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5 de novembro de 2026

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Quais estados devem produzir mais ou menos trigo e qual o preço praticado?

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O mercado brasileiro de trigo atravessa um momento de transição importante, marcado pelo avanço irregular da colheita nacional e por sinais contrastantes entre as regiões produtoras. Neste início do mês de novembro, enquanto algumas áreas do país colhem resultados considerados excepcionais, outras enfrentam limitações climáticas e econômicas que restringem o desempenho produtivo e reforçam a dependência estrutural de importações.

Essa combinação de fatores molda o cenário atual da triticultura brasileira, que se desenvolve entre a eficiência crescente em polos emergentes e os desafios persistentes no Sul, onde se concentra a maior parte da oferta.

Nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, o ciclo 2025 chega ao fim de forma amplamente positiva. Minas Gerais, Goiás (DF) e Mato Grosso do Sul encerraram a colheita com resultados expressivos, mesmo após uma retração de cerca de 20% na área cultivada.

A produção conjunta avançou 19%, passando de 660 mil para 785 mil toneladas — um desempenho que se explica por ganhos de produtividade e melhor manejo agronômico. Em Minas Gerais, o avanço foi particularmente notável: após um ciclo frustrante em 2024/25, o estado obteve um desempenho próximo ao ideal. O plantio de sequeiro sofreu com a escassez hídrica no início do ciclo, mas, nas áreas irrigadas ou sob boa umidade, o desenvolvimento das lavouras foi exemplar, garantindo um trigo de alta qualidade e excelente rendimento.

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Essa recuperação, além de consolidar a autossuficiência parcial do estado, tem atraído compradores de outras regiões, especialmente moinhos que operam com farinhas de perfil mais claro e exigente em termos de qualidade tecnológica.

São Paulo, por sua vez, caminha para concluir a colheita com resultados acima das expectativas iniciais. A produção deve se aproximar de 400 mil toneladas, um volume ainda insuficiente diante de uma demanda interna que supera 1,6 milhão de toneladas, mas suficiente para reduzir parte da dependência de outras praças e até mesmo gerar excedentes direcionados a moageiros do Paraná e de Goiás.

Já na Bahia, a colheita está praticamente encerrada, com 90% das lavouras colhidas e uma produção estimada em 30 mil toneladas. Mesmo com a forte redução de área, o estado demonstrou o potencial técnico do cultivo irrigado, que apresenta produtividade elevada e qualidade regular, reforçando o papel da agricultura de precisão no avanço do trigo em regiões de clima adverso.

Se o desempenho do Centro-Sul inspira otimismo, a região Sul do país apresenta um quadro mais complexo e heterogêneo. Santa Catarina, o estado com maior atraso, colheu apenas 12% da área total até o momento, concentrando as operações no oeste. A estimativa de produção é de 380 mil toneladas, cerca de 5% inferior à do ciclo anterior. Como a moagem estadual gira em torno de 550 mil toneladas, as indústrias catarinenses continuam fortemente dependentes do trigo gaúcho e das importações, sobretudo da Argentina, cuja farinha mantém boa competitividade e qualidade reconhecida.

Redução da área cultivada

O Paraná, que tradicionalmente figura entre os líderes nacionais, vive uma fase de ajuste e retração. Após três safras consecutivas marcadas por perdas severas devido a eventos climáticos e pela falta de estímulo econômico, o estado reduziu a área cultivada em 25,7%.

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Muitos produtores paranaenses, pressionados por custos elevados e margens apertadas, optaram por migrar para culturas mais rentáveis, como o milho safrinha e o sorgo, ou simplesmente deixaram áreas em pousio. Apesar disso, o ciclo 2025 surpreendeu positivamente: com cerca de 85% da área colhida, o trigo do estado apresentou boa produtividade e qualidade, mesmo diante de episódios de geadas e granizo.

A melhora, contudo, não é suficiente para reverter o déficit estrutural. A produção estimada, de 2,65 milhões de toneladas, é 1,4 milhão inferior ao consumo estadual, que inclui moagem, ração e semente, consolidando o Paraná como o estado mais dependente de trigo de fora.

Potencial comprometido

Entretanto, o contraste mais marcante encontra-se no Rio Grande do Sul. O estado reafirma sua posição de principal polo tritícola do país, mas enfrenta uma safra irregular em produtividade e marcada por desafios de manejo fitossanitário. As primeiras lavouras colhidas na região de Santa Rosa apresentaram excelente desempenho, com grãos de alta qualidade e produtividade acima da média.

Contudo, as chuvas recorrentes em outubro e novembro afetaram áreas onde o controle de doenças como a giberela foi realizado de forma tardia, comprometendo parte do potencial produtivo. O resultado é uma produtividade média ligeiramente inferior a 3.000 kg/ha, abaixo da projeção inicial de 3.500 kg/ha, ainda que a qualidade geral do grão seja considerada superior à do ciclo anterior.

