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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Efeito residual de inseticidas no controle da cigarrinha-do-milho: limites, riscos e oportunidades – MAIS SOJA

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No sistema de produção de milho, algumas pragas podem acometer a cultura ainda no estabelecimento da lavoura, causando entre outros danos, a redução do estande de plantas e a queda da produtividade da cultura. Algumas dessas pragas são provenientes da cultura antecessora, estando presentes na área antes mesmo da semeadura do milho. Outras por sua vez, são atraídas pela cultura, após o estabelecimento da lavoura.

Figura 1. Período de ocorrência das principais pragas na cultura do milho.

Dentre as principais pragas iniciais do milho, talvez uma das mais complexas e preocupantes é a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis; Leptodelphax maculigera), capaz de causar perdas  superiores a 70% (Lobato, 2021) em lavouras afetadas. Contudo, além da temida cigarrinha-do-milho, pragas iniciais como percevejos e lagartas podem acometer o milho, causando injúrias à cultura, e até mesmo, comprometendo o estabelecimento da lavoura em alguns casos.

Figura 2. Cigarrinha-do-milho, espécie Dalbulus maidis.

Sendo assim, para o sucesso da produção, é essencial promover a proteção da lavoura por meio do controle inicial dessas pragas. Uma das principais estratégias utilizadas para isso é o tratamento de sementes com inseticidas específicos para o controle de pragas iniciais do milho e registrados para uso na cultura. Essa técnica é indispensável, especialmente se tratando de semeaduras tardias e/ou no milho safrinha (segunda safra), quando a incidência de pragas iniciais é  geralmente é maior (Eicholz et al., 2024).

Normalmente os inseticidas utilizados no tratamento de sementes do milho são associados a fungicidas para o controle de doenças iniciais e também, bioestimulantes e microrganismos benéficos na forma de inoculação das sementes, proporcionando o estímulo ao crescimento e desenvolvimento inicial das plântulas. No entanto, ainda que possibilite a proteção inicial contra pragas, o tratamento de sementes com inseticidas apresenta suas limitações.

Uma das principais limitações está relacionada à residualidade do inseticida (efeito residual). Embora os produtos atualmente utilizados no tratamento de sementes de milho apresentem alta eficiência, o efeito residual no campo (período de proteção efetiva) é fortemente influenciado pelas condições climáticas e ambientais. Em geral, essa proteção é limitada a cerca de 10 a 15 dias após a semeadura.

Isso ocorre porque fatores como umidade e textura do solo, bem como a ocorrência de chuvas; interferem na distribuição e na permanência do inseticida próximo à semente. Chuvas intensas podem acelerar a lixiviação do produto, reduzindo sua concentração na zona de ação. Normalmente, solos arenosos tendem a apresentar menor capacidade de retenção, diminuindo ainda mais a duração do efeito residual (figura 3).

Na cultura da soja, tem-se adotado a aplicação de polímeros na etapa final do tratamento, com a finalidade de aumentar a retenção do princípio ativo junto às sementes, impedindo que parte deste seja lixiviado (Possenti & Meneghello, 2022). Essa estratégia visa proporcionar uma menor perda dos produtos utilizados no tratamento de sementes por lixiviação, e pode ser uma alternativa interessante também para uso na cultura do milho, contribuindo para o aumento da residualidade dos inseticidas utilizados no tratamento de sementes e consequentemente controle inicial de pragas.

Figura 3. Sementes sem uso de polímero à esquerda e com polímero à direita.
Fonte: Possenti & Meneghello (2022)

Tanto para o controle da cigarrinha-do-milho quanto para o controle dos percevejos, a aplicação de inseticidas via pulverização após o período residual do tratamento de sementes é indispensável no casos de infestações dessas pragas. O período crítico da presença do percevejo-barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus) em milho é similar ao período crítico para a cigarrinha-do-milho, e vai da emergência das plântulas até aproximadamente V5 (VE a V5). Normalmente, esse período varia da emergência até aproximadamente 28 dias, ou seja, as primeiras quatro semanas do desenvolvimento do milho são cruciais para o monitoramento e controle do percevejo-barriga-verde e da cigarrinha-do-milho.

