Sustentabilidade
Chicago/CBOT: A soja fechou em leve alta com foco na China – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 11/12/2025
FECHAMENTOS DO DIA 11/12
O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,60% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1131,50. A cotação de março encerrou em alta de 0,53% ou $ 6,00 cents/bushel, a $1140,75. O contrato de farelo de soja para janeiro fechou em alta de 0,03% ou $ 0,1/ton curta, a $ 317,1. O contrato de óleo de soja para janeiro fechou em alta de 1,13% ou $ 0,57/libra-peso, a $ 50,87.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. A China foi o foco do dia. Além de uma nova compra relâmpago de 264 mil toneladas para os portos chineses o país foi responsável por pouco mais da metade da soja vendida na semana de 7 a 13 de novembro. Um cancelamento de 100 mil toneladas também apareceu neste relatório. Outro ponto de destaque foi o leilão de soja estatal realizado no China, onde as trades compraram grande parte das 512 mil toneladas disponibilizadas para uso interno. Este movimento pode ser entendido como uma abertura de espaço para o recebimento de grãos americanos.
Neste sentido, as exportações até 13 de novembro de soja estão atrasadas em 41%, as de farelo estão 8% maiores e o óleo de soja registraram uma redução líquida de 13,3 mil toneladas. O relatório NASS apresentou uma alta mensal e anual de esmagamento de soja no mês de outubro.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
FUNDOS COMPRAM 1.000 CONTRATOS (altista)
Após uma sessão volátil, a soja encerrou o pregão de Chicago com leves ganhos devido a operações de hedge realizadas por fundos de investimento — fontes privadas estimaram que especuladores compraram 1.000 contratos. No entanto, muitos operadores permanecem preocupados com o ritmo lento das compras chinesas no mercado americano.
EXPORTAÇÃO-PRÓXIMA DO MÍNIMO (altista, mas não muito)
Como parte do cronograma de atualização dos relatórios semanais de exportação não publicados durante a paralisação do governo americano, o USDA informou hoje que as vendas de soja para a safra 2025/2026, entre 7 e 13 de novembro, totalizaram 695.600 toneladas, próximo ao mínimo esperado pelos operadores, dentro de uma faixa de 600.000 a 1.400.000 toneladas. Longe de incluir as transações reais com a China, o USDA relatou o cancelamento de 100.000 toneladas de compras chinesas, deixando o volume oficialmente confirmado destinado ao gigante asiático neste ano comercial em 364.000 toneladas. No total — considerando todos os destinos — as vendas de soja atingiram 18,40 milhões de toneladas, ficando 41,10% abaixo das 31,24 milhões de toneladas negociadas na mesma data em 2024.
NOVAS VENDAS DIÁRIAS (altista)
Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje novas vendas de soja americana da safra 2025/2026 para a China, de 264.000 toneladas, e para destinos desconhecidos, no valor de 226.000 toneladas. Nesse modelo de vendas relâmpago, a agência confirmou transações com a China totalizando 3.245.000 toneladas. Esse é o número oficial. Depois disso, todos ficam livres para especular sobre acordos fechados com compradores chineses de 6, 7 ou 8 milhões de toneladas após a cúpula presidencial na Coreia do Sul e em relação à meta de 12 milhões de toneladas, agora com prazo estendido até o final de fevereiro.
NASS-RELATÓRIO DE ESMAGAMENTO AMERICANO
A quantidade de soja processada para obtenção de óleo bruto foi de 7,11 milhões de toneladas (237 milhões de bushels) em outubro de 2025, em comparação com 6,15 milhões de toneladas (205 milhões de bushels) em setembro de 2025 e 6,47 milhões de toneladas (216 milhões de bushels) em outubro de 2024.
A produção de óleo bruto foi de 2,83 bilhões de libras, um aumento de 18% em relação a setembro de 2025 e de 11% em relação a outubro de 2024. A produção de óleo refinado de soja, de 2,08 bilhões de libras em outubro de 2025, aumentou 7% em relação a setembro de 2025 e 4% em relação a outubro de 2024.
