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Preço do boi gordo se mantém estável no país; confira o fechamento de mercado

Nesta quarta-feira (22), o mercado físico do boi gordo apresentou alta em estados como Tocantins, Pará, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde as escalas de abate estão mais apertadas.
Em São Paulo, os preços se mantêm acomodados, com frigoríficos de maior porte bem escalados e boa oferta de animais de parceria. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o cenário indica redução do diferencial de base e menor eficiência de hedge.
Preços do boi gordo em arroba
- São Paulo: manteve em R$ 313,62 (a prazo)
- Goiás: manteve em R$ 303,93
- Minas Gerais: manteve em R$ 303,82
- Mato Grosso do Sul: manteve em R$ 327,05
- Mato Grosso: manteve em R$ 299,26
Mercado atacadista
- Quarto traseiro: manteve em R$ 25,00 por quilo
- Ponta de agulha: manteve em R$ 17,00 por quilo
- Quarto dianteiro: manteve em R$ 18,20 por quilo
O mercado atacadista segue firme, com perspectiva de alta no curto prazo, impulsionada pelo décimo terceiro salário, criação de postos temporários de emprego e maior circulação de dinheiro nas confraternizações de final de ano.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3969 para venda e R$ 5,3949 para compra, oscilando entre R$ 5,3776 e R$ 5,4131 ao longo do dia.
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A revolução dos biocombustíveis também é uma revolução econômica, pontua CEO da Massey Ferguson

Durante sua participação no Fiap 2026, na palestra “Biocombustíveis: as novas tecnologias de mercado”, Luis Felli, CEO Global da Massey Ferguson, destacou o papel estratégico dos biocombustíveis para a economia, a sustentabilidade e a segurança energética do Brasil. Segundo ele, dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que os biocombustíveis podem adicionar R$ 403 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2030 e 2035.
Ao abordar a evolução do setor, Felli relembrou as transformações ocorridas desde a década de 1970. “Se formos para os anos 70, de lá para cá substituímos etanol na gasolina, tivemos carros movidos a etanol, depois os carros flex. Hoje somos importadores de óleo diesel e o principal fornecedor é a Rússia. Então, nós temos um problema referente a criar uma solução para esse descasamento entre gasolina e diesel. Como fazemos para que os biocombustíveis tenham uma presença maior e mais significativa para que possamos substituir o diesel?”, questionou.
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Segundo ele, uma das principais mudanças observadas nos últimos anos foi a revolução do etanol de milho, que começou em Mato Grosso. “O que vimos acontecer foi a revolução do etanol de milho, que começou no estado”, afirmou.
Felli também destacou os impactos da Lei Combustível do Futuro, que estima evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de CO₂ até 2037. Além disso, a produção combinada de etanol de cana-de-açúcar e milho deverá superar 43 bilhões de litros na safra 2026/27.
O executivo explicou que o avanço do etanol de milho foi impulsionado por fatores econômicos. “O milho era barato. O diesel era caro para chegar e a gasolina também. Agora o etanol de milho tem seu coproduto, o DDG, que representa cerca de 40% da receita de uma empresa de etanol de milho”, disse.
Ele ressaltou ainda que o DDG tem provocado uma transformação significativa na pecuária brasileira. “Uma coisa que não falamos é como mudou o confinamento de gado no Brasil. Hoje, 21% do gado é confinado e, há alguns anos, esse percentual era de 4% ou 5%. Novamente, estamos subindo em uma velocidade assustadora por conta do DDG. Estamos em um processo de revolução da cadeia da proteína animal, dos biocombustíveis e de tudo o que acontece ao redor disso.”
Outro ponto destacado foi o potencial do sorgo como matéria-prima para a produção de etanol. “O sorgo é pouco plantado porque não tem mercado. Mas ele faz o mesmo trabalho do milho em uma planta de etanol. Tem um ciclo mais curto e, depois que fecha a janela do milho, surge uma oportunidade para que o produtor utilize a segunda janela da segunda safra”, explicou.
Ao falar sobre o futuro dos biocombustíveis, Felli destacou que duas questões mudaram o cenário, sendo a competitividade e a tecnologia. “Por que a competitividade é importante? Eu converso com agricultores no mundo todo e a sociedade considerada mais desenvolvida é a europeia, com forte consciência ambiental. Mas toda vez que pergunto sobre combustíveis renováveis, a resposta é a mesma eles aceitam se for econômico ou mandatório.”
Massey Ferguson na linha de frente do etanol
Nesse contexto, a Massey Ferguson trabalha em novas soluções para ampliar a adoção do etanol em máquinas agrícolas.
“Nós devemos lançar, em 2028, um motor a etanol de alta potência. Os problemas que existiam no passado, como aquecimento, foram resolvidos. O trator terá praticamente a mesma curva de torque de um motor diesel, sem perda de energia, tornando-se bastante competitivo. Existe uma competitividade muito grande na conversão para etanol por conta do ganho econômico.”
Além do etanol, Felli apontou o biometano como uma das alternativas mais promissoras para o campo. “O biometano tem aspectos importantes de retorno. É você consumir o biometano nos seus próprios equipamentos.”
Ele lembrou que o desafio atual está na continuidade da produção e na busca por novas biomassas e matérias-primas. Citou ainda a utilização crescente de caminhões movidos a biometano no transporte de cana-de-açúcar.
“Hoje já existem caminhões a biometano puxando cana. Você trabalha oito meses por ano. Então, vamos lançar, no ano que vem, um trator a metano e biometano com as mesmas características de curva de torque de um diesel, a mesma potência e o mesmo desempenho. Para quem produz, isso representa uma redução massiva de consumo.”
O executivo também mencionou outras tecnologias em desenvolvimento, como o motor movido a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), conhecido como diesel verde, além da eletrificação da frota agrícola por meio do e-100 Vario, da Fendt.
Ao explicar o funcionamento do HVO, Felli destacou que o combustível é produzido a partir do tratamento de óleos vegetais com hidrogênio.
“Nós poderíamos vender motores a HVO, mas hoje não existe oferta suficiente do combustível. Se houver disponibilidade, podemos colocar essa solução no mercado.”
Ao encerrar sua participação, o CEO Global da Massey Ferguson reforçou que o avanço dos biocombustíveis depende da combinação entre sustentabilidade e viabilidade econômica para o produtor rural.
“A economicidade e a Lei dos Biocombustíveis fazem com que esse mercado tenha futuro. É muito melhor quando você consegue ser econômico, trazendo resultado para o agricultor. Essa é a nossa busca com essas máquinas.”
Para Felli, além dos benefícios ambientais, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de geração de riqueza para o Brasil. “Isso também gera impacto positivo para o meio ambiente. Não se compara a geração de riqueza do agro com biocombustíveis à do petróleo. O agro tem uma capacidade muito forte de gerar renda, desenvolvimento e oportunidades para o país”, concluiu.
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Cultivar BRS Savana é apresentada em Dia de Campo sobre trigo safrinha no DF

