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6 de novembro de 2026

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Produtores de soja pressionam por “Agenda Tropical Soberana” para a COP30

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso) e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) lançaram nesta quinta-feira (6), no Senado, a Carta-Manifesto dos Produtores de Soja para a COP30. O documento de 27 páginas cobra o protagonismo do Brasil na Conferência do Clima da ONU (COP30), que acontecerá em Belém, e propõe uma agenda climática soberana, baseada na ciência tropical e no desenvolvimento.

O manifesto alerta que o debate global sobre o clima tem ignorado o papel de países tropicais como o Brasil, o único grande produtor de alimentos que combina alta produtividade com conservação ambiental e geração de energia renovável em larga escala. Para as entidades, essa desconexão abre espaço para o que chamam de “neocolonialismo ambiental”.

Principais propostas para a agenda climática

O documento detalha as ações que o Brasil, sede da COP30, deve liderar para mudar o foco do debate global.

Entre as principais propostas está a criação de um Sistema Nacional de Métricas e Padrões Tropicais. Este sistema deverá articular instituições como Embrapa e INPE para produzir metodologias de medição de carbono e de produção compatíveis com os ciclos tropicais e com os sistemas de produção integrada do país. Em paralelo, as duas entidades sugerem que o país lidere a criação de um Fórum Internacional de Agricultura e Clima Tropical para formular métricas e parâmetros comuns que deem voz científica aos trópicos.

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Outro ponto central é a revisão da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa. As entidades defendem que a nova meta seja submetida ao crivo do Parlamento, refletindo a proporção da responsabilidade do país.

“O Brasil responde por apenas 2,47% das emissões globais, contra 28% da China e até 15% dos EUA. As metas nacionais precisam refletir essa proporção e ser tratadas como política de Estado, não de um grupo de interesse particular”, afirma um trecho da Carta.

Foto: Aprosoja Mato Grosso

Alerta contra barreiras comerciais e ônus

O manifesto argumenta que 75% do aquecimento global decorre da queima de CO2, sendo que 87% deste total é fruto da queima de combustíveis fósseis. No entanto, as negociações internacionais têm se voltado cada vez mais para o uso da terra em países tropicais, o que, para os produtores, é uma distorção.

As entidades apontam que padrões unilaterais, como o Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono (CBAM), assim como certificações privadas, impõem custos adicionais de 15% a 20% ao produtor brasileiro. Isso distorce a concorrência e enfraquece a cooperação, reforçando a tese do “neocolonialismo ambiental”.

Segundo a Carta, esses padrões e certificações surgem como “uma ameaça de neocolonialismo ambiental que transfere o ônus da transição verde aos trópicos”.

Diretrizes para a soberania nacional

O documento estabelece as diretrizes para uma agenda tropical, resumidas em três pilares: Verde como Valor, Clima como Desenvolvimento e Soberania como Caminho.

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Em “Verde como Valor”, a proposta é incorporar as áreas preservadas nas fazendas (reservas legais, APPs) como ativos ambientais à economia, promovendo pagamentos por serviços ambientais (PSA), mercados de carbono tropicais e crédito verde.

No pilar “Clima como Desenvolvimento”, a tese é que, nos trópicos, o maior risco ambiental é a pobreza. O clima deve, portanto, ser tratado como agenda de desenvolvimento, gerando investimento, renda e inclusão.

Já “Soberania como Caminho” defende que o Brasil deve definir suas próprias metas e metodologias, respeitando a legislação nacional (Congresso Nacional, Código Florestal e Constituição Federal), e não ser mero executor de regras externas.

Oportunidade na COP30

O documento define o Brasil como peça central na solução climática global, destacando os Eixos Estratégicos que posicionam o país como líder em sustentabilidade: Segurança Alimentar, Segurança Energética, Ciência Tropical e Governança e Produtivismo Verde.

O manifesto aponta o Brasil como ativo geopolítico do século XXI no combate à fome, já que o país tem o maior potencial de expansão sustentável do planeta. Com cerca de 100 milhões de hectares de pastagens em algum grau de degradação, a meta de recuperar 40 milhões de hectares até 2035 pode elevar a produção agrícola em 25%. Além disso, o agro já responde por 32% da matriz energética nacional, integrando produção de alimentos e geração de energia renovável (etanol, biodiesel, biogás e solar).

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O professor Fundação Getúlio Vargas (FGV/Rio), Daniel Vargas, que contribuiu com o documento, ressaltou que a COP30 é o palco ideal para essa mudança de narrativa.

“A COP30, em Belém, é a oportunidade histórica de o Brasil liderar uma nova agenda global. O país reúne os elementos que o mundo precisa: ciência sólida, matriz energética limpa e agricultura eficiente. É capaz de provar que é possível crescer reduzindo emissões, produzir conservando e gerar prosperidade com inclusão”, destacou Daniel Vargas, que estará no debate Agrizone COP 30.


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Abertura oficial marca início da colheita do tabaco em Vera Cruz

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A colheita do tabaco da safra 2026/2027 começou oficialmente nesta sexta-feira (6), em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. A 8ª Abertura Oficial da Colheita foi realizada na propriedade de Alceu e Eliane Tornquist, em Linha Progresso, com a presença de representantes do governo estadual e de entidades ligadas ao setor.

