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11 de maio de 2026

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BNDES libera R$ 384 milhões para projeto inovador de captura de CO₂

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Foto: FS Indústria de Biocombustíveis/divulgação

A transição energética brasileira ganha um marco histórico. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 384,3 milhões para viabilizar o primeiro projeto de captura e estocagem geológica de CO₂ do país, desenvolvido pela FS Indústria de Biocombustíveis em Lucas do Rio Verde (MT).

O investimento faz parte do programa BNDES Mais Inovação e permitirá à companhia construir uma unidade pioneira capaz de comprimir, injetar e armazenar dióxido de carbono em grandes profundidades nos reservatórios sedimentares salinos da Bacia dos Parecis.

A iniciativa utiliza a tecnologia Bioenergy with Carbon Capture and Storage (BECCS), versão aplicada a biocombustíveis do já conhecido processo de Carbon Capture and Storage (CCS). Com o sistema em operação, a FS pretende capturar e remover 100% de suas emissões de CO₂, o equivalente a 423 mil toneladas por ano na planta de Lucas do Rio Verde.

A empresa projeta, ainda, tornar-se produtora do combustível com a menor pegada de carbono do mundo, combinando captura geológica com o uso de milho de 2ª safra e biomassa renovável.

BNDES destaca papel na descarbonização

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento reforça a estratégia nacional de combater as emissões e fortalecer o mercado brasileiro de carbono.

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“A remoção de 423 mil toneladas de CO₂ por ano contribui diretamente para o compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris. O projeto está totalmente alinhado à agenda de transição energética do governo Lula”, afirmou.

O CEO da FS, Rafael Abud, afirma que a implantação do BECCS representa um passo estratégico para o futuro da companhia e para o protagonismo do país.

“O BECCS é decisivo para alcançarmos a referência global em combustível de pegada de carbono negativa. A tecnologia abre mercados, como o de créditos de carbono, e coloca o Brasil na vanguarda da transição energética”, declarou.

FS: pioneirismo no etanol de milho

A FS é a primeira indústria brasileira a produzir etanol 100% a partir de milho. A companhia opera três unidades em Mato Grosso — Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste — com capacidade instalada superior a 2,6 bilhões de litros por ano. Além do biocombustível, a empresa produz coprodutos para nutrição animal, óleo de milho, bioeletricidade e mantém estruturas para comercialização de milho e etanol.

A agenda de sustentabilidade guia as decisões estratégicas da companhia. A FS mantém cinco compromissos de longo prazo até 2030, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e ao Acordo de Paris.

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TIM integra soluções digitais para gigantes do agro controlarem pragas e incêndios no campo

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Estande da TIM na Agrishow 2026. Foto: Divulgação

A operadora TIM soma 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G e 53 milhões de hectares com NB-IoT, tecnologia de rede voltada para Internet das Coisas (IoT). Agora, foca no conceito de inteligência de dados para transformar toda essa conectividade em decisões automatizadas que gerem rentabilidade ao produtor.

Para isso, anunciou durante a 31ª Agrishow, em abril, a aquição da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada em integração de soluções digitais, em um negócio estimado em R$ 140 milhões.

Assim, visa juntar em um pacote soluções que unam nuvem, analytics e visão computacional para ajudar o agricultor brasileiro a identificar perdas por pragas, a ganhar eficiência logística e a controlar a ameaça crescente de incêndios.

“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, afirma o diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, Alexandre Dal Forno.

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A proposta da operadora é oferecer projetos personalizados de analytics e inteligência artificial para grandes grupos do agronegócio, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi, companhias que já contam com serviços da operadora. As soluções envolvem automação de processos em nuvem, modelos preditivos para logística, planejamento de safra, roteirização e otimização de colheita.

Segundo Dal Forno, a iniciativa tem como objetivo converter o grande volume de dados gerado por máquinas, sensores e sistemas agrícolas em inteligência de negócio capaz de apoiar decisões estratégicas em tempo real.

Ancorado nesta ideia de utilizar a inteligência artificial para prever pragas e reduzir desperdícios, a TIM também destacou no evento o SmartBio Pragas, que utiliza modelos de machine learning e big data para cruzar milhões de registros climáticos, históricos agronômicos e dados operacionais.

