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25 de junho de 2026

Business

Farsul aponta clima, endividamento e crédito como entraves na safra 2025/26

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Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A agropecuária do Rio Grande do Sul segue pressionada por perdas climáticas, alto endividamento e dificuldades no acesso ao crédito. O cenário deve continuar impactando o ciclo 2025/26.

O diagnóstico foi apresentado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), nesta terça-feira (16), em Porto Alegre. O evento trouxe dados consolidados e projeções para o setor.

Clima gera perdas históricas no estado

O clima tem sido o principal fator de pressão sobre a produção gaúcha nos últimos anos. Entre as safras de 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul deixou de colher quase 48,6 milhões de toneladas de soja, milho, trigo e arroz.

Segundo a Farsul, esse volume equivale a quatro vezes e meia o trajeto entre o Oiapoque ao Chuí. As perdas representaram um impacto estimado de R$ 373 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

De acordo com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, cerca de 0,5% do PIB deixou de circular na economia. Ele destacou que o impacto vai além do campo e atinge também a economia urbana.

“O Rio Grande do Sul é um estado agro. Quando o agro perde, toda a sociedade sente, mesmo que isso não seja percebido de forma imediata”, afirmou.

Safra 2025/26 já começa sob risco

O ciclo 2025/26, que está em andamento, também deve registrar perdas. A projeção da entidade é de uma redução de 6% na produção, considerando o cenário climático atual.

Além do clima, o acesso ao crédito é apontado como outro entrave relevante. Os juros elevados dificultam o financiamento da atividade, em um momento de forte endividamento dos produtores.

Em outubro, a inadimplência no setor chegou a 6,15%, o maior patamar já registrado, segundo dados apresentados pela Farsul.

Endividamento pressiona decisões no campo

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, alertou que o nível de endividamento compromete o fluxo financeiro dos produtores nos próximos anos.

Segundo ele, mesmo com uma ou mais safras cheias, grande parte da renda deverá ser direcionada ao pagamento de dívidas. O cenário exige equilíbrio financeiro e dependência de condições climáticas favoráveis.

“Há muita dívida para ser paga. O produtor precisa de clima ajudando e de um ambiente econômico mais favorável para conseguir se reorganizar”, avaliou.

Mercado preocupa arroz e leite

Além do clima e do crédito, questões de mercado também pesaram sobre a atividade agropecuária no Estado. Setores como arroz e leite enfrentaram preços baixos ao longo do ano, com reflexos sobre a produção.

No caso do arroz, a área plantada deve recuar entre 8% e 12%. A redução é considerada necessária para diminuir os estoques e aliviar a pressão sobre os preços.

No leite, a produção no ano passado foi a menor dos últimos 14 anos. Para este ano, a expectativa é de crescimento de 8%, mas o setor segue em alerta devido à alta das importações e aos baixos preços pagos ao produtor.

Desafios para a nova gestão da Farsul

O cenário impõe desafios à próxima gestão da entidade. Domingos Velho Lopes, que assume a presidência da Farsul a partir de janeiro, destacou a necessidade de fortalecer o diálogo entre o campo e a cidade.

Segundo ele, tanto no leite quanto no arroz, o foco passa por ampliar o consumo interno, buscar novos mercados internacionais e diversificar o uso dos produtos.

“O produtor não vive de uma única atividade. Precisamos reduzir essa alavancagem financeira e avançar nas questões institucionais e de mercado”, afirmou.

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Business

El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve recuar cerca de 20% na safra 2026/27, para 6,2 milhões de toneladas, diante da redução da área plantada e da expectativa de menor produtividade, estima relatório da consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo a análise, o cultivo da nova safra ocorre em um cenário de margens apertadas, fator que desestimula a expansão da área. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta retração de 13,4% na área semeada e queda de 7,6% na produtividade, contribuindo para a redução da oferta nacional.

De acordo com a analista do Itaú BBA Marina Marangon, o aumento dos custos de produção também influencia as decisões dos produtores. “O aumento dos custos de produção tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, afirma.

Impacto do El Niño no trigo

Além das questões econômicas, o clima também preocupa. O documento enfatiza que a confirmação do fenômeno El Niño eleva os riscos para a safra, especialmente em relação à qualidade do cereal.

