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27 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Atenção, sojicultor: ‘2026 será um ano difícil para a soja’, alerta Daoud

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O mercado de grãos atravessa um período de pressão generalizada sobre os preços, com a soja liderando as quedas. O movimento é resultado da combinação entre clima favorável na América do Sul, perspectiva de safra cheia e sinais de trégua no cenário geopolítico, como o cessar-fogo no Leste Europeu. Para analisar os impactos desse contexto no mercado internacional e doméstico, o Canal Rural conversou com o analista Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, e com o comentarista Miguel Daoud.

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Segundo Cogo, o principal fator de pressão sobre os contratos futuros da soja é a frustração do mercado em relação ao acordo entre China e Estados Unidos. O analista destaca que o entendimento não foi formalizado e que o ritmo de compras chinesas de soja norte-americana segue muito abaixo do esperado. Pelo que vinha sendo sinalizado ao mercado, os Estados Unidos deveriam vender cerca de 12 milhões de toneladas até o fim de dezembro, mas, até agora, as aquisições somam aproximadamente 4,5 milhões de toneladas, o que indica que o acordo dificilmente será cumprido.

De acordo com Cogo, essa frustração já resultou em uma queda acumulada de cerca de 8% a 10% nas cotações futuras da soja nas últimas semanas. Em contrapartida, os prêmios nos portos brasileiros voltaram a subir, refletindo a leitura de que a China tende a concentrar novamente suas compras na América do Sul, especialmente no Brasil.

No cenário interno, Miguel Daoud chama atenção para o desafio da rentabilidade do produtor, mesmo com boas condições climáticas. “O produtor enfrenta custos elevados e um ambiente econômico global bastante instável”, observa. Segundo ele, a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros tem afastado recursos das commodities agrícolas. “Isso nos leva a acreditar que 2026 tende a ser um ano mais difícil para a soja e o milho, com margens mais apertadas, especialmente se houver valorização cambial e manutenção dos preços em patamares mais baixos”, avalia.

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Milho

Para o milho, os fundamentos são distintos dos observados no mercado de soja. Enquanto a oleaginosa convive com estoques globais elevados, o milho passa por um processo contínuo de redução dos estoques mundiais ao longo da última década, fator que tende a sustentar preços mais firmes. Segundo Carlos Cogo, esse cenário pode favorecer o cereal no Brasil em 2026, ainda que com margens pressionadas. O analista destaca que o atraso no plantio da soja pode empurrar o milho para janelas consideradas menos ideais, incorporando um prêmio de risco climático às cotações. Além disso, ele lembra que o desempenho excepcional da segunda safra em 2025 dificilmente deve se repetir no próximo ano, o que reforça a expectativa de preços mais sustentados em relação à soja.

Diante desse ambiente de maior incerteza, os especialistas recomendam cautela e estratégia comercial. Para a soja, a orientação é aproveitar o momento atual para fixar ao menos parte da produção, garantindo o pagamento dos custos de curto prazo. Cogo avalia que a combinação entre câmbio, prêmios positivos e preços atuais é mais favorável agora do que pode ser mais adiante, sobretudo diante da expectativa de alta nos fretes e de gargalos logísticos no próximo ano, que tendem a pressionar os preços ao produtor.

No caso do milho, a dinâmica é diferente. A entressafra já está em curso e deve se intensificar ao longo de janeiro e fevereiro, período em que o mercado costuma registrar maior firmeza nas cotações devido ao vazio de oferta. A recomendação é não esperar pela entrada da segunda safra, que ainda pode trazer um grande volume ao mercado. Cogo também chama atenção para as oportunidades no segmento de etanol, com usinas já ofertando preços considerados atrativos para entregas entre julho e agosto de 2026, o que permite ao produtor realizar fixações antecipadas em níveis interessantes.

Assim, enquanto a soja apresenta um momento mais oportuno para proteção de preços no curto prazo, o milho pode oferecer boas oportunidades ao longo dos próximos meses, desde que o produtor adote uma postura disciplinada e estratégica diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade.

