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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Brasil avança com produção de soja baixo carbono e sistemas de produção mais resilientes às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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“O Brasil está avançando fortemente na agenda de soluções para transição climática e segurança alimentar. Um dos destaques é a iniciativa do Programa Soja Baixo Carbono, que está desenvolvendo um protocolo de certificação voluntária, em uma perspectiva de inovação setorial, que valoriza a soja produzida em sistemas de produção que contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao mesmo tempo que adotam técnicas produtivas mais resilientes para cenários de mudanças climáticas”, explica a chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino.

Durante a COP 30, os pesquisadores da Embrapa Soja estarão demonstrando, na prática, aspectos das diretrizes e o protocolo de Certificação de Soja Baixo Carbono na Vitrine dos Programas de Baixo Carbono da Embrapa, na fazenda Álvaro Adolfo, uma das áreas centrais da AgriZone, com práticas de intensificação sustentável e de diversificação de sistemas produtivos. “A iniciativa vai permitir aos produtores que aderirem à certificação, que atestem a sustentabilidade da soja produzida, por meio de uma metodologia brasileira, que está sendo desenvolvida com parâmetros científicos e adaptados à realidade da agricultura tropical, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos do grão, produzido com tecnologias e práticas agrícolas que reduzam a intensidade de emissão de gases de efeito estufa (GEEs)”, explica a chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli.

A estimativa da Embrapa, realizada a partir de dados históricos, obtidos em experimentos com mais de 30 anos de condução, mostra que a adoção das práticas preconizadas na certificação soja baixo carbono pode reduzir as emissões de Gases de Efeitos Estufa em cerca de 30%. Considerando o carbono removido no solo, a redução pode chegar a 60%. Estarão em demonstração sistemas produtivos que envolvem a soja como cultura principal e culturas em sucessão ou rotação, tais como trigo, milheto, milho, milho-braquiária e pastagem. A Vitrine contará com várias plantas de cobertura que podem entrar nos sistemas de diversificação de culturas (crotalárias, guandu, estilosantes, braquiária ruziziensis, gergelim, algodão, arroz, caupi, nabo forrageiro, milheto).

Os visitantes poderão conhecer também outras iniciativas de certificação desenvolvidas pela Embrapa, além de conferir os benefícios da diversificação de culturas para a saúde do solo. As vitrines tecnológicas são excelentes oportunidades para se observar a parte aérea das plantas, mas, a Embrapa Soja pretende mostrar também o que fica dentro do solo, combinado ao processo de inoculação com bioinsumos. Para isso, foi montado um painel com raízes de seis espécies de plantas: soja, milho, sorgo, panicum, braquiária brizanta e braquiária ruziziensis.  Essas alternativas de diversificação de culturas aumentam a qualidade do sistema plantio direto, a qualidade do solo e, consequentemente, a produtividade da soja.

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Painel Agrizone – A Embrapa Soja também irá promover, durante a COP 30, o painel Soja Baixo Carbono: Alicerces para uma agricultura tropical resiliente e sustentável, no dia 13 de novembro, às 16h40, no Pavilhão de Exposições da Agrizone. O Programa Soja Baixo Carbono adota um modelo de inovação setorial e conta com a parceria de sete empresas apoiadoras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL. Na ocasião, será lançada a versão em inglês da publicação Diretrizes técnicas para certificação Soja Baixo Carbono – primeira aproximação (Technical guidelines for Low Carbon Soybeancertification – first approach) https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1178167

Bioinsumos –  Os inoculantes desenvolvidos pela Embrapa Soja com parceiros também irão integrar o portfólio de bioinsumos da Embrapa na COP 30.  A proposta é apresentar inoculantes para as culturas de soja, feijão, milho e pastagens.

ZarcNM – O ZARC níveis de Manejo (ZarcNM) é outra solução que será destaque entre os lançamentos da Embrapa no ano de 2025. Com um projeto-piloto no Paraná, na safra 2025/26, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultura da soja irá considerar, também a adoção de boas práticas de manejo do solo que aumentam o volume de água disponível para as plantas. Os produtores que aderirem ao projeto terão acesso a percentuais diferenciados de subvenção nas apólices do seguro rural, de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade. A inovação da proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa no Zarc Níveis de Manejo pretende contribuir para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pela soja.

Painel Segurança Alimentar e Nutricional – No dia 14 de novembro, das 16h30 às 18h, haverá o painel “Segurança Alimentar e Nutricional: O Papel da Ciência Brasileira no Combate à Fome”, uma realização da Embrapa, Academia Brasileira de Ciência e Instituto Peabiru. Durante o painel será lançada a versão em inglês do livro de mesmo nome, organizado pela pesquisadora Mariangela Hungria, em parceria com autores de diferentes organizações.  A publicação é editada pela Academia Brasileira de Ciências.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa

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Sustentabilidade

El Niño, dólar e geopolítica: os desafios da safra 26/27 de soja

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Foto: Pixabay

A margem da safra 2026/27 de soja está mais apertada para o produtor. Para Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, três fatores devem ter peso importante no resultado financeiro da temporada: o comportamento do câmbio, os efeitos do El Niño sobre o clima e os impactos dos conflitos geopolíticos sobre os custos de produção.

“Poderíamos colocar esses três como os de maior peso hoje”, afirma.

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O câmbio aparece como uma das principais variáveis para a formação do preço da soja no mercado brasileiro. Hoje, a referência trabalhada pelo mercado está próxima de R$ 5,20, mas há projeções de R$ 5,30. Para o pesquisador, no entanto, a trajetória da moeda ainda está diretamente ligada ao cenário político e econômico após as eleições de outubro.