As análises laboratoriais realizadas até o momento mostram teores de micotoxina DON entre 1.500 e 4.000, Falling Number acima de 250 e, em alguns casos, chegando a 380, além de força de glúten (W) variando entre 170 e 250, glúten entre 22% e 26%, proteína média de 12%, PH mínimo de 77 e cor L em torno de 92,0 — padrões considerados adequados para o mercado de moagem.

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Com cerca de 38% da área colhida e previsão de avanço rápido nos próximos dias, a produção total do Rio Grande do Sul deve alcançar 3,2 milhões de toneladas. Esse volume garante um superávit de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, reforçando o protagonismo gaúcho no abastecimento nacional. Contudo, a comercialização segue concentrada no mercado externo: estima-se que 570 mil toneladas já estejam comprometidas, sendo 480 mil destinadas à exportação.

Preços pagos ao produtor

Esse direcionamento, superior a 80% do volume negociado, pode limitar a oferta doméstica e pressionar os compradores locais a adotarem posturas mais firmes nas próximas semanas. Do ponto de vista de preços, o mercado gaúcho reflete a típica pressão de colheita. As cooperativas reduziram os valores de referência para R$ 57,00 a R$ 58,00 por saca, equivalentes a R$ 950,00 a R$ 960,00 por tonelada.

A paridade de importação do trigo argentino, base Carazinho, situa-se em torno de R$ 975,00 por tonelada, o que delimita o piso técnico para o mercado interno. Nas negociações regionais, as indicações variam de R$ 1.000,00/t na região das Missões a R$ 1.050,00/t no Nordeste do estado, enquanto os preços CIF moinhos oscilam entre R$ 1.080,00 e R$ 1.150,00/t, dependendo da localidade e da qualidade do produto.

No Paraná, as referências chegam a R$ 1.180,00 CIF Curitiba e R$ 1.100,00 CIF Cascavel, valores que só se sustentam para agentes com frota própria e carga de retorno. No mercado externo, as operações seguem lentas, com trigo padrão moagem entre R$ 1.165,00 e R$ 1.180,00/t, e produto para ração em torno de R$ 1.110,00/t.

Com base nas estimativas mais recentes, a safra nacional de trigo deve alcançar aproximadamente 7,45 milhões de toneladas. Apesar de o resultado representar estabilidade frente ao ciclo anterior, o volume ainda é insuficiente para atender integralmente à demanda de moagem, ao consumo destinado à alimentação animal e às exportações contratadas.

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Esse desequilíbrio reforça a perspectiva de que o Brasil deverá registrar uma necessidade recorde de importações nos próximos meses, sobretudo provenientes da Argentina e dos Estados Unidos, para recompor os estoques e equilibrar o abastecimento interno.

O panorama atual da triticultura brasileira revela, assim, um duplo movimento. De um lado, há regiões que consolidam avanços significativos em produtividade, qualidade e eficiência, impulsionadas por tecnologia e gestão. De outro, persistem fragilidades estruturais — como a concentração da produção no Sul, a vulnerabilidade ao clima e a instabilidade de preços —que limitam o alcance da autossuficiência nacional.

À medida que o país se aproxima do fechamento da safra 2025, a capacidade de articulação entre produtores, moinhos e exportadores será determinante para definir o rumo do mercado interno. O equilíbrio entre a competitividade externa e a segurança de abastecimento interno, mais uma vez, será o principal desafio para o trigo brasileiro nos próximos meses.

*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Bancada do agro terá de transformar força política em resultados no Congresso

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O crescimento da representação ligada ao agronegócio no Congresso Nacional não garante, por si só, avanços para o setor. A capacidade de articulação das lideranças partidárias e a definição de uma agenda de prioridades serão determinantes para transformar a presença parlamentar em resultados concretos para a agropecuária brasileira.

Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Moraes Rosa, a primeira tarefa é organizar as demandas do setor e construir uma pauta capaz de orientar a atuação das entidades e das frentes parlamentares. A renovação das presidências da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) também deve influenciar esse processo.

A definição dessa agenda passa pela escolha das prioridades que o setor pretende defender junto ao Executivo e ao Legislativo. Fabrício pontua que não basta ampliar a presença de representantes ligados ao agro: é necessário construir propostas e garantir capacidade de negociação para que elas avancem.

O dirigente destaca, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, que a atuação parlamentar depende diretamente das decisões das lideranças partidárias. Mesmo com nomes expressivos na bancada, são os líderes que têm influência sobre a condução das pautas e a definição dos espaços de decisão no Congresso.

