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11 de maio de 2026

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Polícia Militar recupera 116 toneladas de soja furtadas em Rondonópolis e prende suspeito

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A Força Tática da Polícia Militar (PM) de Rondonópolis recuperou mais de 116 toneladas de soja furtadas e prendeu um homem, de 25 anos, por furto e receptação, neste sábado, 29 de novembro. A carga estava escondida em um depósito que pertence ao próprio suspeito, em Rondonópolis. A ação ocorreu após a denúncia do proprietário da carga, que desconfiou de informações desencontradas sobre o trajeto dos caminhões que deveriam levar o produto para Paranaguá, no Paraná.

De acordo com o boletim de ocorrência da PM, o dono da carga acionou as autoridades após desconfiar que outras pessoas estavam se passando pelos motoristas. A vítima havia comprado e carregado três carretas com os grãos no dia 25 de novembro.

O proprietário da carga detalhou à polícia que começou a receber informações inconsistentes sobre o destino do transporte. A Polícia Militar destaca que o dono da carga conseguiu contato dos motoristas, através de familiares, que “confirmaram que já haviam deixado os grãos em um depósito, em Rondonópolis”.

Motoristas teriam sido coagidos a descarregar soja

Os motoristas relataram à vítima que foram contatados para deixar a carga na cidade e que, no local, foram coagidos pelo suspeito a assinar papéis e notas fiscais que atestam a entrega dos grãos.

Diante das informações recebidas, a equipe da Força Tática se deslocou até o endereço, acompanhada da vítima. O suspeito foi quem recebeu os policiais no local.

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No barracão, o proprietário da carga realizou uma chamada de vídeo com os motoristas e apresentou documentos que comprovavam a compra dos grãos que estavam armazenados. O suspeito confirmou ser o dono do barracão, mas alegou que havia comprado os grãos de outra empresa, sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da transação.

A Polícia Militar informou que, diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a delegacia de Rondonópolis para o registro da ocorrência e as devidas providências.


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Embrapa e Fapcen levam agenda de inovação, clima e inclusão ao AgroBalsas no Maranhão

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) destacam, no AgroBalsas 2026, uma agenda voltada à transferência de tecnologia, sustentabilidade e inclusão produtiva no campo. A programação será realizada de domingo (11) a sexta-feira (16), em Balsas, no Maranhão, com participação de pesquisadores, produtores, representantes do setor público e comunidades tradicionais.

Segundo Marco Bonfim, pesquisador da Embrapa, a parceria entre as instituições começou em 2000 e consolidou uma atuação conjunta em pesquisa, difusão tecnológica e organização produtiva. De acordo com ele, a edição deste ano amplia o foco para debates sobre mercado, inovação e acesso à informação por agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Na segunda-feira (12), o painel “Regenerando a Agricultura” discutirá o uso de bioinsumos. A atividade será conduzida por Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja e vencedora do World Food Prize 2025. Conforme a Embrapa, as pesquisas da cientista em fixação biológica de nitrogênio contribuem para uma economia de até R$ 25 bilhões por ano ao Brasil com fertilizantes químicos, além de reduzir impactos ambientais.

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Ainda na segunda-feira (12), o painel sobre clima será liderado por Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente. O debate incluirá o Plano Estratégico Maranhão 2050, apresentado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), além de temas como Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e rastreabilidade. Segundo Packer, a sustentabilidade no agro precisa ser analisada pelos pilares ambiental, social e econômico.

Na terça-feira (13), o IV Workshop do Agronegócio Familiar reunirá pequenos produtores de municípios maranhenses. Entre os projetos apresentados estarão o Reniva, voltado à mandioca, e o programa Roça Sustentável, com campos demonstrativos em municípios do sul do estado. A programação também prevê vitrines tecnológicas diárias, das 8h às 16h, com 14 espécies de capins, híbridos e cultivares de milho, arroz, feijão e mandioca.

A agenda técnica do AgroBalsas indica um esforço de integração entre pesquisa, produção e organização de cadeias locais. Na prática, o evento concentra discussões sobre adoção de tecnologias, diversificação produtiva e modelos de sustentabilidade adaptados às condições do Maranhão e do Matopiba.

Fonte: embrapa.br

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Máquinas agrícolas: nova regra de emissões pode elevar preço em até 25%

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Foto: Pixabay

A AliançaBiodiesel manifestou preocupação com os termos em discussão para a implementação do Proconve MAR II, novo padrão de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a entidade, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a proposta concentra esforços na redução de poluentes locais emitidos por máquinas fora-de-estrada, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e mudanças climáticas.

Para a associação, o novo marco regulatório deveria seguir a tendência internacional de incentivo aos biocombustíveis, como biodiesel e etanol, considerados alternativas aos combustíveis fósseis.

De acordo com a AliançaBiodiesel, o modelo em discussão pode desviar investimentos da indústria destinados à descarbonização para adaptações no parque de motores ciclo diesel. A entidade argumenta ainda que a proposta entra em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, ao priorizar o controle de emissões locais em regiões de baixa concentração populacional, como áreas agrícolas.

A associação também aponta fragilidades na fiscalização das futuras regras. Segundo o setor, o Brasil não possui um sistema estruturado de controle pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer a efetividade das exigências.

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Outro ponto levantado pela entidade é o impacto econômico da medida. A estimativa é de que o preço das máquinas agrícolas suba entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.

Além disso, o custo operacional das máquinas poderia aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso do diesel S10 e do Arla-32. A AliançaBiodiesel afirma ainda que empresas nacionais sem fabricação própria de motores teriam custos adicionais em relação às multinacionais, o que poderia ampliar a concentração de mercado.

Na avaliação da entidade, o aumento de custos tende a ser repassado para cadeias como alimentos, obras e serviços, gerando impactos diretos para consumidores e produtores rurais.

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IBGE inicia prova piloto do 12º Censo Agro e destaca criação ao ar livre em Irati

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira (11) a 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Em Irati, no Paraná, o primeiro dia de atividades teve foco em comunidades e povos tradicionais, com destaque para sistemas de criação de rebanhos ao ar livre. A etapa faz parte da preparação técnica do levantamento nacional.

Segundo o IBGE, a prova piloto tem função operacional e metodológica. O objetivo é testar instrumentos de coleta, rotinas de campo e procedimentos de abordagem antes da realização do censo em escala nacional. Pela manhã, a superintendência estadual do instituto reuniu os agentes de pesquisa para repassar orientações técnicas e alinhar o início das visitas.

No período da tarde, a coleta avançou sobre áreas com presença de comunidades tradicionais. Em Irati, os faxinalenses aparecem como referência local. Trata-se de comunidades com sistema agrossilvipastoril próprio, marcado pelo uso coletivo de áreas e pela criação de animais em regime ao ar livre.

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De acordo com o instituto, a presença dessas comunidades foi um dos fatores que levaram à escolha do município para a segunda prova piloto. A seleção busca verificar se o questionário e a operação de campo conseguem captar, com precisão, formas produtivas que fogem dos modelos convencionais de exploração agropecuária.

Além de Irati, a operação também ocorre em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS) e Viamão (RS). Ao todo, são seis cidades distribuídas em quatro regiões do país, o que permite ao IBGE testar o levantamento em diferentes realidades territoriais e produtivas.

A etapa piloto deve subsidiar ajustes técnicos no questionário e na coleta, especialmente em áreas com sistemas produtivos específicos. O IBGE não informou, até o momento, balanço numérico do primeiro dia nem prazo detalhado para conclusão desta fase em cada município.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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