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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Conab projeta safra de grãos no Brasil em 2025/26 de 354,392 milhões de toneladas – MAIS SOJA

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A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 354,392 milhões de toneladas, o que representa um ligeiro aumento de 0,6%, ou seja 2,2 milhões de toneladas superior ao volume obtido no ciclo 2024/25. O resultado é reflexo da combinação do aumento de 3% na área semeada, saindo de 81,7 milhões de hectares na temporada passada para 84,2 milhões de hectares no atual ciclo, e da redução na produtividade média nacional das lavouras, estimada em 4210 quilos por hectares em 2025/26 frente a 4.310 em 2024/25. Os números constam no terceiro levantamento da safra de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (11).

Principal cultura cultivada na 1ª safra, o plantio da soja chega a 90,3% da área destinada para a cultura, sendo que em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, a semeadura está finalizada, conforme indica o Progresso de Safra publicado pela estatal nesta semana. Na primeira quinzena de novembro, as precipitações na Região Sul permitiram um grande avanço na área plantada, enquanto nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de Minas Gerais, a inconstância das chuvas atrasou os trabalhos de campo. Já a partir da segunda quinzena do mês passado, as precipitações se normalizaram nessas regiões, permitindo um avanço na área semeada. A estimativa da Conab é que na safra 2025/26 sejam destinados 48,9 milhões de hectares para o cultivo da soja, resultando em uma produção estimada em 177,1 milhões de toneladas, 3,3% acima do total produzido na safra anterior, um novo recorde se confirmado.

Outra importante cultura para o abastecimento interno e cultivada na primeira safra, o arroz, tem previsão de colheita de 11,2 milhões de toneladas, redução de 12,4% em relação ao ciclo passado diante das atuais condições mercadológicas do cereal. Essa queda é influenciada pela menor área cultivada, estimada em 1,62 milhão de hectares. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de arroz, a semeadura atinge 98% da área, enquanto que em Santa Catarina, outro importante estado produtor da cultura, o plantio está finalizado.

Dupla do arroz para muitos brasileiros, o feijão tem produção total, somadas as 3 safras da leguminosa, estimada em torno de 3 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido no ciclo passado, assegurando o abastecimento interno. O plantio da primeira safra do grão já foi concluído no Paraná e em São Paulo, e avança em outros estados com 93,8% da área semeada em Minas Gerais e 67% na Bahia.

Para o milho, a produção total, somando as três safras, está estimada em 138,9 milhões de toneladas, representando redução de 1,5% em relação ao ciclo anterior. A semeadura já alcança 71,3% de uma área de 4 milhões de hectares destinada ao cereal neste primeiro ciclo, com a produção prevista em 25,9 milhões de toneladas, aumento de 3,9% sobre a safra anterior.

Dentre as culturas de inverno, a safra 2025 está em fase final de colheita. O trigo, principal cultura semeada, já possui 98% da área colhida, com produção estimada em 8 milhões de toneladas. O volume é 0,9% superior ao registrado no ciclo anterior, diante das condições climáticas predominantemente favoráveis ao longo do ciclo, ainda que tenham ocorrido, pontualmente, fatores adversos em algumas regiões.

Mercado

Neste levantamento, a Conab manteve praticamente estáveis as projeções do quadro de suprimentos da safra 2024/25 para a maioria dos produtos analisados, quando comparado com as informações divulgadas no último mês, com leves ajustes diante da atualização das expectativas de produção e da situação de mercado das culturas analisadas.

Uma das mudanças se refere a um pequeno ajuste na estimativa de exportações da safra 2024/25, com um incremento de 313 mil toneladas totalizando os embarques em torno de 106,97 milhões de toneladas ao final de 2025, quantitativo que ainda pode ser ajustado e que será confirmado no próximo levantamento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de janeiro a novembro foram exportadas 104,79 milhões de toneladas da soja em grãos, volume recorde para o país, ultrapassando as 101,87 milhões de toneladas vendidas ao mercado internacional em todo o ano de 2021. Essa comercialização registrada nos 11.

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Sustentabilidade

El Niño intenso acende alerta para a soja e pode redefinir safra 2026/27

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A chegada de um El Niño de forte intensidade ao longo dos próximos meses deve trazer desafios importantes para a agricultura brasileira na safra 2026/27, como para a soja cultivada no Cerrado. A avaliação foi apresentada pelo agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, sócio-fundador da Ruralclima, consultoria meteorológica.

Segundo o especialista, o fenômeno climático deve provocar um padrão de chuvas antecipadas, porém irregulares, nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste e do Matopiba. Embora precipitações possam ocorrer já entre agosto e outubro, isso não significa uma regularização efetiva das condições para o plantio da soja.

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A expectativa é de que o início da temporada seja marcado por pancadas isoladas, alternadas com períodos de estiagem e temperaturas elevadas. Nesse cenário, produtores podem ser estimulados a iniciar a semeadura com as primeiras chuvas, mas enfrentar dificuldades posteriormente devido à falta de continuidade das precipitações.

