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14 de outubro de 2026

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Iniciativa ajuda produtores paulistas a recuperar áreas degradadas

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Produtores rurais do estado de São Paulo estão recuperando a produtividade de áreas degradadas por meio de uma parceria entre o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Segundo o técnico da CATI, Ciro Manzoni, o projeto oferece até R$ 50 mil por produtor, divididos entre o programa Berços d’Água, e o Águas Rurais. No Berços d’Água, o recurso é usado em obras como terraceamento em nível, construção de berços d’água e aquisição de insumos como calcário e gesso, com o objetivo de aumentar a infiltração e reter água da chuva.

Já o Águas Rurais financia a construção de cercas em torno de nascentes e áreas de preservação, instalação de fossas biodigestoras, caixas d’água e tubulações, garantindo o abastecimento das residências e o tratamento do esgoto, promovendo a sustentabilidade e a produtividade da propriedade rural.

O produtor Igor Masirevic, contemplado pelo programa, destacou que a propriedade, localizada em área de transição entre cerrado e serra, passou a reter melhor a água e reduzir perdas com erosão. “As águas agora ficam na terra, aumentaram as nascentes, e a produtividade voltou”, afirmou.

A CAT reforça que a adoção de práticas conservacionistas é um investimento e que os recursos estão disponíveis para produtores de todo o estado, bastando procurar as Casas da Agricultura.

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

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Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.

O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.

Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Exportações de soja recuam em setembro, enquanto embarques de algodão avançam em Mato Grosso

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As exportações de soja e algodão de Mato Grosso tiveram movimentos opostos em setembro de 2026. Enquanto os embarques da oleaginosa recuaram 49,71% em relação a agosto, os envios de pluma avançaram 52,17% na mesma comparação, refletindo a sazonalidade da oferta das duas culturas. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados em boletim semanal.

No caso da soja, a redução mensal não impediu que o estado ampliasse o volume exportado no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, foram enviados ao mercado internacional 30,97 milhões de toneladas, alta de 6,15% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Já o algodão iniciou o ciclo 2026/27 com maior participação nos embarques nacionais. Em setembro, Mato Grosso exportou 94,41 mil toneladas de pluma, o equivalente a 52,52% do volume brasileiro comercializado no exterior no mês.

A diferença entre os resultados está relacionada, principalmente, ao momento de disponibilidade dos produtos. Enquanto a oferta de soja diminui após o período de maior concentração dos embarques, a colheita e o beneficiamento do algodão ampliam a quantidade de fibra disponível para exportação.

A China permanece como principal destino da soja mato-grossense, concentrando 59,13% do volume enviado ao exterior entre janeiro e setembro. No algodão, Índia, Bangladesh e Turquia responderam juntos por 52,80% dos embarques estaduais no acumulado de agosto e setembro, indicando a relevância desses mercados para o escoamento da produção.

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O desempenho do algodão em setembro acompanhou o aumento dos embarques brasileiros. No país, as exportações de pluma somaram 191,55 mil toneladas, crescimento de 80,12% em relação a agosto e de 7,12% na comparação com setembro de 2025. Em Mato Grosso, além da alta mensal, o volume exportado ficou 18,17% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.

A maior disponibilidade da fibra após a colheita da safra 2025/26 e o avanço do beneficiamento ajudam a explicar o resultado. A competitividade do algodão brasileiro também favorece a comercialização internacional, embora a cautela dos compradores ainda seja um fator a acompanhar.

Considerando agosto e setembro, primeiros meses do ciclo 2026/27, o Brasil exportou 297,89 mil toneladas de pluma, aumento de 16,24% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Mato Grosso respondeu por 156,46 mil toneladas, com avanço de 30,07% na comparação anual.

A evolução dos embarques estaduais reforça o peso de Mato Grosso no comércio exterior da fibra. A continuidade desse desempenho, contudo, dependerá da capacidade de a demanda internacional absorver a produção disponível, fator que será determinante para o resultado das exportações ao longo do ciclo.

Para a soja, a perspectiva é de perda de ritmo nos próximos meses, diante da redução sazonal da disponibilidade do grão. Apesar disso, o volume acumulado até setembro sustenta a expectativa de que Mato Grosso encerre 2026 com exportações próximas às registradas no ano passado.

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A trajetória das duas culturas, portanto, deve seguir condicionada a fatores distintos: a oferta disponível para embarque, no caso da soja, e a evolução da demanda externa, especialmente importante para o algodão no início do novo ciclo comercial.


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