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Sustentabilidade

Preços recebidos pelos produtores rurais gaúchos saltam 7,54% em setembro – MAIS SOJA

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Os preços recebidos pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul registraram um salto expressivo no mês de setembro. Segundo o relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta segunda-feira (26/10/), o Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) subiu 7,54% em relação ao mês anterior. O resultado marca a quarta alta mensal consecutiva e representa a maior variação para o indicador desde fevereiro de 2022.

O grande motor dessa elevação foi a soja, que apresentou avanço de 8,7% no mês, quase quatro vezes superior ao padrão sazonal para o período, atingindo o maior patamar de cotação desde abril de 2023. O arroz também manteve forte ritmo de valorização, subindo 8,4% no mês e acumulando expressiva alta de 52,4% no ano. A sustentação nos preços do cereal é amparada pela projeção de uma redução de 36% nos estoques brasileiros para a próxima safra. Na contramão dos grãos, o boi gordo recuou 3,3%, movimento atribuído a fatores sazonais do mercado pecuário.

Com o resultado de setembro, o IIPR acumula alta de 16,29% no ano e saltou de 4,05% em agosto para 13,73% no acumulado em 12 meses.

Recomposição de perdas

Embora a variação acumulada do IIPR em 12 meses (13,73%) supere com margem o IPCA geral (4,58%) e o IPCA Alimentos e Bebidas (4,66%), a Assessoria Econômica da Farsul pontua que o cenário exige uma análise de longo prazo.

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Ao observar o horizonte dos últimos dois anos, constata-se que o preço recebido pelo produtor rural permanece praticamente estável, com leve variação de 0,7%, enquanto os preços dos alimentos ao consumidor final subiram 11,6% no mesmo período. Portanto, a alta recente reflete a recomposição de perdas acumuladas pelo setor produtivo, e não a origem de um novo ciclo inflacionário vindo do campo.

Custos de produção voltam a acelerar

Do lado da porteira para dentro, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou alta de 1,44% em setembro, maior avanço mensal desde o mês de abril. No acumulado em 12 meses, o ritmo do IICP praticamente dobrou, passando de 1,65% em agosto para 3,35% em setembro, somando 5,13% no ano.

Os fertilizantes continuam sendo os principais ofensores dos custos, subindo 3,9% no mês e respondendo por mais da metade da variação positiva do índice. No acumulado do ano, o insumo explica mais do que a totalidade da inflação de custos. O impacto foi parcialmente mitigado pela retração nos preços dos defensivos agrícolas.

Além disso, a alta de 17% nas cotações internacionais do petróleo pressionou diretamente o mercado interno de combustíveis. O preço do diesel subiu 5,2% no Rio Grande do Sul em setembro, impulsionado pela defasagem frente à paridade de importação e por restrições pontuais na oferta. A elevação do combustível refletiu imediatamente nos serviços de frete (4,1%) e nos custos das operações mecânicas nas propriedades (2,1%).

Confira o relatório na íntegra.

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Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Sustentabilidade

Frente fria deixa chuvas no Centro-Norte e volumes voltam a crescer no Sul no início de novembro – Rural Clima – MAIS SOJA

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A última semana de outubro começa com chuvas concentradas na faixa mais ao norte do Brasil, após a passagem de uma frente fria pela região Sudeste, segundo o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

No Sul, o tempo abre no início da semana, com pancadas isoladas entre o Paraguai, Mato Grosso do Sul e Paraná. Também há áreas de instabilidade na faixa litorânea do Sudeste e no litoral paranaense. Entre segunda e terça-feira (27), as chuvas devem se concentrar principalmente em Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais e na região do Matopiba.

O cenário muda a partir de quarta-feira (28), quando áreas de instabilidade se formam sobre a faixa central do país. “Na quinta-feira, o tempo volta a fechar no Sul do Brasil, em especial no Paraná. Então, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais com muitas chuvas já no final dessa semana”, disse o especialista.

Segundo Santos, os volumes podem atrapalhar os trabalhos no campo. “Todas essas chuvas, como a gente falou na semana passada, podem trazer algumas paralisações no plantio da soja e nas atividades de campo, como a colheita da cana-de-açúcar. Deem muita atenção ao longo dessa semana”, alertou.

