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Como começou a semana no mercado de soja? Saiba as cotações e variações de preços

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sem grandes novidades nesta segunda-feira (24). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o início de semana foi lento no mercado. Ele comenta que, no Rio Grande do Sul, parece que saíram alguns negócios mais firmes no porto, mas, no geral, a comercialização segue lenta.
Na safra nova, os reportes continuam escassos, com o produtor mantendo o foco em avançar os trabalhos no campo, especialmente agora, com o retorno das chuvas no Matopiba, que deve favorecer bons avanços percentuais.
Silveira acrescenta que a CBOT, o dólar e os prêmios oscilaram pouco, o que resultou em “um dia de poucos ajustes”. Algumas praças recuaram levemente, enquanto outras mantiveram estabilidade nas indicações.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 126,50 para R$ 126,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,50
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão com cotações mistas. Em sessão volátil, o mercado alternou entre territórios positivo e negativo durante o dia. As posições mais próximas foram pressionadas pela cautela dos operadores diante da promessa de aquisição de 12 milhões de toneladas até o fim do ano. A ausência de volumes mais robustos e consecutivos ainda limitou uma reação mais consistente na sessão.
Contudo, as demais posições foram sustentadas por um movimento de reação após o anúncio de uma nova venda de soja norte-americana para a China. Porém, seguiu o ceticismo de que os chineses vão conseguir adquirir as 12 milhões de toneladas de oleaginosa norte-americana até o final do ano, até porque o produto sul-americano segue mais competitivo.
Exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 123.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100.000 toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro de 2026 fecharam com baixa de 1,75 centavo, ou 0,15%, a US$ 11,23 1/4 por bushel. A posição março de 2026 teve cotação de US$ 11,32 por bushel, recuo de 2,25 centavos ou 0,19%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com perda de US$ 0,9 ou 0,28%, a US$ 314,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,18 centavos de dólar, com baixa de 0,08 centavo ou 0,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,3945 para venda e a R$ 5,3925 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3793 e a máxima de R$ 5,4073.
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Delegação chinesa mira carne bovina sustentável e novos negócios em Mato Grosso

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.
O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.
A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.
A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.
“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.
Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.
“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.
Cota para exportação
Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.
Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.
Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.
“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.
A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.
“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.
“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Ganho para cadeia produtiva
Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.
A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.
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PM apreende 33 tabletes de pasta base escondidos em fundo falso e caminhonete em VG

Suspeito de 41 anos foi preso em flagrante após denúncias levarem policiais do GAP a depósito de entorpecentes
Policiais militares do 4º Batalhão apreenderam 33 tabletes de pasta base de cocaína, na manhã desta segunda-feira (4.5), em Várzea Grande. As drogas foram encontradas em uma residência que servia como depósito de entorpecentes. Um homem, de 41 anos, foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.
O suspeito foi localizado pela equipe do Grupo de Apoio (GAP) do 4º BPM, que recebeu denúncias sobre um homem que estaria realizando a entrega de drogas em uma caminhonete S10 branca. Segundo as informações, o suspeito estava se deslocando pelo bairro Jardim Maringá.
Os militares seguiram em diligências, encontraram o veículo conduzido pelo homem e realizaram a abordagem. Dentro do carro, foram encontrados três tabletes de pasta base de cocaína escondidos no banco do passageiro.
Em seguida, os policiais seguiram até a residência do suspeito, no bairro Tancredo Neves, em Cuiabá. No local, novas buscas foram feitas, e a PM localizou mais 30 tabletes da mesma droga em um compartimento oculto, no piso da área externa do imóvel.
O homem foi detido e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o entorpecente apreendido, para o registro da ocorrência e demais providências.
Com Assessoria
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Mato Grosso pode ser referência global em biocombustíveis, afirma Câmara Italiana

Crônicas Policiais
Em reunião com governador Otaviano Pivetta, Graziano Messano destaca potencial do Estado para solucionar desafios da transição energética na Europa
O presidente da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo, Graziano Messano, afirmou que Mato Grosso pode ser referência em energia limpa, especialmente por meio do avanço dos biocombustíveis e de uma matriz energética mais sustentável.A declaração foi feita nesta segunda-feira (4.5), durante reunião com o governador Otaviano Pivetta e a comitiva responsável pela instalação da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM) em Mato Grosso, que tem o objetivo de ampliar as relações comerciais e atrair investimentos entre o Estado e o país italiano.Segundo Graziano, o Estado reúne condições para ampliar sua participação no cenário internacional, com soluções que ainda são desafios em outros países, especialmente na Europa.“Mato Grosso pode ter um papel fundamental na transição energética. Aqui já existe uma matriz mais limpa e o avanço dos biocombustíveis. O que está sendo desenvolvido pode contribuir com soluções para a Europa, especialmente a partir da produção de milho e dessa nova fronteira energética”, afirmou.Durante o encontro, o governador afirmou que Mato Grosso vem se preparando ao longo dos últimos sete anos para ampliar sua inserção no mercado internacional, com investimentos em infraestrutura, industrialização e aumento da capacidade produtiva.“Mato Grosso vive um novo momento da economia. Depois de um ciclo de expansão da produção, avançamos para a industrialização, agregando valor, especialmente nas cadeias da soja e do milho, que antes saíam do Estado praticamente in natura. A presença da Câmara aqui reforça a importância de Mato Grosso no cenário internacional e amplia a nossa responsabilidade de continuar organizando o Estado para o mercado mundial”, afirmou.A relação comercial entre Mato Grosso e a Itália vem se consolidando com superávit para o Estado. Em 2025, as exportações ultrapassaram US$ 360 milhões, com destaque para soja, carne bovina e milho.Com Assessoria
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