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13 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou o dia e a semana de forma mista com demanda chinesa abaixo da esperada – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários 21/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 21/11

O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,22% ou $ 2,50 cents/bushel, a $1125,00. A cotação de março encerrou em alta de 0,22% ou $ 2,25 cents/bushel, a $1134,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,35% ou $ 1,1/ton curta, a $ 315,1. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de -0,79% ou $ -0,40/libra-peso, a $ 50,26.

ANÁLISE DO MIX

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana de forma mista. A semana da oleaginosa foi marcada por uma empolgação inicial a demanda chinesa pelo grão, que acabou frustrada. Assim como o farelo de soja que foi um bom motor de alta, com a possível mudança de regras de importação do subproduto pela Europa, mas acumulou perdas nos últimos dias. Apesar de compras mais robustas pela China nos últimos dias, apenas estatais estão comprando a soja americana. Os estoques locais estão relativamente bem abastecidos e o grão brasileiro. é mais competitivo para as empresas privadas. Este cenário corrobora para a desconfiança que as metas da Casa Branca, não confirmadas por Pequim, sejam atingidas.

Com isso a soja em Chicago fechou o acumulado da semana com leve alta de 0,04%, ganhando $ 0,50 cents/bushel. O farelo de soja recuou -2,29%, com perda de $ -7,4 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,22%, equivalente a $ 0,11 por libra-peso.

FATORES DE ALTA

a) Soja subiu 1 dólar/bushel desde meados de outubro: Apesar de algumas perdas nesta semana, os contratos futuros de soja subiram quase US$ 1 por bushel desde meados de outubro. Relatórios favoráveis do USDA e a forte demanda por esmagamento têm sido benéficos para os preços em geral nas últimas semanas, observa Naomi Blohm, consultora sênior de mercado da Total Farm Marketing. “Para o futuro e crucial para a direção dos preços, espera-se que os traders fiquem de olho na demanda de exportação dos EUA e também nas condições climáticas da América do Sul”, afirma. “Outro risco é que, embora os líderes dos EUA destaquem o forte potencial de demanda por soja da China, nada sobre isso foi formalizado por escrito com o governo chinês.

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b) Novas vendas para a China: Como o mercado esperava, o USDA confirmou novas vendas de 462.000 toneladas de soja americana para a safra 2025/2026 para a China, elevando o total comercializado com o gigante asiático desde a reabertura do governo para 1.816.000 toneladas. Esse volume ainda está muito aquém da meta estabelecida semanas atrás pela Casa Branca de 12 milhões de toneladas comercializadas com a China para o restante do ano.

c) EUA-Atualização gradual dos relatórios semanais (altista): Como parte do método incomum criado pelo USDA para relatar as exportações semanais acumuladas durante a paralisação do governo dos EUA, com um cronograma de embarques que só atualizará os números em 2 de janeiro, a agência informou hoje que, durante a semana de 26 de setembro a 2 de outubro, os Estados Unidos venderam 919.400 toneladas de soja, dentro da faixa estimada pelos comerciantes, que era de 600.000 a 1.600.000 toneladas.

d) IGC reduziu a produção e aumentou o consumo: O Conselho Internacional de Cereais-IGC reduziu hoje sua previsão de produção global de soja em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, de 428 milhões para 426 milhões de toneladas, enquanto aumentou sua previsão de consumo de 430 milhões para 431 milhões de toneladas. “Considerando que o consumo de soja deve atingir um novo recorde, impulsionado principalmente pela crescente demanda na Ásia e nas Américas, os estoques podem diminuir”, afirmou a agência, que, de fato, ajustou sua estimativa de estoques finais de 79 para 77 milhões de toneladas.

e) No Brasil, boa demanda interna e externa continua elevando lenta, mas firmemente os preços da soja: A boa demanda interna de farelo para ração e de óleo para biodiesel e a demanda externa da China, que comprou grandes quantidades do Brasil para embarques do final de safra nova, estão mantendo os preços de exportação em Paranaguá 1,70% de alta no mês e no interior em 1,30%, até o momento.

FATORES DE BAIXA

a) O grande número de contratos comprados dos Fundos, que podem ser realizados a qualquer momento e causar quedas momentâneas nas cotações da CBOT.

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b) Eventuais compras substanciais da China nos EUA, para completar o acorde de compra de 12 MT ainda neste ano (que só tem mais 25 dias úteis), mas o próprio mercado acha improvável. Falta comprar 10,184 milhões de toneladas. Impossível não é, mas muito improvável, porque o preço da soja americana está maior que a brasileira, por exemplo. Contudo, se isto acontecer os prêmios no Brasil cairão e, provavelmente, a disputa entre exportadores e indústrias também diminuirá, porque os estoques internos serão maiores e os preços de um modo geral tenderão a recuar. Este, portanto, é um ponto de atenção daqui para frente.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Sustentabilidade

Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

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As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.

O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.

Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.

“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

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Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS

Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.

Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.

Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.

“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.

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O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.

“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.

Celulose assume liderança nas exportações

A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.

Balança comercial mantém superávit

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O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.

Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.

Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.

Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.

No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.

Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).

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Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.

No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.

A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.

Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.

Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.

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A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.

O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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