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‘Menos ruído, mais diálogo’ é chave para comunicação no agro, diz especialista

O agro brasileiro é frequentemente apontado como um setor mal compreendido pela sociedade, mas o desafio pode estar menos nas práticas do campo e mais na forma como elas são comunicadas.
No quadro “Palavra de Especialista”, o head of agrobusiness da Terradot, Renato Rodrigues, destaca que comunicar melhor o agro é essencial para aproximar o setor da sociedade e fortalecer o diálogo entre campo e cidade.
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Segundo ele, é comum ouvir que o agro é mal compreendido, e embora isso seja parcialmente verdade, o problema passa, muitas vezes, pela forma de comunicação adotada pelo próprio setor. “Os valores já existem e quem vive no campo sabe. O agro é feito de trabalho, responsabilidade, família e visão de longo prazo”, afirma.
De acordo com Rodrigues, os valores do agro brasileiro sempre estiveram presentes, mas, muitas vezes, faltou uma comunicação mais assertiva para torná-los visíveis à sociedade. Ao adotar uma linguagem excessivamente técnica ou falar apenas para dentro do próprio setor, o agro acabou se distanciando do público em geral.
Comunicar melhor não é simplesmente fazer propaganda, não é fazer maquiagem, não é criar slogan bonito. É traduzir valores reais em uma linguagem que a sociedade compreenda”, afirma Rodrigues.
Conexão entre campo e cidade
Rodrigues também destaca a importância dos veículos de comunicação especializados, que não atuam para atacar ou defender o agro, mas para conectar.
A proposta é aproximar campo e cidade, produção e sociedade, reduzindo ruídos e ampliando o diálogo. “Menos discurso e mais realidade. Menos ruído e mais diálogo”, aponta Rodrigues.
Preparação para o futuro
No fim do ano, o especialista convida à reflexão sobre o que foi construído ao longo do tempo, valorizando a família, o alimento que chega à mesa e o trabalho do campo. Ele também chama atenção para os desafios futuros e para a importância de uma comunicação mais assertiva, tanto dentro do Brasil quanto no exterior.
“Comunicar bem o agro é comunicar melhor o país como um todo. E é assim que seguimos falando de futuro, caminhos possíveis e da construção de pontes dentro e fora do campo”, conclui.
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Alta do diesel deve impactar custos da cafeicultura, diz Cepea

O mercado do café brasileiro segue de olho nos conflitos no Oriente Médio. Segundo o Cepea, o avanço dos preços nos produtos derivados do petróleo tem deixado cafeicultores em alerta, projetando um aumento nos custos de produção para os próximos meses, principalmente na chegada da safra 2026/27
Apesar da maior crescente de preços ser nos fertilizantes, o valor do diesel tem sido a maior preocupação do produtor de café. Pesquisadores relatam que, por conta do grande uso de maquinários nas colheitas, a disparada do combustível deve atingir o campo em curto prazo.
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Em março, o preço do óleo diesel disparou em diversas regiões do Brasil. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a escalada das cotações foi de 23% em Minas Gerais, 20% em São Paulo e 12% no Espírito Santo, por exemplo.
Especialistas do Cepea avaliam o cenário e projetam que, caso os avanços do diesel continuem, as quantias investidas na colheita do grão de café podem saltar em 15% nos próximos meses. Vale ressaltar que essas crescentes devem ocorrer nos custos da produção, não obrigatoriamente refletindo nos preços da saca
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.
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As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.
Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:
- São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
- Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
- Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
- Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
- Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42
Atacado
No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.
O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.
No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:
- Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
- Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.
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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.
De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.
“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.
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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.
“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.
No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.
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