BRASIL-CONAB REDUZ PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO (altista para CBOT, baixista para o Brasil)
Em relação ao Brasil, em seu relatório mensal, a Conab reduziu hoje sua estimativa para a safra de soja 2025/2026 de 177,60 para 177,12 milhões de toneladas e sua estimativa para as exportações de grãos não processados de 112,11 para 112 milhões de toneladas. A previsão para as vendas de farelo de soja e óleo de soja permaneceu em 24,70 milhões de toneladas e 1,40 milhão de toneladas, respectivamente. Na terça-feira, o USDA projetou esses números em 175 milhões de toneladas, 112,50 milhões de toneladas, 24 milhões de toneladas e 1,50 milhão de toneladas, respectivamente
ARGENTINA-ATRASO DE 5% (altista)
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que, após um aumento semanal de 14 pontos percentuais, o plantio de soja na Argentina atingiu 58,6% dos 17,6 milhões de hectares projetados, representando um atraso de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. “Noventa e sete por cento da área plantada está em condições normais/boas, enquanto 91% apresentam umidade do solo adequada/ótima. Em relação à primeira safra de soja, os primeiros campos estão começando a atingir o estádio reprodutivo (R1) em ambas as regiões, sob condições ótimas de umidade. Com a diminuição do nível da água, o plantio continua no norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires, acelerando em ritmo mais rápido. Enquanto isso, os campos alagados continuam atrasando o plantio na região central de Buenos Aires. Para a segunda safra de soja, o plantio está 25% concluído”, afirmou a organização.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
soja fica à espera de mudanças que podem mexer com o comércio global

O mercado de soja atravessou os últimos dias com oscilações voláteis, mas sem conseguir estabelecer uma direção clara. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações seguem lateralizadas, embora permaneçam em níveis firmes. No Brasil, os preços também sustentam patamares importantes, mas a liquidez diminuiu diante do avanço da comercialização da safra atual.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os agentes continuam atentos a fatores que possam definir os próximos movimentos dos preços. Enquanto isso, o mercado segue à espera de novos sinais para sair do intervalo observado nas últimas semanas.
No cenário internacional, os fortes volumes de exportações programadas pelos Estados Unidos continuam dando sustentação ao mercado. A colheita norte-americana também avança sem grandes problemas até o momento.
O clima, porém, começa a ganhar espaço nas avaliações dos agentes. A previsão de maiores volumes de chuva nas próximas semanas pode influenciar o ritmo dos trabalhos no campo e acrescentar um novo fator de volatilidade às cotações.
“A janela climática para as próximas semanas mostra maiores precipitações esperadas, sendo um ponto de atenção para o mercado”, observa Silveira.
Encontro EUA-China
Outro fator que mantém os operadores em espera é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O mercado acompanha a possibilidade de mudanças nas relações comerciais entre os dois países, principalmente em relação às tarifas.
De acordo com Silveira, eventuais alterações nas tarifas poderiam provocar movimentos mais fortes nas cotações e até estimular uma recuperação dos preços.
Enquanto Chicago aguarda novos fatores capazes de definir uma direção, o mercado brasileiro apresenta poucas novidades. Os preços tiveram comportamento misto nos últimos dias, mas permaneceram dentro de uma faixa relativamente estreita.
As cotações continuam firmes, porém os negócios diminuíram. A comercialização avançou de forma significativa nos últimos dois meses, reduzindo a necessidade de novas vendas por parte dos produtores.
Outro fator é o elevado volume de soja já movimentado pelos portos brasileiros. Mais de 105 milhões de toneladas já passaram pelo sistema portuário, o que contribui para um mercado mais abastecido e com menor pressão imediata por novos negócios.
“Por isso, os negócios foram mais limitados, enquanto o produtor vai mudando o foco para o plantio da safra nova”, aponta Silveira.
Com a comercialização da safra atual mais avançada, o mercado começa a dividir as atenções entre os estoques disponíveis, o desempenho das exportações norte americanas, o clima e as decisões comerciais entre Estados Unidos e China. Esses fatores devem continuar influenciando o comportamento da soja nas próximas semanas.
Sustentabilidade
Ceema: Alta em Chicago e geopolítica impulsionam cotações da soja no Brasil – MAIS SOJA

Nestes quase 30 dias em que estivemos ausentes deste comentário, o mercado da soja registrou importante elevação das cotações em Chicago. O bushel da oleaginosa passou de US$ 12,56 no dia 27/08 para US$ 13,28 no dia 21/09, tendo recuado um pouco após esta data, para fechar a quinta-feira (24) em US$ 13,16, contra US$ 13,19 uma semana antes. Destacando que a média de agosto chegou a US$ 11,98/bushel, com aumento de 0,17% sobre a média de julho, porém, neste momento estando longe dos preços praticados.
Este forte aumento em Chicago, além das especulações climáticas sobre a safra dos EUA, vem da pressão do preço do petróleo no mercado mundial, com o mesmo tendo atingido a pouco mais de US$ 100,00/barril neste período de setembro, devido a continuidade da guerra no Oriente Médio e da piora no conflito entre Rússia e Ucrânia.
Aliás, na Europa existe um grande temor de que este último saia da região dos dois países em conflito e se espalhe pelo continente, resultando em uma guerra mais ampla e destruidora. Alguns analistas chegam a falar que o mundo estaria às portas da 3ª Guerra Mundial. Junta-se a isso a forte especulação dos Fundos em Chicago.
Dito isso, importante se faz alertar que o último relatório do USDA, sobre oferta e demanda, divulgado neste mês de setembro, não revelou perdas na futura safra de soja dos EUA cuja colheita iniciou neste mês de setembro. Ao contrário, o mesmo até aumentou a produção esperada, agora indicando uma colheita de 123,4 milhões de toneladas, com estoques finais estadunidenses em 8,4 milhões, com pequena baixa em relação a agosto. Já a produção mundial foi mantida em 442 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais mantidos em 124 milhões. Por sua vez, mesmo com o aumento no preço mundial do petróleo, o óleo de soja, após atingir a 71,28 centavos de dólar por libra-peso no dia 10/09, recuou para 66,82 centavos no dia 24/09, sendo esta a quarta mais baixa cotação desde o dia 30 de junho em Chicago.
