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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Arroz/RS: Semeadura se aproxima do encerramento, resta aproximadamente 5% da área para conclusão – MAIS SOJA

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A semeadura se aproxima do encerramento, favorecida pelo intervalo prolongado de dias ensolarados e pela boa disponibilidade hídrica nos principais sistemas de irrigação. Resta parcela próxima a 5% da área para conclusão, mas, além das condições edáficas, a finalização da operação está sujeita a outros fatores, tais como a redução do potencial produtivo das semeaduras tardias e o desestímulo econômico decorrente dos preços do grão, que podem condicionar a execução da operação nas áreas remanescentes.

As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam estabelecimento uniforme e desenvolvimento vegetativo compatível com o esperado. As mais antigas iniciaram o florescimento, mas o índice está inferior a 1%. Foram efetuados manejos de irrigação, aplicação de herbicidas e adubação nitrogenada em cobertura. Em áreas semeadas recentemente, especialmente aquelas implantadas em novembro, observam-se falhas de estande associadas ao déficit de precipitação, ocorrido nas três últimas semanas.

De modo geral, o quadro é de evolução normal da cultura, embora haja crescente atenção quanto ao manejo da água devido ao rebaixamento inicial de alguns reservatórios e à necessidade de manutenção de lâmina contínua para evitar reinfestação de plantas daninhas. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições meteorológicas foram altamente favoráveis às lavouras estabelecidas, resultando em desenvolvimento vegetativo consistente. Contudo, as áreas implantadas em novembro apresentam estande insuficiente. A continuidade da semeadura deve contemplar poucas áreas, pois o potencial produtivo está reduzido em semeaduras de dezembro, e o baixo preço do arroz tem desestimulado novos plantios. Em Quaraí, observa-se rebaixamento dos reservatórios, mas sem risco imediato. Em algumas áreas, foi necessário realizar “banhos” para assegurar a germinação uniforme. Em São Borja, o tempo seco permitiu recuperação parcial do atraso, e a semeadura alcança 97% dos 30.560 hectares previstos, restando áreas sem preparo prévio.

Na de Pelotas, ainda restam por semear áreas pontuais em Amaral Ferrador, Chuí, Pedro Osório e Rio Grande. As lavouras se encontram predominantemente em emergência e desenvolvimento vegetativo, com evolução regular. Os rizicultores seguem com o manejo de irrigação, a adubação em cobertura, o controle de plantas daninhas e o monitoramento fitossanitário.

Na de Santa Maria, pequena parte da área prevista não deve ser semeada em função de restrições de financiamento e desestímulo econômico.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 2,54%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 54,70 para R$ 53,31.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1897 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1897

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Trigo: Conab projeta queda de 20% na safra brasileira enquanto preços reagem em Chicago – MAIS SOJA

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As cotações do trigo em Chicago, considerando o primeiro mês cotado, após 10 dias úteis abaixo dos US$ 6,00/bushel, voltaram a romper este teto, atingindo a US$ 6,12 no dia 17/06. Já o fechamento do dia 18 (quinta-feira) ficou em US$ 6,05/bushel, contra US$ 5,86 uma semana antes.

Nos EUA, o trigo de inverno, até o dia 14/06, estava colhido em 25% da área total, contra 13% um ano antes. Ao mesmo tempo, 45% do que restava colher estava em condições entre ruins a muito ruins, 28% regulares e 27% entre boas a excelentes. Já o trigo de primavera estava com 95% das lavouras germinadas, contra 89% na média, com 55% das lavouras em condições entre boas a excelentes.

Pelo lado das exportações, os EUA, na semana encerrada em 11/06, exportaram 334.292 toneladas, ficando abaixo do esperado pelo mercado. O total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, soma 554.075 toneladas, ou seja, 6% a menos do que em igual momento do ano anterior.

Além do clima e da entrada da nova safra no hemisfério norte, o mercado acompanha a Argentina e seu plantio, já que o vizinho país espera colher 21 milhões de toneladas nesta nova safra. Lembrando que o atual foco dos importadores brasileiros é quanto a qualidade do trigo argentino, pois esta baixou nos últimos anos, com o produto apresentando menor teor de proteína. Esta é fundamental para a produção de farinhas destinadas à panificação. Com isso, o país pode ter que aumentar importações de outras origens, tais como EUA e Rússia, além da União Europeia. O problema no trigo argentino pode melhorar as condições de mercado para o trigo brasileiro, desde que o mesmo tenha melhores padrões tecnológicos.

