Business
Brasil deve colher até 74,4 milhões de sacas de café em 2026, aponta Hedgepoint

A produção total de café no Brasil na safra 2026/27 — cuja colheita começa entre meados de abril e maio do ano que vem — deve alcançar entre 71 milhões e 74,4 milhões de sacas de 60 kg, aponta a primeira estimativa da Hedgepoint Global Markets.
Desse total, o arábica pode atingir entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões de sacas projetadas para 2025/26. Já a safra de conilon (robusta) está estimada entre 24,6 milhões e 25,4 milhões de sacas, em comparação com a previsão de 27 milhões na temporada anterior.
Conforme a Hedgepoint, porcentualmente a safra de arábica deve ser de 23,3% a 30% maior ante 2025/26, “impulsionada por novas áreas, bom manejo e ciclo bienal positiva em diversas lavouras, apoiada por clima favorável após meados de outubro, embora a produtividade ainda seja desigual entre regiões”.
A produção de conilon, por sua vez, pode apresentar recuo de 8,9% a 5,9% em comparação com 2025/26, “após ciclo excepcional, parcialmente compensado por expansão e renovação de áreas desde 2023”.
A empresa explicou que “as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras, ainda que o volume deva ficar abaixo do pico da safra 2025/26”.
“De agosto ao início de outubro, a seca atrasou a floração e causou perdas nas primeiras floradas em parte das áreas. A partir de meados de outubro, volumes mais robustos de chuva retornaram às regiões de arábica, permitindo uma segunda floração e restaurando expectativas para 2026/27”, continuou a Hedgepoint.
A analista de café da Hedgepoint, Laleska Moda, disse em comunicado que houve aumento de podas em áreas com plantas danificadas que não haviam sido podadas na última temporada em virtude dos preços elevados. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirmou.
No conilon, a consistência das precipitações e bons níveis de reservatórios no Espírito Santo e na Bahia favorecem a floração e o enchimento dos grãos.
‘Sentimento baixista’
A Heddgepoint acrescentou que, com a recuperação no arábica e uma produção de conilon ainda elevada, a safra 2026/27 tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais.
Entretanto, conforme a empresa, números mais certeiros virão após a fase de enchimento dos grãos (dezembro a março), mantendo o mercado sensível a qualquer adversidade climática e propenso à volatilidade.
“O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, ponderou Laleska.
De acordo com a analista, revisões na estimativa serão publicadas entre março e abril, quando os rendimentos de processamento poderão ser avaliados com maior precisão.
“A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode causar janelas de volatilidade e oportunidades”, concluiu a analista.
O post Brasil deve colher até 74,4 milhões de sacas de café em 2026, aponta Hedgepoint apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Preços do arroz avançam, mas demanda segue baixa, aponta Cepea

O mês de março vem sendo marcado no segmento de arroz por um avanço nos preços. Apesar disso, a liquidez do cereal no Rio Grande do Sul está em baixa nos últimos dias. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), relata que custos elevados, margens negativas e incerteza de apoio ao setor, são os principais motivos do travamento das negociações.
Compradores tem dado prioridade para aquisições do arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, muito por conta da dificuldade de logística, influenciada pela alta nos preços do diesel. Mesmo com o produto valorizado, a rentabilidade ainda não é garantida e isso influencia na demanda do setor.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo especialistas do Cepea, a baixa demanda apresentada no mercado tem influenciado nas decisões dos produtores, que tem aguardado melhores oportunidades de negócio, deixando menor a oferta do produto.
Entidades tentam apoiar o setor
O cenário atual do cereal tem preocupado entidades do segmento, que vem tomando algumas atitudes na intenção de melhorar as condições do mercado. A proposta principal da Farsul e da Federarroz, é a da mudança nas condições que o financiamento da safra é pago. A sugestão é que o repasse, que hoje é feito em 4 vezes, passe a ser dividido em 8 vezes. A ideia é que através de uma divisão em mais partes, o produtor possa ter menos pressão de venda, mais tempo e por consequência melhorar os preços da mercadoria.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
O post Preços do arroz avançam, mas demanda segue baixa, aponta Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Abertura do Show Safra em Lucas do Rio Verde governador destaca a força do agro em MT

