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Inpasa anuncia R$ 3,48 bi em investimentos em Rondonópolis e Nova Mutum

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Foto: Inpasa

A Inpasa confirmou um investimento de R$ 2,77 bilhões para a construção de uma biorrefinaria de etanol de milho em Rondonópolis, no sudeste de Mato Grosso. O projeto faz parte de um pacote mais amplo, que soma R$ 3,48 bilhões no estado e inclui também a ampliação da unidade de Nova Mutum.

A nova planta será instalada às margens da BR-163, e tem início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2027. A unidade será a 10ª da companhia e a terceira em Mato Grosso, ampliando a presença da Inpasa em um dos principais pólos agroenergéticos do país.

Durante a fase de construção, a estimativa é de geração de até 2,5 mil empregos diretos e indiretos. Na etapa operacional, a biorrefinaria deverá manter cerca de 400 empregos fixos, segundo dados apresentados pela empresa.

Além da nova planta em Rondonópolis, a Inpasa anunciou a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, com investimento de R$ 704 milhões. A expansão vai acrescentar um milhão de toneladas de grãos à capacidade anual da unidade, que passará a processar três milhões de toneladas por ano.

Foto: Assessoria Inpasa

Expansão e estratégia da empresa

Com capacidade anual para processar dois milhões de toneladas de grãos, a biorrefinaria de Rondonópolis deverá produzir cerca de um bilhão de litros de etanol por ano. O projeto também prevê a fabricação de 490 mil toneladas de DDGS, coproduto utilizado na nutrição animal, além de 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de energia elétrica.

Com a ampliação em Nova Mutum, a produção de etanol chegará a 1,4 bilhão de litros anuais, além de um incremento de 183 mil toneladas de DDGS. A conclusão das obras está prevista para o final de 2026, com geração estimada de cerca de 800 empregos durante a execução.

“Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado”, destacou Éder Odvar Lopes, presidente da Inpasa.

Rondonópolis. Foto: Gabinete de Comunicação/Prefeitura de Rondonópolis
Foto: Gabinete de Comunicação/Prefeitura de Rondonópolis

Repercussão local e impacto econômico

O anúncio do investimento também repercutiu em Rondonópolis. A Prefeitura confirmou que o empreendimento já protocolou pedido de instalação e de licença prévia junto ao órgão ambiental.

Ao comentar o projeto, o prefeito Cláudio Ferreira classificou o investimento como o maior já anunciado no município. “Nós estamos aqui para receber e apoiar os empresários sérios”, afirmou.

Segundo ele, o volume de recursos envolvidos representa uma mudança de patamar para a economia local, um novo momento vivido por Rondonópolis, sendo uma virada de chave no desenvolvimento econômico e social da cidade. “Essa usina vai gerar muitos empregos e otimizar a cadeia produtiva de carne e o setor de serviços. É uma grande conquista!”, completou.

Antes do anúncio atual, a Inpasa havia divulgado, no final de agosto, uma parceria com a Amaggi para a construção de uma usina de etanol de milho em Rondonópolis, com aporte estimado em R$ 2,5 bilhões. Posteriormente, as duas empresas decidiram encerrar a tratativa da joint venture e a Inpasa optou em seguir com atuação própria no município.

Com a nova biorrefinaria, a empresa reforça sua estratégia de expansão no Brasil. Fundada em 2006, a Inpasa iniciou as atividades no Paraguai e hoje opera unidades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, além de plantas em construção na Bahia e em Goiás, com inaugurações previstas entre 2026 e 2027.


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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.

As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.

Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:

  • São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
  • Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
  • Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
  • Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
  • Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42

Atacado

No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.

O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.

No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
  • Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

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Plantio de milho no Rio Grande do Sul. Foto: Canal Rural Mato Grosso

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.

De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.

“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.

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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.

“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.

No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.

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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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Foto: Edson Sano.

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.

Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.

O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.

Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.

Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.

Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

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