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Fabrício ressalta que a construção de uma agenda precisa considerar as mudanças mais importantes para a agropecuária brasileira. A partir dessa definição, as entidades poderão orientar a atuação dos representantes do setor nas negociações com o governo e o Congresso. “Quais são as realmente as mudanças mais importantes que a agropecuária brasileira precisa nesse momento?”, questiona.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Lideranças terão peso nas decisões

A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado é um exemplo dessa influência. Fabrício considera que a manutenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre nos comandos das duas Casas pode significar a continuidade de um cenário em que as propostas do governo têm prioridade, enquanto as demandas do setor precisam enfrentar negociações mais difíceis.

“O Congresso Nacional não é uma casa de decisão direcionada pela base de parlamentares, mas sim pelas lideranças”, frisa. Segundo ele, a responsabilidade por eventuais mudanças na condução política está concentrada nos dirigentes partidários.

Nesse contexto, mesmo parlamentares com capacidade de articulação e conhecimento das pautas do agronegócio encontram limites quando não contam com o apoio das lideranças.

A dificuldade de avançar nas propostas também reforça, na avaliação dele, a necessidade de o setor organizar suas reivindicações e ampliar o diálogo político. A mobilização é importante, mas precisa considerar que a sociedade está dividida e que outras forças também podem se organizar contra as pautas defendidas pelo agro.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Ajustes econômicos entram na agenda

Além da articulação no Congresso, a Aprosoja Brasil defende mudanças na condução das contas públicas para melhorar as condições de financiamento e investimento no país. Fabrício avalia que o crescimento das despesas sem aumento correspondente da arrecadação pressiona os juros e limita a capacidade do governo de direcionar recursos para áreas estratégicas.

“Primeira coisa, arrumar o orçamento. Eu não posso aumentar a despesa se eu não estou arrecadando mais”, pontua. De acordo com ele, elevar impostos como alternativa para cobrir o aumento dos gastos não resolve o problema estrutural das contas públicas.

O diretor executivo também considera que a agropecuária ainda não ocupa uma posição prioritária na definição das políticas públicas e na destinação de recursos. Na avaliação dele, o setor precisa ser reconhecido como uma infraestrutura essencial para o país, com políticas e investimentos compatíveis com sua importância econômica.

“Se no ponto de vista estrutural, a agropecuária, o agronegócio brasileiro é importante, tem que ter dinheiro”, defende durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.

Apesar das dificuldades, Fabrício não considera que o setor deva adotar uma postura pessimista diante do novo cenário político. Ele lembra que a atuação da FPA e do IPA em governos anteriores permitiu aprovar legislações importantes e defende que o caminho agora é manter a mobilização e trabalhar pela construção de acordos.

“Não sou tão pessimista assim, acho que nós temos que arregaçar as mangas e trabalhar”, destaca. Para ele, há demandas que precisam ser resolvidas ao longo dos próximos quatro anos, sem esperar por uma nova mudança de governo.

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Chuva irregular obriga produtor a replantar soja duas vezes em Mato Grosso

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A irregularidade das chuvas tem comprometido o desenvolvimento da safra de soja em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Em algumas propriedades, a falta de umidade no solo prejudicou a germinação e obrigou agricultores a replantar áreas até duas vezes. Além dos gastos extras com sementes, produtos e manejo, a preocupação é com as perdas de produtividade na colheita.

O problema persiste mesmo em lavouras nas quais o plantio foi realizado com planejamento para aproveitar as condições de umidade. Em uma das propriedades, uma área de 40 hectares precisou passar por dois replantios. O agricultor Maurício Antônio Gilioli estima que os prejuízos podem chegar a 15 ou 20 sacas por hectare, considerando os gastos com sementes, produtos e manejo.

A diferença no desenvolvimento das plantas é outro reflexo da situação. Como parte da lavoura não germinou no mesmo período, o crescimento ocorre de forma desigual, o que também pode comprometer o enchimento dos grãos. Gilioli explica que o plantio foi acelerado justamente para aproveitar a umidade disponível no solo, mas a chuva não veio. “Toda a precaução que a gente teve aqui não foi suficiente”, lamenta.

Nesta safra, Gilioli cultivou cerca de 1,2 mil hectares de soja em Campo Novo do Parecis. As dificuldades, porém, não se limitam à propriedade dele. O agricultor Marciano Martelli, que pretende cultivar 5,2 mil hectares no município, também enfrenta incertezas diante da irregularidade das chuvas e teme perdas na área já plantada.