“Se for um governo mais austero, a tendência é que o mercado fique mais calmo. Agora, se continuar um governo perdulário e inconsequente, a taxa de câmbio pode explodir”, diz.

El Niño: o ‘calcanhar de Aquiles’ do produtor

Além do câmbio, o clima volta ao radar do produtor. O El Niño previsto para esta safra é apontado por Osaki como um dos principais riscos para a produção. “É o nosso calcanhar de Aquiles, a pedra no nosso sapato”, resume.

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Segundo o pesquisador, o comportamento do fenômeno pode ser diferente do observado em anos anteriores. A expectativa é de excesso de chuva no Sul e maior irregularidade no Centro-Oeste, o que aumenta o risco para a produção nacional.

O histórico também exige atenção. No ciclo 2015/16, um El Niño forte contribuiu para perdas no Centro-Oeste. Já em 2023/24, as altas temperaturas afetaram lavouras e provocaram problemas como a escaldadura. De acordo com Osaki, anos de El Niño costumam estar associados a perdas de 7% a 14% na produção. “Se o produtor tiver que replantar, esse custo vai se somar”, alerta.

Nesse cenário, uma das estratégias recomendadas por Osaki é evitar a concentração do plantio em um único período. “O produtor deve escalonar o plantio, para não deixar tudo concentrado numa época só”, afirma.

Diesel e fertilizantes também entram na conta

Outro ponto de atenção está no mercado internacional de energia. Os conflitos geopolíticos e os ataques a estruturas de refino aumentam a pressão sobre a oferta de derivados de petróleo, com reflexos principalmente sobre o diesel.

Para o produtor de soja, o momento é especialmente sensível porque o combustível é demandado em duas etapas importantes da safra. “São dois períodos de maior demanda: o plantio agora, e a colheita, de dezembro até março/abril”, explica Osaki.

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A pressão não fica restrita ao diesel. O mercado de enxofre e ácido sulfúrico também pode ser afetado, aumentando os custos de produção de fertilizantes fosfatados, como MAP, superfosfato triplo e superfosfato simples.

Com isso, a relação entre custo e preço da soja fica ainda mais importante para o produtor.

Em Sorriso (MT), por exemplo, a quantidade de soja necessária para cobrir o custo operacional efetivo deve passar de 52 para 56 sacas por hectare entre as safras 2025/26 e 2026/27. No oeste do Paraná, o indicador sobe de 41,8 para 45 sacas por hectare.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção em Mato Grosso é estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21%. Já o ponto de equilíbrio avança 9,13%.

“É um ano com custo operacional efetivo e relação de troca bastante apertados”, resume o pesquisador.

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Plantio começa com ritmo acima do ano passado

A semeadura da soja 2026/27 já começou em algumas regiões. Paraná e São Paulo abriram o calendário em 1º de setembro. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio foi liberado em 7 de setembro. Mato Grosso do Sul inicia em 16 de setembro, Goiás em 25 de setembro e Minas Gerais e Distrito Federal em 1º de outubro.

Segundo dados apresentados por Osaki, o plantio da nova safra começou mais acelerado que a temporada anterior. Na semana em que os trabalhos em campo iniciaram, 0,05% da área projetada estava plantada. No mesmo período do ano passado, o índice era de 0,02%.

O avanço, porém, ocorre em um cenário de atenção com as condições climáticas. Enquanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar volumes mais elevados, a regularização das chuvas no Matopiba é esperada apenas para novembro.

Consultorias projetam nova safra recorde

Mesmo com os riscos no radar, as primeiras projeções das consultorias privadas apontam para uma nova safra recorde de soja.

A StoneX estima produção de 183,5 milhões de toneladas. Já a Datagro trabalha com 185,6 milhões, enquanto a Hedgepoint tem uma projeção mais conservadora, de 181,7 milhões de toneladas.

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A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27 está prevista somente para o começo de outubro.

Outubro será mês decisivo

É justamente a partir de outubro que o cenário deve começar a ficar mais claro para o produtor, de acordo com a avaliação do pesquisador odo Cepea. Ele aponta que o mês reúne três pontos importantes: o resultado das eleições, o avanço do plantio no Centro-Oeste diante das condições climáticas e a evolução do cenário internacional de combustíveis e fertilizantes.

Até lá, a orientação de Osaki é trabalhar com planejamento e evitar comprometer a margem antes de ter maior clareza sobre o mercado.

“O melhor que ele tem é fazer esse planejamento cadenciado, proteger ao máximo sua produção com as oportunidades que surgem no mercado, e não se comprometer tanto”, afirma.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Com demanda enfraquecida, preços recuam – MAIS SOJA

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As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização.

De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo.

Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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SOJA/CEPEA: Chuvas favorecem semeadura e sustentam preços no Brasil – MAIS SOJA

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O cultivo da safra 2026/27 de soja já começou no Brasil, favorecido pelas recentes chuvas. Segundo o Cepea, o ritmo deve se intensificar assim que as precipitações diminuírem, já que produtores pretendem aproveitar as boas condições climáticas para antecipar as atividades de campo e, assim, tentar minimizar os possíveis efeitos do El Niño na safra 2026/27.

Segundo pesquisadores do Cepea, com a atenção de agentes voltada às condições climáticas, vendedores estão retraídos das negociações envolvendo grandes volumes, reduzindo a liquidez e elevando os preços no mercado spot nacional na primeira dezena deste mês.

Os preços do farelo de soja também seguem em alta no Brasil, impulsionados pela maior disputa entre compradores brasileiros e internacionais. De acordo com o Cepea, consumidores domésticos mostram necessidade de repor os estoques, enquanto a demanda global segue agressiva.

Fonte: Cepea

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