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6 de maio de 2026

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Agricultura urbana ganha destaque na COP30 como estratégia contra a fome e o clima

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O painel sobre agricultura urbana, realizado na tarde de segunda-feira (10) na Arena AgriTalks durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), destacou a importância das hortas urbanas para a segurança alimentar coletiva e a geração de renda. O evento, que contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentou quatro iniciativas ligadas ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana.

Moderado pela analista da Embrapa Kelliane Fuscaldi, o painel abordou políticas públicas voltadas para a alimentação adequada. Kelliane informou que a agricultura urbana é uma estratégia fundamental para mitigar e adaptar às mudanças climáticas. “A agricultura urbana está consolidada como política pública”, declarou.

Foto: Francisco Lima

Iniciativas em destaque

Entre as iniciativas apresentadas, três foram desenvolvidas pela Embrapa: o Projeto Tá Na Horta, o Sisteminha e o Projeto Agricultura Urbana com Saneamento Básico. Kelliane também mencionou o “Marco de Referência sobre Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas”, um guia que reforça a agricultura urbana como estratégia essencial.

O Projeto Tá Na Horta, apresentado pelo assessor da Embrapa Henrique Carvalho, foca na criação de hortas comunitárias a partir de parcerias com cooperativas locais. O objetivo é garantir a segurança alimentar e, se houver excedentes, viabilizar a comercialização dos produtos. “A ideia é criar uma modelagem fácil e versátil para a produção comunitária”, afirmou Carvalho.

Modelo de transferência de tecnologia

O Sisteminha Embrapa será implantado em áreas a partir de cem metros quadrados, com a meta de instalar 300 unidades. Guilhermina Cayres, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cocais (MA), destacou que a iniciativa busca a autonomia alimentar e a redução de impactos ambientais. O pesquisador Wilson Tadeu enfatizou a simplicidade do sistema, que inclui o reuso de efluentes tratados para fertilização do solo.

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O projeto, que começará em Biguaçu (SC), visa criar um modelo replicável para outras regiões do Brasil. “Queremos que essa experiência possa ser reproducível em outras localidades”, concluiu Tadeu.

Contribuições para o futuro

Kelliane Fuscaldi também apresentou dados sobre as emissões de gases de efeito estufa nas cidades, que consomem cerca de oitenta por cento dos alimentos produzidos. A aproximação da produção com o consumo, aliada a práticas sustentáveis, pode contribuir para o fortalecimento da resiliência alimentar. “A agricultura urbana pode ter um papel importante para o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)”, informou.

As políticas públicas voltadas para a agricultura urbana, estabelecidas em 2018 e atualizadas em 2023, visam promover a transição agroecológica e fortalecer a economia comunitária. A parceria entre Embrapa, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Prefeitura de Curitiba é um exemplo de como a agricultura urbana pode ser implementada de forma colaborativa.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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BNDES anuncia novo ciclo de R$ 40 milhões para produção de bioinsumos

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Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (6), um novo ciclo do programa BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. O lançamento ocorreu durante a 3ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em Brasília.

Segundo o banco, a medida dá continuidade à política de fomento à produção própria de insumos biológicos e integra um conjunto de ações que somam mais de R$ 2,4 bilhões mobilizados entre 2023 e 2026 para segurança alimentar.

De acordo com o BNDES, o novo edital sucede a primeira chamada do programa, aberta em 2025. No ciclo inicial, quatro projetos foram selecionados em caráter preliminar, totalizando R$ 20 milhões, e seguem para nova etapa de avaliação antes da contratação. A iniciativa contou com apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O programa financia a produção e a multiplicação de bioinsumos para uso próprio em unidades industriais ou semi-industriais. Entre os itens apoiáveis estão inoculantes à base de microrganismos, bioestimulantes, agentes biológicos para controle de pragas, biofertilizantes, compostos fermentados e compostagem de resíduos orgânicos, desde que associada a outra categoria prevista no edital.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o novo ciclo amplia o apoio à agricultura familiar e busca reduzir a dependência de insumos convencionais. Já a diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, afirmou que a proposta é estruturar uma política contínua de fomento, com foco em qualidade, biossegurança e escala produtiva.

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No balanço apresentado ao Consea, o banco informou que os R$ 2,4 bilhões mobilizados desde 2023 reúnem R$ 1,2 bilhão do Fundo Amazônia, R$ 1 bilhão em recursos mistos com organismos internacionais e R$ 232 milhões do Fundo Socioambiental do BNDES. O montante está distribuído em programas voltados à produção, abastecimento, acesso e consumo de alimentos.

Na prática, o novo edital amplia a possibilidade de reapresentação de propostas por organizações não contempladas no primeiro ciclo. As entidades que ficaram fora da etapa inicial, segundo o BNDES, poderão receber orientações técnicas para ajuste dos projetos, o que tende a elevar a capacidade de acesso a tecnologias de bioinsumos por cooperativas e associações da agricultura familiar.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

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A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

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O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Agro Mato Grosso

Algodão em pluma acumula quinta alta seguida e atinge maior nível em MT

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Avanço dos preços é impulsionado por exportações firmes, estoques reduzidos e influência do petróleo, aponta Cepea

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Agro MT