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Parceria na COP 30 garante implantação de projeto piloto em MT para monitoramento

O Governo do Estado assegurou nesta segunda-feira (10), no primeiro dia da COP 30, em Belém, a realização de projeto piloto em Mato Grosso para monitoramento de projetos de crédito de carbono como estratégia de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Mato Grosso foi o único estado da Amazônia Legal escolhido para a execução do projeto.
A parceria foi formalizada com a assinatura de um protocolo com a empresa SCCON Geospatial, por meio do Programa Brasil Mais que é conduzido pela Polícia Federal. O projeto piloto não terá custo para o Estado.
“Essa iniciativa reforça o protagonismo de Mato Grosso na implementação de projetos que asseguram a integridade dos créditos de carbono, fortalecendo sua atuação nos mercados nacional e internacional. Além disso, posiciona o estado como referência global no uso de alta tecnologia do Forest Carbon da Planet/SCCON”, ressaltou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
A solução SCCON aplica tecnologia geoespacial para o mercado de Carbono. Com imagens de satélite diárias de alta resolução Planet e alertas de detecção de mudanças SCCON, é possível realizar o monitoramento da perda florestal nas áreas de projeto e das áreas do entorno. Além disso, o produto Forest Carbon oferece estimativas precisas de carbono, altura das árvores e cobertura de copa.
No primeiro dia da COP 30, a Sema também participou do painel “Restauração Produtiva e Governança Colaborativa – o papel de Mato Grosso na agenda climática da Amazônia”, com a apresentação do programa Todos Pelo Araguaia.
Desenvolvido em 12 municípios de Mato Grosso, o programa prevê a recuperação de 5,2 mil hectares de áreas degradadas em propriedades rurais localizadas na bacia do Alto Araguaia. O primeiro lote estabeleceu a recuperação de 212 hectares e o segundo, lançado este mês, prevê a recuperação de mais 420 hectares.
O Todos pelo Araguaia é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com o KFW – Banco de Desenvolvimento da Alemanha, Serviço Florestal Brasileiro e o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura.
Ainda na programação desta segunda-feira, Mato Grosso também apresentou os resultados obtidos com a estratégia PCI (Produzir, Conservar e Incluir).
Agro Mato Grosso
Área plantada com soja em Rondônia deve ultrapassar os 700 mil hectares na safra 2025/2026

A produção brasileira de grãos na safra 2025/2026 deverá superar o recorde da safra anterior e alcançar 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab. A área plantada deve crescer 3,3%, atingindo 84,4 milhões de hectares.
A estimativa para Rondônia é que sejam colhidas 5,4 milhões de toneladas nesta safra, praticamente estável na comparação com o que foi obtido na safra 2024/2025, com expansão de 1,3% da área plantada, de mais de 1,2 milhão de hectares.
Informativo agropecuário
Essas e outras informações sobre a produção agropecuária, com foco no estado de Rondônia, estão disponíveis na 18ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia. O documento traz dados sobre a estimativa da safra de grãos no estado, bem como informações sobre a produção de outros produtos agropecuários, como café, mandioca, banana, peixes, carne e leite.
O material reúne informações coletadas em diversas fontes de dados oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises. Além disso, as fontes consultadas também estão disponíveis no documento para quem desejar aprofundar o assunto.
Os dados apresentados foram obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Emater-RO, entre outros.
Grãos
A relação à produção de grãos e soja continua sendo a principal cultura agrícola do estado, com área plantada de 717,6 mil hectares e produção estimada de 2,6 milhões de toneladas. Considerando os últimos dez anos, o crescimento médio anual da área plantada com essa oleaginosa foi de 12,3%.
Já a produção de arroz deve apresentar redução de 7,2%, passando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 150,7 mil toneladas na safra atual. Essa redução pode ser explicada pelos baixos preços pagos pelo produtor, devido à menor demanda.
De acordo com o analista da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, membro da equipe de elaboração do Informativo, existe uma tendência de estabilização na produção de grãos no estado, devido ao aumento dos custos de produção, sem que os preços apresentem a mesma evolução. “Além disso, à medida que a produção de grãos avança para as regiões central e norte do estado, os preços das terras se elevam, dificultando a expansão das áreas de plantio, não obstante a existência significativa de áreas com pastagens degradadas que podem ser aproveitadas para o plantio de grãos”, afirma.
Café
Com relação à produção de café, a estimativa é que tenham sido colhidas 2,3 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiadas na safra 2025, 10,4% maior do que na safra 2024, com produtividade média de 55,5 sacas por hectare. Essa produtividade é a maior do país, bem acima da média nacional, de 29,7 sacas por hectare.
Outras culturas
A mandioca, outra cultura abordada pelo Informativo, deve apresentar redução da área plantada, de 17,6 mil hectares para 14,2 mil hectares, com uma consequente redução da produção, estimada em 289 mil toneladas.
Já a banana, embora deva apresentar estabilidade com relação à área colhida, de 7,1 mil hectares, terá incremento significativo na produtividade, passando de 11,3 mil kg por hectare para 14,4 mil, com reflexo na produção, que deve crescer 25,8%.
No que diz respeito à produção pecuária, dados dos dois primeiros trimestres de 2025, da Pesquisa Trimestral de Abates, do IBGE, indicam que, nesse período, foram abatidos 1,7 milhão de bovinos, com peso de carcaça de 409 mil toneladas, 5,3% e 1,2% maiores do que os valores obtidos no mesmo período de 2024, respectivamente.
A produção de leite nos dois primeiros trimestres de 2025 foi de 288,4 milhões de litros, 1% menor do que a obtida em período idêntico de 2024, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2025, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia (SPAT), está estimado em R$ 30,1 bilhões, 18,4% maior do que o obtido em 2024, com destaque para bovinos, soja, café, milho e leite que, juntos, devem responder por 89,4% do valor total, com destaque para o valor dos bovinos, que deve representar 47,1% do VBP rondoniense neste ano.
As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, nos dez primeiros meses de 2025, geraram juntas receitas de quase US$ 2,5 bilhões.
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Desenvolve MT lança crédito ampliado para fortalecer economia urbana e rural

