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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: O mercado segue precificando a cúpula Trump-Xi Jinping na quinta-feira – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 28/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 28/10

O contrato de soja para novembro fechou em alta de 1,05% ou $ 11,00 cents/bushel, a $1078,50. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,97% ou $ 10,25 cents/bushel, a $1095,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 2,78% ou $ 8,3/ton curta, a $ 306,5. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de 1,00% ou $ -0,51/libra-peso, a $ 50,26.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. O mercado segue confiante sobre o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump na Coreia do Sul nesta quinta-feira. A expectativa é que a China volte a comprar grãos, principalmente soja, o que pode tirar a pressão sobre o setor. “Espera-se que a soja desempenhe um papel significativo em qualquer acordo com a China, assim como desempenhou após o impasse comercial no final do primeiro mandato do presidente”, segundo o analista americano de mercado de grãos Bryce Knorr. Qualquer outro resultado, pode reverter os ganhos que levaram a soja ao melhor patamar em 15 meses. Diversas fontes informaram que compradores chineses cotaram frete nos portos americanos. O atraso no plantio no Brasil, em relação ao ano anterior e a média histórica, também deu sustento as cotações do dia.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-EXPORTADORES COTANDO FRETES PARA A CHINA (altista)

Após subir pouco mais de 2,4% ontem, a soja voltou a ser negociada com ganhos significativos no pregão diário de Chicago, atingindo máximas de 15 meses. O principal argumento de alta é a expectativa de um acordo comercial entre os EUA e a China que suspenderia o embargo de Pequim à soja americana para a safra 2025/2026. Tanto que já se fala em exportadores cotando fretes para a China a partir do Golfo do México.

NÃO HÁ OUTRO RESULTADO POSSÍVEL (altista)

A atenção do mercado está voltada para o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorrerá na Coreia do Sul nesta quinta-feira. Os traders apostam que esse encontro levará a um retorno imediato da demanda chinesa aos Estados Unidos; qualquer outro resultado seria baixista para os preços. Em outras palavras, não há mais uma trégua, mas apenas um acordo efetivo, em um momento em que a colheita já avançou — segundo investidores privados — em 84% da área plantada.

EUA SERIAM A ÚNICA OPÇÃO DA CHINA (altista)

Nesse cenário ideal, alguns analistas sustentam que, para atender às suas necessidades de soja no ano civil, a China precisaria de 5,50 a 8,20 milhões de toneladas e que os EUA seriam a única opção viável para supri-las. Os mais otimistas esperam que mais 8 a 10 milhões de toneladas sejam adicionadas para cobrir as necessidades da China entre janeiro e fevereiro, antes que a soja brasileira da safra 2025/2026 esteja disponível para embarque. Há muito em jogo para a soja esta semana.

EUROPA-IMPORTAÇÕES MENORES (baixista)

Longe de acelerar, as importações de soja da União Europeia estão ficando ainda mais atrasadas. De fato, a Comissão Europeia informou hoje que, entre 1º de julho e 26 de outubro, o bloco comprou 3,62 milhões de toneladas, 15% a menos que no mesmo período do ano passado. Até a semana anterior, esse atraso era de 9%. Os principais fornecedores foram Brasil e Estados Unidos, com 1,94 e 1,18 milhão de toneladas, respectivamente. Em relação ao farelo de soja, as compras da UE totalizaram 5,68 milhões de toneladas no período mencionado, 4% abaixo do volume adquirido um ano antes. No relatório anterior, esse atraso era de 1%. Nesse caso, os principais fornecedores foram Brasil e Argentina, com 3,14 e 1,87 milhão de toneladas, respectivamente.

UCRÂNIA-MENOR PRODUÇÃO DE GIRASSOL (altista)

Em outra nota, o Conselho Agrícola da Ucrânia alertou hoje que, se o clima chuvoso, desfavorável à colheita, persistir, os volumes de produção de girassol poderão ficar abaixo das expectativas recentes. “O mercado prevê entre 10,20 e 10,80 milhões de toneladas, enquanto iniciamos a temporada com uma previsão de 13 milhões de toneladas de girassol. No entanto, se as chuvas continuarem, teoricamente poderíamos colher 9,50 milhões de toneladas”, afirmou a agência em seu relatório semanal. Na semana passada, o Ministério da Economia da Ucrânia informou que, após um progresso na colheita de 82,4% da área adequada, 7,84 milhões de toneladas de girassol foram colhidas. O Conselho indicou que as exportações mensais de óleo de girassol em outubro e novembro não ultrapassariam 400.000 toneladas, em comparação com 480.000 toneladas por mês no ano anterior. Enquanto isso, a consultoria APK-Inform reduziu sua previsão para as exportações de óleo de girassol ucraniano em 2025/2026 de 5,86 para 5,36 milhões de toneladas no início de outubro.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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