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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Efeito residual de inseticidas no controle da cigarrinha-do-milho: limites, riscos e oportunidades – MAIS SOJA

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No sistema de produção de milho, algumas pragas podem acometer a cultura ainda no estabelecimento da lavoura, causando entre outros danos, a redução do estande de plantas e a queda da produtividade da cultura. Algumas dessas pragas são provenientes da cultura antecessora, estando presentes na área antes mesmo da semeadura do milho. Outras por sua vez, são atraídas pela cultura, após o estabelecimento da lavoura.

Figura 1. Período de ocorrência das principais pragas na cultura do milho.

Dentre as principais pragas iniciais do milho, talvez uma das mais complexas e preocupantes é a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis; Leptodelphax maculigera), capaz de causar perdas  superiores a 70% (Lobato, 2021) em lavouras afetadas. Contudo, além da temida cigarrinha-do-milho, pragas iniciais como percevejos e lagartas podem acometer o milho, causando injúrias à cultura, e até mesmo, comprometendo o estabelecimento da lavoura em alguns casos.

Figura 2. Cigarrinha-do-milho, espécie Dalbulus maidis.

Sendo assim, para o sucesso da produção, é essencial promover a proteção da lavoura por meio do controle inicial dessas pragas. Uma das principais estratégias utilizadas para isso é o tratamento de sementes com inseticidas específicos para o controle de pragas iniciais do milho e registrados para uso na cultura. Essa técnica é indispensável, especialmente se tratando de semeaduras tardias e/ou no milho safrinha (segunda safra), quando a incidência de pragas iniciais é  geralmente é maior (Eicholz et al., 2024).

Normalmente os inseticidas utilizados no tratamento de sementes do milho são associados a fungicidas para o controle de doenças iniciais e também, bioestimulantes e microrganismos benéficos na forma de inoculação das sementes, proporcionando o estímulo ao crescimento e desenvolvimento inicial das plântulas. No entanto, ainda que possibilite a proteção inicial contra pragas, o tratamento de sementes com inseticidas apresenta suas limitações.

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Uma das principais limitações está relacionada à residualidade do inseticida (efeito residual). Embora os produtos atualmente utilizados no tratamento de sementes de milho apresentem alta eficiência, o efeito residual no campo (período de proteção efetiva) é fortemente influenciado pelas condições climáticas e ambientais. Em geral, essa proteção é limitada a cerca de 10 a 15 dias após a semeadura.

Isso ocorre porque fatores como umidade e textura do solo, bem como a ocorrência de chuvas; interferem na distribuição e na permanência do inseticida próximo à semente. Chuvas intensas podem acelerar a lixiviação do produto, reduzindo sua concentração na zona de ação. Normalmente, solos arenosos tendem a apresentar menor capacidade de retenção, diminuindo ainda mais a duração do efeito residual (figura 3).

Na cultura da soja, tem-se adotado a aplicação de polímeros na etapa final do tratamento, com a finalidade de aumentar a retenção do princípio ativo junto às sementes, impedindo que parte deste seja lixiviado (Possenti & Meneghello, 2022). Essa estratégia visa proporcionar uma menor perda dos produtos utilizados no tratamento de sementes por lixiviação, e pode ser uma alternativa interessante também para uso na cultura do milho, contribuindo para o aumento da residualidade dos inseticidas utilizados no tratamento de sementes e consequentemente controle inicial de pragas.

Figura 3. Sementes sem uso de polímero à esquerda e com polímero à direita.
Fonte: Possenti & Meneghello (2022)

Tanto para o controle da cigarrinha-do-milho quanto para o controle dos percevejos, a aplicação de inseticidas via pulverização após o período residual do tratamento de sementes é indispensável no casos de infestações dessas pragas. O período crítico da presença do percevejo-barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus) em milho é similar ao período crítico para a cigarrinha-do-milho, e vai da emergência das plântulas até aproximadamente V5 (VE a V5). Normalmente, esse período varia da emergência até aproximadamente 28 dias, ou seja, as primeiras quatro semanas do desenvolvimento do milho são cruciais para o monitoramento e controle do percevejo-barriga-verde e da cigarrinha-do-milho.

Sob condições ambientais e climáticas adequadas, o ciclo desses insetos é acelerado, encurtando o intervalo entre ovo e adulto, resultando em um rápido aumento populacional das pragas. Nessas condições, mesmo com inseticidas de maior residual, é comum observar a necessidade de realizar reaplicações de inseticidas via pulverização em intervalos curtos de 5 a 7 dias para reduzir reinfestações, especialmente se tratando da cigarrinha-do-milho (Agrofit, 2025).

