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Senar-MT forma 24 novos técnicos em Zootecnia e Agronegócio

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) certificou 24 novos técnicos do agronegócio em uma solenidade realizada no último sábado, 13 de dezembro, em Cuiabá. A cerimônia marcou a primeira formatura de cursos técnicos do polo da capital na Rede e-Tec, iniciativa que oferece formação profissionalizante gratuita para famílias rurais.
Ao todo foram certificados 15 técnicos em Zootecnia e 9 técnicos em Agronegócio.
A turma demonstrou a diversidade e a capilaridade do agronegócio mato-grossense, reunindo formandos que, embora ligados ao polo da capital, residem e atuam em municípios como Paranaíta, Aripuanã, Nova Ubiratã, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Várzea Grande. O perfil dos alunos mescla produtores rurais em busca de eficiência e profissionais de outras áreas que veem na qualificação técnica uma oportunidade de migração de carreira.
Cleiton Gauer, superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), ressaltou a importância da qualificação para o estado. “A vida muda quando a gente dá os primeiros passos, independentemente da idade ou da fase da vida. Mato Grosso precisa de gente preparada e capacitada. Isso gera um efeito multiplicador”.
Ele destacou ainda que novas oportunidades se abrem para os formandos, inclusive para atuar junto à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-MT.

Qualificação abre portas para o mercado
O mercado para os recém-formados é promissor e especializado. O técnico em Zootecnia é o profissional focado na produção animal, atuando em áreas como manejo, nutrição, melhoramento genético e bem-estar, visando a produtividade e a rentabilidade dos rebanhos. Já o técnico em Agronegócio é o especialista na gestão e nos negócios rurais, abrangendo desde o planejamento da produção até a comercialização, logística e análise de mercado, garantindo a eficiência de toda a cadeia produtiva.
A busca por profissionalização no sítio da família levou o casal Paulo Machado e Adriana Santana, moradores de Várzea Grande com propriedade em Cáceres, a se formar em Zootecnia. Paulo Machado explica que a falta de conhecimento trazia dificuldades no início da propriedade. “O curso foi a oportunidade de buscar esse saber”.
A aplicação das técnicas foi imediata. “Mudamos o sistema de cria para recria e engorda, aplicamos suplementação, adubação e pasto rotacionado. Desde o ano passado, conseguimos mensurar resultados e fazer melhorias a cada ciclo”, conta Paulo.
O casal, que também é atendido pela ATeG do Senar-MT, sentiu a segurança que a formação trouxe. “Antes era tentativa e erro. Agora a gente faz as coisas com consciência, com uma direção concreta, sabendo que a possibilidade de dar certo é muito maior”, relata Adriana Santana.
Outra trajetória destacada foi a do formando em Agronegócio, Johannes Lino, que exemplifica a migração estratégica de carreira. Formado em Direito, ele buscou o curso técnico para atender a uma demanda crescente. “Mato Grosso é o estado do agronegócio”. Ele afirma que está usando a formação para melhorar o atendimento jurídico. “Entendendo o trabalho do produtor para resolver questões como regularização de imóveis, unindo a parte técnica à burocrática”.
A formação técnica é robusta, com duração de dois anos e 1.200 horas, mesclando aulas online e encontros presenciais. Pedro Souza, gerente de Educação Formal do Senar-MT, reforça o propósito do programa. “A missão do Senar é transformar vidas por meio da educação e da capacitação”.
Celso Nogueira, presidente do Sindicato Rural de Cuiabá e anfitrião do polo, parabenizou os novos técnicos. “O setor precisa de profissionais com visão técnica. Sejam ótimos profissionais, com dignidade e respeito às pessoas que estão no campo ajudando a produzir alimentos”.
O programa Senar e-Tec oferece cursos gratuitos de nível técnico há nove anos em Mato Grosso, mantendo atualmente seis polos de formação em Rondonópolis, Canarana, Nova Monte Verde, Sorriso, Nova Mutum e Cuiabá.
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Projeto incentiva destinação correta de resíduos orgânicos e troca material por mudas de flores

Um projeto desenvolvido em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, une sustentabilidade, educação ambiental e participação comunitária para incentivar a destinação correta de resíduos orgânicos.
O “Harmoniza Chapecó – Laboratório de Compostagem” estimula moradores a separarem restos de alimentos e, em troca, oferece mudas de flores produzidas pelo Horto Municipal.
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A iniciativa recebe, de forma voluntária, resíduos como frutas, legumes, erva-mate e pó de café, que passam por um processo de compostagem e são transformados em adubo. O material retorna à cidade na manutenção de praças, jardins e espaços públicos, fortalecendo o cuidado ambiental urbano.
Além do impacto ambiental, o Harmoniza Chapecó também tem um forte viés educativo e social. O laboratório recebe visitantes, estudantes, idosos e grupos comunitários para ações de sensibilização sobre a importância do descarte correto dos resíduos orgânicos.
“O projeto Harmoniza Chapecó, ele tem um impacto social, ambiental e econômico. A parte social por conta da educação ambiental, porque o projeto tem todo um processo de laboratório da compostagem, onde nós recebemos visitantes”, afirma a gerente de resíduos, Graciela Heckler.
Atualmente, cerca de 650 a 700 quilos de resíduos orgânicos são processados por mês no laboratório. O projeto integra o programa Chapecó, Cidade Limpa, Cidade Sustentável, e contribui para a redução do volume de lixo destinado ao aterro sanitário, ajudando a prolongar a vida útil do espaço e a diminuir a emissão de gases de efeito estufa.
No momento da entrega do material, os resíduos são pesados e registrados. A cada 50 quilos de resíduos orgânicos leves, o participante tem direito a levar 15 mudas de flores da estação, incentivando a continuidade da prática sustentável.
Criado há cinco anos, o projeto completa uma década em 2026 e reforça que pequenas atitudes no dia a dia podem gerar impactos ambientais positivos, quando aliadas à conscientização e ao engajamento da comunidade.
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Leitura sobre acordo Mercosul-UE está equivocada, diz porta-voz de Câmara italiana