Com a presença do governador Mauro Mendes, do ministro Carlos Fávaro e outras autoridades, a abertura do Show Safra Mato Grosso ocorreu, ontem. O presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, agradeceu a participação de todas as autoridades presentes e destacou que o agro tem transformado o Estado de Mato Grosso. “O Agro transforma a educação, tem transformado toda a infraestrutura, mas é preciso enxergar o futuro, debate das potencialidades e aqui no Show Safra Mato Grosso é o lugar para isso”, destacou o presidente.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou a pujança da feira. “Aqui foi construída uma trajetória de muito trabalho, com muita competência por todos que aqui estão, todos que estiveram e por aqueles que estarão nos próximos anos. Essa feira é a grande demonstração da capacidade e determinação de um povo com objetivo.”
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a importância da Fundação Rio Verde, que começou as pesquisas e desenvolver o Show Safra do zero. “Nós vimos essa fundação sair do zero, mas as ideias, as conexões, fizeram a feira chegar nesse maravilhoso momento e em toda essa magnitude”, afirmou o ministro.
O vice-governador e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, relembrou o início de sua trajetória política e empresarial na cidade e destacou o protagonismo econômico e agroindustrial do município. “Mato Grosso é um Estado relativamente novo, mas é um Estado que tem muita atração, tem muita energia, tem um povo trabalhador e tem o agronegócio que é o mais desenvolvido do mundo e Lucas do Rio Verde tem protagonizado um desenvolvimento incrível, por essa razão a usamos como exemplo, pois aqui é onde a política dá certo”, afirmou Pivetta.
Durante a cerimônia de abertura, as autoridades salientaram a relevância do agronegócio como motor da economia brasileira, ressaltando o papel estratégico de Mato Grosso na produção de alimentos e no fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em seus discursos, também enfatizaram a importância de eventos como o Show Safra para impulsionar a inovação, fomentar negócios e promover o desenvolvimento sustentável do setor.
A feira segue até a sexta-feira (27).
Agro Mato Grosso
Sema de Alta Floresta apreende 1,5 mil lascas de itaúba sem licença ambiental em MT

A operação contou com o apoio de investigadores da Polícia Judiciária Civil e madeira foi doada à prefeitura de Alta floresta
Após denúncia anônima, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) apreendeu 1.592 lascas de itaúba armazenadas ilegalmente em uma propriedade rural de Nova Monte Verde, no norte do estado. A ação foi conduzida pela Diretoria de Unidade Desconcentrada de Alta Floresta e constatou a ausência de licença ambiental para o material.
Deste total, 1.045 lascas de itaúba-preta, foram encontradas dentro de um depósito na propriedade e mais 547 unidades empilhadas em montes de lascas na área externa.
O proprietário, ao ser questionado pela equipe de fiscalização, informou ter comprado a madeira em outro município para manutenção das cercas do seu imóvel, porém não possuía nota fiscal e nem guia florestal da lasca. A multa é no valor de R$12 mil.
A operação contou com o apoio de investigadores da Polícia Judiciária Civil e ocorreu entre os dias 18 e 20 de março. A madeira foi doada à prefeitura de Alta floresta.
Business20 horas agoCusto com importação de fertilizantes sobe 20% em março, aponta levantamento
Sustentabilidade23 horas agoLine-up aponta importação de 3,749 milhões de toneladas de fertilizantes em março – MAIS SOJA
Sustentabilidade16 horas agoRússia suspende exportações e menor oferta de fertilizantes eleva risco à produtividade do Brasil – MAIS SOJA
Sustentabilidade24 horas agoColheita da soja atinge 67,7% da área no Brasil – MAIS SOJA
Featured24 horas ago‘É um ano para apagar da memória’: produtor enfrenta perdas, dívida e colheita de soja no limite em MT
Agro Mato Grosso18 horas agoEconomia de Mato Grosso cresce 56% e supera China no período de sete anos
Business17 horas agoOferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes
Sustentabilidade19 horas agoMilho em destaque: 1ª Tarde de Campo reunirá especialistas para compartilhar conhecimento técnico – MAIS SOJA
