Avaliando a eficiência de diferentes inseticidas utilizados no tratamento de sementes de milho para o controle do percevejo-barriga-verde, Fernandes; Ávila; Silva (2019) observaram que alguns princípios ativos apresentam eficácia limitada, com efeito residual de apenas sete dias, enquanto outras moléculas mantêm boa performance até 21 dias após a emergência da cultura. Nesse contexto, conhecer o efeito residual do inseticida utilizado no tratamento de sementes e segmentar o ciclo do milho em janelas de aplicação é determinante para reduzir o impacto das pragas sobre a cultura.

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De acordo com as orientações do IRAC-BR, cada janela de aplicação deve corresponder ao tempo necessário para que a praga complete uma geração (de ovo a adulto) ou ao período de residualidade de uma única aplicação do inseticida utilizado  (adotando-se o que for mais longo). Entretanto, nem sempre é possível determinar com precisão o tempo de geração de um inseto. Assim, na ausência dessa informação, o IRAC-BR recomenda considerar uma janela de 30 dias para a maioria das pragas, e de 15 dias para pulgões e ácaros (IRAC-BR, s. d.).

No caso específico da cigarrinha-do-milho, essa janela é consideravelmente menor, devido ao curto ciclo de vida do inseto e ao elevado potencial de dano da praga, sendo recomendada a reaplicação de inseticidas a cada 5 a 7 dias em condições de alta infestação. É importante destacar que tanto o efeito residual dos inseticidas aplicados no tratamento de sementes quanto o das pulverizações foliares podem ser influenciados por fatores climáticos e ambientais, como ocorrência de chuvas, fotodegradação, entre outros, resultando em variações no tempo de residualidade.

Além desses fatores, a dose e concentração do ingrediente ativo, assim como a tecnologia de aplicação utilizada para a pulverização, podem exercer influência positiva ou negativa sobre a residualidade dos inseticidas em milho. Portanto, além de posicionar corretamente os inseticidas dentro das janelas de aplicação, é fundamental manter o monitoramento contínuo e criterioso da lavoura, de modo a identificar o momento ideal para intervenções e, assim, criar oportunidades para maximizar a proteção da cultura e minimizar os danos causados por pragas.

Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2025. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 31/10/2025.

EICHOLZ, E. D. et al. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA O CULTIVO DE MILHO E SORGO NA REGIÃO SUBTROPICAL DO BRASIL: SAFRAS 2023/24 E 2024/25. Associação brasileira de Milho e Sorgo, Reunião Técnica Sul-Brasileira de Pesquisa de Milho e Sorgo (MISOSUL), 2024. Disponível em: < https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202406/19154728-informacoes-tecnicas-milho-e-sorgo-2023-24-2024-25-misosul-2023.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

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FERNANDES, P. H. R.; ÁVILA, C. J.; SILVA, I. F. CONTROLE DO PERCEVEJO Dichelops melacanthus POR MEIO DE INSETICIDAS APLICADOS NAS SEMENTES DE MILHO. Embrapa, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 82, 2019. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202048/1/BP-82-2019-CREBIO.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

IRAC-BR. MILHO: ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, s. d. Disponível em:< https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_fb6f15d35444471ca2e99394bbcf8ffb.pdf >, acesso em: 31/10/2025.

LOBATO, B. CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS DO MILHO DESAFIAM PRODUTORES, QUE DEVEM SEGUIR RECOMENDAÇÕES DE MANEJO. Embrapa, News, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/65316124/cigarrinha-e-enfezamentos-do-milho-desafiam-produtores-que-devem-seguir-recomendacoes-de-manejo >, acesso em: 31/10/2025.

POSSENTI, J. C.; MENEGHELLO, G. E. TRATAMENTO DE SEMENTES E SULCO DE SEMEADURA. Embrapa Soja, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 5, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 31/10/2025.

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Sustentabilidade

Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

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Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).

Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.

“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.

No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.

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“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.

Resultados a campo e portfólio

De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR.  Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.

Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.

“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

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Fonte: Sipcam Nichino



 

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

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Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

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Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.

Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.

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Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.

Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico

O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.

O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.

Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

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Sobre a ABMRA

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.

A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.

Fonte: Assessoria


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