A propriedade da família Tornquist cultiva tabaco há quase 30 anos. Na área de 7,5 hectares, foram plantados 90 mil pés da cultura. Na safra 2025/2026, a produção superou 13 toneladas, o equivalente a 900 arrobas. Para a temporada atual, a projeção dos produtores é repetir resultado semelhante. Após a colheita do fumo, a área também é destinada à produção de grãos.

Participaram do evento o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, e o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Alexandre Scheifler, além de representantes de instituições e entidades da cadeia produtiva. Segundo Madalena, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, mantida pela secretaria, atua como espaço de articulação entre produtores, indústrias, entidades representativas e instituições públicas para discutir desafios e perspectivas do setor.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Scheifler afirmou que o tabaco tem importância para a agricultura familiar e para a economia de municípios como Vera Cruz, e citou temas como diversificação produtiva, negociação de preços, mitigação de riscos climáticos e exigências socioambientais.

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De acordo com balanço final da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul somou 286.603 toneladas em 132.076 hectares, com 67.815 famílias produtororas e receita bruta de R$ 5,071 bilhões. Em 2025, as exportações gaúchas de tabaco e seus produtos alcançaram US$ 3,048 bilhões, com 513,6 mil toneladas embarcadas para 90 países. O produto ficou em terceiro lugar na pauta de exportações agropecuárias do Estado em valor, atrás do complexo soja e das carnes.

Em Vera Cruz, a produção chegou a 7.076 toneladas na safra 2025/2026, com 1.660 agricultores em 3.455 hectares. O município ocupou a 12ª posição entre os maiores produtores gaúchos e a 31ª no ranking nacional.

A abertura oficial da colheita reforçou o peso do tabaco na agricultura familiar do Vale do Rio Pardo e na pauta agropecuária do Rio Grande do Sul, em um cenário de forte participação do Estado na produção e nas exportações do produto.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Conab abre editais para comprar 237,5 toneladas de alimentos da agricultura familiar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriu editais para a compra de 237,5 toneladas de gêneros alimentícios da agricultura familiar, com foco na montagem de 25 mil cestas para atendimento no Sul do país. A operação integra a Ação de Distribuição de Alimentos para Grupos Populacionais Específicos (ADA) e foi apresentada como medida emergencial e preparatória diante dos possíveis efeitos do El Niño sobre a produção de alimentos no Brasil.

As propostas podem ser enviadas até quinta-feira (12), às 23h59, pela plataforma Contrata+Brasil. Os alimentos serão destinados prioritariamente a cozinhas solidárias habilitadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) que atendem públicos afetados por calamidades relacionadas ao El Niño nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a Conab, a compra será feita por editais específicos para cada item. A lista inclui 25 mil quilos de açúcar cristal, 12,5 mil quilos de café torrado e moído, 50 mil quilos de feijão comum preto, 25 mil quilos de fubá de milho, 25 mil quilos de macarrão espaguete com sêmola, 25 mil unidades de óleo de soja e 25 mil quilos de sardinha em óleo.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

As cestas serão embaladas na Unidade Armazenadora da Conab em Canoas (RS). A composição também contará com produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já disponíveis em estoque. A entrega dos itens adquiridos deverá ser feita até 15 de dezembro.

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A operação é financiada com recursos da Medida Provisória nº 1.384, de 12 de agosto de 2026, que autorizou crédito extraordinário para o MDS e para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O valor supera R$ 924 milhões e está dividido entre ações de abastecimento, soberania alimentar, segurança alimentar e combate à fome.

Para os fornecedores da agricultura familiar, os editais abertos pela Conab representam uma oportunidade de comercialização dentro de uma ação pública de abastecimento voltada ao atendimento emergencial da população em insegurança alimentar na região Sul.

Fonte: gov.br

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Boi gordo: preços seguem firmes, mas ritmo de alta perde força no mercado; saiba mais

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana, nesta sexta-feira (6), com preços firmes e altas pontuais, embora o movimento de valorização tenha perdido força nas principais regiões produtoras. A oferta restrita e as escalas de abate encurtadas, entre cinco e seis dias úteis, mantiveram os frigoríficos ativos nas compras, mas as negociações passaram a ocorrer de forma mais seletiva.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta disponível continua limitada, mas o mercado apresenta maior resistência aos patamares mais elevados. As exportações permanecem deprimidas, enquanto a retomada das vendas para a China ocorre gradualmente e ainda não provoca impacto expressivo no ritmo dos embarques.

Em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada, em média, a R$ 394,08, na modalidade a prazo. Em Goiás, a referência foi de R$ 380,39. Já em Minas Gerais, o preço médio chegou a R$ 385,53. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 383,18, enquanto no Mato Grosso ficou em R$ 370,07.

Boi gordo no atacado

No mercado atacadista de carne bovina, a semana terminou com valorização do quarto traseiro, favorecida pela entrada dos salários na economia e pela melhora na reposição entre atacado e varejo.

Em São Paulo, o traseiro avançou R$ 0,50 e passou a ser negociado a R$ 30,00 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 22,50, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 21,00 por quilo.

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No Rio Grande do Sul, as respectivas referências ficaram em R$ 32,00, R$ 22,50 e R$ 23,00 por quilo.

De acordo com Iglesias, a melhora do consumo pode sustentar o mercado durante a primeira quinzena do mês. No entanto, a competitividade das carnes de frango e suína continua limitando reajustes mais expressivos.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, negociado a R$ 5,5110 para venda e R$ 5,5090 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4795 e a máxima de R$ 5,5310. Na semana, acumulou valorização de 1,17%.

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