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7 de maio de 2026

Business

Fiagro para atrair capital estrangeiro será apresentado no Oriente Médio em janeiro

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Aumentar o uso do dólar no crédito rural brasileiro foi um dos enfoques do Diário da COP30, apresentado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no estúdio do Canal Rural em Belém, capital paraense, nesta terça-feira (18).

O assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Carlos Augustin focou no Projeto de Cooperação Técnica Internacional entre a Embrapa e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que anunciou nesta terça a disponibilização de US$ 1 bilhão para financiar projetos de recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro.

Segundo o assessor, para manter recursos pelos próximos dez anos, o Mapa já consolida a ideia de inserir capital estrangeiro como sócio minoritário da compra de terra a ser recuperada de degradação no Brasil.

“A gente tem pedido dinheiro emprestado para os árabes, mas eles não gostam de emprestar dinheiro, gostam de ser sócio. […] Mas como vai ser sócio de um agricultor? Quebramos a cabeça, chamamos o Banco do Brasil e inventamos uma ideia que é a seguinte: a gente cria um Fiagro [Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais] que vai ser dono da terra e qualquer capital estrangeiro pode participar”, detalha.

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Desta forma, conforme Augustin, o capital estrangeiro, por meio do Fiagro, seria dono de 48% ou 49% da terra a ser recuperada, mas não do empreendimento. “O empreendimento continua do agricultor, mas com este dinheiro ou os dois juntos, depois vão comprar mais terras, terras baratas, aonde vai produzir e vai melhorar o preço dessa terra [recuperando-a].”

Agustin conta que uma equipe do Mapa irá, em janeiro, ao Oriente Médio para apresentar essa proposta, atendendo a um pedido de investidores árabes.

Popularizar o dólar

O assessor especial do Mapa também destacou no bate-papo que a pasta tem a convicção de que é necessário popularizar o dólar no agronegócio brasileiro, algo que já é feito de forma exitosa na compra de máquinas agrícolas.

“O BNDES hoje tem qualquer linha de crédito em dólar, [seja] custeio, investimento. Pessoa física também [pode solicitar]. Se você quiser fazer um custeio em dólar, quiser fazer um carregamento de estoque em dólar, um armazém, uma recuperação de pastagem, [tudo] em torno de 8,5% [de juros], o que não é muito”, conta.

Segundo Augustin, se a cotação do dólar subir é ainda melhor para o produtor, visto que o preço da soja, do algodão e de outras commodities também se eleva. “Porém, se caiu o dólar, aí é problema. Se você tem contrato em real e o dólar caiu, o teu produto cai, você vai ter que pagar em real”, pondera.

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Somando-se às preocupações, o assessor especial do Mapa acredita que a safra 2025/26 não terá uma colheita satisfatória, haja visto o atraso no plantio no Centro-Oeste, em especial em Mato Grosso.

“Nós vamos ter uma safrinha de milho menor e quando se atrasa a janela da soja, todos nós sabemos que a produtividade baixa. Isso com juros de 20% [15% da Selic + juros dos bancos], preço ruim e colheta fraca, problemas pela frente”, enumera Augustin.

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Agro Mato Grosso

Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

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Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.

Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.

Trator que ‘fala’ a língua do produtor

Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)

“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

 

Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.

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Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.

“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”

Painel do trator 'falante', que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

 Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

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Agro Mato Grosso

Agro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso

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Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.

Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.

Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.

O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.

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Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.

No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.

Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.

Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.

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Business

Fundação MT debate estratégias para eficiência produtiva na soja em Cuiabá

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Foto: Fundação MT

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) promove, entre os dias 12 e 14 de maio, o 26º Encontro Técnico de Soja no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. Com o tema “Cada grão importa”, o evento foca na apresentação de dados técnicos e diagnósticos das últimas safras para orientar o planejamento dos próximos ciclos de grãos no estado.

A programação prioriza a análise de gargalos produtivos e soluções estratégicas para manter a rentabilidade em um cenário de custos elevados. Especialistas devem apresentar indicadores que auxiliem produtores e consultores técnicos em decisões críticas, desde o manejo de solo até a proteção de cultivos.

O encontro busca traduzir a complexidade do cenário atual em ações práticas para o campo. A organização destaca que a precisão técnica se tornou o fator determinante para o sucesso da colheita diante das oscilações de produtividade registradas recentemente no Centro-Oeste.

Geopolítica e mercado abrem os debates

O gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, Luis Carlos de Oliveira, explica que o cronograma foi estruturado em oito painéis temáticos. A abertura do evento será dedicada aos fatores externos que pressionam o preço da commodity e o custo dos insumos.

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“O encontro técnico tem a característica de trazer assuntos globais, ligados à economia, mercado, fertilizantes e pautas técnicas da cultura da soja. Já na abertura do evento destacaremos o mercado da soja atual, além da geopolítica, que influenciam tomadas de decisão importantes para os produtores nesse momento”.

As discussões também pretendem integrar o público formado por agrônomos, pesquisadores e representantes da agroindústria. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo portal oficial da instituição (clique aqui).


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