Sustentabilidade
Chicago/CBOT: O milho fechou segue em alta com otimismo do mercado em relação a China – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 28/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 28/10
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 0,76% ou $ 3,25 cents/bushel, a $432,00. A cotação para março fechou em alta de 0,39% ou $ 1,75 cents/bushel, a $ 446,00.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. O mercado segue confiante sobre o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump na Coreia do Sul nesta quinta-feira. A expectativa é que a China volte a comprar grãos, principalmente soja, o que pode tirar a pressão sobre o setor. A confirmação de um acordo comercial com o Japão, um importante comprador de milho dos EUA, com o objetivo de aumentar significativamente o
comércio agrícola, deu suporte.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho da B3 fechou de forma mista com dólar e Chicago em sentido opostos
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta terça-feira. Dia de correções na bolsa brasileira, com Chicago em alta, mas o dólar acumulando a sua terceira queda consecutiva. Os preços seguem firmes no mercado físico, o que tem segurado maiores volumes de compras pela indústria. Com o comercio travado o mercado voltou a corrigir o spread entre os preços Futuros e Físicos.
OS FECHAMENTOS DO DIA 28/10
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 67,52, apresentando baixa de R$ -0,39 no dia e baixa de R$ -0,98 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 71,01, com baixa de R$ -0,28 no dia e baixa de R$ -0,29 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 72,89, com alta de R$ 0,01 no dia e alta de R$ 0,11 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
ALTA DA SOJA PUXA A DO MILHO (altista)
O milho voltou a ser negociado em alta em Chicago, impulsionado pela melhora significativa da soja até agora nesta semana, devido às perspectivas reais de um acordo entre os EUA e a China, que, se bem-sucedido, impulsionaria o comércio em geral, além do caso específico da soja.
EUA-ACORDOS COM O JAPÃO (altista)
Também influenciando a alta estão os acordos comerciais entre os Estados Unidos e o Japão, confirmados hoje por Trump, que está no Japão como escala antes de embarcar para a Coreia do Sul. O Japão investirá US$ 550 bilhões nos Estados Unidos.” O Japão é um importante comprador de milho dos EUA. “A cada dia, estamos mais perto de o Japão cumprir seu compromisso de comprar US$ 8 bilhões em milho, soja, arroz, etanol e outros produtos agrícolas dos EUA. Este anúncio se baseia em nossos acordos anteriores com o Japão, abre novos mercados e homenageia o trabalho árduo de nossos agricultores, garantindo a prosperidade das comunidades rurais”, disse a Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins.
EUA-AGRICULTORES CONTINUAM VENDENDO MILHO E SEGURANDO SOJA (baixista)
Com o progresso da colheita estimado por investidores privados em 72% da área plantada, o limite para as altas está sendo fornecido por um maior fluxo de agricultores vendendo no mercado físico, onde agora preferem armazenar soja na expectativa de preços muito mais altos do que os atuais, caso a demanda chinesa finalmente retorne ao mercado para a oleaginosa.
COMPRA DA COREIA DO SUL (altista)
Um importador sul-coreano comprou 204.000 toneladas de milho em uma licitação realizada durante a noite. Nenhuma origem foi listada para a compra.
BRASIL-EXPORTAÇÃO MENOR (baixista para o Brasil)
A ANEC do Brasil estima as exportações de milho do país em outubro em 6,19 milhões de toneladas, uma queda de 0,38 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica

Sustentabilidade
Produção de trigo da Argentina em 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas – BCR – MAIS SOJA

A produção de trigo na Argentina na temporada 2026/27 deve atingir 23,8 milhões de toneladas, a segunda maior produção dos últimos 17 anos, segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). A campanha 2025/26 registrou um volume recorde de 28,5 milhões de toneladas.
O rendimento nacional para o ciclo 2026/27 é de 3.530 quilos por hectare de trigo, a terceira melhor marca desde 2010.
No entanto, o chefe de estimativas da BCR, Cristián Russo, antecipa que há preocupações entre os produtores sobre o que foi o mês “atípico” de outubro, marcado por frio, menos radiação e chuvas abaixo do esperado.
“Em princípio, o que é perceptível é que a falta de radiação este ano não se reflete no índice, com uma diferença tão importante em relação a 2025. O efeito das temperaturas mais baixas compensaria em grande parte o efeito da radiação mais baixa”, disse Russo.
As informações partem da Agência Safras Latam.
Sustentabilidade
Qual é o potencial produtivo do milho em Santa Catarina, e por que grande parte dele ainda não é alcançado? – MAIS SOJA