Dito isso, no início da semana o plantio nacional atingia a 59,5% da área esperada, contra a média histórica de 52,7% para a data. Até o dia 12/06 o plantio estava concluído em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, seguido por Goiás (99%), Paraná (78%), Bahia (60%), Rio Grande do Sul (36%) e Santa Catarina (6,3%). Das áreas semeadas, 30,6% ainda estavam em emergência, 58,2% se encontravam em desenvolvimento vegetativo, 7,8% em floração, 2,2% em enchimento de grãos e 1,2% já estava em maturação.

É importante destacar que, segundo o relatório de junho da Conab, a produção total brasileira para 2026 está estimada em 6,3 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões em 2025. Ou seja, um recuo de 20,2%. O Rio Grande do Sul colheria 2,7 milhões de toneladas, com recuo de 24,5% em relação ao ano anterior, enquanto o Paraná chegaria a 2,2 mihões de toneladas, perdendo 20,6% sobre o produzido no ano anterior. A produtividade média esperada no Brasil é de 49,6 sacos/hectare, contra 53,6 sacos um ano antes.

Enquanto isso, durante a semana, no Rio Grande do Sul, foram negociados pequenos lotes de trigo ao preço de “R$ 1.350,00/tonelada, com embarque em julho e pagamento no início de agosto. Os moinhos resistem a alongar posições porque a baixa moagem já mantém os estoques elevados. Junho está totalmente coberto, enquanto julho teria cobertura estimada em 60%.

Contrariando a Conab, cooperativas do centro e noroeste do estado gaúcho falam, sem confirmação oficial, uma possível redução de até 40% na área semeada com trigo neste ano. Já em Santa Catarina ocorreram negócios isolados de trigo-pão a R$ 1.360,00/tonelada FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400,00/tonelada FOB, abaixo do custo do produto importado. E no Paraná, o mercado seguiu parado, com negócios a R$ 1.420,00/tonelada CIF nos Campos Gerais e R$ 1.480,00 CIF no Norte. O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450,00/tonelada FOB. Para a safra nova, as referências variam de R$ 1.320,00 a R$ 1.350,00/tonelada FOB. Já o trigo argentino nacionalizado avançou para US$ 300,00 por tonelada, porém, sem oferta concreta na semana” (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Custo das renegociações deve ser próximo a R$ 65 bi e não traz impacto fiscal ao governo – MAIS SOJA

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As projeções apresentadas pelo Ministério da Fazenda sobre o impacto do projeto de lei 5.122/2023 estão superestimadas. Um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), utilizando as mesmas premissas pelo governo, mostra que o custeio das operações de renegociação não devem passar de R$ 65 bilhões nos próximos 13 anos.

Os problemas com as contas apresentadas pela Fazenda começam na estimativa da dívida rural passível de ser renegociada. Conforme dados do Banco Central, a carteira de crédito rural em abril deste ano foi de R$ 895,2 bilhões. Além desse valor, há outros R$ 274 bilhões que correspondem a CPRs no mercado privado (não bancário) e R$ 57 bilhões em CPRs que estão no mercado financeiro, mas não no crédito rural. Ao todo, a carteira de crédito agropecuário soma R$ 1,2 trilhão.

De acordo com o levantamento da FPA, cerca de R$ 256 bilhões seria a carteira problemática — que inclui contas em atraso, inadimplentes, renegociadas e prorrogadas. Esse montante é tratado como atípico já que é fruto dos choques causados por problemas climáticos e tensões geopolíticas, principalmente, entre os anos de 2024 e 2026.

A renegociação desse montante não ocorrerá de forma automática. Os critérios para participar do programa garantem que nem toda dívida entre na renegociação, como a obrigação de no mínimo duas perdas de safra entre 2019 e 2025 e prejuízo de no mínimo 30% da renda bruta esperada para essas safras. Um laudo técnico será exigido, conforme previsto no texto.

Outro ponto considerado pela projeção da FPA é o grau de alcance de uma medida de repactuação. Em média, outros programas de renegociação tiveram um nível de execução de 40% em um cenário otimista. Isso quer dizer que, do total da dívida passível de renegociação nesses programas, apenas 40% foram de fato renegociados. Essa perspectiva também foi ignorada nos cálculos do Ministério da Fazenda.

Considerando esse desempenho, o montante renegociável cairia para aproximadamente R$ 100 bilhões. Em relação ao todo da carteira de crédito agropecuário, o valor representa 8,3% – distante dos quase 17% apontados pelo Executivo.

