mais previsível e eficaz, citando justamente o caso do biodiesel.

Escassez de fertilizantes também preocupa parlamentares

Outro ponto em que a FPA pretende avançar é em relação ao Projeto de Lei 699 de 2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Conforme Jardim, uma pauta prioritária deve ser entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e essa matéria estará nesses pedidos de celeridade. O Brasil sofre com a dependência externa desses produtos, sobretudo por virem de regiões conflagradas e distantes, conforme o Portal SNA aborda com frequência.

As medidas também têm o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, “é o momento ideal para nós aprovarmos o Profert”. Além disso, medidas de curtíssimo prazo, como do aumento da mistura são importantes para mitigar a subida de preços que os produtores vêm relatando. “O principal ponto de reclamação que nós temos recebido é o aumento abusivo de preços”, disse o diretor em reunião com a FPA na semana passada.

Entre os impactos no agro brasileiro do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os fertilizantes trazem um nível de preocupação maior. De acordo com a CNA, os preços da ureia subiram entre 30% e 35% desde o início dos ataques. Além disso, o fornecimento desse insumo também pode ser comprometido, já que aproximadamente 35% do fertilizante nitrogenado vêm do Oriente Médio. A preocupação se agravou com a notícia recente de que a China, outro importante fornecedor desses produtos, suspendeu por tempo indeterminado a exportação de suas reservas, para proteger os produtores locais, conforme reportou a Agência Reuters.

O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o país representou 11,5% das compras brasileiras do produto em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

Fonte: SNA


FONTE

Autor: Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br

Site: SNA

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Milho em destaque: 1ª Tarde de Campo reunirá especialistas para compartilhar conhecimento técnico – MAIS SOJA

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A cultura do milho possui grande importância no contexto da produção de grãos no Brasil e, especialmente, no Rio Grande do Sul. A adoção de técnicas de manejo adequadas é fundamental para maximizar o desempenho das lavouras e os resultados produtivos.

A 1° Tarde de Campo em Plantas de Lavoura, com foco em ecofisiologia e manejo da cultura do milho, tem como objetivo socializar conhecimentos técnicos junto à comunidade acadêmica, produtores e profissionais do setor que desejam aprofundar seu entendimento sobre a cultura.

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Confira os palestrantes confirmados

Redação: Diego Follmann

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