Sustentabilidade
Brasil avança com produção de soja baixo carbono e sistemas de produção mais resilientes às mudanças climáticas – MAIS SOJA

“O Brasil está avançando fortemente na agenda de soluções para transição climática e segurança alimentar. Um dos destaques é a iniciativa do Programa Soja Baixo Carbono, que está desenvolvendo um protocolo de certificação voluntária, em uma perspectiva de inovação setorial, que valoriza a soja produzida em sistemas de produção que contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao mesmo tempo que adotam técnicas produtivas mais resilientes para cenários de mudanças climáticas”, explica a chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino.
Durante a COP 30, os pesquisadores da Embrapa Soja estarão demonstrando, na prática, aspectos das diretrizes e o protocolo de Certificação de Soja Baixo Carbono na Vitrine dos Programas de Baixo Carbono da Embrapa, na fazenda Álvaro Adolfo, uma das áreas centrais da AgriZone, com práticas de intensificação sustentável e de diversificação de sistemas produtivos. “A iniciativa vai permitir aos produtores que aderirem à certificação, que atestem a sustentabilidade da soja produzida, por meio de uma metodologia brasileira, que está sendo desenvolvida com parâmetros científicos e adaptados à realidade da agricultura tropical, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos do grão, produzido com tecnologias e práticas agrícolas que reduzam a intensidade de emissão de gases de efeito estufa (GEEs)”, explica a chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli.
A estimativa da Embrapa, realizada a partir de dados históricos, obtidos em experimentos com mais de 30 anos de condução, mostra que a adoção das práticas preconizadas na certificação soja baixo carbono pode reduzir as emissões de Gases de Efeitos Estufa em cerca de 30%. Considerando o carbono removido no solo, a redução pode chegar a 60%. Estarão em demonstração sistemas produtivos que envolvem a soja como cultura principal e culturas em sucessão ou rotação, tais como trigo, milheto, milho, milho-braquiária e pastagem. A Vitrine contará com várias plantas de cobertura que podem entrar nos sistemas de diversificação de culturas (crotalárias, guandu, estilosantes, braquiária ruziziensis, gergelim, algodão, arroz, caupi, nabo forrageiro, milheto).
Os visitantes poderão conhecer também outras iniciativas de certificação desenvolvidas pela Embrapa, além de conferir os benefícios da diversificação de culturas para a saúde do solo. As vitrines tecnológicas são excelentes oportunidades para se observar a parte aérea das plantas, mas, a Embrapa Soja pretende mostrar também o que fica dentro do solo, combinado ao processo de inoculação com bioinsumos. Para isso, foi montado um painel com raízes de seis espécies de plantas: soja, milho, sorgo, panicum, braquiária brizanta e braquiária ruziziensis. Essas alternativas de diversificação de culturas aumentam a qualidade do sistema plantio direto, a qualidade do solo e, consequentemente, a produtividade da soja.
Painel Agrizone – A Embrapa Soja também irá promover, durante a COP 30, o painel Soja Baixo Carbono: Alicerces para uma agricultura tropical resiliente e sustentável, no dia 13 de novembro, às 16h40, no Pavilhão de Exposições da Agrizone. O Programa Soja Baixo Carbono adota um modelo de inovação setorial e conta com a parceria de sete empresas apoiadoras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL. Na ocasião, será lançada a versão em inglês da publicação Diretrizes técnicas para certificação Soja Baixo Carbono – primeira aproximação (Technical guidelines for Low Carbon Soybeancertification – first approach) https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1178167
Bioinsumos – Os inoculantes desenvolvidos pela Embrapa Soja com parceiros também irão integrar o portfólio de bioinsumos da Embrapa na COP 30. A proposta é apresentar inoculantes para as culturas de soja, feijão, milho e pastagens.
ZarcNM – O ZARC níveis de Manejo (ZarcNM) é outra solução que será destaque entre os lançamentos da Embrapa no ano de 2025. Com um projeto-piloto no Paraná, na safra 2025/26, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultura da soja irá considerar, também a adoção de boas práticas de manejo do solo que aumentam o volume de água disponível para as plantas. Os produtores que aderirem ao projeto terão acesso a percentuais diferenciados de subvenção nas apólices do seguro rural, de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade. A inovação da proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa no Zarc Níveis de Manejo pretende contribuir para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pela soja.
Painel Segurança Alimentar e Nutricional – No dia 14 de novembro, das 16h30 às 18h, haverá o painel “Segurança Alimentar e Nutricional: O Papel da Ciência Brasileira no Combate à Fome”, uma realização da Embrapa, Academia Brasileira de Ciência e Instituto Peabiru. Durante o painel será lançada a versão em inglês do livro de mesmo nome, organizado pela pesquisadora Mariangela Hungria, em parceria com autores de diferentes organizações. A publicação é editada pela Academia Brasileira de Ciências.
Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.
O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
- RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.
Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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