Connect with us
5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Aplique-plante ou plante-aplique? – MAIS SOJA

Published

on

O uso dos herbicidas pré-emergentes é fundamental para reduzir os fluxos de emergência das plantas daninhas, e com isso proporcionar melhores condições para o desenvolvimento inicial da lavoura. Além disso, os herbicidas pré-emergentes contribuem para o aumento da uniformidade de emergência das plantas remanescentes, facilitando o posicionamento de herbicidas pós-emergentes.

Em culturas comerciais como a soja, os pré-emergentes, também conhecidos como herbicidas residuais, podem ser aplicados tanto na modalidade plante-aplique, quanto na modalidade aplique-plante. No sistema plante-aplique, o pré-emergente é aplicação imediatamente após a semeadura da cultura, já no sistema aplique-plante, a pulverização do herbicida ocorre antes da semeadura da cultura. Ambas as modalidade apresentam vantagens e limitações, havendo maiores cuidados no sistema plante-aplique para evitar efeitos indesejados na cultura agrícola, como a ocorrência de fitotoxicidade em plântulas.

Qual o método mais eficiente para o controle das plantas daninhas ?

Ao analisar possíveis diferenças na eficiência de controle e seletividade à soja quando pré-emergentes são aplicados anteriormente, ou logo após a semeadura da cultura, Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020) observaram que o momento de aplicação de herbicidas pré-emergentes em relação à semeadura da soja pode alterar significativamente a eficiência de controle de alguns ingredientes ativos sobre plantas daninhas, porém sem afetar a seletividade destes.

Figura 1. À esquerda, sistema aplique-plante (pulverização antes da semeadura); à direita, sistema plante-aplique (pulverização imediatamente após a semeadura).
Fonte: Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020)

Conforme analisado pelos autores, alguns princípios ativos de herbicidas residuais apresentaram maior performance no controle das planta daninhas quando aplicado após a semeadura da cultura (tabela 1). Em tese, a aplicação pós-semeadura possibilita um maior controle pré-emergente da área de solo revolvida durante o processo de semeadura, onde normalmente se concentram fluxos de emergência das plantas daninhas. Nesse sentido, tecnicamente, desde que seja corretamente conduzida e posicionada, a aplicação de herbicidas residuais na modalidade plante-aplique, tende a fornecer um maior controle inicial das plantas daninhas, fato corroborado por  Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020).

Tabela 1. Porcentagens de controle de caruru (Amaranthus spp.) registradas 39 dias após a pulverização do herbicida em diferentes modalidades de aplicação.
Adaptado: Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020)

Consequentemente, conforme observado por Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020) na média observada no estudo, a produtividade obtida no sistema plante-aplique foi aproximadamente 600 kg ha-1 superior a produtividade obtida no sistema aplique-plante, independentemente do herbicida avaliado, fato provavelmente proveniente do maior controle de plantas daninhas no sistema plante-aplique (tabela 2).

Tabela 2. Produtividade (kg ha-1) registradas para a soja cv. BMX Potencia RR.
Adaptado: Pedroso; Avila Neto; Dourado Neto (2020)

No entanto, vale destacar que a utilização de herbicidas residuais na modalidade plante-aplique, demanda um planejamento detalhado e alto nível de conhecimento técnico, já que a aplicação do herbicida deve ocorrer de forma integrada e sincronizada com a semeadura, e não deve ocorrer após a semente iniciar o processo de germinação. Para esta modalidade sempre é importante conferir a possibilidade com o fabricante e a recomendação em bila do produto a ser aplicado.

Logo, é essencial definir corretamente a dose e o momento ideal de aplicação do herbicida pré-emergente, levando em conta fatores climáticos e ambientais. Quando essas variáveis não são consideradas, seja pelo uso de doses excessivas ou pela aplicação em condições adversas, há risco de fitotoxicidade na soja e de queda na eficiência do controle das plantas daninhas.

Confira o estudo completo desenvolvido por Pedroso; Avila Neto e Dourado Neto clicando aqui!


Veja mais: Erros comuns na aplicação de herbicidas pré-emergentes e como evitá-los


Referências:

PEDROSO, R. M.; AVILA NETO, R. C.; DOURADO NETO, D. PRE-EMERGENT HERBICIDE APPLICATION PERFORMED AFTER CROP SOWING FAVORS PIGWEED (Amaranthus spp.) AND WHITE-EYE (Richardia brasiliensis) CONTROL IN SOYBEANS. Revista Brasileira de Herbicidas, 2020. Disponível em: < https://www.weedcontroljournal.org/wp-content/uploads/articles_xml/2236-1065-rbh-S2236-10652020000190010048500472/2236-1065-rbh-S2236-10652020000190010048500472.pdf >, acesso em: 21/10/2025.

Continue Reading

Sustentabilidade

Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

Published

on


De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.

Fonte: Agência Safras



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.

A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.

Fonte: Agencia Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

Published

on


Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.

Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.

Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.

No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.

No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT