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6 de novembro de 2026

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Nova tecnologia automatiza classificação de grãos agrícolas

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O Sistema Faep, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está realizando testes de campo para avaliar o desempenho de uma tecnologia capaz de classificar grãos automaticamente.

A ideia é reduzir o caráter subjetivo das avaliações realizadas por classificadores profissionais, deixando o processo com mais precisão. A solução tecnológica visa resolver uma antiga demanda dos produtores de grãos de praticamente todo Brasil.

“Na entrega da soja no cerealista ou na cooperativa, pode haver diferentes interpretações quanto à qualidade do produto. Com essa nova tecnologia, a ideia é eliminar boa parte dessa divergência, pois utiliza critérios técnicos e precisos de avaliação”, observa o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a avaliação é feita de maneira visual, ou seja, está atribuída ao erro humano. Porém, com o novo recurso será possível eliminar a falha.

Primeiros testes e relatos

Sendo assim, com a proposta de validar o desempenho do classificador automático de grãos em um ambiente real, ao longo do mês de outubro, o equipamento passou por testes de campo no Paraná.

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A escolha pelo estado envolve à relevância na produção de grãos e a existência de cooperativas integradas com a classe produtora.

Conforme coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Ana Paula Kowalski, a entidade vem atuando no apoio e orientação aos produtores rurais que enfrentam divergências nos procedimentos de classificação adotados nas unidades de recebimento no Paraná, especialmente de grãos.

“Esses relatos municiam também a atuação da Comissão Nacional de Cereais da CNA, onde nasceu esse projeto de apoiar o desenvolvimento de classificadores automatizados de defeitos em grãos de soja”, destaca Ana Paula.

Em 2024, durante uma reunião que juntou a Comissão Nacional da CNA e a Comissão Estadual de Cereais do Sistema FAEP apresentaram as novas tecnologias em Maringá.

A Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente, realizou a primeira experiência, avaliando cargas de soja para Paranaguá. Na sequência, os testes ocorreram nas cooperativas Frísia, em Ponta Grossa, e Agrária, em Guarapuava.

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“Nessas ocasiões simulamos um fluxo de cargas e procedimentos analíticos reais. No dia dos testes, os classificadores das unidades de expedição analisaram as mesmas amostras do nosso equipamento”, descreve Tiago Pereira. O próximo passo será comparar os resultados.

Expectativas e futuro da tecnologia

A expectativa é de que o equipamento proporcione mais celeridade e confiança ao processo de classificação, além de eliminar boa parte das divergências.

O classificador automático de grãos utiliza tecnologia de infravermelho (NIR) e Inteligência Artificial (IA) para realizar as avaliações.

“Mesmo dois classificadores profissionais podem discordar, visto que a avaliação pode ser subjetiva. Além disso, o processo automatizado de avaliação de defeitos permite conexão direta com os sistemas de análise, eliminando riscos ao transcrever informações”, observa Ana Paula, do Sistema Faep.

Ela também esclarece que a tecnologia surge como aliada e não eliminará o profissional de classificação, visto que ainda será necessário um operador para coletar, padronizar e conduzir o fluxo de amostras dentro do laboratório.

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Conab abre editais para comprar 237,5 toneladas de alimentos da agricultura familiar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriu editais para a compra de 237,5 toneladas de gêneros alimentícios da agricultura familiar, com foco na montagem de 25 mil cestas para atendimento no Sul do país. A operação integra a Ação de Distribuição de Alimentos para Grupos Populacionais Específicos (ADA) e foi apresentada como medida emergencial e preparatória diante dos possíveis efeitos do El Niño sobre a produção de alimentos no Brasil.

As propostas podem ser enviadas até quinta-feira (12), às 23h59, pela plataforma Contrata+Brasil. Os alimentos serão destinados prioritariamente a cozinhas solidárias habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) que atendem públicos afetados por calamidades relacionadas ao El Niño nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a Conab, a compra será feita por editais específicos para cada item. A lista inclui 25 mil quilos de açúcar cristal, 12,5 mil quilos de café torrado e moído, 50 mil quilos de feijão comum preto, 25 mil quilos de fubá de milho, 25 mil quilos de macarrão espaguete com sêmola, 25 mil unidades de óleo de soja e 25 mil quilos de sardinha em óleo.

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As cestas serão embaladas na Unidade Armazenadora da Conab em Canoas (RS). A composição também contará com produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já disponíveis em estoque. A entrega dos itens adquiridos deverá ser feita até 15 de dezembro.

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A operação é financiada com recursos da Medida Provisória nº 1.384, de 12 de agosto de 2026, que autorizou crédito extraordinário para o MDS e para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O valor supera R$ 924 milhões e está dividido entre ações de abastecimento, soberania alimentar, segurança alimentar e combate à fome.

Para os fornecedores da agricultura familiar, os editais abertos pela Conab representam uma oportunidade de comercialização dentro de uma ação pública de abastecimento voltada ao atendimento emergencial da população em insegurança alimentar na região Sul.

Fonte: gov.br

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Boi gordo: preços seguem firmes, mas ritmo de alta perde força no mercado; saiba mais

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana, nesta sexta-feira (6), com preços firmes e altas pontuais, embora o movimento de valorização tenha perdido força nas principais regiões produtoras. A oferta restrita e as escalas de abate encurtadas, entre cinco e seis dias úteis, mantiveram os frigoríficos ativos nas compras, mas as negociações passaram a ocorrer de forma mais seletiva.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta disponível continua limitada, mas o mercado apresenta maior resistência aos patamares mais elevados. As exportações permanecem deprimidas, enquanto a retomada das vendas para a China ocorre gradualmente e ainda não provoca impacto expressivo no ritmo dos embarques.

Em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada, em média, a R$ 394,08, na modalidade a prazo. Em Goiás, a referência foi de R$ 380,39. Já em Minas Gerais, o preço médio chegou a R$ 385,53. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 383,18, enquanto no Mato Grosso ficou em R$ 370,07.

Boi gordo no atacado

No mercado atacadista de carne bovina, a semana terminou com valorização do quarto traseiro, favorecida pela entrada dos salários na economia e pela melhora na reposição entre atacado e varejo.

Em São Paulo, o traseiro avançou R$ 0,50 e passou a ser negociado a R$ 30,00 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 22,50, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 21,00 por quilo.

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No Rio Grande do Sul, as respectivas referências ficaram em R$ 32,00, R$ 22,50 e R$ 23,00 por quilo.

De acordo com Iglesias, a melhora do consumo pode sustentar o mercado durante a primeira quinzena do mês. No entanto, a competitividade das carnes de frango e suína continua limitando reajustes mais expressivos.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, negociado a R$ 5,5110 para venda e R$ 5,5090 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4795 e a máxima de R$ 5,5310. Na semana, acumulou valorização de 1,17%.

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Comercialização de soja segue travada e semana termina com poucos negócios

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços entre estáveis e mais baixos nesta sexta-feira (6), em um cenário de comercialização travada e ofertas limitadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado pela presença de poucos participantes nas negociações e pela falta de reações significativas nas cotações, com muitas indicações apenas nominais no mercado físico.

A volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e no câmbio não provocou grandes alterações nos preços, já que nenhum dos dois fatores exerceu influência predominante sobre as referências domésticas. Nos portos, as ofertas chegaram a R$ 160,00 por saca.

Segundo Silveira, a baixa movimentação não ficou restrita à sexta-feira. Ao longo da semana, foram registrados poucos negócios tanto no mercado disponível quanto para a safra nova.

No mercado físico, as cotações apresentaram as seguintes variações:

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 152,50 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 153,50 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 140,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 159,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 160,50 para R$ 160,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira. As primeiras posições subiram, em decorrência de um ajuste técnico. As mais distantes seguiram pressionadas pelo cenário fundamental.

O avanço da colheita nos Estados Unidos trouxe pressão sazonal aos preços durante toda a semana, provocando queda semanal de cerca de 3%. As atenções se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça-feira (10).

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Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões. Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais de 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas. O relatório será divulgado na próxima terça-feira (10), às 14h.

As importações de soja da China no ano comercial 2026/27, que começou em 1º de outubro de 2026, podem somar 110 milhões de toneladas, ante 114 milhões na temporada anterior. As informações são do Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção de soja foi estimada em 20,1 milhões de toneladas em 2026/27, ante 19,93 milhões na temporada anterior.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 136 mil toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 5,50 centavos de dólar ou 0,46%, a US$ 11,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,99 1/4 por bushel, com elevação de 3,00 centavos de dólar ou 0,25%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,63%, a US$ 319,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,26 centavos de dólar, com ganho de 0,02 centavo ou 0,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,5110 para venda e a R$ 5,5090 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4795 e a máxima de R$ 5,5310. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,17%.

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