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14 de outubro de 2026

Business

Bebidas puxam queda da produção da agroindústria em agosto

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O volume de produção da agroindústria brasileira caiu 2,1% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, a retração é de 0,5%, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) divulgado pelo FGVAgro nesta segunda-feira (27).

Os setores de Bebidas e Produtos Não-Alimentícios registraram as maiores quedas no mês. O segmento de Bebidas caiu 4,9%, com destaque para as bebidas alcoólicas, que tiveram retração de 11,8%, atingindo o menor nível de produção desde 2014. A queda ocorreu antes dos casos de contaminação por metanol, registrados em setembro.

Produtos Não-Alimentícios registraram redução de 4,2%, puxada principalmente pela produção de biocombustíveis, que caiu 24,1%. Esse resultado representa a pior performance para o mês de agosto desde o início da série histórica, em 2003.

Desafios para o setor em 2025

Pesquisadores do FGVAgro destacam que a agroindústria enfrenta dificuldades em 2025 por fatores econômicos e políticos. A política monetária restritiva contribui para a desaceleração da economia, enquanto a valorização do real reduz a competitividade e as receitas de alguns produtos no mercado internacional.

Além disso, os efeitos do tarifaço dos EUA têm impacto direto e indireto sobre o setor. Parte da perda de receita veio da redução de embarques para o país norte-americano (efeitos de primeira ordem). Outra parte decorreu da deterioração das expectativas dos empresários, mesmo em segmentos considerados isentos da tarifa elevada anunciada em julho.

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Perspectivas e atenção ao mercado internacional

Segundo especialistas, os efeitos combinados de política econômica interna e choques externos tornam o ambiente de negócios mais desafiador para produtores e indústrias. A recuperação da produção depende de ajustes na competitividade e na confiança dos empresários.

O cenário ressalta a necessidade de acompanhamento constante das tendências internacionais e das políticas comerciais, que influenciam diretamente a produção e a exportação de produtos agroindustriais brasileiros.

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Máximas podem chegar a 36 °C em dois municípios da Bahia

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A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de até 36 °C em dois municípios da Bahia, na janela entre sexta-feira (16) e sábado (17). Em Itapetinga, a máxima prevista fica 8,5 °C acima da normal climatológica; em Teixeira de Freitas, a diferença deve ser de 6,9 °C.

Em Itapetinga (BA), a máxima prevista para sexta-feira (16) é de 36 °C, ante a normal climatológica de temperatura máxima de 27,5 °C. A Climatempo prevê esse patamar de máxima por três dias seguidos.

Para Teixeira de Freitas (BA), a previsão também indica uma sequência de três dias com máxima de 35 °C. Esse é o valor esperado para sábado (17).

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras.

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Em Teixeira de Freitas, a normal climatológica de temperatura máxima usada na comparação é de 28,1 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

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Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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