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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou o dia e a semana de forma mista com demanda chinesa abaixo da esperada – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários 21/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 21/11

O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,22% ou $ 2,50 cents/bushel, a $1125,00. A cotação de março encerrou em alta de 0,22% ou $ 2,25 cents/bushel, a $1134,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,35% ou $ 1,1/ton curta, a $ 315,1. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de -0,79% ou $ -0,40/libra-peso, a $ 50,26.

ANÁLISE DO MIX

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana de forma mista. A semana da oleaginosa foi marcada por uma empolgação inicial a demanda chinesa pelo grão, que acabou frustrada. Assim como o farelo de soja que foi um bom motor de alta, com a possível mudança de regras de importação do subproduto pela Europa, mas acumulou perdas nos últimos dias. Apesar de compras mais robustas pela China nos últimos dias, apenas estatais estão comprando a soja americana. Os estoques locais estão relativamente bem abastecidos e o grão brasileiro. é mais competitivo para as empresas privadas. Este cenário corrobora para a desconfiança que as metas da Casa Branca, não confirmadas por Pequim, sejam atingidas.

Com isso a soja em Chicago fechou o acumulado da semana com leve alta de 0,04%, ganhando $ 0,50 cents/bushel. O farelo de soja recuou -2,29%, com perda de $ -7,4 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,22%, equivalente a $ 0,11 por libra-peso.

FATORES DE ALTA

a) Soja subiu 1 dólar/bushel desde meados de outubro: Apesar de algumas perdas nesta semana, os contratos futuros de soja subiram quase US$ 1 por bushel desde meados de outubro. Relatórios favoráveis do USDA e a forte demanda por esmagamento têm sido benéficos para os preços em geral nas últimas semanas, observa Naomi Blohm, consultora sênior de mercado da Total Farm Marketing. “Para o futuro e crucial para a direção dos preços, espera-se que os traders fiquem de olho na demanda de exportação dos EUA e também nas condições climáticas da América do Sul”, afirma. “Outro risco é que, embora os líderes dos EUA destaquem o forte potencial de demanda por soja da China, nada sobre isso foi formalizado por escrito com o governo chinês.

b) Novas vendas para a China: Como o mercado esperava, o USDA confirmou novas vendas de 462.000 toneladas de soja americana para a safra 2025/2026 para a China, elevando o total comercializado com o gigante asiático desde a reabertura do governo para 1.816.000 toneladas. Esse volume ainda está muito aquém da meta estabelecida semanas atrás pela Casa Branca de 12 milhões de toneladas comercializadas com a China para o restante do ano.

c) EUA-Atualização gradual dos relatórios semanais (altista): Como parte do método incomum criado pelo USDA para relatar as exportações semanais acumuladas durante a paralisação do governo dos EUA, com um cronograma de embarques que só atualizará os números em 2 de janeiro, a agência informou hoje que, durante a semana de 26 de setembro a 2 de outubro, os Estados Unidos venderam 919.400 toneladas de soja, dentro da faixa estimada pelos comerciantes, que era de 600.000 a 1.600.000 toneladas.

d) IGC reduziu a produção e aumentou o consumo: O Conselho Internacional de Cereais-IGC reduziu hoje sua previsão de produção global de soja em seu relatório mensal de estimativas agrícolas, de 428 milhões para 426 milhões de toneladas, enquanto aumentou sua previsão de consumo de 430 milhões para 431 milhões de toneladas. “Considerando que o consumo de soja deve atingir um novo recorde, impulsionado principalmente pela crescente demanda na Ásia e nas Américas, os estoques podem diminuir”, afirmou a agência, que, de fato, ajustou sua estimativa de estoques finais de 79 para 77 milhões de toneladas.

e) No Brasil, boa demanda interna e externa continua elevando lenta, mas firmemente os preços da soja: A boa demanda interna de farelo para ração e de óleo para biodiesel e a demanda externa da China, que comprou grandes quantidades do Brasil para embarques do final de safra nova, estão mantendo os preços de exportação em Paranaguá 1,70% de alta no mês e no interior em 1,30%, até o momento.

FATORES DE BAIXA

a) O grande número de contratos comprados dos Fundos, que podem ser realizados a qualquer momento e causar quedas momentâneas nas cotações da CBOT.

b) Eventuais compras substanciais da China nos EUA, para completar o acorde de compra de 12 MT ainda neste ano (que só tem mais 25 dias úteis), mas o próprio mercado acha improvável. Falta comprar 10,184 milhões de toneladas. Impossível não é, mas muito improvável, porque o preço da soja americana está maior que a brasileira, por exemplo. Contudo, se isto acontecer os prêmios no Brasil cairão e, provavelmente, a disputa entre exportadores e indústrias também diminuirá, porque os estoques internos serão maiores e os preços de um modo geral tenderão a recuar. Este, portanto, é um ponto de atenção daqui para frente.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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