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24 de agosto de 2026

Business

Feijão-vagem com colheita concentrada ganha espaço entre produtores

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Foto: Agristar do Brasil

Produtores de regiões tradicionais do cultivo de feijão-vagem têm buscado materiais que facilitem o manejo e ofereçam vagens mais uniformes. A concentração da colheita em uma única janela e o bom desempenho pós-colheita são pontos que vêm orientando o planejamento das lavouras.

Especialistas apontam que essas características ajudam a elevar o padrão comercial do produto e a organizar melhor as operações no campo.

Vantagens no manejo e na organização da colheita

A adoção de materiais com colheita concentrada tem avançado em áreas de São Paulo, Sul de Minas, Goiás, Paraná e Santa Catarina. Nessas regiões, produtores têm priorizado variedades de ciclo mais curto e plantas com maior vigor, o que facilita a rotina de campo.

O especialista em Cinturão Verde, Roberto Araújo, explica que algumas variedades chegam a concentrar até 90% das vagens no mesmo período de maturação. Segundo ele, isso reduz a necessidade de múltiplas passadas na lavoura. “Há materiais que podem ser colhidos praticamente de uma só vez, evitando danos às plantas e mantendo a produtividade”, afirma.

A uniformidade também favorece propriedades que utilizam mecanização, já que operações únicas e mais precisas diminuem perdas e aceleram o processo de colheita. Além disso, a concentração do trabalho em um período curto ajuda na organização da mão de obra e no planejamento logístico.

Qualidade visual e maior durabilidade das vagens

Outro ponto destacado pelos produtores é o padrão visual do feijão-vagem determinado. Araújo observa que materiais com coloração verde mais escura têm se mostrado vantajosos no varejo. Esse tom preserva a aparência de produto fresco por mais tempo, reduzindo perdas após a colheita.

As vagens também apresentam formato cilíndrico e baixa presença de fibras, características valorizadas na comercialização e que contribuem para textura mais uniforme. Segundo o especialista, a formação mais lenta das sementes amplia a janela de colheita sem prejudicar o aspecto final do produto.

“Quando a semente se desenvolve rápido, qualquer atraso na colheita reduz o valor da vagem. Nesse caso, a perda é menor”, explica.

Desempenho no campo e recomendações ao produtor

Com ciclo médio entre 50 e 60 dias, o feijão-vagem determinado mantém boa adaptação a diferentes condições de cultivo e se consolida como alternativa para quem busca manejo simples e padrão mais elevado de vagens.

Araújo reforça a importância de observar as janelas de plantio para evitar períodos de frio intenso ou risco de geada, fatores que podem comprometer o desenvolvimento da cultura. Segundo ele, o ajuste correto do calendário ainda é decisivo para garantir o desempenho esperado no campo.

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Citricultura encerra safra com alta de 4,2% nas contratações

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Foto: Divulgação/Ascom Seagri

A citricultura brasileira encerrou a safra 2025/2026 com 51.711 admissões, alta de 4,2% em relação às 49.624 contratações registradas na temporada anterior. Os dados consideram o período de julho de 2025 a junho de 2026 e foram compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo a CitrusBR, o resultado ocorreu durante um período de queda na demanda global por suco de laranja. Para o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, os números mostram a participação da cadeia na geração de renda e empregos no interior do país.

“O crescimento das admissões mostra a capacidade do setor de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento no interior do país, mesmo em um momento desafiador no mercado internacional”, afirma em nota.

São Paulo concentra 72% das admissões

Principal produtor de laranja do país, São Paulo concentrou 37.308 admissões na safra 2025/2026. O número representa 72% das contratações registradas pela citricultura brasileira.

Na comparação com a safra anterior, quando foram contabilizadas 37.538 admissões no estado, houve queda de 0,6%.

Minas Gerais amplia participação

Minas Gerais registrou 7.958 admissões na safra 2025/2026, alta de 13,2% em relação ao período anterior.

O estado respondeu por 15,39% dos empregos gerados pela citricultura no país e ocupou a segunda posição entre os estados com maior número de contratações no setor.

Paraná e Mato Grosso do Sul registram avanço

No Paraná, a citricultura registrou 2.217 admissões na safra. O resultado representa crescimento de 39,2% em relação à temporada anterior e corresponde a 4,29% das contratações do setor no país.

No Mato Grosso do Sul, foram registradas 1.614 admissões entre julho de 2025 e junho de 2026. O número representa alta de 276% em relação à safra 2024/2025.

O estado respondeu por 3,12% das contratações da citricultura brasileira no período. Segundo a CitrusBR, o avanço acompanha a expansão da área destinada à produção de laranja no Mato Grosso do Sul.

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Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Mesmo com o avanço da colheita da terceira safra do feijão carioca, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do produto se mantiveram em alta nos últimos dias.

A sustentação dos preços está ligada principalmente à oferta disponível no mercado. Segundo o Cepea, produtores têm segurado parte da produção, já que muitos conseguiram fazer caixa com as vendas realizadas anteriormente. Com isso, a oferta imediata diminui e os agricultores ganham maior margem para negociar os valores com os compradores.

Além disso, a demanda pela mercadoria segue alta. Interessados continuam atrás de novos lotes, acompanhando as lavouras e tentando entender quanto feijão irá chegar ao mercado.

A expectativa dos pesquisadores é de uma produção maior na terceira safra em comparação com a temporada anterior. No entanto, a previsão ainda não aponta para uma oferta abundante neste momento. Dessa forma, o volume disponível não tem sido suficiente para pressionar as cotações para baixo.

No atual contexto, a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a quantidade que produtores estão dispostos a vender, são fatores que fazem a diferença na decisão do comprador.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Colheita do algodão chega a quase 70% em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão 2025/26 em Mato Grosso alcançou 69,52% dos 1,375 milhão de hectares cultivados, superando os trabalhos no ciclo passado no mesmo período que se encontravam em 55,52%. A expectativa é que 6,51 milhões de toneladas de algodão em caroço sejam colhidos.

O saldo da colheita consta no relatório divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na última sexta-feira (21). Conforme o levantamento, a média das últimas cinco safras é de 71,98% da área colhida no período analisado.

A região mais adiantada com os trabalhos é a Nordeste com 88,08% da fibra colhida, seguida do Sudeste com 74,58%. No Médio-Norte do estado as máquinas já passaram por 70,81% da área semeada.

As regiões Oeste e Centro-Sul colheram 68,66% e 68,25% de suas respectivas áreas. Já o Noroeste do estado, conforme o Instituto, apenas 55,20% até o momento.


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