O volume, inclusive, está mais alinhado com o que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, externou em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17), mas longe dos R$ 300 bilhões colocados na explicação da pasta. “Vou pegar os dados do Banco do Brasil, o banco que mais faz operações de crédito com o agro brasileiro. Historicamente, a gente tinha uma inadimplência mais baixa de 1% a 2%. Nós estamos hoje com uma inadimplência de 5% a 6%, aumentou a inadimplência do agro”, disse o ministro.

Para o cálculo final do custeio das operações de renegociação, a FPA usou as mesmas premissas adotadas pela pasta:

  • taxa Selic de 13,5% em 2027, 11,0% em 2028, 10,0% em 2029 e 2030, 9,5% em 2031 e 2032 e 9,0% de 2033 a 2039;
  • taxa de juros da linha especial variando entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;
  • distribuição dos recursos sendo 15% para os agricultores familiares, 30% para os médios produtores e 55% para os demais produtores;
  • spread de 4% ao ano;
  • prazo de três anos de carência mais 10 anos para pagamento.

Mesmo assim, o valor do custeio ficou em R$ 63,4 bilhões — R$ 65 bilhões se houver uma alteração na distribuição dos recursos, dando mais peso para os agricultores familiares. No ano de pico, o custeio seria de R$ 11,2 bilhões, abaixo dos R$ 22,4 bilhões estimados pela equipe econômica do governo.

Projeto é autorizativo e não impõe valores

Além da memória de cálculo apresentada pela FPA, a bancada tem criticado a omissão do governo ao não considerar que o projeto de lei é de caráter autorizativo. Isto quer dizer que não impõe um limite que deverá ser disponibilizado para renegociar as dívidas.

“É um texto autorizativo de um dinheiro que não impacta nas receitas primárias do governo para atender, justamente, o setor primário da economia, que tem relação direta com inflação e exportação”, lembrou o coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, deputado Evair de Melo (Republicanos-ES).

Na redação do projeto, está previsto que o Executivo é quem irá calibrar o tamanho da linha especial. Isso dá autonomia para o governo acomodar possíveis despesas orçamentárias.

Superávit primário não deverá ser impactado

Outra discussão que a pasta da Fazenda coloca é de que haveria impacto fiscal. Porém, na própria nota de divulgação dos valores, o Ministério reconhece que não haverá impacto no superávit primário com o uso dos recursos do Fundo Social. Também estão nas fontes os fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO), além do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Na avaliação da FPA, o uso dos fundos constitucionais minimiza o custo e garante que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja seguida. Isso porque as despesas não seriam primárias, mas sim do superávit dos fundos. Uma parcela do custeio para a equalização recairia sobre o Tesouro, mas isso pode ser equacionado pelo governo.

“Não tem um centavo de recurso primário se o governo não quiser utilizar. Ele pode utilizar recursos dos fundos. O governo não compreendeu nada do 5.122, porque não tem nenhum centavo de recurso primário e não pode causar declínio fiscal”, disse o coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

Projeto é resultado da negligência com o Seguro Rural

No levantamento da FPA, a bancada demonstra que o atual cenário de endividamento rural também é consequência da omissão do governo em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). No último ano, a área segurada pelo programa correspondeu a apenas 3,27% da área plantada no país.

Para os parlamentares, se a política de seguro rural estivesse devidamente estruturada, o custo para prevenir perdas seria uma fração do valor hoje discutido em medidas de renegociação. O alerta se torna ainda mais grave diante do bloqueio de R$ 461,7 milhões no orçamento do PSR, anunciado na última semana, o que reduz a capacidade de proteção dos produtores justamente em um momento de crise no campo.

“A tentativa agora é de levar os cálculos aos líderes partidários, além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a matéria que permitirá, se aprovada, o acesso dos inadimplentes ao Plano Safra 2026/2027”, disse Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da FPA. O temor é de que o quadro de endividamento acabe afetando ainda mais a tomada de crédito do produtor rural para a próxima safra, o que impactaria na produção e, consequentemente, na inflação de alimentos.

Fonte: Agência FPA



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Sustentabilidade

Soja/RS: Segundo Emater, colheita está tecnicamente encerrada no Estado – MAIS SOJA

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A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem expressão significativa. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita está em fase final. Restam pequenas lavouras, mas os produtores aguardam melhores condições de umidade para realizar a colheita.

Nas demais regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a colheita foi finalizada com produtividades variadas, influenciadas pelas condições de clima no período de cultivo. As áreas colhidas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os produtores têm se dedicado especialmente aos cultivos de inverno e ao planejamento da próxima safra de verão.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 115,00 para R$ 115,36, representado um aumento de 0,31% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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