Sob condições ambientais e climáticas adequadas, o ciclo desses insetos é acelerado, encurtando o intervalo entre ovo e adulto, resultando em um rápido aumento populacional das pragas. Nessas condições, mesmo com inseticidas de maior residual, é comum observar a necessidade de realizar reaplicações de inseticidas via pulverização em intervalos curtos de 5 a 7 dias para reduzir reinfestações, especialmente se tratando da cigarrinha-do-milho (Agrofit, 2025).

Avaliando a eficiência de diferentes inseticidas utilizados no tratamento de sementes de milho para o controle do percevejo-barriga-verde, Fernandes; Ávila; Silva (2019) observaram que alguns princípios ativos apresentam eficácia limitada, com efeito residual de apenas sete dias, enquanto outras moléculas mantêm boa performance até 21 dias após a emergência da cultura. Nesse contexto, conhecer o efeito residual do inseticida utilizado no tratamento de sementes e segmentar o ciclo do milho em janelas de aplicação é determinante para reduzir o impacto das pragas sobre a cultura.

De acordo com as orientações do IRAC-BR, cada janela de aplicação deve corresponder ao tempo necessário para que a praga complete uma geração (de ovo a adulto) ou ao período de residualidade de uma única aplicação do inseticida utilizado  (adotando-se o que for mais longo). Entretanto, nem sempre é possível determinar com precisão o tempo de geração de um inseto. Assim, na ausência dessa informação, o IRAC-BR recomenda considerar uma janela de 30 dias para a maioria das pragas, e de 15 dias para pulgões e ácaros (IRAC-BR, s. d.).

No caso específico da cigarrinha-do-milho, essa janela é consideravelmente menor, devido ao curto ciclo de vida do inseto e ao elevado potencial de dano da praga, sendo recomendada a reaplicação de inseticidas a cada 5 a 7 dias em condições de alta infestação. É importante destacar que tanto o efeito residual dos inseticidas aplicados no tratamento de sementes quanto o das pulverizações foliares podem ser influenciados por fatores climáticos e ambientais, como ocorrência de chuvas, fotodegradação, entre outros, resultando em variações no tempo de residualidade.

Além desses fatores, a dose e concentração do ingrediente ativo, assim como a tecnologia de aplicação utilizada para a pulverização, podem exercer influência positiva ou negativa sobre a residualidade dos inseticidas em milho. Portanto, além de posicionar corretamente os inseticidas dentro das janelas de aplicação, é fundamental manter o monitoramento contínuo e criterioso da lavoura, de modo a identificar o momento ideal para intervenções e, assim, criar oportunidades para maximizar a proteção da cultura e minimizar os danos causados por pragas.

Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2025. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 31/10/2025.

EICHOLZ, E. D. et al. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA O CULTIVO DE MILHO E SORGO NA REGIÃO SUBTROPICAL DO BRASIL: SAFRAS 2023/24 E 2024/25. Associação brasileira de Milho e Sorgo, Reunião Técnica Sul-Brasileira de Pesquisa de Milho e Sorgo (MISOSUL), 2024. Disponível em: < https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202406/19154728-informacoes-tecnicas-milho-e-sorgo-2023-24-2024-25-misosul-2023.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

FERNANDES, P. H. R.; ÁVILA, C. J.; SILVA, I. F. CONTROLE DO PERCEVEJO Dichelops melacanthus POR MEIO DE INSETICIDAS APLICADOS NAS SEMENTES DE MILHO. Embrapa, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 82, 2019. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202048/1/BP-82-2019-CREBIO.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

IRAC-BR. MILHO: ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, s. d. Disponível em:< https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_fb6f15d35444471ca2e99394bbcf8ffb.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

LOBATO, B. CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS DO MILHO DESAFIAM PRODUTORES, QUE DEVEM SEGUIR RECOMENDAÇÕES DE MANEJO. Embrapa, News, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/65316124/cigarrinha-e-enfezamentos-do-milho-desafiam-produtores-que-devem-seguir-recomendacoes-de-manejo >, acesso em: 31/10/2025.

POSSENTI, J. C.; MENEGHELLO, G. E. TRATAMENTO DE SEMENTES E SULCO DE SEMEADURA. Embrapa Soja, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 5, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 31/10/2025.

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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