A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso lançou uma nova linha de crédito, a Desenvolve Fundes, criada para ampliar o acesso ao financiamento por micro e pequenos empresários, empreendedores urbanos e produtores rurais. A nova modalidade oferece financiamentos de até R$1,5 milhão, com juros a partir de 4,53% ao ano, e opções para máquinas, equipamentos, obra civil, capital de giro e investimentos sustentáveis.
Os limites de financiamento variam conforme o porte da empresa até R$200 mil para microempresas (ME), R$300 mil para empresas de pequeno porte (EPP) e até R$75 mil para microempreendedores individuais (MEI´s). Bares, restaurantes e hotéis podem acessar até R$1,5 milhão, além de um valor de até R$500 mil para construção ou reforma.
Já os produtores rurais enquadrados no Programa ABC+, podem financiar até R$250 mil (pequeno porte) ou até R$430 mil (médio porte). Em todos os casos, o financiamento pode cobrir até 90% do valor da proposta, com limite de 25% para operações de capital de giro associado.
As taxas de juros são de 5,33% ao ano para operações sem capital de giro, reduzidas para 4,53% ao ano com bônus de adimplência, e de 6,33% ao ano para operações com capital de giro, reduzidas para 5,38% ao ano com o mesmo benefício. Os prazos de amortização chegam a até 60 meses, com carência de até 24 meses.
A iniciativa é viabilizada por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundes), criado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), para fortalecer o empreendedorismo urbano e rural, impulsionar a economia regional e incentivar práticas sustentáveis no setor produtivo.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a aprovação dessa nova linha fortalece a missão do Governo em apoiar quem produz em Mato Grosso com financiamento a juros mais baixos, prazos longos e condições modernas de garantia.
“Estamos ampliando o acesso ao crédito para micro e pequenos empreendedores urbanos e para o produtor rural que investe em práticas sustentáveis. É um financiamento pensado para quem movimenta a economia real, gera emprego, melhora serviços e amplia a competitividade dos nossos negócios. É mais uma forma do Governo do Estado em oferecer um instrumento concreto para que empresas e propriedades rurais possam crescer, adotar tecnologia e se preparar para novos mercados. Esse é o papel da Sedec: criar ambiente, dar segurança e impulsionar oportunidades para que Mato Grosso continue avançando”.
Reforçando essa visão, a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, destaca o compromisso da Agência em facilitar o acesso ao crédito e apoiar quem mais precisa.
“Nosso esforço diário é tornar o crédito acessível e prático, chegando a quem mais precisa no momento certo. Queremos que cada empreendedor e produtor rural sinta segurança para investir e crescer, sabendo que o Governo de Mato Grosso, por meio da Desenvolve MT, está ao lado deles para transformar oportunidades em resultados reais”, ressalta.
A linha de crédito Desenvolve Fundes abrange todos os bens e serviços destinados ao setor produtivo. Para saber mais acesse o site www.desenvolve.mt.gov.br ou entre em contato pelo telefone (65) 3613-7900.
Agro Mato Grosso
Mercado de soja opera em compasso lento no início de dezembro e produtores tem cautela com a safra 2025/26

As negociações de soja e derivados seguem em ritmo lento no mercado brasileiro neste início de dezembro, travadas principalmente pela distância entre os preços ofertados pelos compradores e os valores pedidos pelos vendedores. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta um cenário de baixa liquidez e forte cautela nas tomadas de decisão.
De um lado, boa parte das indústrias e consumidores já está abastecida e prefere aguardar possíveis quedas nas cotações antes de voltar às compras em maior escala. Do outro, os produtores rurais mantêm postura firme. Capitalizados, eles mostram pouca disposição para disponibilizar novos lotes no mercado spot, optando por segurar o produto à espera de condições mais atrativas.
Além do impasse comercial, os sojicultores estão focados nos trabalhos de campo e atentos ao comportamento do clima. Em regiões que enfrentam déficit hídrico, cresce a preocupação com possíveis perdas de produtividade. Colaboradores consultados pelo Cepea avaliam que, diante desse cenário, é pouco provável que a safra 2025/26 alcance as 177 milhões de toneladas projetadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O clima de incerteza mantém o mercado em modo de espera, com volume reduzido de negócios e atenção redobrada dos produtores e compradores.
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