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Para o fim de semana e, principalmente, o início de novembro, a tendência é de retorno de altos volumes ao Sul do país, com avanço gradual das chuvas para as regiões centrais. O ponto de atenção segue sendo o Matopiba.

De acordo com o agrometeorologista, tanto o modelo americano quanto o europeu indicam poucas chuvas para a região nas próximas semanas, embora o europeu seja um pouco mais úmido. A tendência é de concentração das precipitações entre Santa Catarina, Paraná, Sudeste e Centro-Oeste, alcançando apenas algumas áreas do sul do Matopiba, como o sul do Tocantins, o oeste da Bahia e o extremo sul do Maranhão, além de partes do Pará.

As temperaturas devem subir ao longo da semana, mas sem picos expressivos. “Por conta das chuvas, as temperaturas não sobem tanto, mas é uma semana que vai trazer chuvas em grande parte dessa faixa central do Brasil, chuvas um pouco menores e mais irregulares sobre o Sul, e o final de semana com muita chuva no Sul”, concluiu Santos.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp – MAIS SOJA

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A safra de grãos 2026/27 caminha para novos recordes de produção tanto no cenário paulista quanto no brasileiro. De acordo com análise do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), fundamentada no 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço da área cultivada justifica o crescimento das projeções para o novo ciclo.

Em São Paulo, a produção total de grãos deve atingir a marca inédita de 12,43 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,2% (+146,9 mil toneladas) frente ao ciclo 2025/26. Esse resultado é sustentado pela ampliação de 3,5% na área plantada, estimada em 2,84 milhões de hectares, compensando a retração prevista de 2,2% na produtividade média estadual.

Carros-chefes da agricultura paulista, a soja e o milho concentram os maiores volumes do estado, previstos em 5,4 milhões e 5,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja tem previsão de avanço de 0,3% na colheita (+15,1 mil toneladas) e de 1,9% na área, embora a produtividade aponte recuo de 1,6% diante da postura cautelosa dos produtores em relação a possíveis efeitos do El Niño, fator que atrasou o início da semeadura em relação ao padrão histórico. Já o milho paulista projeta salto de 4,9% na produção (+229,6 mil toneladas), puxado pela expansão de 7,8% da área, com perspectivas positivas para todas as safras, especialmente a primeira.

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No panorama de outras culturas em território paulista, o algodão (+6,7%) e o sorgo (+6,1%) destacam-se com estimativas de crescimento. Por outro lado, há projeções de recuo para o feijão (-2,4%), pressionado por perdas em área e produtividade e pelo receio de alterações no regime de chuvas no sudoeste do estado, e para o amendoim (-12,4%), afetado por desestímulo decorrente de altos custos operacionais e cotações desfavoráveis.

BRASIL

No âmbito nacional, o 1º levantamento da Conab estima uma safra brasileira de grãos de 367,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% (+4,9 milhões de toneladas) sobre o período anterior. A área plantada no país deve avançar 2,3% (alcançando 1,9 milhão de hectares adicionais), enquanto a produtividade média registra ligeira queda de 0,9%.

O milho desponta como a principal alavanca do recorde nacional, com colheita prevista de mais de 148 milhões de toneladas (+2,4%), respondendo isoladamente por 71,7% do incremento total de grãos do país. O quadro reflete o fortalecimento do consumo doméstico para a produção de etanol do cereal, o ritmo consistente das exportações e preços mais vantajosos no mercado em relação a outras culturas. Crescimentos também são esperados para o sorgo (+9,0%), a soja (+0,7%) e o algodão (+0,3%).

Em contrapartida, as lavouras nacionais de arroz (-2,9%) e feijão (-0,7%) apontam retração de volume no país. A leguminosa tem sido desestimulada por ocorrências de mosca-branca em regiões produtoras, enquanto a cadeia orizícola projeta impactos na produtividade em razão de previsões de chuvas excessivas sobre a Região Sul ao longo do ciclo.

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Clique aqui para acessar o relatório completo elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:CNA

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Site: CNA

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