O potencial produtivo (Yp) de uma cultura representa o máximo que pode ser produzido em determinado ambiente, considerando apenas o clima e as características genéticas da cultivar, sem limitações de água, nutrientes, pragas ou doenças. Quando se considera também a disponibilidade hídrica do ambiente, obtém-se o potencial de sequeiro (Yw). A diferença entre esse potencial e a produtividade média obtida pelos produtores é chamada de gap (ou lacuna) de produtividade. A análise desses gaps permite identificar o quanto ainda pode ser produzido na mesma área, só com melhorias nas práticas de manejo, sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola.
Um estudo recente conduzido pela Equipe FieldCrops, estimou esses indicadores para a cultura do milho em Santa Catarina, combinando simulações de modelo de cultura com dados reais de manejo coletados em 293 lavouras monitoradas nas safras 2020/21 e 2021/22. Os resultados indicaram um PP de 17,4 t ha⁻¹ e um PS de 14,7 t ha⁻¹ para o estado. No entanto, a produtividade média dos produtores foi de 7.0 t ha⁻¹ o equivalente a somente 47,6% do PS (Figura 1).
Ao decompor esse gap total de 10,4 t ha-1, determinou-se que 2,7 t ha-1 são atribuídos à limitação hídrica, enquanto 7,7 t ha-1 são explicados por falhas no manejo. Comparando lavouras de alta e baixa produtividade, os fatores que mais se destacaram foram a população de plantas estabelecidas, a época de semeadura, a dose de potássio (K₂O) aplicada e o intervalo entre aplicações de calcário, sendo a população de plantas o fator de maior peso identificado pelo estudo (Figura 2).
Esses resultados mostram que ajustes relativamente “simples” no manejo como semear dentro da janela ideal (entre 31 de agosto e 2 de outubro), ajustar a população de plantas, elevar a dose de potássio e manter intervalos mais curtos entre calagens têm potencial para reduzir significativamente o gap de produtividade do milho. O estudo revela que se todas as lavouras do estado alcançassem 75% do PS, a produção de Santa Catarina poderia aumentar em 1 milhão de toneladas na mesma área atualmente cultivada.

Referências:
PILECCO, I.B.; et al. Identifying maize yield potential and farm yield gaps in Southern Brazil. Agronomy Journal, v. 117, n. 6, 2025. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/agj2.70258 >, acesso: 25/09/2026.

Sustentabilidade
Soja em Chicago sobe após oito sessões de queda com apoio do petróleo e da demanda chinesa

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira (22) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de queda. Após atingir o menor patamar em dois meses, o mercado encontrou espaço para uma recuperação técnica, impulsionada por compras de barganha, pela valorização do petróleo e pela demanda chinesa.
A alta do petróleo contribuiu para sustentar as cotações, diante da relação entre o mercado energético e o óleo de soja utilizado na produção de biodiesel. Outro fator positivo foi a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano. Nesta quinta-feira, exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram a venda de 202 mil toneladas de soja para o país asiático.
Os dados de exportação também reforçaram o cenário de demanda. As vendas líquidas norte-americanas de soja para a temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as aquisições, com 2,179 milhões de toneladas.
O volume total ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.
Preços da soja em Chicago
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%, cotados a US$ 12,53 por bushel. Já a posição janeiro avançou 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%, encerrando a US$ 12,6475 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para dezembro encerrou em queda de US$ 1,00, recuo de 0,28%, a US$ 347,30 por tonelada.
O óleo de soja, por outro lado, acompanhou o movimento positivo do mercado energético. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,77 centavo, ou 1,16%.
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