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Martelli afirma que a decisão de plantar depende de condições adequadas de umidade, já que, sem chuva, as sementes podem não germinar. A preocupação também envolve a lavoura já implantada, que pode apresentar redução de produtividade. “O que está plantado estamos preocupados também, porque a partir de agora já começa ter queda de produções”, frisa em entrevista ao Patrulheiro Agro.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de chuva afeta planejamento da safra

O cenário preocupa o setor produtivo porque a irregularidade das precipitações atingiu áreas que já estavam em fase de implantação. Mesmo em solos argilosos, que apresentam maior capacidade de retenção de umidade, a falta de chuva tem dificultado o estabelecimento das lavouras.

Em uma área próxima à sede de uma outra propriedade, foram registrados apenas 122 milímetros de chuva acumulada desde o início do plantio, em 17 de setembro. O volume é considerado insuficiente diante das necessidades da cultura.

O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Cezar Brólio, avalia que o comportamento das chuvas mudou a perspectiva que os produtores tinham no início da temporada. As precipitações registradas em setembro chegaram a indicar condições favoráveis, mas a sequência dos dias revelou outro cenário. Para ele, o fenômeno El Niño deve ter impacto significativo sobre a produção regional.

“Realmente o El Niño vai tirar um giro muito grande da região”, afirma Brólio. A estimativa do Sindicato Rural é de que aproximadamente 390 mil hectares sejam cultivados com soja em Campo Novo do Parecis nesta safra, dimensão que ajuda a mostrar o alcance que as condições climáticas podem ter sobre a atividade agrícola no município.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Cancelamento da Parecis SuperAgro

As dificuldades enfrentadas pelo setor também chegaram ao calendário de eventos do município. A próxima edição da Parecis SuperAgro, programada para abril de 2027, foi cancelada diante dos custos de organização e do momento econômico vivido por empresas e produtores.

A decisão considerou também a situação dos expositores, que enfrentam um mercado menos favorável, além de juros elevados e incertezas econômicas. Segundo Brólio, conversas com empresas que participam da feira indicaram que, embora houvesse disposição para manter a parceria, o momento não era adequado para novos investimentos. “Se a gente fosse fazer essa edição, eles estariam conosco pela parceria, mas não era o que eles queriam”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

O presidente pontua ainda que a realização do evento exige um investimento significativo da entidade e precisa oferecer condições comerciais para quem expõe. Por isso, o Sindicato Rural avaliou que não seria adequado manter a programação neste ano. “É um ano de tirar o pé, porque o mercado está muito ruim”, acrescenta.

Tradicional na região, a Parecis SuperAgro movimenta diferentes setores da economia local. O cancelamento deve ser sentido principalmente por pequenos e médios negócios que dependem do fluxo de visitantes e das oportunidades comerciais geradas durante o evento.

A intenção do Sindicato Rural é avaliar alternativas para os próximos anos e buscar uma nova estrutura para manter uma programação que contribua com a economia regional. Enquanto isso, os produtores seguem acompanhando o comportamento das chuvas e os reflexos sobre as lavouras, em uma temporada marcada pela incerteza quanto à produtividade e à rentabilidade.

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Vendas semanais de trigo dos EUA somam 557,2 mil toneladas

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Os exportadores dos Estados Unidos venderam 538 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 na semana encerrada em 29 de outubro, informou nesta quinta-feira (5) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para a safra 2027/28, foram registradas vendas de 19,2 mil toneladas. Somadas, as negociações alcançaram 557,2 mil toneladas no período.

Segundo o USDA, o volume negociado da safra 2026/27 caiu 37% ante a semana anterior, mas ficou 16% acima da média das últimas quatro semanas. As vendas da safra 2027/28 tiveram como destinos Peru, com 16 mil toneladas, e México, com 3,2 mil toneladas.

Na comparação com as estimativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, o resultado combinado das duas safras superou a faixa projetada, que variava de 300 mil a 500 mil toneladas.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

As transações da safra 2026/27 foram direcionadas principalmente para Filipinas, com 119 mil toneladas, Coreia do Sul, com 100 mil toneladas, Indonésia, com 70 mil toneladas, Tailândia, com 57,5 mil toneladas, e destinos desconhecidos, com 57 mil toneladas. Parte desse volume foi compensada por cancelamentos do Peru, de 16 mil toneladas.

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Os embarques semanais de trigo somaram 149,2 mil toneladas. O volume representou a mínima do ano comercial, com recuo de 44% em relação à semana anterior e de 43% na comparação com a média das últimas quatro semanas.

Os principais destinos dos embarques foram México, com 71 mil toneladas, Taiwan, com 51,6 mil toneladas, Haiti, com 13,2 mil toneladas, Suriname, com 7,3 mil toneladas, e Colômbia, com 4,5 mil toneladas.

Os dados semanais do USDA mostram avanço nas vendas externas acima do intervalo esperado pelo mercado, enquanto os embarques recuaram ao menor nível do ano comercial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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