A cultivar de trigo sequeiro BRS Savana, lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na AgroBrasília 2026, foi apresentada a 65 produtores e técnicos em um Dia de Campo no Distrito Federal. Segundo o material fornecido, o evento foi promovido pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal. O conteúdo relaciona a apresentação da variedade ao sistema de trigo safrinha.
O destaque do evento foi a cultivar BRS Savana, identificada no material como uma variedade de trigo sequeiro. A apresentação ocorreu em um Dia de Campo voltado ao trigo safrinha no Distrito Federal, com a presença de 65 produtores e técnicos.
A fonte informa que a cultivar foi lançada pela Embrapa durante a AgroBrasília 2026. A demonstração em campo indica continuidade na divulgação técnica da nova variedade junto ao público produtor e aos agentes ligados à assistência e ao acompanhamento das lavouras.
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Pelo conteúdo disponível, a informação central está na exposição da cultivar a participantes do setor, dentro de uma agenda técnica de campo. Esse tipo de evento costuma ser utilizado para apresentar materiais genéticos, manejo e desempenho agronômico, mas o texto original não detalha quais características da BRS Savana foram mostradas aos participantes.
A fonte também não informa o local exato do encontro, a data completa do Dia de Campo, o nome completo da cooperativa organizadora, nem dados técnicos como produtividade, ciclo, tolerância climática, adaptação regional ou área recomendada para cultivo. Também não há, no material fornecido, comparação com outras cultivares ou detalhamento dos impactos esperados para produtores.
Com as informações disponíveis, o fato confirmado é a apresentação da BRS Savana a produtores e técnicos em um evento técnico sobre trigo safrinha no Distrito Federal. O material divulgado não informa indicadores agronômicos, prazos de adoção ou resultados produtivos da cultivar.
Fonte: embrapa.br
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Adidos de México e Indonésia se queixam de baixa relação comercial com o Brasil

O Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, reuniu adidos agrícolas de sete países nesta quinta-feira (18) para discutir as oportunidades e os desafios da relação comercial do Brasil com o mundo.
Os representantes de México e Indonésia exaltaram que a relação comercial entre suas nações e o Brasil ainda é pequena diante da importância econômica e populacional que representam.
“México e Brasil são as duas economias mais importantes da América Latina e o nosso fluxo comercial ao longo de um ano inteiro equivale a apenas dez dias com o que temos com os Estados Unidos”, enfatizou o conselheiro da Embaixada do México, Marco Huerta Sanchez.
Segundo ele, o Brasil é importante para a estabilidade da segurança alimentar e inflacionária mexicana, com destaque para a abertura de mercado de proteínas animais. “Um exemplo disso é a fábrica da Pilgrim’s Pride, da JBS no México, que emprega mais de 11 mil pessoas”, enfatiza. Sanchez destaca, ainda, que o México deseja ampliar a relação com o Brasil para reduzir a dependência agrícola que possui com os Estados Unidos e a China.
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“Temos acordos setoriais, mas não um acordo de livre comércio e precisamos trabalhar nisso. […] Quando os Estados Unidos enfrentaram casos de doença de Newcastle [entre 2018 e 2020] recorremos à carne de frango brasileira”, disse. O representante ainda destacou o interesse do México no modelo de cooperativas agroindustriais brasileiras e no trabalho de pesquisa da Embrapa em agricultura tropical, visto por ele como referência mundial.
Já o ministro conselheiro da Embaixada da Indonésia, Dhanny Arifin, ressaltou que as populações indonésia e brasileira combinadas são de quase 500 milhões de habitantes. “Somos países muito grandes para termos uma balança comercial tão pequena, de apenas US$ 7 bilhões”, enfatizou.
De acordo com ele, a Indonésia enxerga amplo potencial para aumentar as exportações de coco, item do qual é a maior produtora global, com cerca de 17 milhões de toneladas/ano, e de óleo de palma. “A agricultura brasileira é muito importante para nós. Queremos mais parcerias em soja, açúcar e carnes. […] Queremos que as empresas brasileiras invistam nesses setores e fortaleçam relacionamento. […] Temos muitas similaridades em termos agropecuários e o nosso relacionamento deveria ser muito maior”, considera.
Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Indonésia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, sendo o 16º maior destino das exportações brasileiras e o 5º no setor do agronegócio. Em 2024, o Brasil registrou superávit de cerca de US$ 2,6 bilhões com a Indonésia.
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