Embora as chuvas possam favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos na fase final de desenvolvimento.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes durante a entressafra, sustentados pela menor oferta doméstica e pela maior necessidade de importações. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que um cenário internacional com ampla disponibilidade de trigo deve limitar altas mais expressivas.

Nesse contexto, os preços no mercado brasileiro tendem a continuar sensíveis às oscilações do câmbio e à competitividade do trigo argentino.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT lança concurso para eleger os melhores cafés produzidos no Estado

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O governo de Mato Grosso lançou o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso – “Valorizando Origens, Impulsionando Negócios”, iniciativa que busca reconhecer os melhores cafés produzidos no estado e fortalecer a cafeicultura como fonte de renda para as famílias rurais. O evento aconteceu em Colniza, reconhecida no estado como ‘Capital do Café’, neste final de semana.

O lançamento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades da região noroeste do estado. Durante o evento, uma série de palestras orientou os participantes sobre todas as etapas da competição, desde os critérios de avaliação até os cuidados necessários na colheita e pós-colheita para garantir um café de alta qualidade.

Os produtores receberam orientações sobre o checklist diagnóstico que será avaliado pelo laboratório, a forma correta de embalar e enviar as amostras, a importância da ciência na produção cafeeira, além dos principais atributos analisados pelos especialistas, como aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, uniformidade e ausência de defeitos.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que o concurso foi criado para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado. Entre os anos de 2019 e 2025, o governo por meio da secretaria de Agricultura Familiar, investiu mais de R$ 4,4 milhões na cefeicutura do estado com insumos, mudas, máquinas e equipamentos.

“Os produtores já provaram que fazem acontecer. Chegaram nesta região, desbravaram essas terras com coragem e determinação e acreditaram que era possível produzir café de qualidade. Os resultados estão aí para todos verem. Nossa missão, enquanto Estado, é ajudar vocês a impulsionar esse mercado. Em parceria com o governador Otaviano Pivetta e com o Sebrae, criamos essa iniciativa para identificar e apoiar os produtores na missão de mostrar o melhor café de Mato Grosso e transformar sua produção em excelência”, afirmou.

Andreia também ressaltou os impactos sociais da valorização da cafeicultura. “Quanto mais valor vocês agregarem ao café produzido, mais renda terão e mais qualidade de vida poderão proporcionar às suas famílias. Vamos contribuir para reduzir o êxodo rural dos jovens, fortalecer a participação das mulheres e incentivar o desenvolvimento das comunidades. Este é apenas o primeiro de muitos concursos. Assumimos o compromisso de realizar o Concurso de Qualidade do Café todos os anos”, completou.

As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. O resultado será divulgado durante evento na cidade de Juína, no dia 31 de outubro.

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Concurso que elege o melhor tomate do Brasil volta a ser realizado após 12 anos

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Foto: Pixabay

O concurso que elege o melhor tomate de mesa do Brasil volta a acontecer em 2027, após um hiato de 12 anos.

As inscrições serão abertas em 1 de janeiro e os vencedores serão divulgados em agosto, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para 15 de setembro. Podem concorrer produtores de tomates uva, italiano, redondo e gourmet.

O regulamento aponta que serão premiados os primeiros colocados das três primeiras categorias. Já os gourmets serão reconhecidos como Revelação do Ano, O mais saboroso e O mais diferenciado.

Além disso, o concurso também homenageará quatro produtores com os prêmios Jovem Tomateiro, Tomate no Feminino, Tomate Rastreável e Tomate Sustentável.

Entre os membros da comissão avaliadora está o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Assim como na primeira edição, o Ital será responsável pelas análises físico-químicas e pelos painéis sensoriais descritivos”, destaca a pesquisadora do Instituto e presidente da comissão avaliadora do concurso, Aline de Oliveira Garcia.

Também estão confirmadas na comissão as pesquisadoras Silvia Moura, diretora do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) do Ital, e Kátia Cipolli, que atua com Aline Garcia no Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA) do Instituto.

Os organizadores do concurso esperam superar os 36 inscritos e 330 quilos de tomates recebidos na edição de estreia. A organização do prêmio é do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em parceria com a Eacea.

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