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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Indústrias chinesas destacam qualidade da soja mato-grossense e reforçam parceria com o Brasil

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Nos maiores complexos industriais da China, onde são produzidas cerca de 7 milhões de toneladas de ração por ano, a soja brasileira, onde a maior parte vem do campo mato-grossense, é responsável por essa produção.

O grão, que passa por um rigoroso processo de higienização e desinfecção antes de entrar na linha de produção, é considerado estratégico por empresas chinesas que atuam na criação de suínos e na fabricação de óleo vegetal.

Segundo Ren Jianbo, diretor de pesquisa e desenvolvimento de rações para suínos, o farelo de soja é a principal fonte de proteína para os animais.

“Temos quatro granjas e mais de 10 mil suínos. Acompanhamos o peso individual de cada um e, com base nesses dados, conseguimos estimar o orçamento aplicado. O farelo de soja é extremamente importante para toda nossa alimentação animal”, afirmou.

Ainda segundo Ren, a expectativa das indústrias chinesas é de que o Brasil continue fornecendo soja de qualidade e com estabilidade.

“Atualmente, o uso desse alimento está diretamente ligado à quantidade de soja brasileira importada pela China”, informou

🚢 Brasil é principal fornecedor

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O Brasil, os Estados Unidos e a Argentina são os três maiores produtores de soja do mundo. A China, apesar de ocupar a quarta posição, é o maior consumidor global da oleaginosa. Mais de 70% da soja exportada pelo Brasil tem como destino o país asiático.

Em alguns portos chineses, mais de 20 navios vindos do Brasil atracam todos os anos. Cada embarcação pode transportar até 70 mil toneladas de soja. Em uma das indústrias visitadas pela equipe do Mais Agro, há 30 silos com capacidade para armazenar 7 mil toneladas cada, todos abastecidos, em grande parte, por soja brasileira.

🏭 Indústria automatizada e dependente do Brasil

A indústria, Nantong Yide Industry, que atua na produção de óleo e farelo de soja, logística e armazenagem de grãos, possui 60 mil metros quadrados de área construída.

O gerente-geral da empresa, He Xian, destacou a dependência da matéria-prima brasileira, já que todos os anos são importados cerca de 100 milhões de toneladas de soja. Quase 80% vem de fora. E o Brasil, que hoje é o maior produtor do mundo, é o principal parceiro da china.

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O vice-gerente Liu Yi disse que de todas as commodities, a soja é a mais importante para o chinês. O farelo e o óleo de soja que eles fornecem, fazem parte da produção diária.

🍽️ Soja na mesa dos chineses

Além da ração animal, o óleo de soja também é amplamente utilizado na culinária chinesa. Kong Li Jun, a vice-presidente da revista China Record, afirmou que o alimento é nutritivo e saboroso.

“As frituras são uma delícia. O óleo de soja ajuda a baixar o colesterol, não é gorduroso e é fácil de digerir”, contou.

O diretor de trading da Shangai Goodsoy, Ken Wu, explicou que a tradição alimentar chinesa é baseada em vegetais e fibras, e por isso, a proteína da soja é uma fonte importante na dieta chinesa, tornando-a bastante especial.

Para o gerente de comércio internacional, Hou Kun, a proteína da soja pode até substituir a carne. Para ele é uma opção muito saudável e rico em proteína.

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A soja brasileira é transformada em oléo de soja que é considerado produção diária da China — Foto: TVCA/Reprodução

A soja brasileira é transformada em oléo de soja que é considerado produção diária da China — Foto: TVCA/Reprodução

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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