A preocupação aumenta porque a regularização mais consistente das chuvas pode ocorrer apenas a partir da segunda quinzena de novembro. Até lá, os veranicos e o calor intenso tendem a elevar o risco de replantios, atrasos no desenvolvimento das lavouras e perdas de potencial produtivo.

O cenário guarda semelhanças com o observado na safra 2023/24, quando muitos agricultores avançaram com o plantio após as primeiras precipitações e acabaram enfrentando longos períodos secos em seguida. Para a temporada 2026/27, a avaliação é que as chuvas devem chegar mais cedo, mas ainda sem a regularidade necessária para garantir um estabelecimento uniforme das lavouras.

Além da distribuição irregular das precipitações, as altas temperaturas surgem como um fator adicional de preocupação para a cultura. Temperaturas médias acima da faixa entre 30°C e 32°C aumentam o estresse fisiológico das plantas, reduzem a eficiência no enchimento de grãos e podem potencializar os impactos provocados pela deficiência hídrica.

Embora ainda seja cedo para estimar eventuais perdas na produção nacional de soja, o especialista acredita que o comportamento do clima durante os meses de plantio e desenvolvimento inicial das lavouras será decisivo para determinar o tamanho da safra brasileira.

Outro ponto de atenção está na região Norte do país. A intensificação do fenômeno pode favorecer condições mais secas sobre a Amazônia, reduzindo os níveis dos rios utilizados para o transporte de grãos. O impacto logístico preocupa porque o Arco Norte se consolidou como uma das principais rotas de escoamento da soja brasileira para os mercados internacionais.

Em eventos recentes de seca severa, a navegação chegou a ser comprometida em importantes corredores hidroviários, limitando a capacidade de transporte e elevando custos logísticos. Caso o fenômeno climático repita esse comportamento, o desafio para a cadeia da soja poderá ir além das lavouras, atingindo também o escoamento da produção.

Enquanto o Cerrado deve enfrentar maior irregularidade climática, o Sul do Brasil e a Argentina tendem a ser beneficiados por volumes mais elevados de chuva, cenário considerado mais favorável para o desenvolvimento das culturas de verão. Nos Estados Unidos, a avaliação também é de baixo risco climático para soja e milho neste momento.

Apesar dos alertas, Santos ressalta que o atual episódio não deve ser tratado como um evento catastrófico. Segundo ele, a agricultura brasileira dispõe hoje de tecnologias, materiais genéticos e sistemas de manejo mais avançados do que aqueles disponíveis em episódios fortes de El Niño registrados nas décadas anteriores.

Ainda assim, o especialista destaca que o fenômeno exige atenção dos produtores, principalmente nas decisões relacionadas ao calendário de plantio e ao manejo das lavouras. Para o mercado, a percepção é que os riscos climáticos ainda não estão incorporados aos preços e que uma eventual reação das cotações dependerá da evolução das condições meteorológicas nos próximos meses, quando os efeitos do El Niño começarem a se refletir diretamente sobre o campo.

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Sustentabilidade

Inoculação do milho com Bacillus aryabhattai contribui para mitigar os efeitos do déficit hídrico na cultura – MAIS SOJA

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A adoção de bioinsumos visando mitigar os efeitos do déficit hídrico e aumentar a resiliência das culturas agrícolas a condições de estresse tem se intensificado em áreas comerciais, especialmente em regiões onde a distribuição das chuvas ao longo da safra apresenta elevada variabilidade e, frequentemente, não atende plenamente à demanda hídrica das culturas para a expressão de elevados potenciais produtivos.

Entre os microrganismos que vêm ganhando destaque para o manejo do déficit hídrico em culturas agrícolas está o Bacillus aryabhattai. Esse microrganismo tem sido alvo de diversas pesquisas científicas devido ao seu potencial em promover maior tolerância das plantas ao estresse hídrico, atuando por meio de diferentes mecanismos fisiológicos e bioquímicos que favorecem o desenvolvimento e a manutenção da produtividade mesmo sob condições limitantes de água.

Considerando que o milho é uma das culturas agrícolas mais sensíveis ao déficit hídrico, estudos têm avaliado a eficácia da inoculação com diferentes cepas de Bacillus aryabhattai como estratégia para reduzir os impactos do estresse hídrico. Avaliando os efeitos da inoculação do milho com Bacillus aryabhattai sobre recuperação do estresse e produtividade da cultura, Barbosa (2026) observou que a cepa CMAA 1363 de Bacillus aryabhattai pode mitigar os efeitos do déficit hídrico durante o período vegetativo do milho, fato demonstrado pelo aumento do teor relativo de água (TRA), e atividade da catalase (CAT) e da ascorbato peroxidase (APX), redução do extravasamento de eletrólitos (EE) e do teor de prolina, e proteção do aparato fotossintético, incluindo a preservação das moléculas de clorofila e melhorias no complexo de evolução de oxigênio (OEC), centros de reação do PSII (RC/ABS e RC/CS) e índices de performance (PIabs e PIcs) (Barbosa et al., 2026).