A partir dessa análise, a plataforma identifica padrões de risco e prevê surtos de pragas com até 30 dias de antecedência. Desta forma, a tecnologia permite ao produtor planejar ações, otimizar a aplicação de defensivos, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais.

Em relação à prevenção de incêndios no campo, que chegaram a 136 mil focos de ocorrências em áreas florestais em 2025, a operadora propõe a solução da Um Grau e Meio, que combina câmeras de alta resolução conectadas via 4G e 5G com inteligência artificial para monitoramento contínuo de áreas agrícolas.

Dal Forno detalha que por meio de visão computacional, o sistema diferencia automaticamente fumaça, poeira e outras interferências visuais, emitindo alertas em tempo real diante de indícios de incêndio, reduzindo a dependência de monitoramento manual.

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Ananindeua adere ao Sisteminha e vai receber 14 unidades em áreas urbanas e periurbanas

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Comunidades de Ananindeua, no Pará, vão receber 14 unidades da tecnologia social Sisteminha, voltada à produção de alimentos em pequenas áreas. A adesão foi formalizada em evento realizado nesta quinta-feira (7), no Centro Comunitário do Curuçambá. A iniciativa integra parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com previsão de implantação de 300 unidades em 20 municípios das cinco regiões do país.

A primeira unidade do Sisteminha em Ananindeua foi implantada em novembro do ano passado no próprio Centro Comunitário do Curuçambá. Segundo Manuel Rocha, dirigente do espaço, a estrutura já produz peixes, ovos de galinha e hortaliças. Esses alimentos são destinados à cozinha solidária da organização, que distribui diariamente 130 refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Aurélio Bomfim, o Sisteminha pode ser instalado em áreas a partir de 50 metros quadrados. A estrutura básica reúne tanque de peixes, galinheiro, composteira e área de cultivo de vegetais, como hortaliças, raízes e frutas. Segundo ele, trata-se de um sistema integrado, no qual a água do tanque é usada na irrigação e o esterco das aves entra na produção de adubo orgânico. O modelo, afirmou, dispensa adubo químico e herbicida.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Representando a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Elisa Carvalho informou que a ação está alinhada ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. Segundo ela, a proposta inclui organização comunitária, autonomia alimentar e possibilidade de geração de trabalho e renda. Ela acrescentou que a prefeitura apoiou a seleção das famílias e a identificação das áreas aptas.

A Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém (PA), fará o acompanhamento local da implantação. As famílias atendidas receberão assistência técnica por 18 meses, executada pelo Instituto Formação, contratado pelo projeto.

Com a expansão das 14 unidades, a implantação em Ananindeua avança da fase demonstrativa para a etapa de atendimento comunitário. O acompanhamento técnico previsto por 18 meses deve servir de base para medir a adaptação da tecnologia às áreas urbanas e periurbanas do município.

Fonte: embrapa.br

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Frente fria derruba temperaturas e mantém risco de geada em três estados

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Foto: Freepik

A onda de frio que atua sobre o Brasil deve continuar nos próximos dias, mantendo o risco de geada em áreas da Região Sul. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o alerta vale principalmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entre esta terça-feira (12) e quarta-feira (13).

Além do Sul, o avanço da massa de ar frio também provoca queda nas temperaturas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, no Triângulo Mineiro e em Mato Grosso do Sul, as mínimas devem permanecer próximas de 10 °C até o início da quarta-feira.

Chuva segue irregular no Brasil central

A frente fria associada ao sistema provoca chuva sobre parte do Brasil central, mas os volumes seguem baixos e mal distribuídos. De acordo com Arthur Müller, as precipitações não conseguem avançar para o norte de Minas Gerais nem para o interior do Matopiba.

Com isso, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade do ar aumenta a preocupação com queimadas. A previsão indica índices de umidade relativa abaixo dos 30% em parte da região, cenário que favorece focos de incêndio.

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Além disso, os modelos meteorológicos não apontam previsão de chuva volumosa para os próximos 10 dias nessas áreas.

Chuva pode retornar com força na próxima semana

A tendência para a próxima semana é de retorno da chuva em áreas da Região Sul e também em parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Os maiores volumes devem atingir Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 70 a 80 milímetros em apenas cinco dias, segundo a previsão apresentada pelo meteorologista do Canal Rural.

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