Por sua vez, o farelo se manteve firme, atingindo a US$ 375,20/tonelada curta no dia 24/09, a mais alta cotação desde o dia 11 de julho de 2024. Enfim, lembrar que os Fundos estão muito comprados em Chicago devendo, assim que a ocasião se apresentar, iniciar um movimento mais amplo de correção, vendendo contratos, fato que pode pressionar para baixo as cotações dependendo da intensidade do movimento.
Por outro lado, os embarques de soja, pelos EUA, na semana encerrada em 17/09, chegaram a 759.200 toneladas, superando levemente as expectativas do mercado. Na comparação anual, o desempenho também foi superior, já que na mesma semana de 2025 haviam sido embarcadas 565.600 toneladas, o que representa crescimento de aproximadamente 34%. A China respondeu por 59% destes embarques.
Enquanto isso, a colheita da soja nos EUA atingia a 12% da área no dia 20/09, contra 8% na média histórica. De forma mais conjuntural, nesta semana os preços brasileiros da soja se mantiveram firmes, em alta. No Rio Grande do Sul, onde muitas praças estão sem cotação, a média semanal atingiu a R$ 141,72/saco. No final de agosto esta média estava em R$ 131,38. Ou seja, no período o saco de soja ganhou pouco mais de 10 reais junto ao produtor gaúcho. Nas demais praças nacionais o produto oscilou entre R$ 139,00 e R$ 145,00/saco. Um mês atrás os valores ficavam entre R$ 130,00 e R$ 140,00/saco. Ou seja, um aumento entre 5 e 9 reais por saco no período, dependendo da região do país. Auxiliou para isso a boa demanda pelo produto nacional, a relativa escassez do mesmo agora na entressafra, fato que elevou o prêmio nos portos (US$ 1,85/bushel para setembro, em Paranaguá), e a manutenção de um câmbio ao redor de R$ 5,15 por dólar.
No front externo, o mercado olha os resultados da nova reunião entre os presidentes da China e dos EUA. Xi Jinping chegou nesta quinta-feira (24) à capital norteamericana. Dentre os assuntos em discussão, existe a possibilidade de aumento nas compras de soja estadunidense pela China, fato que fortalece Chicago. Já no front interno, destaque para o início do plantio da nova safra de soja no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. No conjunto do país, 0,5% da área esperada havia sido semeada até o dia 18/09. Vale lembrar que no Mato Grosso, no momento, há umidade insuficiente no solo para um plantio adequado.
Enfim, embora os preços tenham perdido um pouco de fôlego nestes últimos dias, o produto posto nos portos segue com preços firmes. Para a soja disponível os mesmos seguem acima dos R$ 160,00/saco, enquanto a soja da safra 2026/27 continua trabalhando acima dos R$ 150,00 nos portos (R$ 155,00 para entrega em fevereiro e pagamento em abril, e R$ 151,00 para entrega em março, também com pagamento em abril).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Sustentabilidade
Como ficaram as cotações da soja no fim desta semana? Saiba os preços por região

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas alterações nesta sexta-feira (25), em um ambiente de baixa movimentação e poucas ofertas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que algumas praças do mercado interno registraram recuo nos preços, com certo alívio nos basis locais.
Nos portos, o cenário permaneceu parado, sem reporte de movimentos firmes. Segundo Silveira, o quadro geral foi de poucas ofertas e de um mercado bastante travado, situação que também predominou ao longo da semana.
Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por bastante volatilidade, com o mercado encerrando com leves ganhos no spot. O dólar atingiu bons níveis ao longo do dia e ajudou a segurar os movimentos de queda registrados em tela.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 156,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 157,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 151,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 148,00 para R$ 147,00
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências não saíram de R$ 164,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (25). Após operar em baixa durante parte da sessão, o mercado reverteu o movimento, enquanto os participantes seguem à espera de detalhes dos acordos comerciais entre Estados Unidos e China após a cúpula realizada na quinta-feira (24).
Embora o governo dos Estados Unidos tenha informado que acordos comerciais foram firmados para determinados produtos, os detalhes serão divulgados apenas na segunda-feira. A aguardada cúpula entre os dois países, até o momento, não resultou em novos compromissos chineses para compras de produtos agrícolas norte-americanos.
A queda do petróleo pressionou as cotações durante a sessão. Os preços recuaram diante de notícias sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã para uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, após o barril superar US$ 108 na sessão anterior.
Em sentido contrário, as chuvas persistentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos atrasam o início da colheita em algumas regiões e restringem a oferta disponível para processamento.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,17%, a US$ 13,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com avanço de 1,00 centavo de dólar ou 0,07%.
Na semana, a posição novembro/26 registrou ganho acumulado de 1,25%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,48%, a US$ 370,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,84 centavos de dólar, com ganho de 0,29 centavo ou 0,42%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1847 para venda e a R$ 5,1827 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1732 e a máxima de R$ 5,2137. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,72% ante o real.
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