Figura 1. Teor relativo de água (TRA) (A), extravasamento de eletrólitos (EE) (B), Índice Falker de clorofila a (C) e índice Falker de clorofila b (D) em plantas de milho durante a fase vegetativa sob dois regimes hídricos: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05)
Fonte: Barbosa (2026)

A melhoria desses atributos aumenta a resiliência das plantas a condições de estresse hídrico, bem como contribui para a manutenção do potencial produtivo da cultura, sob condições hídricas limitadas, refletindo inclusive no aumento de produtividade em comparação a plantas submetidas as mesmas condições de déficit hídrico sem o uso do Bacillus aryabhattai. Barbosa (2026) destaca que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai melhorou significativamente vários componentes de produção em condições hídricas ideais e em deficiência hídrica.

Os resultados obtidos pelo autor demonstram que as plantas de milho inoculadas com Bacillus aryabhattai em condições hídricas ideais apresentaram ganho de produtividade de 16,19% em comparação com as plantas não inoculadas cultivadas na mesma condição hídrica. Já em condições de estresse por deficiência hídrica, a inoculação resultou em um aumento de 26,89% na produtividade em comparação com plantas não inoculadas sob a mesma condição hídrica (Barbosa, 2026). Vale destacar que os tratamentos de estresse por deficiência hídrica no estudo conduzido por Barbosa (2026) foram impostos a partir do estádio V4 e mantidos até o final da fase vegetativa do milho (VT), totalizando 25 dias de estresse.

Figura 2. Produtividade de grãos de plantas de milho submetidas a dois regimes hídricos durante a fase vegetativa: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).
Fonte: Barbosa (2026)

Com base nos aspectos observados, pode-se dizer que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai é uma estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse hídrico e elevar a tolerância das plantas ao déficit hídrico, contribuindo inclusive para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Contudo, estudos mais aprofundados ainda necessitam ser realizados para estabelecer recomendações técnicas consistentes para a adoção de Bacillus aryabhattai como ferramenta integrante do manejo do milho.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barbora (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOSA, J. P. F. USO DE Bacillus aryabhattai NA CULTURA DO MILHO: TOLERÂNCIA À SECA, ASPECTOS FISIOLÓGICOS E PRODUTIVIDADE. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Sergipe, 2026. Disponível em: < https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/24742/2/JOAO_PEDRO_FERREIRA_BARBOSA.pdf >, acesso em: 19/06/2026.

 

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Sustentabilidade

Milho: Cotações em Chicago sobem, mas avanço da safrinha começa a pressionar preços no Brasil – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, subiram um pouco nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 4,17/bushel, para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,11 uma semana antes. Lembrando que no dia 17/06 o bushel chegou a bater em US$ 4,21.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA está encerrado, com 94% das lavouras germinadas em 14/06. Em termos da qualidade das lavouras, na mesma data, 68% das mesmas estavam entre boas a excelentes, contra 72% no ano anterior. Outros 28% estavam regulares e 6% entre ruins a muito ruins.

Já os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 11 de junho, atingiram a 1,6 milhão de toneladas. Com isso, no atual ano comercial os EUA exportaram 65,6 milhões de toneladas, superando em 26% o total realizado na mesma época do ano anterior.

E aqui no Brasil os preços começam a sofrer pressão da colheita da safrinha. No interior gaúcho, as principais praças mantiveram os R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram, nesta semana, entre R$ 42,00 e R$ 60,00/saco. Já na B3, os valores chegavam a R$ 63,97/saco para julho, R$ 66,97 para setembro e R$ 73,44/saco para janeiro/27. A colheita da segunda safra, até o dia 11/06, chegava a 8,4% da área no Centro-Sul brasileiro, contra 5,2% no mesmo período do ano anterior (cf. AgRural).

Especificamente no Mato Grosso, a mesma atingia a 11,3%, contra 7,2% no ano anterior e 13,4% na média histórica (cf. Imea). O relatório de junho, da Conab, aponta uma safrinha nacional em 107,9 milhões de toneladas, contra 113,2 milhões no ano anterior, e uma safra total de milho em 140,5 milhões de toneladas para 2025/26, contra 141,2 milhões no ano anterior e apenas 115,5 milhões de toneladas em 2023/24. A produtividade média nacional seria de 103,7 sacos/hectare na atual safra.

Especificamente no Mato Grosso, a Conab indica uma safra de 54,6 milhões de toneladas, enquanto o Imea aponta 53,4 milhões. Neste último caso, 3,8% abaixo do recorde registrado no ano anterior.

Enfim, nos nove primeiros dias úteis de junho o Brasil exportou 265.162 toneladas de milho, representando uma média diária 59,5% acima da média de junho de 2025. O preço médio obtido pela exportação brasileira, nestes dias de junho, está 7,9% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, ficando em US$ 232,40/tonelada.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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