À medida que as negociações eram finalizadas, os holofotes ao acordo Mercosul-União Europeia se concentrou nas salvaguardas europeias, como se o Brasil estivesse diante de um bloqueio disfarçado. No entanto, essa leitura é equivocada. Essa é a opinião do vice-presidente de finanças da Câmara Italiana do Comércio de São Paulo (Italcam), Fabio Ongaro.
Segundo ele, o debate acabou dominado por uma narrativa defensiva: cotas para carne, limites para açúcar, restrições ao etanol. “O verdadeiro impacto do acordo não está no número de toneladas autorizadas. Está no que ele pode provocar dentro do mercado agro brasileiro”, ressalta.
Ongaro pontua que a União Europeia não é o principal destino das exportações agrícolas brasileiras. China e Ásia têm peso maior em carnes e grãos. “Isso significa que o efeito direto das cotas europeias sobre o volume total exportado é relativamente limitado. O que muda não é a quantidade, mas o padrão”, destaca.
De acordo com ele, vale destacar que a Europa funciona como referência regulatória global, visto que suas exigências de rastreabilidade, controle sanitário e critérios ambientais tendem a se tornar padrão de referência internacional.
“Atender a esses requisitos não é apenas acessar um mercado específico, é elevar o nível de organização e governança da cadeia produtiva. Isso gera efeitos internos consistentes, como: produtores mais estruturados que ganham vantagem competitiva; a formalização que tende a aumentar; e a gestão e o controle de qualidade que se tornam diferenciais estratégicos.
Para Ongaro, o agro brasileiro que já é altamente produtivo pode, com o tratado entre os blocos, tornar-se também mais sofisticado e integrado.
Brasil é superavitário em alimentos
O representante da Câmara Italiana também considera que o receio de que o aumento das exportações brasileiras reduzam a oferta interna e pressionem preços não deve se concretizar, já que o Brasil é estruturalmente superavitário em alimentos.
“O mais provável é uma segmentação maior: produtos premium direcionados à exportação e grande parte da produção mantendo abastecimento regular do mercado doméstico”, contextualiza.
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Para ele, trata-se de especialização, não de escassez. As salvaguardas europeias são resultado de dinâmicas políticas internas do bloco. Assim, o desafio brasileiro passa a ser essencialmente econômico e estrutural.
“O produtor nacional convive com crédito mais caro do que concorrentes globais, infraestrutura logística desigual, complexidade tributária e insegurança regulatória. Esses fatores afetam margens de forma muito mais relevante do que qualquer limite de cota”, ressalta.
Ampliação de valor agregado
Ongaro acredita que se o acordo vier acompanhado de melhorias no ambiente doméstico em infraestrutura, segurança jurídica, simplificação tributária e acesso a financiamento competitivo, o agro poderá ampliar valor agregado, não apenas volume exportado.
“Hoje, o Brasil é extremamente eficiente na produção primária. O próximo passo natural é aprofundar a industrialização da cadeia: alimentos processados, biocombustíveis avançados, bioquímica, proteínas com maior grau de transformação”, comenta.
Segundo ele, a integração com a União Europeia pode facilitar esse movimento, mas ele depende sobretudo de decisões internas. Há também um fator relevante do ponto de vista macroeconômico: previsibilidade institucional.
Na visão do vice-presidente de finanças da Italcam, um acordo com a União Europeia sinaliza estabilidade de regras no longo prazo, algo que tende a reduzir percepção de risco e estimular investimentos em tecnologia agrícola, armazenagem, logística e transformação industrial.
Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e reorganização das cadeias produtivas, diversificar parcerias comerciais fortalece a posição estratégica do país.
“No fim, a questão central não é apenas o volume autorizado para exportação. É como o Brasil utilizará esse acesso para consolidar seu agro como setor cada vez mais moderno, eficiente e integrado às cadeias globais de maior valor agregado”, conclui Ongaro.
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PRF apreende mais de 1.600 kg de maconha escondida em carga de soja no Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 1.600 quilos de maconha na tarde desta terça-feira (3), por volta das 18h, durante fiscalização na BR-277, no município de Irati, no Paraná.
A equipe deu ordem de parada a um caminhão com placas de Porto Velho (RO). Durante a abordagem, o motorista informou que havia carregado soja no município de Naviraí (MS) e que o destino final da carga seria Curitiba (PR).
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Ao longo da fiscalização, os policiais identificaram nervosismo e contradições nas informações prestadas pelo condutor, especialmente em relação ao trajeto percorrido e aos locais de descanso. Diante da suspeita, foi realizada uma verificação detalhada da carga.
Na inspeção, a PRF localizou 153 fardos de maconha prensada, ocultos e misturados à carga de soja. Ao todo, foram apreendidos 1.609,8 quilos da droga.
O motorista foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado, juntamente com o caminhão e o entorpecente apreendido, à Polícia Civil de Irati (PR), onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.
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