Sustentabilidade
Temporais em menos de 24h estão previstos no Brasil enquanto frente fria avança pelo país; confira a previsão

O plantio da soja no Brasil avança para a reta final, ainda com atraso em relação ao mesmo período da safra passada. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 94,1% da área prevista já foi semeada, percentual inferior aos 96,8% registrados no mesmo período do ano anterior. Apesar disso, na comparação com a média dos últimos cinco anos, o ritmo do plantio segue adiantado em 3,5%, indicando um cenário ainda confortável do ponto de vista histórico.
O cenário climático recente foi positivo para o campo. As chuvas registradas na semana passada ajudaram a espalhar umidade por grande parte das áreas produtoras do país, favorecendo o avanço das operações agrícolas. Com isso, os estados que ainda precisam concluir os trabalhos de semeadura devem conseguir finalizar o plantio nos próximos dias.
De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, muitas regiões produtoras já encerraram completamente a semeadura da soja. As áreas que ainda concentram atraso estão principalmente no Matopiba, em Goiás, no Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina. A expectativa é de que, com a manutenção das condições favoráveis de umidade, o plantio seja concluído sem maiores dificuldades nessas localidades.
Atenção, sojicultor
No entanto, o produtor precisa ficar atento às mudanças no tempo. Uma frente fria avança pelo país e traz risco de temporais nas próximas 24 horas. Segundo o meteorologista, imagens de satélite indicam instabilidade sobre Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro, com possibilidade de chuvas intensas acompanhadas por rajadas de vento mais fortes. Não se descarta, inclusive, a ocorrência de transtornos na capital paulista e em áreas do Rio de Janeiro, devido à chuva volumosa concentrada em curto período.
No Sul do país, os efeitos do sistema já foram sentidos. Em Porto Alegre, rajadas de vento chegaram a 90 km/h, deixando cerca de 250 mil imóveis sem energia elétrica, conforme informações da Defesa Civil. Também há risco de ventos acima de 70 km/h no noroeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso.
Temperaturas elevadas
Enquanto isso, o sol aparece em parte do Rio Grande do Sul e também no interior da Bahia e no agreste nordestino, onde as temperaturas seguem elevadas, com máximas próximas de 35 °C. Em Vitória da Conquista, a semana será de tempo firme, com máximas em torno de 30 °C, mas a frente fria deve levar chuva ao estado a partir do fim de semana.
Próximos cinco dias
Nos próximos cinco dias, o destaque passa a ser a entrada de ar frio no Sul do Brasil. As temperaturas caem de forma significativa já a partir de amanhã, com mínimas próximas de 10 °C em áreas de baixada, sem risco de geada ampla. O frio também avança sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde as mínimas podem ficar abaixo de 15 °C. Há previsão de geada na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, com temperaturas que podem ficar abaixo dos 5 °C.
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Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Preço reage, mas custo alto e margem negativa limitam liquidez no RS – MAIS SOJA

Mesmo com a recente alta nos preços, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez. Segundo o Cepea, custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio ao setor são os fatores que vêm travando as negociações. De acordo com o Centro de Pesquisas, parte dos compradores prioriza a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, diante de dificuldades logísticas agravadas pela alta do diesel e pelo encarecimento dos fretes. Pelo lado da oferta, a postura segue retraída, com produtores aguardando melhores condições de venda, afirmam pesquisadores do Cepea.
Mesmo com a valorização recente, os preços atuais ainda não garantem rentabilidade, fator que ajuda a explicar a baixa liquidez que persiste no mercado. Diante desse cenário, entidades representativas, como Federarroz e Farsul, intensificam a articulação por medidas de apoio ao setor. Entre os pontos centrais está o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente estruturado em até quatro parcelas. Como a primeira parcela coincide com o período de maior oferta, a proposta das entidades é ampliar o parcelamento para oito meses, reduzindo a pressão sobre a comercialização.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
CNA inicia encontros regionais para reunir propostas ao Plano Safra – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) começa, nessa semana, a ouvir produtores rurais das cinco regiões do país para construir as propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário do ciclo 2026/2027.
Os encontros vão reunir entidades, representantes de sindicatos rurais, Federações estaduais de agricultura e pecuária, produtores e especialistas sob a coordenação da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA.
As reuniões têm como objetivo discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em temas como crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de riscos.
A rodada inicial dos encontros começa terça (24), em formato online, com representantes da Região Norte. Na quinta (26), também em formato virtual, será a vez da Região Sul debater as propostas.
No dia 1º de abril, o encontro será em Brasília, com representantes do Centro-Oeste. As últimas rodadas de debates serão no Espírito Santo (região Sudeste) e Ceará (Nordeste), em data e local que serão definidos.
Todas as contribuições coletadas ao longo dos encontros serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a outras autoridades e parlamentares, como subsídio para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
Sustentabilidade
Cidasc confirma presença de Amaranthus palmeri em SC e emite nota técnica – MAIS SOJA

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informa a detecção de Amaranthus palmeri (caruru-gigante) em Santa Catarina, em propriedade rural no município de Campo Erê.
As amostras foram processadas em laboratório credenciado junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sendo a análise realizada por meio das técnicas: inspeção visual, consulta à bibliografia e/ou material de referência, exame visual, observação da morfologia sob microscopia e PCR.
O diagnóstico foi confirmado no dia 13 de março de 2026, conforme Relatório de Ensaio n.º 7659.0/2026.
A detecção de Amaranthus palmeri no estado de Santa Catarina não implica restrições à comercialização de produtos da agricultura catarinense, tampouco oferece riscos aos consumidores.
O Amaranthus palmeri é uma planta daninha invasora de elevada agressividade, reconhecida por seu rápido crescimento, alto potencial competitivo, intensa produção de sementes e capacidade de dispersão por diferentes vias. Devido a essas características, é classificada no país como praga quarentenária presente.
A espécie foi identificada inicialmente no ano de 2015, no estado do Mato Grosso, seguida do Mato Grosso do Sul em 2022 e, em fevereiro de 2026, no estado de São Paulo.
Os procedimentos previstos na Portaria SDA/Mapa n.º 1.119, de 20 de maio de 2024, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle do Amaranthus palmeri, estão sendo executados pela Cidasc, entre os quais a interdição da propriedade, a determinação de erradicação de plantas de Amaranthus spp. e o levantamento de delimitação nas propriedades limítrofes e no raio expandido.
Para fins de ciência e apoio às ações de identificação, informamos que as orientações complementares, o material técnico de apoio e as imagens para reconhecimento de Amaranthuspalmeri estarão disponíveis no sítio eletrônico da Cidasc, no âmbito do Programa Estadual de Sanidade das Grandes Culturas, na área de Defesa Sanitária Vegetal.
Caso encontre plantas suspeitas, que apresentem indícios de resistência aos herbicidas, entre em contato pelo e-mail didev@cidasc.sc.gov.br ou diretamente em um escritório da Cidasc. Os contatos estão disponíveis no site cidasc.sc.gov.br/estrutura-organizacional.
Fonte: Cidasc, disponível em Fecoagro
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